Vinícola Aurora lança rótulo com realidade aumentada e suco orgãnico na APAS Show 2018

Vinícola Aurora lança suco de uva integral Orgânico Casa de Bento e rótulos com Realidade Aumentada nos sucos marca Aurora. Maior e mais premiada vinícola do Brasil apresenta na feira a nona edição de seu vinho mais top, o Aurora Millésime safra 2015, ícone de excelência da enologia brasileira.

Líder no mercado brasileiro em suco de uva integral, com 37% de share, a Vinícola Aurora leva à APAS Show 2018 (de 7 a 10 de maio, no ExpoCenter Norte, em São Paulo) duas grandes novidades nesse segmento: a versão Orgânico de seu consagrado suco natural integral Casa de Bento e, em seus sucos de uva integrais da marca Aurora, o novo rótulo com Realidade Aumentada que integra o consumidor a um conteúdo completo sobre saúde e qualidades do produto. A Aurora é a primeira empresa do Brasil a imprimir essa inovação nesse segmento. Em seu estande no Pavilhão Vermelho, Rua Q/9, a maior e mais premiada vinícola do Brasil fará também um lançamento histórico em vinhos: será apresentada a nona edição do top de linha Aurora Millésime, um Cabernet Sauvignon 100% da safra 2015. Considerado um dos ícones da enologia brasileira, o Aurora Millésime é elaborado apenas em anos específicos, de características consideradas excepcionais para a Cabernet Sauvignon.

Inovação e pioneirismo: Realidade Aumentada nos rótulos do suco integral Aurora — A Vinícola Aurora, maior cooperativa vinícola do país (com 1.100 famílias produtoras associadas, estabelecidas em Bento Gonçalves e arredores, na Serra Gaúcha) sai na frente no segmento de sucos de uva integrais ao lançar rótulos com Realidade Aumentada na sua linha de sucos Aurora. A inovação aproxima o consumidor de um rico e consistente conteúdo virtual, desenvolvido pela vinícola em parceria com a Massfar. Ali estão descritos os benefícios da uva à saúde, dicas de reciclagem, além de visita virtual às instalações da empresa com imagens em 360 graus, receitas e jogos interativos no "mundo mágico do suco de uva". Com um dispositivo móvel (smartphone ou tablet) conectado à internet e um aplicativo gratuito disponível na Apple Store e Google Play, o consumidor acessa esse conteúdo a partir da marca impressa no rótulo.

Natural e Orgânico — O suco integral natural Casa de Bento, que a Vinícola Aurora elabora sem qualquer adição ou correção (nem açúcares, nem corantes, aromatizantes ou conservantes), ganha agora a versão Orgânico. A produção orgânica permite que os alimentos cresçam de maneira equilibrada, seguindo o ritmo da natureza. Desta forma, os frutos acumulam mais energia vital e tornam-se uma excelente fonte de nutrientes, além, é claro, de não ter contato com nenhum tipo de agrotóxico. É o resultado de um sistema de produção agrícola que busca manejar de forma equilibrada o solo e os demais recursos naturais: água potável, ar puro, radiações dos astros do sistema solar, solo, topografia, clima, biodiversidade mineral, vegetal, animal, insetos e de microvida, conservando-os no longo prazo e mantendo a harmonia desses elementos entre si e com os seres humanos.

A Vinícola Aurora está sediada em Bento Gonçalves (RS), a capital brasileira da uva e do vinho, desde sua fundação, há 87 anos. Além de ser a maior em suco de uva integral, lidera o mercado brasileiro também em vinhos finos (brancos e tintos) e em coolers (com a marca Keep Cooler, que responde por 79% do share).

Premiados e consagrados no varejo nacional — Além dos lançamentos, a Vinícola Aurora terá em destaque, em seu estande na APAS Show 2018, vários dos seus mais de 200 itens do portfólio, consagradas no varejo nacional. Entre eles, vinhos brancos, tintos e espumantes, premiados em concursos internacionais e nacionais, como o Cabernet Franc da marca Pequenas Partilhas Notáveis da América, premiado com Duplo Ouro no recente Concurso Mundial de Bruxelas versão Brasil, e a linha Aurora Reserva incluindo o Rosé seco lançado no final de 2017. Outros destaques serão os espumantes Procedências e os Aurora (incluindo os dois mais premiados do Brasil no exterior: Aurora Brut Chardonnay e Aurora Moscatel Branco).| www.vinicolaaurora.com.br | SAC: 0800 701 4555

Frigol apresenta nova identidade visual e renova linhas de produtos na APAS Show 2018

Todas as linhas de produtos serão relançadas com a nova identidade. Além disso, uma nova linha de carnes será apresentada durante o evento. Trata-se da Charcutaria Frigol, composta por produtos defumados artesanais.

A Frigol, quarto maior frigorífico de carnes bovina e suína do país, dá mais um passo em seu constante processo de renovação. Durante a APAS Show, mais importante feira supermercadista do Brasil, realizada entre 7 e 10 de maio de 2018, no Expo Center Norte, em São Paulo, a marca relança suas linhas de produtos com uma nova identidade visual.

A logomarca ganha nova fonte, cores e formato (imagem ao lado). “A nova marca da Frigol é mais leve e moderna, mas preserva os princípios e valores que definem a empresa e mantêm sua essência como organização dinâmica, parceira e criativa”, explica o CEO Luciano Pascon.

Sob a nova marca corporativa, estão sendo relançadas todas as linhas de carnes da indústria. São elas: .Angus Frigol: cortes macios provenientes de gado precoce e participantes do Programa Carne Angus Certificada. |.BBQ Secrets: cortes selecionados, com marmoreio e acabamento superiores |. Frigol Tradicional : cortes fracionados, padronizados e embalados a vácuo |. Frigol Jerked Beef: cortes desossados do dianteiro e traseiro bovino que passam por longo processo de salga e desidratação |. Frigol Suínos: cortes nobres e selecionados, comercializados frescos ou congelados |. Grand Chef Temperados: cortes bovinos e suínos já temperados e prontos para assar |. Frigol Grand Chef: cortes maturados, limpos e desossados e prontos para assar que são ideais para churrasco.

O programa Açougue Completo, iniciativa da Frigol que valoriza a parceria entre a indústria e o varejo, tornando os açougues de supermercados ainda mais eficientes e competitivos, também é relançado com nova identidade visual. Este programa oferece um pacote de benefícios da Frigol aos supermercadistas, incluindo consultoria, planos de ação e até treinamento para os açougues estarem cada vez mais preparados para atender bem aos seus clientes.

Além da renovação da marca, a Frigol também lança na APAS a linha Charcutaria Frigol, com carnes defumadas de extrema qualidade, produzidas de forma artesanal, seguindo os altos padrões de qualidade da companhia.

Crescimento e inovação constantes — A Frigol tem como marca a promoção de melhorias constantes em todas as áreas de atuação, visando oferecer mais soluções aos seus clientes e parceiros comerciais. “A nova marca, a atualização das linhas e os lançamentos periodicamente fazem parte desse processo de renovação da nossa empresa. O resultado positivo é comprovado nos números. Hoje a Frigol processa 120 mil toneladas/ano, distribuídas nos principais mercados do Brasil e exportadas para mais de 60 países em todos os continentes”, destaca Luciano Pascon. | www.frigol.com.br

.br Gold é a nova marca de café gourmet lançada pela Mitsui Alimentos

A Mitsui Alimentos, uma das maiores torrefadoras de café do Brasil, expande sua atuação no mercado nacional de café gourmet com o lançamento da marca .br Gold, composta por café em cápsula compatível com Nespresso e café torrado e moído.

Os produtos são elaborados com grãos nobres, 100% arábica, e chegam como uma iguaria para o consumidor, atendendo o perfil do cliente mais exigente, com paladar criterioso.

Inicialmente, .br Gold é lançada em duas linhas: Origens e Variedades. A primeira se dá pelos grãos do tipo arábica de origens regionais. E consiste em dois sabores distintos e duas versões de produtos.

.br Gold Mogiana Paulista, um café com intensidade 6 e notas de nozes, amêndoas e chocolates. No paladar se comporta como um espresso equilibrado e com características marcantes.

Já .br Gold Cerrado Mineiro possui intensidade 11 e notas adocicadas, de caramelo. É um produto elaborado com grãos originários de uma das principais regiões de café de alta qualidade do Brasil, Cerrado Mineiro.

A linha .br Gold Origens chega ao mercado nas versões em cápsula compatível com nespresso, em embalagem com 10 unidades; e café torrado e moído em pacotes com 250 gramas.

A linha .br Gold Variedades, a priori, será lançada na opção em cápsula e elaborada com grãos do tipo Arábica Bourbon Vermelho, originários da região do Cerrado Mineiro. Esse café possui intensidade 8 e notas frutadas sendo o primeiro sabor de uma gama de possibilidades que a marca pretende oferecer dentro dessa categoria.

Cervejaria Germânia investe R$ 2 milhões em nova linha de cervejas

São Paulo – Depois de oito meses de preparação e mais de R$ 2 milhões de investimento, a Cervejaria Germânia lançará durante a APAS Show 2018, que ocorre entre os dias 7 e 10 de maio no Expo Center Norte, em São Paulo, sua nova linha de cervejas, rótulos e embalagens. As novidades fazem parte da estruturação da empresa com foco no varejo. São oito tipos de cerveja, incluindo duas artesanais, uma IPA (India Pale Ale) e uma WEISS. Entre os produtos estão ainda a Pilsen, Puro Malte, Black, Escura, Vinhedo – receita exclusiva feita com vinho – e a Gluten Free.

A entrada da cervejaria no segmento de varejo, por meio de diversos canais de venda, além de distribuidores regionais, é fruto de um reposicionamento da marca, já famosa no segmento de chope. Segundo Sandro Abreu, diretor de marketing da Germânia, a empresa aposta na qualidade de produção de sua cerveja para ganhar mercado. “Todo o malte, o lúpulo e a cevada possuem certificado de origem e são criteriosamente selecionados. A harmonia desses ingredientes, respeitando todo o processo de produção, oferece uma característica artesanal a nossos produtos”, afirma.

“Utilizamos o método de fermentação em tanques horizontais, como poucas cervejarias no mundo, o que proporciona uma pressão perfeita para nossa levedura”, completa Abreu.

Todos os rótulos dos produtos Germânia em exposição na APAS Show 2018 e já presentes no mercado foram reestilizados, enquanto que novas embalagens foram desenvolvidas.

Evento em Salvador fomenta a cultura cervejeira e valoriza produtos locais

Data: 04-05-2018

No próximo dia 12 de maio, acontece em Salvador, na Casa Guió (Rio Vermelho), evento inédito sobre um tema que vem frequentando cada dia mais a mesa dos baianos: cerveja artesanal. A Mostra Colaborativa Beba Local Bahia propõe um encontro com duração de nove horas – das 13h às 22h – para, em meio a clima festivo, tratar de um assunto importante para a economia do estado, o impulsionamento do cenário de cervejas artesanais da Bahia e consequente visibilidade dos rótulos locais.

A primeira edição do evento conta com a participação de três cervejarias artesanais locais, instaladas em Lauro de Freitas e Camaçari, Feyh Bier, 2 de Julho e Sotera. Dentro de uma proposta de entretenimento, com música e degustação das cervejas, o encontro tem o objetivo de dar um pontapé inicial para o fortalecimento de marcas baianas dentro de um nicho de mercado em crescimento no país.

“As cervejas produzidas na Bahia têm preços justos e acessíveis e apresentam frescor incomparável, pois a produção é recente e não passa pelo processo de transporte de longas distâncias, que muitas vezes interfere na qualidade do produto. São cervejas que utilizam insumos importados de alta qualidade, mas que também são feitos por um importador local”, realça Adriano Bovo Mendonça, à frente da cervejaria Sotera, instalada em Vilas do Abrantes, Camaçari.

Se por um lado a Bahia já conta com um público consumidor de cervejas especiais, por outro existe a certeza por parte dos realizadores da Mostra Colaborativa Beba Local Bahia de que a preferência pelos rótulos artesanais só tende a ganhar novos adeptos nos próximos meses e anos. Daí o reconhecimento de que esse é um momento importante para formar público e conscientizar para a importância do consumo dos produtos locais, tendo como pano de fundo o desenvolvimento econômico regional.

“Existe um grupo de cerca de 10 empresários que, entre uma conversa e outra, já vinha manifestando o desejo de fazer algo conjunto voltado para o mercado local. Nós três estamos dando o primeiro passo para termos algo concreto que comprove a nossa tese. Mas a ideia é que outras cervejarias já instaladas na Bahia se incorporem ao processo, até porque o resultado dessas ações acaba beneficiando todo o mercado”, comenta Rodrigo Feyh, da cervejaria Feyh Bier, instalada em Lauro de Freitas.

O desejo comum a todas as novas fábricas cervejeiras baianas, segundo o empresário da cervejaria 2 de Julho, Bernardo Lepikson, é atingir um mercado onde a cerveja artesanal ainda não chega, como redes de conveniência, mercados, delicatessens e outros pontos de venda, como bares e restaurantes, que ainda não se atentaram para esse novo segmento de cerveja artesanal nem para a cerveja de qualidade local que existe aqui na Bahia.

“Esperamos abrir portas para que as cervejas artesanais produzidas na Bahia cheguem a pontos de venda frequentados por públicos com grande potencial de consumo para esse produto. Muitas pessoas que consumiriam uma cerveja local de qualidade não estão consumindo porque os estabelecimentos não têm conhecimento dessa atividade que está se desenvolvendo aqui. Muitos não sabem que temos cervejas de altíssima qualidade, que não deixam nada a desejar para cervejas de outros estados nem para as importadas”, defende ele

Aumenta concorrência no mercado de água de coco

Por Redação SM – 04/05/2018
No ano passado, as vendas do mercado totalizaram 157,4 milhões de litros, com avanço de 6% em comparação ao ano anterior

A Ducoco vivencia, nos últimos anos, uma disputa mais acirrada no mercado de água de coco, com multinacionais buscando avançar na categoria, antes dominada por empresas nacionais especializadas na área.

Além da Pepsico, dona da marca Kero Coco, competem na categoria a Do Bem, controlada pela Ambev e a britânica Britvic, dona da Puro Coco. A Danone avalia desenvolver o produto no Brasil. Entre os competidores nacionais, está a Frysk, dona da marca Obrigado. Desde o fim de 2016, as indústrias investem em novas linhas, misturando água de coco com sucos, e linhas de leite de coco pronto para beber.

De acordo com dados da Euromonitor International, a Ducoco é a segunda maior empresa de água de coco do país, atrás da Pepsico. A Ducoco tem participação de mercado de 21,2% em receita, em 2017, com vendas de R$ 462,7 milhões.

No ano passado, as vendas do mercado totalizaram 157,4 milhões de litros, com avanço de 6% em comparação ao ano anterior. Para 2018, a previsão da Euromonitor é que a categoria crescerá novamente 6%, chegando a 166,9 milhões de litros vendidos. Em valor, o mercado de água de coco movimentou R$ 2,2 bilhões em 2017, com alta de 13,5% no ano. Para 2018, a estimativa é de um crescimento de 7,8% nas vendas da categoria, para R$ 2,4 bilhões.

Alimentos alagoanos se destacam em feira de exportação no Canadá

04/05/2018 13:58

Alimentos produzidos em Alagoas, como o óleo de coco, paçoca e a pimenta rosa, estão em exposição, até esta sexta-feira (4), no Salão Internacional de Alimentação e Bebidas (SIAL), que acontece em Montreal, no Canadá. O evento é uma das principais entradas para os mercados norte-americano e internacional.

Integrando a programação do evento, a originalidade e o sabor dos produtos alagoanos foram exaltados em jantares promovidos para representantes da Câmara de Comércio Brasil-Canadá e investidores. Itens da empresa Popular Alimentos, como a paçoca e a goiabada, o leite de coco da Copra Alimentos e o açaí estavam entre os ingredientes utilizados nos menus do chef de cozinha de Toronto, Doug Penfold.
Vale ressaltar que ambas empresas participantes da SIAL são incentivadas por meio do Programa de Desenvolvimento Integrado (Prodesin), que oferece a redução de 92% no pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na saída dos produtos industrializados, dependendo da quantidade de empregos gerados.
De acordo com a avaliação de um dos sócios da empresa, responsável pelo contato dos produtos com o mercado internacional, a SBB Traiding,  Murilo Cesar Schlempe, a participação na Feira vem sendo extremamente positiva. “Em sua quase totalidade os consumidores e empresários se deparam com total surpresa por nunca terem experimentado esses alimentos, então esse contato é bastante essencial para que o mercado canadense e de outros países conheçam o que temos para oferecer”, pontua Murilo.

Outra iguaria levada para SIAL é a pimenta rosa, especiaria produzida às margens do São Francisco, em Piaçabuçu.

Sabor da terra

A participação de produtores e empresas locais em feiras de exportação integram ações voltadas para as rodadas de negócios, promovidas pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), que buscam aproximar os vendedores dos possíveis compradores.
Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito, a oportunidade é compreendida como uma forma de captar novos mercados. “Queremos mostrar a qualidade e a nossa diversidade de sabores, e assim desenvolver ainda mais a economia local, promovendo a cultura exportadora entre os produtores e empresários”, avalia Rafael.
Além disso, a participação em feiras integra o Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) do Governo Federal, que, em Alagoas, é formado pela Sedetur, Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), Sebrae, Senac, Banco do Nordeste, Banco do Brasil e Correios.
Fonte: Sedetur

Alimentos orgânicos: mercado cresce e pesquisa responde desafios de produção

O mercado de alimentos orgânicos tem crescido em nível mundial e, no Brasil, a realidade não é diferente

O mercado de alimentos orgânicos tem crescido em nível mundial e, no Brasil, a realidade não é diferente. A expansão ocorre na faixa de 20% ao ano no País. A produção também tem aumentado: 200% no período de 2001 a 2016. Mas a oferta não acompanha o ritmo do crescimento da demanda, que foi de 330% no mesmo período.

Os dados são apresentados pelo produtor de sementes Carlos Thomaz Lopes, da empresa Grãos Orgânicos Ltda., que produz e comercializa a variedade de milho BRS Caimbé, desenvolvida pela Embrapa. Carlos Thomaz explica que as cadeias produtivas de aves, ovos, leite e carne apresentam aumento crescente de demanda por grãos orgânicos para ração animal. "Essa é uma importante razão para o aquecimento do mercado de milho e soja orgânicos", ressalta.

"Além da maior procura pelos orgânicos no Brasil, o desequilíbrio entre oferta e demanda por esses produtos na Europa e nos Estados Unidos indica que o mercado externo também será importante por muito tempo", analisa o produtor.

Com todo o contexto favorável, Carlos Thomaz acredita que a adesão de agricultores à produção orgânica ainda é lenta por causa de algumas dificuldades. "A legislação exige um período de transição, que no caso do milho é de um ano. É preciso tempo e disciplina para adaptação ao sistema de produção, que não utiliza químicos", afirma. Existem os desafios para fazer o controle de plantas espontâneas e o manejo ecológico de pragas e doenças.

O coordenador técnico regional da Emater-MG Walfrido Albernaz concorda que a transição dos modelos convencionais para a agricultura orgânica tem sido o grande desafio entre os produtores. "Essa mudança requer novos conhecimentos, novas formas de manejo, investimentos e uma atuação coletiva para organização da produção e da comercialização. No sistema convencional, já existe toda uma logística, que envolve a disponibilidade de insumos, serviços, financiamentos e estrutura comercial. Já na agricultura orgânica, essa logística geralmente ainda precisa ser construída".

Uma saída que tem se mostrado interessante para agricultores familiares é a venda de seus produtos para o mercado institucional. O PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) remuneram melhor os produtos orgânicos e estimulam o associativismo. "Esses programas institucionais têm possibilitado a implantação de novas cooperativas, onde a discussão da agricultura de base agroecológica conquista espaço cada vez maior. E os agricultores recebem o preço de varejo pelos produtos", comenta Walfrido.

O técnico da Emater-MG acredita que a agricultura orgânica é uma alternativa de inovação na gestão das propriedades rurais e nas áreas de produção urbanas e periurbanas. "As hortas comunitárias em Sete Lagoas são referência importante na adoção de práticas agroecológicas e há 25 anos constroem sua história de ação coletiva. A orientação técnica da Emater tem se pautado nas práticas de manejo sustentável dos recursos naturais e na comercialização de produtos livres de agrotóxico".

Pesquisas têm indicado cada vez mais respostas para os desafios dos sistemas de produção orgânica. Durante encontro técnico realizado na Fazenda da Mata, em Fortuna de Minas-MG, foram apresentadas alternativas de adubação orgânica, manejo ecológico de plantas espontâneas e controle biológico de insetos-praga.

O engenheiro agrônomo Virgínio Augusto Diniz Goncalves apresentou o sistema de produção adotado na fazenda, que é de propriedade da empresa Grãos Orgânicos Ltda., e produz as sementes de milho BRS Caimbé. Leguminosas, como o feijão-de-porco e a crotalária, são usadas como adubo verde e promovem a fixação biológica de nitrogênio no solo. Há plantio solteiro de milho e também em consórcio, fileiras com leguminosas e com braquiária.

Virgínio relata que as áreas nativas preservadas no entorno das lavouras têm papel importante ao garantir a biodiversidade e a presença de inimigos naturais das pragas. "Recentemente, uma lagarta começou a atacar as áreas cultivadas com feijão-de-porco, e depois foi possível perceber que um inseto predador da praga passou fazer o controle dela", conta o engenheiro agrônomo.

O coordenador técnico estadual de culturas da Emater-MG Sergio Brás Regina falou sobre a importância da análise de solo e de sua interpretação com bases agroecológicas para a produção orgânica.

Sérgio apresentou diversas fontes de adubação, como fertilizantes orgânicos e biocaldas para sistemas agroecológicos. Já o professor Antônio Wilson de Oliveira Malta, da Universidade Federal de Viçosa, Campus Florestal, apresentou resultados de experimentos que demonstram o uso da homeopatia no manejo de plantas espontâneas. O pesquisador Walter Matrangolo, da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), apresentou técnicas de controle biológico de insetos-praga.

O Encontro Técnico sobre Produção de Sementes Orgânicas foi realizado no último dia 26 de abril e reuniu mais de 60 pessoas, entre agricultores, estudantes, extensionistas e pesquisadores.

Brasil e ONU lançam redes para combater consumo de sódio e de alimentos processados

O Ministério da Saúde do Brasil, agências da ONU e delegações de nove países da América Latina e Caribe lançaram nesta semana, em Brasília, duas redes para combater o consumo de alimentos processados e a ingestão de sódio. Apresentadas em Brasília, na sede nacional da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), iniciativas buscam cumprir compromissos da Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição, observada de 2016 a 2025.

Na abertura do evento na capital federal, na quinta-feira (3), Joaquín Molina, representante da OPAS no Brasil, lembrou que a nutrição aparece claramente em seis dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, os ODS. “A má nutrição, em todas as suas formas, afeta todos os países, e as diferentes formas de má nutrição, como a fome e a obesidade, convivem dentro dos mesmos países”, disse.

Daniel Balaban, diretor do Centro de Excelência contra a Fome e representante do Programa Mundial de Alimentos no Brasil, ressaltou que “a nutrição é hoje o mais importante tema de saúde pública a ser discutido pelo mundo”.

Segundo o especialista, os recursos gastos para combater os males causados pela má nutrição deveriam ser utilizados para promover a nutrição adequada — e portanto, prevenir problemas de saúde. “O Guia Alimentar brasileiro serve de exemplo para vários países do mundo porque mostra claramente quais alimentos são benéficos e quais são maléficos para a nossa saúde e o que precisamos fazer para ter uma alimentação saudável.”

Os dois projetos inaugurados pelo governo brasileiro são a Rede sobre difusão de Guias Alimentares baseados no nível de processamento dos alimentos e a Rede sobre estratégias para redução do consumo de sódio e prevenção e controle de doenças cardiovasculares.

A estratégia do Ministério da Saúde faz parte dos compromissos assumidos pelo Brasil junto à Década para a Nutrição da ONU. Entre as promessas, está a criação de outras três redes, com atuação prioritária nas Américas. Programas visam promover a alimentação escolar sustentável, prevenir obesidade e doenças crônicas, garantir a governança em segurança alimentar e nutricional e estimular as compras públicas de produtos alimentícios da agricultura familiar.

As redes são coligações de países que trabalham pelo fortalecimento de políticas e legislação, fomentando iniciativas de cooperação técnica e compartilhando boas práticas em temas específicos. A expectativa do Brasil é de que esses organismos sejam catalisadores para o cumprimento dos objetivos de cada nação junto à Década de Nutrição.

Além de instituir esses espaços institucionais de diálogo, o Brasil se comprometeu a deter o crescimento da obesidade entre adultos, reduzir o consumo regular de bebidas adoçadas com açúcar em pelo menos 30% no mesmo grupo etário e ampliar em no mínimo 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente.

Alan Bojanic, representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, afirmou que “é importante atuar nos territórios onde estão os grupos vulneráveis à má nutrição”. O dirigente lembrou que a Década da Nutrição teve início em 2016 e que, portanto, ainda existem oito anos de trabalho pela frente para alcançar as metas.

Brasil inventa película que prolonga vida útil das frutas

Nova tecnologia estende em pelo menos 4 vezes o tempo de armazenamento dos produtos. Com isso, algumas frutas já têm as portas abertas para a exportação

O coco verde sempre foi uma fruta muito desejada pelo mercado europeu, mas os seus 10 dias de vida útil não eram suficientes para o credenciar a ingressar na lista de produtos exportados pelo Brasil, pelo menos não em grandes quantidades. Pensando não só no coco, mas também em outras frutas, a Embrapa Agroindústria de Alimentos conseguiu criar um revestimento comestível que pode prolongar em até quatro vezes a vida útil destes alimentos.

A Embrapa garante que o uso dessa tecnologia mantêm não só as características nutricionais do coco natural, como a água dentro dele sem alteração de cor ou sabor; atendendo a um mercado consumidor exigente.

Agora, quem for a Portugal, no próximo verão europeu, poderá consumir água de coco como se estivesse no Brasil. Afinal, chegarão ao país, a partir do mês de junho, cerca de 500 mil unidades de coco verde brasileiro, graças a esta invenção inovadora.

Os cocos da variedade anão-verde, que começaram a ser exportados para a Europa, são produzidos no Polo de Fruticultura do Vale do São Francisco em Petrolina (PE). O empresário Edivânio Domingos, da Fazenda Coco do Vale, buscava há anos uma tecnologia que mantivesse a qualidade do coco verde in natura e aumentasse com qualidade a sua vida útil.

“O revestimento atua como uma barreira física e reduz o metabolismo do fruto ao diminuir a respiração, a atividade enzimática, a degradação de açúcares, minerais e vitaminas, mantendo as características sensoriais e garantindo a qualidade microbiológica do fruto e da água, ou seja, conservando-o por mais tempo”, conta Josane Resende, professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), que realizou o estudo pioneiro em 2007, sob co-orientação dos pesquisadores Antonio Gomes, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, e Neide Botrel, da Embrapa Hortaliças.

Vida útil e preço de venda maiores

“Essa tecnologia da Embrapa é espetacular, porque é de baixo custo e requer pouca mão-de-obra. São apenas três etapas: higienização, imersão na solução filmogênica e secagem. Assim, conseguimos ampliar a vida útil do coco verde para mais de 40 dias, viabilizando sua exportação para países europeus como Portugal, Bélgica e Holanda”, conta o empresário Domingos.

Para obter esse resultado, ele também seguiu as orientações técnicas da Embrapa Agroindústria de Alimentos sobre a melhor forma de armazenamento dos frutos, além de regulagem de temperatura, umidade e ventilação dos contêineres no processo de exportação.

Durante o verão europeu, o empresário consegue vender a unidade do coco por um valor quase dez vezes superior ao praticado no Brasil no mesmo período, quando por aqui é inverno. O mercado brasileiro também tem demonstrado interesse no coco verde natural com revestimento, devido ao seu alto valor agregado. O produto já começou a ser vendido para São Paulo e outros estados brasileiros.

Filme pode ser aplicado em diferentes frutas

Após a secagem do revestimento, o produto fica pronto para ser embalado e armazenado para exportação ou comercialização no mercado nacional. A composição da solução filmogênica pode variar de acordo com as características fisiológicas do fruto, e não provoca alteração de cor ou sabor.

“O revestimento pode ser utilizado em diversas frutas, como coco, melão, mamão, manga, melancia e goiaba. É uma tecnologia simples, que o próprio produtor pode aplicar em sua propriedade”, revela o pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Antonio Gomes. Ele e sua equipe realizam cursos, treinamentos, palestras e consultorias sobre tecnologias e práticas pós-colheita, incluindo a do revestimento de frutas.

Quarto produtor mundial

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO/ONU), o Brasil é o quarto maior produtor mundial de coco verde, chegando a quase dois bilhões de unidades por ano. A produção está concentrada na região litorânea do país, nos Estados da Bahia, Sergipe e Ceará. A mais alta produtividade registrada é a da região do Vale do São Francisco, no sertão pernambucano, com cultivo irrigado e uso intensivo de tecnologia.

Revestimento biodegradável e comestível

Há mais de vinte anos, a equipe da área de pós-colheita da Embrapa Agroindústria de Alimentos, realiza pesquisas com objetivo de aumentar a vida de prateleira e reduzir as perdas de alimentos. Os estudos sobre o revestimento de frutas, que é biodegradável e comestível, começaram há pouco mais de dez anos.