Empresários reconhecem Rede Sergifar como referência de mercado

Em uma reunião que contou com as presenças de representantes de laboratórios, distribuidores de medicamentos e empresários do ramo farmacêutico, a Rede Sergipana de Farmácias Associadas, Rede Sergifar, foi apresentada para proprietários de farmácias que procuraram a direção da rede, interessados em participar da iniciativa associativista que está mudando a realidade do comércio de medicamentos em Sergipe.

Quinze empresários de Aracaju e municípios do interior do estado participaram da apresentação da Sergifar, promovida na sede do Sebrae, em Aracaju, para conhecer a rede, após terem manifestado interesse em associar-se à rede que tem se mostrado um exemplo de sucesso em Sergipe e no Brasil se tornando referência de união empresarial contra as dificuldades enfrentadas pelas farmácias, diante dos problemas do mercado. Os empresários enxergam na Rede Sergifar, um mecanismo de crescimento e enfrentamento da crise econômica.

O mercado que movimenta mais de 40 milhões de reais por ano em Sergipe foi robustecido com o surgimento da rede, que atualmente conta com 21 empresários participantes e mais de 40 lojas em todo o território sergipano. A Sergifar conseguiu nos seus primeiros meses de operação, encontrar meios de alcançar vantagens econômicas para os empresários e para os consumidores. Com isso, o processo de adesão de novos empresários para a rede foi estabelecido pelo conselho deliberativo da entidade.

O presidente da Rede Sergifar, Alex Garcez, destacou que a iniciativa se tornou um case de sucesso, com resultados expressivos no aumento das vendas dos empresários associados, que conseguem mercadorias a preços mais vantajosos, podendo ampliar a oferta de descontos para os clientes.

“A Rede Sergifar já está apresentando resultados muito engrandecedores, com números positivos em seu volume de vendas e capacidade de poder de compra, considerando as oportunidades oferecidas para os empresários da rede, que compram de forma coletiva, tendo melhores preços com os distribuidores e conseguindo um preço final mais atrativo para o consumidor”, afirmou o presidente.

O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Sergipe (FCDL), Edvaldo Cunha, associado da Rede Sergifar, valorizou a iniciativa de abrigar novos empresários sob a bandeira da rede e lembrou que a solução coletiva para os empresários tem sido uma alternativa viável para melhores oportunidades para o público.

“Nesse momento de crise, nossa iniciativa de associarmo-nos fez com que conseguíssemos negociações muito boas com os laboratórios, o que nos leva a ter melhores preços para o consumidor. O consumidor está pesquisando mais, buscando os meios mais viáveis para compra e a Rede Sergifar nos deu a oportunidade de concorrer com mais competitividade no mercado sergipano”, comentou.

Laboratórios como a Kley Hertz, Actavis, Neo Química, Legrand, entre outros, já são parceiros da Rede Sergifar, por acreditarem no potencial da rede. O representante do Grupo Galindo Distribuidora, Gustavo Oliveira, lembrou a importância de ter a rede de farmácias associadas como parceira para a compra de moléculas e melhor inserção dos produtos no mercado.

“Fomos os primeiros parceiros da Rede Sergifar, quando da sua formação, e nossos resultados são excelentes. Tivemos um aumento no número de vendas, conseguimos colocar melhores preços para as farmácias que compram coletivamente e isso tem dado resultados positivos para todo a cadeia produtiva”, disse.

O empresário Jackson Andrade é um dos interessados em participar da Rede Sergifar. Há um ano no mercado, Andrade percebeu o quanto é importante entrar no sistema de associativismo, para ampliar as ações de seu negócio.

“Estou interessado em participar da Rede Sergifar, porque vejo uma oportunidade de crescimento dos negócios. Ser empresário do setor de farmácia significa que temos que ter as melhores possibilidades de ofertas para o consumidor. Isso ficará ainda mais forte se nos associarmos. Poderemos atrair o público através do preço, ampliando nosso leque de negócios e desenvolver mais nossas empresas por meio da troca de experiências entre os empresários participantes. Com a rede, tenho certeza que meu negócio vai ampliar sua capacidade de venda e atendimento, além de ter melhores oportunidades de compra para revender ao público com preços melhores e mais acessíveis”, disse o empresário.

Entre as principais vantagens para os associados da Rede Sergifar está a tabela de preços diferenciada para os empresários, com a ampliação da possibilidade de vendas com maiores descontos. O formato base das farmácias da rede é o modelo “drugstore”, mas com preços de farmácias populares. Os descontos para os consumidores chegam até 85% em vários tipos de remédios, lembra Alex Garcez.

“O mercado está ficando cada vez mais restrito. Hoje, com a iniciativa da união empresarial, podemos competir melhor no mercado e entrar com oportunidades de desconto muito mais vantajosas para o consumidor, que não precisa sair para longe para encontrar produtos de qualidade a preços mais baixos. Todas as nossas farmácias são de origem sergipana, de empresários sergipanos e isso fortalece a cadeia produtiva do estado, com maior geração de emprego e renda para nosso povo e melhores vantagens para o consumidor. Nossa perspectiva de crescimento da rede é de 100% ainda para o ano de 2017. Foi muito importante apresentar a rede para os empresários interessados. O interesse deles em participar da rede, mostra que estamos no caminho certo”, concluiu o presidente da Rede Sergifar.

Por Márcio Rocha

Foto assessoria

Projeto de Lei determina Receitas Médicas impressas para pacientes

Da Redação

Com o objetivo de evitar intoxicação medicamentosa e outros equívocos na aquisição de medicamentos, foi apresentado um Projeto de Lei que determina a emissão de receitas digitadas. De autoria do vereador Orivaldo da Farmácia (PRP), o projeto protocolado na sessão desta quinta-feira (27) é resultado de uma construção conjunta com sindicatos Sindfarma, Sincofarma, Sinfar e o Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso (CRF-MT).

De acordo com a redação da propositura, o PL dispõe sobre a obrigatoriedade de expedição de receitas por profissionais de saúde legalmente habilitados digitadas em computador em Cuiabá. A determinação é valida para todos os setores da saúde públicos e privados para receitas médicas, odontológicas, exames laboratoriais, por exemplo.

De acordo com o vereador Orivaldo da Farmácia, este projeto defende o direito do consumidor e garante que o paciente tenha conhecimento do remédio ou pedido de exame. “Esta é uma demanda dos setores farmacêuticos e queixas de pacientes que sentem dificuldade de ler a prescrição médica. Reunimo-nos com as entidades do ramo da farmácia para a elaboração desta propositura que visa facilitar a vida das pessoas e evitar danos maiores, como por exemplo, a ingestão de um remédio errado”, diz.

Participaram da elaboração do Projeto de Lei o Sindicato dos Farmacêuticos de Mato Grosso, Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Mato Grosso, Sindicato dos Balconistas e Empregados de Farmácias e Drogarias do Estado de Mato Grosso e Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso. Agora, o PL será encaminhado para avaliação das Comissões da Câmara Municipal de Cuiabá.

Preço de medicamentos genéricos oscila até 972% em Goiânia

Data de publicação: 26 de abril de 2017 – 14:33

O Procon Goiás divulga nesta quinta-feira, dia 27, pesquisa de preços dos medicamentos feita em Goiânia. Durante dez dias, os técnicos do órgão de defesa do consumidor visitaram drogarias em várias regiões da capital, verificando os preços de dezenas de medicamentos, entre fórmulas de referência e genéricos.

Os dados colhidos indicam variação de até 972,26% nos preços de medicamentos genéricos. É o caso do Cloridrato de Ranitidina – 150 mg – 20 comprimidos, cujos preços encontrados variaram de R$ 4,29 a R$ 46,00.

Desde o dia 31 de março deste ano os remédios tiveram reajustes em seus preços entre 1,36% e 4,76% de acordo com os três diferentes níveis, conforme o perfil de concorrência de cada produto. Esse percentual é aplicado ao PMC – Preço Máximo ao Consumidor, o que significa que cada estabelecimento pode praticar preços diferenciados, desde que não ultrapasse o valor máximo definido.

O relatório completo estará disponível a partir das 8 horas no site do Procon. O atendimento à imprensa começa às 7h30 (por telefone) e a partir das 8h30 na sede do órgão.

Mais informações: (62 ) 3201-7134

Farmácias são alvo de fiscalização

Ação coordenada pelo Conselho Regional de Farmácia.

26/4/2017 | 17:50

Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde, em ação conjunta com o Conselho Regional de Farmácia, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Vigilância Sanitária de Macapá, realizará, ao longo desta semana, fiscalizações em drogarias de Macapá, visando combater diversas irregularidades denunciadas aos órgãos de controle ao longo dos últimos meses, em especial a comercialização de medicamentos sem registro na Anvisa e a falta de profissional farmacêutico durante o período de funcionamento dos estabelecimentos, conforme determina a lei.

Nesta quarta-feira (26), em uma drogaria do bairro Renascer, foram apreendidos diversos itens considerados impróprios para a comercialização, tanto pela falta de registro na ANVISA, como por sua origem desconhecida. Na ocasião, foram encontrados cosméticos e medicamentos importados, com rótulo em língua estrangeira, além de medicamentos artesanais, que não podem ser comercializados em drogarias.

A Promotoria Fábia Nilci, titular da 2ª Promotoria de Defesa da Saúde Pública, participou da ação de hoje e destacou que “as ações são o resultado de meses de investigação para apurar quais drogarias estariam agindo em desconformidade com as normas sanitárias e visam proteger a saúde da população dos riscos que medicamentos comercializados irregularmente representam”.

A ação é coordenada pelo Conselho Regional de Farmácia e os estabelecimentos estão sendo autuados para que corrijam as irregularidades no prazo de 30 dias, sob pena de interdição.

Deputados estaduais voltam a criticar fechamento das farmácias populares

Por: Da redação

O Programa Farmácia Popular do Brasil criado pelo Governo Federal para disponibilizar medicamentos gratuitos e a baixo custo – com até 90% de desconto do valor de mercado – está prestes a fechar. A decisão foi alvo de críticas pelos deputados estaduais por Mato Grosso do Sul durante sessão desta quarta-feira (26/4).

Dr. Paulo Siufi (PMDB) subiu à tribuna e questionou as ações do atual ministro da Saúde, Ricardo Barros. “Essa medida vai colocar a população mais carente em perigo. Isso é preocupante. Se o ministro fosse médico eu iria acionar o Conselho Federal de Medicina contra ele, mas como não é, ele é engenheiro, eu questiono se ele tem condições de ser ministro justo da Saúde. Ele já demonstrou que não respeita as categorias e não entende que é necessário equipes multidisciplinares. Levou puxão de orelha até da própria filha quando disse que os homens vão menos ao médico, porque trabalham mais”, discursou o deputado.

Para o deputado Zé Teixeira (DEM) o problema da Saúde no Brasil é a corrupção. “Não tem problema ele ser engenheiro, quem for desta pasta [da Saúde] deve mesmo ser quem sabe mexer com dinheiro, porque o que precisa é saber administrar. Porém o problema é a roubalheira em detrimento do sofrimento dos outros, impostos mal administrados. Falta é vergonha na cara e caráter para trabalhar com dinheiro público”, criticou.

O deputado Cabo Almi (PT) concordou. “A roubalheira tem que ser combatida, mas em contrapartida eles querem é acabar com leis trabalhistas e com todos os direitos. Mas o que se pode esperar se a maioria dos ministros desse governo [Federal] estão envolvidos na investigação da Lava Jato [da Polícia Federal]”, afirmou.

João Grandão (PT) também criticou o fechamento do Programa Farmácia Popular. “Fecharam sem consultar ninguém. Em questão de gestão, o ministro Ricardo Barros tem toda a condição, mas ele podia ver como remanejar. Vamos ver se ele responde nosso requerimento de pedido de informação sobre o fechamento”, destacou.

O Programa Farmácia Popular do Brasil faz parte da Política Nacional de Assistência Farmacêutica. Foi implantado por meio da Lei nº 10.858, de 13 de abril de 2004, que autoriza a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) a disponibilizar medicamentos mediante ressarcimento, e pelo Decreto nº 5.090, de 20 de maio de 2004, que regulamenta a Lei 10.858 e institui o Programa Farmácia Popular do Brasil. Além dos medicamentos gratuitos para hipertensão, diabetes e asma, o Programa oferece mais 11 itens, entre medicamentos e a fralda geriátrica, com preços mais baratos utilizados no tratamento de dislipidemia, rinite, mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma, além de contraceptivos e fraldas geriátricas para incontinência urinária.

Usuários enfrentam fila para retirar medicamentos em farmácia especial de Curitiba

Farmácia oferece medicamentos de alto custo gratuitos para vários tipos de doença. Secretaria de Saúde disse que feriados causaram acúmulo nas entregas.

Por G1 PR, Curitiba

26/04/2017 13h33

População faz fila para receber remédios na Farmácia Especial do Paraná

Quem precisa retirar algum remédio na Farmácia Especial do Paraná terá de ter paciência nos próximos dias, em Curitiba. Por causa da reforma anunciada para junho no centro de especialidades do bairro Portão, também na capital, muitas pessoas estão tendo que enfrentar filas para retirar os medicamentos na outra unidade, que fica no Centro.

A farmácia especial oferece medicamentos de alto custo gratuitos para vários tipos e doença.

A reforma na unidade o Portão terá duração de 2 anos e o investimento será de R$ 7,5 milhões. O local passará a "oferecer atendimentos ambulatoriais de alta resolubilidade, consultas e exames especializados (ortopedia, cardiologia, ginecologia, urologia,enfermagem, nutrição, entre outros), equipe multiprofissional e cirurgias eletivas ambulatoriais", de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde do Paraná (Sesa).

Em nota, a Sesa informou que a unidade da Rua Marechal Floriano Peixoto, no Centro, atende cerca de 1,5 mil pacientes todos os dias e que os últimos feriados causaram acúmulo no número de pessoas para pegar os remédios. Veja a íntegra da nota.

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Uma alternativa que já foi iniciada para atender a essas demandas é a entrega de tratamento para um período maior do que 30 dias, como 60 ou 90 dias. Dessa maneira, o paciente precisa ir menos vezes até o local para fazer a retirada dos medicamentos.

Também está sendo negociada a expansão da descentralização da entrega dos medicamentos para os municípios da 2ª Regional de Saúde. Atualmente, isso já ocorre em nove dos 29 municípios da Regional Metropolitana. A estratégia também facilita para os pacientes, que não precisam se deslocar para Curitiba para buscar os medicamentos.

Além disso, por meio do concurso da Saúde, 13 novos funcionários farão parte do quadro da Farmácia da Marechal. Eles têm 60 dias (contados desde 17 de abril) para assumir. Até agora, quatro deles já assumiram as vagas e estão em processo de treinamento.

Os servidores da Farmácia da Kennedy também passarão a integrar o quadro da Farmácia da Marechal. Como a unidade está funcionando, nem todos os servidores puderam ser remanejados. Por enquanto, dois foram transferidos para a unidade do centro", diz a nota.

Farmácias do Sul entre as dez maiores do país

Panvel e Nissei figuram em ranking da Abrafarma
Da Redação

redacao@amanha.com.br

A Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) divulgou o ranking dos maiores grupos farmacêuticos do país com base no faturamento de 2016. A Raia Drogasil, de São Paulo, segue na liderança (veja tabela ao final da reportagem), posição que assumiu em 2011. Entre as dez primeiras colocadas, figuram duas redes do Sul: a gaúcha Panvel (foto), em quarto, e a paranaense Nissei (em oitavo lugar). A rede gaúcha avançou uma posição no ranking da entidade. 

A BR Pharma – que controlava entre outras as marcas Mais Econômica, Big Ben e Farmácias Santana – foi o destaque negativo da lista do ano passado, com uma queda da quarta para a sexta colocação. "A venda das bandeiras do Grupo impactou diretamente na receita", justifica Sérgio Mena Barreto, presidente executivo da Abrafarma, por meio de nota. Os dados foram levantados pela Abrafarma com base nas 27 redes que são associadas à instituição e compilados pela Fundação Instituto de Administração (FIA-USP). 

Falta de medicamentos nas Farmácias Básicas causa indignação

Vigilância em Saúde esclarece que houve problema na entrega das medicações Leandro Domingos 25/04/2017 14:36 25/04/2017 14:37

Em tratamento para um câncer na garganta, dona Alcenira Neuza Felizardo já cansou de sair de casa, no bairro Mathias Velho, para ir à Farmácia Básica do Município, que fica no Marechal Rondon, procurar medicação. O problema é que o tratamento consiste em um verdadeiro coquetel de remédios. E a aposentada de 67 anos, sem condições de comprar a maioria, fica para lá e para cá e mesmo assim não garante a medicação. Quanto foi flagrada por nossa reportagem saindo do endereço na Santos Ferreira ontem à tarde, a idosa reclamava da falta de Amoxicilina. "Já vim duas ou três vezes só na semana passada", conta. "Aí dizem que vai chegar, dizem que vem, mas parece só enrolação", dispara. "Porque no ano passado não faltavam tantos remédios como está faltando este ano. Alguma coisa tem de errado."

É o que pensa também a dona de casa Cleusa Rosa dos Santos, que debaixo de chuva foi até a farmácia ontem atrás de Amitriptilina, remédio para "os nervos" que é essencial para o tratamento que vem fazendo. A moradora do bairro Estância Velha inclusive disse ir até a farmácia dia sim, dia não, na tentativa de garantir os comprimidos. "Eles só sabem dizer que não tem previsão de chegada, que não sabem quando vem, é sempre a mesma coisa", desabafa. Aliás, a medicação é uma das mais procuradas conforme constatou nossa equipe. "É um remédio controlado que é difícil de achar", aponta Luis Eduardo Queiroz. "Eu moro aqui perto e seguidamente passo para ver se chegou, mas já faz bastante tempo que não acho."

Pegar ficha para quê?

Uma ida até a Farmácia Básica já não é nenhum passeio. Quem vai é porque tem alguma enfermidade. Ou está indo pegar medicamentos para alguém. Agora, facilitaria um pouco se houvesse uma lista dos medicamentos "faltantes" na porta do estabelecimento. Quer dizer, ao ler a lista, a pessoa evitaria pegar uma ficha e esperar até o atendimento no guichê para ser informada que "não tem." "Peguei ficha para quê? Só para sentar e ouvir que não chegou o remédio", reclamou Neraci Rosada. "Depois a gente fica brava e não sabem por quê? Se colocassem uma listinha, eu nem esquentava banco. Acham que a gente não tem mais coisas para fazer?"

Muita reclamação no Guajuviras

O problema não se restringe apenas a unidade central na Santos Ferreira. O problema tem ocorrido desde o início do ano, conforme relatos. Neuza Maria da Luz se recupera de um AVC. Ela foi até o posto no meio da tarde de ontem e não encontrou nem um AAS para tomar. "Preciso tomar Sinvastatina, mas não consigo já faz um tempão", diz. "Pior que nem o AAS eu encontrei desta vez."

O problema da dona de casa Cátia Senna, entretanto, é a asma do filho de 5 anos. Ela tentou conseguir Aerolin e Prednisolona na farmácia, mas saiu com as mãos abanando. "O Aerolin eu acho que consigo de graça nas farmácias no Centro, mas o Prednisolona eu vou ter que pagar, porque se depender aqui da farmácia, meu filho vai ficar doente."

Portas fechadas aos domingos

Foi na semana passada que a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) anunciou o fechamento da Farmácia Básica do Município aos domingos. A decisão foi tomada depois que um estudo mostrou que a procura era em média de 15 pessoas por domingo, chegando a cair para quatro em alguns dias. O mesmo levantamento apontou que na primeira quinzena de abril houve mais de 330 atendimentos diários de segunda-feira a sábado. A medida, segundo a SMS, resultará em uma economia anual de aproximadamente R$ 35 mil aos cofres públicos.

Problema com os dias contados

De acordo com Vigilância em Saúde, o problema está com os dias contados. Diretora da Vigilância, Vanessa Dornelles esclarece que não houve problema na compra ou na encomenda, mas sim na entrega das medicações, que teriam acabado de chegar nos depósitos da Prefeitura de Canoas. "Até quarta-feira os postos serão reabastecidos", garante.

Assim, Amoxicilina, AAS, Paracetamol, Prednisolona, Aerolin, Amitriptilina, entre outros medicamentos tidos como "faltantes" devem estar novamente à disposição da população a partir de quarta. A exceção fica por conta de medicamentos como o Anlodipino, indicado para a pressão, que só deve estar novamente nas farmácias na próxima semana.

Maioria do conselho gestor vota por manutenção das farmácias do Ipam em Caxias 

Para que isso ocorra eles sugerem transformar a empresa limitada em sociedade anônima 

Babiana Mugnol
babiana.mugnol@rdgaucha.com.br

Uma reunião do conselho gestor do Instituto de Previdência e Assistência Municipal de Caxias do Sul (Ipam), na manhã desta terça-feira, apontou alternativas para o futuro das farmácias administradas pelo órgão. A maioria dos conselheiros votou por transformar a empresa limitada em sociedade anônima para garantir a continuidade das farmácias do Ipam. As informações são da Gaúcha Serra.

Foram favoráveis os três conselheiros do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindiserv) e o presidente do conselho gestor do Ipam, Pedro Pereira de Souza, que fez duas ressalvas, a de avaliar o interesse coletivo e a viabilidade econômica financeira. Dos seis integrantes, dois procuradores do município foram contrários. Entre eles, o presidente do Ipam, André Wiethaus, que defendia a extinção das farmácias.

— A farmácia foi criada para vender mais barato e já comprovamos que isso não acontece mais e por causa disso não teria o relevante interesse coletivo. Dentro do Ipam, agora esse assunto se esgotou — disse Wiethaus.

A ata com a decisão dos conselheiros será encaminhada ao prefeito Daniel Guerra para tomar a decisão e também ao Ministério Público Estadual e Ministério Público do Trabalho, que cobram desde 2008 que as farmácias do Ipam se enquadrem na lei.

O poder público só pode atuar de tal forma se for empresa pública ou sociedade mista, que é o caso por exemplo da Festa da Uva. Como a farmácia do Ipam tem seis sócios particulares, só poderia seria ser transformada em sociedade anônima.

Deputados fazem crítica à extinção

00:00 · 26.04.2017 / atualizado às 00:35

O deputado estadual Ferreira Aragão (PDT) denunciou ontem, em discurso na Assembleia Legislativa, que o Governo Michel Temer (PMDB), desde que assumiu o controle do País, tem "maltratado a pobreza e se voltado para os grandes empresários do Brasil. É um Governo sem apelo popular e que não se preocupa com o pobre".

Dentre o que chamou de pacote de "maldades", ele destacou o fim do programa federal Farmácia Popular, criado em 2004 e expandido em 2006. Além dos medicamentos gratuitos para hipertensão, diabetes e asma, o Programa oferece mais 11 itens, entre medicamentos e a fralda geriátrica, com preços até 90% mais baratos utilizados no tratamento de dislipidemia, rinite, mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma, além de contraceptivos e fraldas geriátricas para incontinência urinária.

"Acabar com a Farmácia Popular será o maior crime contra a saúde pública no Brasil. Temos 517 unidades pelo Brasil, em Fortaleza são três. Além das próprias, temos mais 34 mil farmácias conveniadas no Programa", relatou. "As 34 mil conveniadas só entregam 25 tipos de remédios, enquanto que a Farmácia Popular entrega 100% dos remédios de que o povo precisa".

Na Farmácia Popular que, segundo expôs, foi criada para respaldar o posto de saúde, o remédio que no posto não tem e que o Governo não pode dar, é possível adquirir com 90% de abatimento. "Agora, esse homem vem acabar com o programa. Queria saber por que ele tem que fazer esse festival de ruindades. Por que o presidente é ruim para pobre? Porque nunca passou um dia de fome, nunca soube o que foi jantar café com pão e bolacha, nunca pegou fila para ser atendido por médico e para ele nunca faltou remédio. Sempre foi de família rica e nunca soube o que é a vida de pobre", disse.

Diferenciada

"Impossível que o brasileiro fique silente. Será que o povo não tem esse respaldo de fazer movimentação de ruas pela permanência da Farmácia Popular?", questionou. "O povo nordestino é tratado de forma diferenciada. O que ele fez de bom para o Nordeste depois que assumiu? Estou pedindo a Deus que chegue logo a eleição de 2018 para nos livrarmos desse presidente", declarou Aragão.

Em aparte, o deputado Carlos Felipe (PCdoB) afirmou que a atitude vai prejudicar imensamente a massa da população, sobretudo, a mais humilde. "Lamento profundamente essa decisão. Haviam convênios pelos quais vinham recursos para cidades como forma de os municípios ajudarem a população, disponibilizando vários medicamentos fundamentais. O governo retira esse recurso. Se pelo menos o recurso voltasse, que é o objetivo do Conselho de Secretários de Saúde, aquilo que foi retirado para o Ministério deveria ficar no município e não ser utilizado em benefício das farmácias privadas".

Os deputados do PMDB não fizeram qualquer manifestação contra os pronunciamentos.