Trocas entre medicamentos biológicos e biossimilares precisam ser analisadas

Buscando a segurança dos pacientes, estudos clínicos são realizados para comprovar a mudança

14:30 · 23.11.2017

Com a evolução da medicina, houve uma demanda de medicamentos mais completos que respondam com efetividade às necessidades da saúde. Conectados a esta reivindicação estão os medicamentos biológicos e os biossimiliares, produtos tecnológicos, cujo princípio ativo é extraído de microorganismos modificados geneticamente, de fluidos ou tecidos de origem animal.

Os biossimilares diferem dos medicamentos originadores no fato de serem fabricados por outra empresa, por meio de processos produtivos que podem ter etapas distintas. Para serem efetuadas trocas entre eles são necessárias avaliações clínicas.

Para o endocrinologista Dr. Domingos Malerbi, os medicamentos biológicos não conseguem ser reproduzidos identicamente de um fabricante para outro, isso porque cada produto tem sua identidade definida de acordo com a variedade biológica do sistema vivo utilizado e com o processo de fabricação. “O produto final é a consequência imediata desta técnica, envolvendo suas diversas etapas, bem como a matriz de onde se fez a coleta de células e a origem de sua matéria prima”, destaca o especialista.

Para o médico, ainda que sejam submetidos a testes de comparabilidade, os biossimilares não são iguais em sua totalidade ao medicamento biológico inovador, diferentemente do que acontece com os genéricos e seus medicamentos de referência. “São semelhantes, mas não são iguais”, enfatiza o endocrinologista.

Comparação

O rigoroso exercício de comparabilidade baseia-se na análise do medicamento biossimilar e do medicamento biológico de referência em termos de segurança, eficácia e qualidade, esta definida a partir do resultado de semelhança entre as estruturas moleculares e funcionalidades, e deve ser demonstrada mediante uma caracterização analítica detalhada, com estudos relevantes de ligação ao receptor e bio ensaios.

Dessa forma, para serem comercializados, os biossimilares precisam demonstrar perfis semelhantes (eficácia, segurança e qualidade) em relação ao biológico de referência, não é exigida a demonstração desses parâmetros em um cenário com múltiplas trocas entre o medicamento biológico inovador e seus biossimilares.

Mudança

No caso dos medicamentos biológicos, a comprovação de similaridade do biossimilar não pressupõe segurança na intercambialidade entre ele e seu produto de referência, por causa de potenciais efeitos imunogênicos e diversas implicações clínicas desconhecidas.

Para permitir as trocas alternadas (intercambialidade), são necessárias avaliações clínicas que demonstrem segurança e eficácia através de estudos com desenhos que contemplem o intercâmbio do produto teste e referência diversas vezes.

Entretanto, não há, atualmente, definições concretas sobre o desenho desses estudos, o que deixa os pacientes vulneráveis em caso de troca sem o consentimento do médico. Os riscos e oportunidades dos biossimilares devem ser discutidos entre os pacientes e seus médicos.

Atenção

A segurança do tratamento do paciente deve sempre prevalecer. Assim, é importante que não haja a ruptura do tratamento de pacientes já adaptados e bem controlados, sobretudo sem o conhecimento do médico, principal responsável por essa decisão. Hoje em dia os pacientes podem ter um papel de influência na hora da escolha do seu medicamento, pois têm acesso a informações que podem vir de diversas fontes, mas é importante ter em mente que sempre será o médico a indicar o tratamento mais conveniente e adequado, de acordo com a avaliação clínica de cada perfil de paciente.

Antibiótico nanotecnológico desenvolvido pelo CNPEM pode eliminar superbactérias

por ASCOM – publicado 23/11/2017 10h12. Última modificação 23/11/2017 10h14.

A nanotecnologia foi o caminho usado por cientistas do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) para desenvolver um antibiótico capaz de eliminar superbactérias de forma seletiva, ou seja, sem comprometer as células humanas. Em testes preliminares, o nanoantibiótico demonstrou eficiência ao enfrentar formas resistentes da bactéria Escherichia coli, levando uma grande dose do princípio ativo ao alvo, ou seja, à superbactéria, preservando as células sadias. Era esse um dos gargalos no desenvolvimento de nanopartículas aplicadas à saúde. Não é mais.

“Nanomateriais têm sido utilizados como agentes antimicrobianos devido às suas propriedades físicas e químicas únicas. A grande vantagem das nanopartículas é a capacidade de serem seletivas às bactérias sem afetar as células humanas”, explica o pesquisador Mateus Borba Cardoso, um dos responsáveis pelo desenvolvimento do nanoantibiótico no CNPEM, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

O estudo, cujos resultados foram publicados na revista Scientific Reports, revela como a tecnologia pode ajudar a enfrentar formas resistentes da Escherichia coli, comumente encontrada em hospitais. Em grandes quantidades no organismo, esta superbactéria pode causar infecção intestinal e urinária.

“Usamos o antibiótico como uma espécie de isca e, assim, conseguimos levar a nanopartícula até a bactéria com uma grande quantidade do fármaco. A ação combinada da droga com os íons de prata foi capaz de matar até mesmo microrganismos resistentes”, afirma Borba.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores criaram um método que combina minúsculas partículas de prata, recobertas com sílica e com moléculas de antibiótico, para tentar vencer a crescente resistência das bactérias aos medicamentos convencionais. “Há medicamentos comerciais que contêm nanopartículas que, de modo geral, servem para recobrir o princípio ativo e aumentar o tempo de vida dentro do organismo. Nossa estratégia é diferente. Decoramos a superfície da nanopartícula com determinados grupos químicos que servem para direcioná-la até o local onde deve agir, de modo seletivo.”

As soluções adotadas pelos pesquisadores do CNPEM para produzir essa nanopartícula com função antibiótica e com baixa toxidade podem ser estratégicas para o desenvolvimento de novas terapias, não só contra bactérias, mas também contra vírus e tumores. “Por meio de modelagem molecular, conseguimos determinar qual parte da molécula de ampicilina interage melhor com a membrana bacteriana. Deixamos então todas as moléculas do fármaco com essa parte-chave voltada para o lado externo da nanopartícula, aumentando as possibilidades de interação com o patógeno”, diz o pesquisador.

O estudo recebeu financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Deficiência de ferro: Entenda o que é e como evitá-la

Especialista lista os principais alimentos que podem evitar a doença

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), deficiência de ferro é o estado insuficiente do nutriente para manter as funções fisiológicas normais dos tecidos. O ferro participa de vários processos metabólicos no organismo e sua deficiência pode causar importantes prejuízos no desenvolvimento físico e cognitivo das crianças, o que prejudica a capacidade de aprendizagem e concentração. A gravidade da deficiência de ferro depende da intensidade, faixa etária e estágio de vida, podendo gerar problemas mais graves, como uma anemia.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), o principal público afetado pela deficiência de ferro são as crianças. Alguns sintomas como cansaço, fraqueza, indisposição, diminuição da capacidade de concentração e aprendizado, podem ser sinais de uma deficiência de ferro importante, por isso, pais ou responsáveis devem acompanhar de perto a alimentação dos pequenos.

Para a médica Cristiane Finelli (CRM 120062- SP), manter a alimentação saudável é um dos caminhos para evitar a doença. “A promoção de uma nutrição adequada na infância tem sido uma das estratégias para melhorar o estado de saúde na fase adulta, o desenvolvimento humano e reforçar a importância da prevenção de agravos nutricionais. A criança precisa ingerir alimentos que contenham ferro, como: carnes vermelhas, aves e peixes e alimentos vegetais, especialmente lentilha, soja, feijão, ervilha, nabo, brócolis, couve, espinafre, açaí, manga e abacate”, explica. A especialista ainda reforça que caso os pais percebam alterações clínicas, devem procurar imediatamente o pediatra.

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Sobre Biotônico Fontoura
Biotônico Fontoura é um suplemento mineral. Criado em 1910 pelo farmacêutico brasileiro Cândido Fontoura, Biotônico foi batizado pelo escritor Monteiro Lobato, que criou ainda o Almanaque Fontoura, onde eram narradas as peripécias do personagem Jeca Tatu. Biotônico é um alimento, possui em sua fórmula sulfato ferroso heptaidratado e é um complemento da necessidade de ferro.
Produto isento de registro conforme RDC 27/2010. NÃO CONTÉM GLÚTEN (11/2017).

Referências consultadas:
Melse-Boonstra A, et al. What is causing anemia in young children and why is it so persistent? J Pediatr (Rio J). 2016;92:325-7.

Ministério da Saúde. Anemia no Brasil: a importância da prevenção e controle. Disponível em: http://www.blog.saude.gov.br/index.php/34170-anemia-no-brasil-a-importancia-da-prevencao-e-controle. Acesso em 01 nov. 2017.

Ministério da Saúde. Programa nacional de suplementação de ferro. Disponível em: http://nutricao.saude.gov.br/mn/ferro/ferro_programa_info_geral.php. Acesso em 01 nov. 2017.

Sociedade Brasileira de Pediatria. Anemia ferropriva em lactentes: revisão com foco em prevenção. Disponível em: http://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/pdfs/Documento_def_ferro200412.pdf. Acesso em 01 nov. 2017.

Zuffo CR, et al. Prevalence and risk factors of anemia in children. J Pediatr (Rio J). 2016; 92(4):353-60.

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FDA aprova emicizumabe para hemofilia A com inibidores

Primeiro novo medicamento, em quase 20 anos, indicado para tratar pessoas com Hemofilia A e inibidores

Estudos demonstraram redução dos sangramentos em adultos e em crianças. Trata-se do único medicamento desenvolvido para autoaplicação semanal por injeção subcutânea (abaixo da pele)

A Roche, líder mundial em inovação em saúde, anuncia que o FDA, agência regulatória dos EUA, aprovou Hemlibra® (emicizumabe) para uso profilático de rotina, visando prevenir ou reduzir a frequência dos episódios hemorrágicos em pessoas com hemofilia A e inibidores contra o fator VIII. Em dois dos maiores estudos clínicos para registro (pivotais) realizados nesse grupo de pacientes, emicizumabe demonstrou ser capaz de reduzir substancialmente os sangramentos em adultos e em crianças.
Quase uma em cada três pessoas que tem hemofilia A grave pode desenvolver inibidores contra as terapias de reposição de fator VIII, o que acarreta risco maior de sangramentos potencialmente fatais ou repetidos – responsáveis também por danos articulares no longo prazo.
“A aprovação de emicizumabe representa um importante avanço para as pessoas que tem hemofilia A com inibidores e que lutam para controlar seus sangramentos, sem terem tido um novo medicamento em quase 20 anos”, afirmou Dra. Sandra Horning, Diretora Médica e de Desenvolvimento Global de Produtos da Roche. “Acreditamos que o medicamento irá promover maior proteção contra os sangramentos e reduzir o impacto da administração do tratamento para pessoas que tem hemofilia A com inibidores. O nosso compromisso é ajudar essas pessoas a terem acesso a esse medicamento.”
O anticorpo monoclonal foi analisado pelo FDA em caráter prioritário e, em setembro de 2015, recebeu a Designação de Tratamento Revolucionário para pessoas com 12 anos de idade ou mais que tem hemofilia A com inibidores. Os dados dos estudos HAVEN 1 e HAVEN 2 estão sendo analisados em ritmo acelerado pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e o produto foi submetido às autoridades de saúde em todo o mundo, incluindo o Brasil.
“Pacientes com hemofilia A que desenvolvem inibidores enfrentam um grande desafio para evitar sangramentos e costumam necessitar de infusões do medicamento várias vezes por semana, o que pode ser particularmente difícil para crianças pequenas e seus familiares”, disse o Dr. Guy Young, médico e diretor do Programa de Hemostasia e Trombose do Children’s Hospital de Los Angeles e professor de Pediatria na University of Southern California Keck School of Medicine.

Sobre os estudos
No estudo de fase III HAVEN 1, pacientes maiores de 12 anos de idade com hemofilia A com inibidores receberam a profilaxia com emicizumabe e tiveram uma redução estatisticamente significativa nos sangramentos tratados, de 87%, em relação aos que não receberam qualquer profilaxia. Em uma análise intrapaciente, a profilaxia com emicizumabe resultou em redução de 79% dos sangramentos tratados, em relação ao uso profilático prévio com um agente de bypass (BPA), registrado no grupo do estudo não intervencionista, antes da inclusão.
Os resultados preliminares do estudo HAVEN 2, em crianças abaixo dos 12 anos de idade com hemofilia A com inibidores, mostraram que 87% das que receberam terapia profilática com emicizumabe não tiveram nenhum sangramento tratado. Em uma análise intrapaciente de 13 crianças que haviam participado do estudo não intervencionista, a profilaxia com emicizumabe resultou em uma redução de 99% nos sangramentos tratados, em comparação ao tratamento prévio com um BPA profilático ou sob demanda. Os eventos adversos mais comuns, que ocorreram em 10% ou mais dos pacientes tratados com emicizumabe, foram reações no local da injeção, cefaleia e dor articular (artralgia).
O medicamento está sendo estudado em um robusto programa de desenvolvimento clínico que inclui mais dois estudos de fase III, HAVEN 3 e 4. O estudo HAVEN 3 está avaliando a profilaxia com emicizumabe administrado uma vez por semana ou uma vez a cada duas semanas, em pacientes com 12 anos de idade ou mais, com hemofilia A sem inibidores contra o fator VIII.
O estudo HAVEN 4 está avaliando a profilaxia com emicizumabe administrado a cada quatro semanas, em pacientes com 12 anos de idade ou mais, com hemofilia A com ou sem inibidores.

Contatos para imprensa
Larissa Ribeiro
larissa.ribeiro@inpresspni.com.br
Tel.: 55 11 4871.1476

Tatiane Pellegrino
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Tel.: 55 11 4871-1451

Restituídos 2º e 3º lotes de valores pagos a maior

Mais de R$ 96,0 milhões foram repassados a cerca de 18 mil empresas cujo fato gerador de recolhimento tenha ocorrido entre 01/03/2016 e 06/02/2017

Por: Ascom/Anvisa
Publicado: 23/11/2017 09:45
Última Modificação: 23/11/2017 09:52

A Anvisa realizou, nesta segunda-feira (20/11), a restituição e/ou compensação do segundo e do terceiro lotes de valores recolhidos a maior, nos termos do §2º do art. 8º da Lei n. 13.202/2015 e da Portaria Interministerial MF-MS n. 45/2017, conforme regulamentado pela Portaria Anvisa 1.245/2017.

Foram restituídos R$ 96.495,837,74 de 18.466 empresas cujo fato gerador de recolhimento das taxas tenha ocorrido entre 01/03/2016 e 06/02/2017.

Os casos em que não foi possível a restituição de valores – devido à inconsistência de dados bancários – serão reposicionados para restituição em lote residual, conforme definido no Anexo da Portaria Anvisa 1.245/2017.

Além disso, foi disponibilizada a consulta do que foi restituído no primeiro lote, onde é possível verificar os valores de forma detalhada.

A consulta detalhada da restituição dos valores relativos aos segundo e terceiro lotes será disponibilizada em 30/11/2017.

Dessa forma, as empresas que desejam saber o detalhamento do valor restituído (número da GRU, número da transação, data de pagamento, valor da atualização monetária, data da restituição etc.), ou se houve rejeição de pagamento por dados bancários inconsistentes, devem acessar o serviço de consulta conforme as instruções a seguir:

Acessar o site da Anvisa (www.anvisa.gov.br);

Clicar em Serviços da Anvisa -> Portal de Serviços -> Acesse;

Digitar E-mail e senha;

Selecionar a empresa desejada; e

Selecionar o Serviço "Relação de Restituições de Valores a Maior".

Obs: serviço disponível para Internet Explorer (a partir da versão 10) ou qualquer versão do Firefox ou Chrome.

Anvisa troca experiências exitosas em Congresso do Clad

Agência busca alinhar suas práticas de gestão às melhores experiências nacionais e internacionais.

Por: Ascom/Anvisa
Publicado: 23/11/2017 09:35
Última Modificação: 23/11/2017 09:48

Dentro do seu Plano de Capacitação e Desenvolvimento Humano, a Anvisa tem investido bastante na qualificação de seu corpo técnico. Com este objetivo, a Agência busca alinhar suas práticas de gestão às melhores experiências nacionais e internacionais. E a participação de uma delegação no 22º Congresso Internacional sobre a Reforma do Estado e da Administração Pública, promovido pelo Centro Latinoamericano de Administración para el Desarrollo (Clad), na Espanha, faz parte dessa política de qualificação do servidor.

O Congresso teve um total de 32 horas de desenvolvimento, realizadas a partir de diversas atividades, tais como: palestras, painéis, conferências, rodas de conversas sobre livros, além da própria articulação entre pares de diversos países da América Latina e Europa. As atividades iniciavam com uma conferência, promovida todos os dias no primeiro horário, seguida por diversos painéis que ocorriam consecutivamente.

Foram aproximadamente 15 atividades sendo desenvolvidas ao mesmo tempo, em sete áreas temáticas distintas:
Profissionalização, ética, integridade e sensibilização social como pilares da função pública do século XXI; Avaliação, gestão da qualidade e inovação como ferramentas para a eficácia das instituições públicas; Gestão local e descentralização a partir da perspectiva do desenvolvimento sustentável das cidades; Administração pública inclusiva com foco em gênero e juventude como base do desenvolvimento humano; Direito público, direitos fundamentais e garantias legais como elementos essenciais do direito à boa administração; Concepção e gestão de políticas públicas no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável; e Governo aberto a partir da perspectiva de transparência, tecnologia, participação cidadã, colaboração e redes sociais em gestão pública.

Nesse sentido, as discussões realizadas tiveram como motes modelos e estratégias inovadoras que possam agregar valor social às atividades estatais.

Sobre profissionalização, ética e integridade, a proposta do Congresso foi compartilhar experiências exitosas no desenvolvimento do servidor público, inserindo a perspectiva da reponsabilidade do servidor como agente para o aprendizado social.

Quais valores devem orientar as decisões dos funcionários públicos? Quais as metodologias mais adequadas para estabelecer marcos de integridade traduzidos em códigos éticos? Essas foram algumas questões debatidas.

As discussões sobre modelos de descentralização e gestão local estiveram focadas na prestação de serviços e gestão articulada de insumos, sistemas e redes cooperativas e colaborativas. A gestão urbana também foi marcada por debates em torno da “Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável”, aprovada pelas Nações Unidas (ONU) em 2015 e que substituiu os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Para o assessor-chefe de Planejamento da Anvisa, Rodrigo Brito, o Congresso do Clad é uma oportunidade de atualização e de ampliação da rede de contatos, pelo fato de conseguir reunir muitas nacionalidades, com a presença não só de acadêmicos, mas de gestores e técnicos dos vários campos da administração pública: compras, finanças, planejamento, orçamento, TI, gestão do conhecimento.

“Isso promove uma riqueza de debate difícil de encontrar em eventos técnico-científicos com temáticas mais delimitadas”, destaca Rodrigo. “Particularmente, para mim, foi uma grata oportunidade de encontrar profissionais espanhóis, mexicanos e chilenos trilhando rotas muito parecidas com a da Anvisa quanto à conformação de iniciativas de monitoramento e avaliação na gestão pública”.
Agenda 2030

Os pilares da Agenda 2030 propõem a coesão social e econômica e a sustentabilidade como propulsores da transformação das sociedades dos países signatários. Por proporcionar indicadores de desenvolvimento, a Agenda é entendida como base para a revisão da arquitetura institucional dos países ibero-americanos.

As atividades sobre direito buscaram estabelecer a boa administração pública como um direito fundamental. Nesse sentido, questões sobre participação social, políticas de inclusão e de gênero tiveram painéis específicos. Já as discussões sobre inovação apresentaram experiências de articulação dos esforços do setor privado e da sociedade civil com o setor público para o desenvolvimento de novos serviços e simplificação de serviços já existentes.

Grande destaque no Congresso foi o tema “Governo Aberto”, traspassando de forma transversal os diversos eixos e caracterizando-se como o grande desafio e instrumento de consecução da racionalização, economicidade, capacidade organizativa e de avaliação, participação social e combate à corrupção, sempre no âmbito da Administração Pública.

“A Anvisa é uma instituição de excelência, não só em matérias de cunho técnico, mas também no campo da gestão”, observa o adjunto de diretor de Gestão Institucional da Agência, Pedro Ivo Ramalho. “Temos investido muito, nos últimos anos, na formação e desenvolvimento das pessoas. Isso tem colocado a Anvisa em destaque, nacional e internacionalmente. O Congresso do Clad foi mais uma oportunidade para isso”.
Sobre o Clad

O Centro Latinoamericano de Administración para el Desarrollo (Clad) é um órgão internacional de referência obrigatória nas áreas de sua competência. Além do reconhecimento alcançado entre os governos da Ibero-América, vários organismos públicos internacionais geralmente solicitam sua colaboração. Do mesmo modo, desenvolve atividades de pesquisa e fortalecimento institucional em conjunto com várias instituições governamentais de cooperação e instituições de pesquisa e ensino na Europa, Estados Unidos e Canadá.

Institucionalmente, participa de outras instâncias internacionais e abriga a secretaria-técnica permanente das Conferências Ibero-Americanas de Ministros de Administração Pública e Reforma do Estado, que se realizam no âmbito das Cúpulas Ibero-Americanas de Chefes de Estado e de Governo.

Saiba mais sobre o Clad aqui. (https://www.clad.org/)

Concorrência entre os supermercados vai aumentar no próximo ano em Joinville

A obra da segunda loja da rede Condor está na fase de estaqueamento no bairro América

Luiz Veríssimo – 20/11/2017 17h53

A concorrência entre os supermercados em Joinville vai aumentar a partir do primeiro trimestre de 2018 com a inauguração da segunda loja na cidade da rede Condor na zona Norte. A obra, ainda em fase de estaqueamento, ocupa o quase todo o quarteirão formado pelas ruas Machado de Assis, Blumenau, Almirante Barroso e José de Alencar, no antigo prédio da Moto Bombas Schneider, no bairro América.

A segunda loja do grupo paranaense em Santa Catarina (a primeira também está em Joinville) vai disputar os moradores desta região de classe média com o Angeloni, que está distante apenas três quadras, na esquina das ruas João Colin e Andrade Neves. Atualmente, o Angeloni Norte está bem distante, geograficamente, de outros concorrentes.

A futura loja do Condor no bairro América deve ser inaugurada até o final de março do próximo ano, segundo previsão do grupo. O investimento no espaço de 3.500 metros quadrados é superior a R$ 50 milhões e deverá gerar 300 empregos. A loja da zona Sul foi inaugurada em maio de 2016 e conta com 450 empregados.

Higienização de cestas e carrinhos em supermercados é direito do consumidor

— Publicada em 20 de novembro de 2017 às 15:05

A Lei 13.486 de outubro de 2017 já em vigor em todo país, determina que o fornecedor deverá higienizar os equipamentos e utensílios utilizados no fornecimento de produtos ou serviço, ou colocados à disposição do consumidor, bem como, informar de maneira ostensiva e adequada, quando for o caso, sobre o risco de contaminação. A lei aplica, principalmente, aos supermercados que passam ter a responsabilidade pela higienização adequadas das cestas e carrinhos utilizados nas compras.

As cestas e carrinhos em supermercado são utilizados por milhares de pessoas que colocam nestes utensílios diversos produtos de diferentes composições, fato que aos poucos propicia o acumulo de fungos e bactérias.

Pesquisa da Universidade do Arizona mostrou que nas cestas e carrinhos de supermercado costumam ter mais bactérias do que o assento do vaso sanitário. São staphylococcus, e-coli, salmonela, entre outras bactérias encontradas.

Tais bactérias podem causar diarreia, disenteria, febre, vômitos, dores abdominais, inclusive em pessoas com baixa no sistema imunológico, essas bactérias acabam ocasionando problemas mais graves.

O cuidado deve ser redobrado com as crianças. Carrinhos com cadeirinhas para bebê deve ser forrado com protetores descartáveis. Por outro lado, cabe ao consumidor fazer sua parte, não deixar resto de comida no assento, não colocar crianças dentro dos carrinhos que não esteja devidamente adaptado a este fim, não comer frutas ou permitir que as crianças comam dentro do supermercado, após as compra lavar bem as mãos, afinal pegou em um carrinho que milhares de pessoas já haviam utilizado.

A nova lei incorpora ao Código de Defesa do Consumidor e reforça a segurança contra os riscos à saúde ou a vida dos consumidores, a medida que determina a responsabilidade do comércio higienizar não só os produtos ou serviços colocados no mercado de consumo, mas também os utensílios utilizados para as compra. Bem como afixar em locais visíveiseventuais riscos de contaminação.

A fiscalização para o devido cumprimento da lei cabe às vigilâncias sanitárias e Procons de cada cidade. Igualmente cabe ao consumidor denunciar a estes órgãos caso a estabelecimento não esteja cumprindo a lei.

Fonte: lei nº 13.486102017;http://www.planalto.gov.br; http://g1.globo.com;https://www.conjur.com.br; Código de Defesa do Consumidor

Autor / Fonte: Agnaldo Nepomuceno

A sociedade global está se tornando móvel – desafios e oportunidades para a indústria de bebidas

Segunda, 20 Novembro 2017 08:20 Escrito por Liliam Benzi

Entenda porque as embalagens cartonadas têm um papel importante no consumo em movimento

Mobilidade é uma mega tendência global que afeta todas as esferas sociais e econômicas. Ela muda a forma das pessoas de trabalhar, pensar, se comunicar, consumir e também como comem e bebem. E isto impõe novos desafios para a indústria de bebidas ao mesmo tempo em que abre novas oportunidades. Em um relatório oficial (white paper), a SIG mostra como os fabricantes de bebidas podem se alinhar à escolha correta do conceito do produto e da embalagem, de modo a atender à sociedade móvel e alavancar seus negócios.

O white paper define o que agrega valor aos consumidores móveis. Isto inclui alternativas saudáveis e modernas aos snacks tradicionais, adequadas ao consumo em movimento (on-the-go). E estes produtos têm mais chance de serem vendidos a um preço justo.

Outro ponto central deste white paper é a análise do papel da embalagem em um conceito de produto bem sucedido. Especialmente as embalagens cartonadas de formato pequeno podem ter um papel fundamental no mercado global de snacks líquidos e saudáveis, principalmente junto aos millennials, que figuram entre os principais players da sociedade jovem e móvel.

Norman Gierow, Head Global de Gerenciamento de Produto da SIG, explica: "Identificamos quatro necessidades importantes para ajudar os fabricantes de bebidas a desenvolverem conceitos on-the-go de sucesso – e a embalagem tem um papel fundamental neste contexto por ser o principal ponto de contato do consumidor com a marca. A embalagem exerce funções centrais na comercialização do produto: ela cria a identidade da marca, oferece informação, é parte da experiência da marca e é a forma ideal de iniciar o engajamento do consumidor”.

O novo white paper está disponível para download gratuíto no blog corporativo da SIG: signals.sig.biz/mobility-world-goes-mobile

A SIG Combibloc é uma das principais fornecedoras mundiais de embalagens cartonadas e máquinas de envase para alimentos e bebidas. Em 2016, a empresa faturou € 1,724 bilhão, com mais de 5 mil colaboradores.