Wickbold lança linha ‘Do Forno’ em seus 80 anos


23.03.2018 – 04:14
em Lançamentos

A Wickbold acaba de lançar sua maior novidade para 2018 ? quando a empresa comemora 80 anos ? a linha premium de pães de forma do tipo artesanais ?Do Forno?. O produto chefa às gôndolas nas versões ?Original? (o pão de forma branco tradicional) e ?Grãos Ancestrais (pão integral, onde são combinados seis tipos de grãos milenares – quinoa branca, quinoa vermelha, freekeh, espelta, amaranto e chia).

Com fatias mais grossas e cascas finas, os novos pães foram desenvolvidos à base de massa-madre, um fermento natural que atua como agente de crescimento e sabor, realçando aromas, sabores e textura. ?Os produtos ?Do Forno? trazem todo o sabor, carinho e expertise da Wickbold, que tira do forno todos os dias o que há de melhor ao consumidor?, declara Pedro Wickbold, gerente da marca.

Fabricante de pães especiais e saudáveis, a Wickbold vê esse mercado crescer cada vez mais. Segundo números da agência de pesquisas Euromonitor Internacional, a previsão é que o crescimento anual do setor alcance 4,4% até 2021. ?É um dado promissor, que nos faz acreditar que a versão ?Grãos Ancestrais? fará um grande sucesso no mercado?, avalia Wickbold.

?Trata-se de um produto totalmente alinhado aos pilares de posicionamento da marca, pois envolve nutrição, saúde e bem-estar. A história das sementes é muito interessante, pois culturas milenares como maias, incas, andinas e astecas reconheceram-nas como portadoras de diversos nutrientes. Mais importante ainda é saber que trazemos ao mercado uma inovação muito solicitada pelo consumidor brasileiro?, completa Denise Pacheco, Especialista de Produtos da Wickbold.

Cerveja Antarctica apresenta nova identidade visual

março 23, 2018

A cerveja Antarctica está de cara nova. A partir deste mês, as latas e garrafas da marca lançada em 1885 ganham um design que resgata sua história, revigora os icônicos pinguins e se inspira nos símbolos do samba carioca para modernizar sua identidade visual. Tudo isso, claro, sem deixar de lado sua tradição de 133 anos.

Uma das principais mudanças está nos pinguins que acompanham a marca desde sua fundação. Eles receberam tratamento especial e ficaram mais vistosos e emblemáticos. A “faixa azul” que acompanhou os rótulos de Antarctica ao longo de todo o século XX também está de volta, assim como brasão de cevada, ausente nas últimas versões dos rótulos. Por certo tempo, “Faixa Azul” foi sinônimo de Antarctica. Por isso, nada mais óbvio do que tê-la de volta modernizada, mas resgatando essa tradição.

Já o brasão do novo rótulo se guia por outra paixão do carioca: o samba e seus estandartes de blocos de carnaval e escolas de samba. O ritmo é sinônimo do universo suburbano carioca e inspira a cerveja Antarctica todos os dias.

Outra mudança dos rótulos nas garrafas é no formato. Antes arredondado, ele agora será quadrado. As garrafas de 600ml e de 1L também terão proteção de alumínio no gargalo, uma tendência no mercado cervejeiro da qual Antarctica não poderia ficar de fora.

Ball produzirá 100% das latas do novo Sprite Ice Mint

Bebida lançada pela Coca-Cola Brasil está chegando no mercado em todo o Brasil

Depois de lançado no México e na Holanda, Sprite Ice Mint acaba de chegar ao mercado brasileiro. O lançamento da Coca-Cola Brasil, com menta adicionada em sua receita e zero açúcar, traz ainda mais refrescância para a marca mais vendida da categoria limão. As embalagens em lata (310ml e 350ml) do produto foram 100% produzidas pela Ball, maior fabricante de latas para bebidas do mundo.

Sobre a Ball Corporation

A Ball Corporation fornece soluções de embalagens inovadoras e sustentáveis para clientes de bebidas, alimentos e produtos domésticos, bem como tecnologias e serviços aeroespaciais e outros para o governo dos EUA. A Ball Corporation e suas subsidiárias empregam 18.450 pessoas ao redor do mundo e registraram vendas líquidas de U$ 9.1 bilhões em 2016. Para mais informações, acesse www.ball.com ou comunique-se conosco pelo Facebook ou Twitter.

Fonte: Edelman

Clube do Malte lança cervejas homenageando consumidores

24/03/2018

A “APA do Gui”, a “American IPA do Luiz”, a “Stout do Zanuzzo” e a “Juicy IPA do Edu”. Esses são os lançamentos da ação “A Cerveja do Seu Jeito”, promovida pelo Clube do Malte em parceria com a cervejaria paranaense Way Beer, para celebrar o mês do consumidor (março).

As cervejas foram criadas seguindo os estilos preferidos dos quatro assinantes mais antigos do Beer Pack do Clube do Malte (Guilherme, Luiz Lima Jr, Daniel Zanuzzo e Eduardo Assis), que mensalmente seleciona e entrega em casa cervejas especiais para seus assinantes.

As quatro cervejas desenvolvidas e produzidas pela Way Beer, com a coordenação do mestre-cervejeiro Alessandro Oliveira, estão disponíveis no Beer Pack, além de serem disponibilizadas no site oficial do Clube do Malte. A “APA do Gui” possui forte presença aromática dos lúpulos Galaxy e Mosaic, usados também no dry hopping, resultando em notas picantes, cítricas e florais. Refrescante e lupulada, a cerveja tem corpo baixo, 4,3% de teor alcoólico e excelente drinkability.

A “American IPA do Luiz” é uma versão americana do histórico estilo inglês India Pale Ale. Uma cerveja de paladar mais seco, feita com lúpulos Columbus, Citra e Mosaic. A bebida tem 6,6% de teor alcoólico e traz aromas condimentados, cítricos e florais. A “Stout do Zanuzzo” é uma Sweet Stout, uma cerveja Ale escura, doce, encorpada e levemente torrada. Foi produzida com 15% de malte torrado, centeio, aveia e cevada não maltada. Possui baixo amargor de lúpulo e apresenta notas de café, lembrando um cappuccino gelado.

Para completar, a “Juicy IPA do Edu” segue uma tendência que surgiu nos Estados Unidos e que conquistou os brasileiros. Uma cerveja elaborada com 55% de malte de cevada e 45% de maltes de trigo, aveia e lúpulos Amarillo, Galaxy e Mosaic. A combinação resultou em uma cerveja turva, encorpada e com 8,1% de teor alcóolico.

Fonte: Redação Promoview

Por problemas ambientais, Heineken pode ter fábrica fechada

Torneiras fechadas
Por Mauricio Lima
25 mar 2018, 16h00

Por problemas ambientais, a Heineken corre sério risco de ver sua fábrica na Bahia fechada, uma unidade que fatura quase 2 bilhões por ano. Na esperança de contornar o problema, a empresa contratou o lobista Guilherme Fahrat.

Na compra da fábrica,  situada na cidade de Alagoinhas (BA), a Heineken herdou dos japoneses da BrasilKirin problemas com a extração de água do subsolo para produção das bebidas. De acordo com as acusações, esse processo está sendo feito de forma clandestina. Além do lobista, a cervejaria contratou também o escritório Pinheiro Neto, onde trabalhou o atual Procurador-Geral do próprio DNPM.

Operação Carne Fraca derruba preço do frango nos supermercados

Restrição às exportações da BRF aumenta a oferta do produto no mercado interno. Em Brasília, carnes de aves estão até 40% mais baratas. Apesar das suspeitas de falhas sanitárias, clientes não deixam de comprar o alimento

AP Andressa Paulino* LC Letícia Cotta*

postado em 24/03/2018 08:00

A carne de frango está até 40% mais barata em alguns supermercados de Brasília, de acordo com levantamento realizado pelo Correio. Quem costuma comprar o produto sente a diferença no bolso, como a universitária Mariana Vieira, de 24 anos. “O preço do frango está muito mais baixo nesta semana”, afirmou. “Antes, o quilo estava em torno de R$ 12, e hoje, na promoção, sai por R$ 7,99. Em alguns supermercados, dependendo do tipo da carne, o valor chega a ficar abaixo de R$ 3.

Comemorada pelos consumidores, a queda, em grande parte, é resultado da decisão do Ministério da Agricultura de interromper temporariamente a produção e a certificação sanitária de exportação de produtos de aves da BRF. A empresa é uma das maiores companhias de alimentos do mundo. Com a suspensão, milhares de toneladas de carne de frango, que tinham como destino a União Europeia, foram impedidas de sair do Brasil a partir de 16 de março e direcionadas aos supermercados locais.

A restrição foi adotada depois de a BRF ter sido alvo de uma nova fase da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, no início do mês. Setores da empresa e cinco laboratórios são acusados de fraudar resultados de exames, informando dados fictícios ao Serviço de Inspeção Federal, com o intuito de reduzir os níveis de registro da bactéria salmonela, para que não houvesse impedimentos na exportação dos produtos.

O motivo da diminuição no valor da carne de frango no supermercado, no entanto, não assusta Mariana. “Acredito que a qualidade continua sendo boa. Os mesmos produtos que seriam vendidos lá fora serão comercializados aqui. Isso depende muito do mercado”, disse. “Ninguém vai comprar produtos de uma marca desconhecida. Então, as grandes empresas ainda atentam à qualidade do que vendem”, argumentou.

A agrônoma Fernanda Paiva, 38 anos, também se sente segura ao consumir o produto. “Toda essa polêmica da operação Carne Fraca não me deixa receosa”, diz. Segundo ela, é importante saber a procedência do que se consome. “É preciso ter cuidado ao escolher os alimentos para a casa, sobretudo as carnes”, afirma.

Segundo o economista Antônio da Luz, da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), os preços mais baixos do frango nos supermercados também refletem a crise econômica que o país atravessou. De acordo com ele, a diminuição dos valores é uma estratégia para aumentar as vendas. “As empresas apostam em preços mais baixos para aumentar o volume de consumo”, afirmou.

Prejuízos

No dia do embargo, as ações da BRF chegaram a cair 3% na Bolsa de Valores de São Paulo. Para Antônio da Luz, o saldo é negativo para a empresa. “Sem dúvida, a medida é ruim para a companhia, que tem custo fixo elevado e está operando com margens de lucro baixas. Uma unidade parada significa redução nas margens do grupo”, concluiu.

A suspensão afeta 10 das 35 fábricas da companhia situadas nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Paraná e Goiás, o que pode representar cerca de 5% do volume total de vendas da empresa ao exterior. Em nota, a BRF declarou que está mantendo diálogo com as autoridades locais e internacionais, prestando os esclarecimentos necessários sobre a qualidade dos produtos. A empresa destacou que pretende “preservar o relacionamento comercial com seus clientes e consumidores”.

A BRF emprega cerca de 100 mil pessoas de forma direta, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), e o mercado de avicultura no país tem uma contribuição significativa para a balança comercial brasileira, superando US$ 7 bilhões em divisas. Por conta disso, a associação cobra agilidade no esclarecimento da suspensão. “O país não pode ceder a ameaças que coloquem em risco milhares de empregos e empresas do nosso setor”, destacou a ABPA, em nota.

O Ministério da Agricultura informou que a medida foi adotada de forma preventiva e que, na semana passada, uma missão técnica foi à Europa prestar esclarecimentos às autoridades sanitárias locais. De acordo com a BRF, todos os produtos já alocados na região, bem como os produzidos e embarcados antes de 16 de março, podem ser comercializados e utilizados sem restrições.

* Estagiárias sob supervisão de Odail Figueiredo

Nestlé investe R$ 23 milhões em novo centro de análises em Araras

Estadão Conteúdo
23.03.18 – 11h51

São Paulo, 23 – A Nestlé Brasil inaugura nesta sexta-feira, 23, seu novo Centro de Tecnologia Analítica de Qualidade (Nestlé Quality Assurance Center, NQAC, na sigla em inglês) na cidade de Araras (SP). Com investimento de R$ 23 milhões, a unidade ampliará em 10% a atual capacidade de atendimento de análises.

Conforme a empresa, o NQAC faz parte de uma rede global de Centros de Qualidade da Nestlé, que inclui 24 laboratórios ao redor do mundo, responsáveis pela realização de análises microbiológicas e físico-químicas para controle de qualidade de matérias-primas, embalagens, produtos finalizados e amostras ambientais.

Também realizam análises de composição para aferir o conteúdo nutricional informado nos rótulos dos produtos, como no caso de substâncias adicionadas (vitaminas e outros nutrientes). O NQAC também está apto a detectar e quantificar organismos geneticamente modificados em alimentos, técnica ainda disponível em poucos laboratórios no Brasil.

No centro de tecnologia da Nestlé em Araras são realizadas cerca de 200 mil análises microbiológicas e físico-químicas por ano, atuando com laboratórios de qualidade instalados em todas as 31 fábricas da Nestlé no País.

BAUDUCCO ALINHA PANETTONE

Publicado em 23/03/2018 12:02 pm23/03/2018 12:02 pm

A Crispim Porter + Boguski, responsável pela comunicação da linha de panettones da Bauducco no mercado internacional, também vai responder pela estratégia publicitária no Brasil.

A Almap BBDO, que atendia essa conta há 20 anos, continua sendo a agência da marca para as outras linhas de produtos.

Maior produtora de panettones do mundo, a Bauducco se transformou em Pandurata Alimentos em 2004, ao adquirir algumas outras empresas do setor alimentício, com o objetivo de consolidar sua diversificação de fabricação.

Atuamente, utiliza a logomarca Bauducco para panetones, biscoitos, wafers, torradas e bolos, a opera também as marcas Visconti e Tommy de panetones, Fritex de batatas fritas.

Desde janeiro de 2204 a Pandurata atua através de joint-venture com a norte-americana Hershey’s.

Responsável pelas campanhas da empresa desde 1197, a Almap BBDO realizou trabalhos premiados e de grande sucesso para a empresa, tornando a Bauducco uma marca carregada de valores e tradição, além de moderna e atraente, contribuindo para o aumento de sua liderança no setor.

Um dos últimos trabalhos de grande repercussão da Almap para o Panettone Bauducco foi a “Promoção Sonhos de Natal”, que realizou desejos de Natal de dez famílias brasileiras com até R$ 50 mil cada uma.

Essa campanha foi ilustrada pelo comercial “Maestro”, que celebrou o Natal proporcionando momentos de felicidade a um velho maestro.

Pescado ‘xing ling’: 1/3 do peixe congelado consumido na Bahia vem da China

Em 2017, das 1.850 toneladas de pescados, importados para a Bahia, 623 chineses

Se você já garantiu seu peixe para a Semana Santa, talvez nem imagine quantos quilômetros ele percorreu até virar moqueca ou ensopado, prato principal, no feriado da Paixão de Cristo. Um terço dos peixes importados para a Bahia vem da China – polaca do Alasca, filé de bacalhau, bacalhau do Pacífico encontrados nos refrigeradores dos supermercados viajam mais de 15 mil quilômetros antes de chegar até sua mesa.

A China é o maior exportador de pescados para o estado, responsável por 33,7% dos peixes que entram na Bahia. Neste período do ano, a estimativa é de incremento na venda de pescados, mariscos e crustáceos em 35% no estado, de acordo com a Bahia Pesca, empresa do governo estadual com finalidade de incentivar a cadeia produtiva do setor.

Em 2017, 1.850 toneladas de pescados, mariscos e crustáceos foram importados para a Bahia no total – o valor foi 11,4% menor que no ano anterior. Ainda liderando o ranking, a participação dos chineses nas importações também caiu 17,4% entre 2016 e 2017.

O quadro era esperado, de acordo com Arthur Souza Cruz, coordenador de comércio exterior da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). “Houve uma queda nas importações por causa da questão econômica – esses peixes têm relação direta com a renda e com o consumo. Como houve redução, consequentemente, o consumo caiu”, ele explica.

No mercado também se destacam as importações oriundas do Vietnã. O panga, peixe criado em fazendas, é o principal tipo exportado pelo país asiático. “O Ministério da Agricultura tem dificultado a liberação do panga nos portos por causa dos padrões de qualidade que não estavam sendo cumpridos pelo Vietnã”, diz Eduardo Mateus, diretor comercial da importadora Araujo Mateus.

Ainda assim, só entre 2016 e 2017, a fatia de participação do país no mercado baiano aumentou em 212,5%, passando de 24 toneladas para 75. O CORREIO entrou em contato com o Ministério da Agricultura mas não obteve resposta.

A empresa de Mateus importa bacalhau da Noruega – uma das preferências nacionais entre os peixes de fora que mais circulam no mercado brasileiro. Mas nem todos podem pagar pelo produto europeu.

Litoral x produção
A Bahia tem o maior litoral brasileiro, com 1.181 km de extensão. “Mas a produção de peixes no estado não atende à demanda de consumo”, afirma Adriano Vasconcelos, gerente de comércio exterior da Netuno Internacional.

O número de importações de pescados é maior que o de exportações. Em janeiro e fevereiro deste ano, o valor arrecadado com exportação foi US$ 118 mil, muito aquém dos US$ 2,8 milhões investidos na importação de peixes e frutos do mar no mesmo período.

“A gente tem uma costa muito diversificada em espécies, mas com pouca quantidade de pescado, ou seja, não é rica. Embora, em alguns pontos específicos, determinados cardumes já tenham sido mapeados, nós não temos frota para ir atrás”, revela o gerente de assistência técnica da Bahia Pesca, Eduardo Rodrigues.

Ainda que a pesca extrativista não seja expressiva no cenário baiano, a produção de peixes em cativeiro tem destaque no estado, que hoje é o quinto maior polo produtor de tilápia do Brasil, segundo a Associação Brasileira de Piscicultura. Em 2017, 22.220 toneladas do peixe foram cultivadas no estado – o que corresponde a 81% dos peixes produzidos.

“Somos os primeiros produtores de tilápia no Nordeste. Ela é produzida em cativeiro”, afirma Rodrigues sobre o peixe de água doce. O gerente de assistência técnica da Bahia Pesca explica que, dentre os peixes de água salgada, os que são capturados em maior quantidade, e que são mais consumidos pelos baianos, são o vermelho, o olho de boi, a cavala e o badejo.

A preferência do baiano também é grande, no entanto, por peixes gringos. Mesmo a tilápia, produzida em grandes quantidades no estado, e que foi o terceiro produto de piscicultura mais exportado pela Bahia em 2017, é trocado por um peixe estrangeiro na mesa dos baianos. E não é por causa da qualidade.

“O peixe importado muitas vezes sai mais barato que o peixe produzido no estado”, diz Arthur Souza Cruz, da SEI. “O consumidor vai optar pelo que é economicamente mais vantajoso, mesmo preferindo o peixe local. Os peixes importados, mesmo com transporte e tarifas, conseguem atingir preços menores”, explica Rodrigues, da Bahia Pesca.

A aposentada Evandir Andrade, 62 anos, escolheu economizar na Semana Santa e optou por comprar o peixe no supermercado. “Foi ótimo, comprei no cartão e dividi em três vezes”, conta ela, que comprou 5 kg de panga, 2 kg de “bacalhau chinês” e “outro que não lembro o nome de 9,90 o kg”.

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‘Nativos’, cavalinha e sardinha têm preço em conta
A maior procura por peixes ‘nativos’, no entanto, ainda é a aposta de muitos comerciantes. “Iremos trabalhar, principalmente, os mais populares, como a palombeta, cavalinha, sardinha, castanha, corvina e merluza”, diz o gerente comercial Luiz Maciel, da rede atacadista Mercantil Rodrigues, que espera um incremento de 20% na venda de peixes por causa do feriado.

Presidente da colônia de pescadores Z1, com sede no Rio Vermelho, Branco explica que o Brasil oferece peixes para todos os gostos e bolsos. “Aqui já tem peixe suficiente, não somos favoráveis a vender peixes de outros países. Os mais procurados são o vermelho, o badejo e a pescada-amarela, que vem do Pará e do Rio Grande do Norte. Mas o sabor é de acordo com o bolso”, ele brinca.

Perguntado se os soteropolitanos optam por peixes gringos para economizar, Branco retruca com veemência. “Aqui em Salvador o comércio deles não é muito bem recebido, porque temos peixe fresco e barato, aí quem tem poder aquisitivo menor também procura peixe de qualidade, como corvina, galo, cavalinha e sardinha”.

Branco conta que o preço do kg do peixe vermelho varia de R$ 26 a 30, mas que deve aumentar até para R$ 40 na quinta-feira (29), enquanto o valor da sardinha varia entre R$ 7 a R$ 10 o kg, e o da cavalinha entre R$ 10 e R$ 12. “Não recomendamos pra ninguém esses peixes de fora, porque têm qualidade duvidosa”. Para fugir dos preços mais altos, a produtora cultural Laura Pires, 59 anos, comprou o peixe 15 dias antes do feriado no Mercado do Rio Vermelho.

“Comprei peixe e camarão na semana retrasada, geralmente compro bem antes, porque quando chega perto os preços aumentam”. Ela comprou o peixe vermelho inteiro e fresco por R$ 35 o kg. “Eu não conheço os peixes de fora, prefiro ir no conhecido, sempre compro pescada ou vermelho”, diz.

Adriano Viana, gerente comercial de perecíveis da rede varejista GBarbosa, prevê uma disputa equilibrada na venda de pescados. “A expectativa é crescer 11% nas vendas de peixes, um volume acima de 400 toneladas, sendo 50% de itens importados da Noruega, Portugal, Argentina e China”.

Adriano conta que para a Semana Santa os consumidores buscam principalmente filés de merluza e polaca, corvina, cavalinha, arraia em postas e bacalhau. Optando por peixes do estado ou de outros países, uma coisa é certa: os baianos vão continuar comendo muito peixe durante todo o ano.

“O estado tem média de consumo de mais de 10 kg por habitante por ano”, diz Eduardo Rodrigues, gerente de assistência técnica da Bahia Pesca. De acordo com levantamento do Sebrae em 2017, Salvador é a cidade brasileira que mais consome peixes no Brasil.

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Lagosta é principal item de exportação do estado
Europeus, asiáticos e norte-americanos desfrutam da lagosta baiana. O produto é a principal exportação do estado – e a participação do crustáceo no mercado de peixes e frutos do mar vem aumentando.

Só em 2017, 748 toneladas de lagosta fresca ou congelada ‘made in Bahia’ foram exportadas. O valor corresponde a 88,4% de todas as exportações na categoria de peixes e frutos do mar do estado. Em 2016, as lagostas corresponderam a 69,8% dessas exportações.

Entretanto, a captura do animal não é realizada por pescadores nativos. “Sobretudo no Extremo Sul da Bahia, há grande produção de lagosta. Muitos barcos de fora, como do Ceará e do Espírito Santo, vêm para fazer essa pesca, porque tem frota mais especializada para esse tipo de atividade”, diz Eduardo Rodrigues, gerente de assistência técnica da Bahia Pesca.

Por outro lado, a fatia de exportação de peixes no estado diminuiu. Em 2016, 30% das exportações eram de peixes frescos ou congelados. Já no ano passado, o valor caiu para 11,6% – e a expectativa é que o cenário continue desfavorável.

“Nesse ano acredito que não haja melhora, talvez só para a exportação de subprodutos como a pele, farinha e escama, mas para o produto como o filé, atualmente o mercado brasileiro se mostra mais atraente”, diz Adriano Vasconcelos, gerente de comércio exterior da Netuno Internacional.

Ele atribui o resultado à concorrência com a China e outros países asiáticos. “Nós vendíamos 100% do filé para os EUA, mas a concorrência fez o preço cair muito, o produto deixou de ser competitivo. Tivemos que adaptar nossa operação diante das adversidades”, explica Adriano.

*Supervisão do chefe de reportagem Jorge Gauthier e edição de Mariana Rios

Petiscos e bebidas aquecem varejo

01:00 · 24.03.2018

Como em toda reunião tipicamente brasileira, os jogos da Copa do Mundo devem ser acompanhados por muita comida e bebida. As redes de supermercados saem ganhando além do que um período normal, de modo que algumas marcas estimam que as vendas de determinados produtos cheguem a dobrar nos dias de jogos da seleção brasileira.

Itens como bebidas, petiscos, frios, embutidos e carnes para churrascos serão os alimentos mais demandados durante o campeonato mundial e devem apresentar crescimento de 100% nas vendas no Pinheiro Supermercado, de acordo com o Alexandre Pinheiro, diretor comercial e de marketing da rede. "Nós tomamos como base uma pesquisa que mostrou que 85% dos brasileiros assistiram os jogos em casa na última Copa. Então, nós ganhamos muito nesse período", afirma.

Ele ressalta que quando os jogos do Brasil forem durante a semana, as elevações serão ainda maiores, já que as compras em dias úteis são menores que no fim de semana. Alexandre acrescenta que a rede deve trabalhar bastante promoções do tipo 'compre e leve', em parceria com os fornecedores. "As indústrias devem trabalhar conosco essa questão. Os clientes deverão ganhar algum tipo de brinde", diz

Os Mercadinhos São Luiz preveem alta de 15% nas vendas de bebidas alcoólicas, segundo o Luiz Fernando Ramalho, gestor comercial da rede. "Na última Copa, as vendas em geral aumentaram 30% em relação a igual período de 2013. Nós vivíamos um outro momento no País, mas a expectativa é que as vendas tenham desempenho na mesma proporção", destaca.

Ele pontua que o plano de ação será definido nas próximas semanas com a apresentação de propostas dos fornecedores. "Nós iremos trabalhar em um sortimento maior de itens práticos de lanches e receberemos na próxima semana a Ambev, que é patrocinadora oficial da Copa".

Perspectiva

O vice-presidente da Associação Cearense de Supermercados (Acesu), Nidovando Pinheiro, afirma que a Copa do Mundo traz um clima de festa que é favorável ao varejo. "Ainda não podemos falar em números, mas a movimentação vai depender muito também do horário dos jogos e deve impactar também na produção das indústrias, já que se vende mais", destaca.

O merchandising das lojas deve mudar, de acordo com Nidovando Pinheiro, de forma a destacar os produtos que são mais procurados.