Ativações de Itubaína atraem o público na CCXP 2017

08 de Dezembro de 2017 15h – Atualizado às 15:17 Por Redação Adnews

A Itubaína, marca que faz parte do portfólio da Heineken Brasil, marca presença pela primeira vez na CCXP com atrações que chamaram a atenção do público logo no primeiro dia de feira. Além de patrocinar o Artist’s Alley, uma área com mais de 3 mil metros quadrados que recebe os mais diversos e famosos desenhistas e cartunistas do universo dos quadrinhos, seu estande também tem reunido os fãs da marca e do DC Universe. Isso porque, a partir de sua parceira com a DC Comics, Itubaína preparou experiências e souvenirs exclusivos para quem passar pelo local.

O estande da marca já recebeu mais de 2800 pessoas para degustar o refresco na maior feira de cultura pop do mundo, curtir o cenário digital em que os visitantes podem “adquirir o poder da super força” para levantar um carro e “sobrevoar” o local e ter uma vista privilegiada da feira no Itubaína Fly.

A edição especial “Itubaína Comics Collection”, garrafas exclusivas com os personagens do novo filme da Liga da Justiça (Aquaman, Batman, Ciborgue, Flash, Mulher Maravilha e Super Homem) desenhadas pelo icônico cartunista Ivan Reis, um dos ilustradores responsáveis do DC Universe, teve mais de 500 kits vendidos e o cartunista, que estará no estande durante todos os dias e CCXP, distribuiu mais de 250 autógrafos para seus fãs.

As garrafas serão comercializadas por R$ 24,90 em um kit exclusivo contendo duas Itubaínas, uma regular e outra zero, além de duas garrafas estilizadas com os heróis, de acordo com a escolha do consumidor.

Ivan Reis estará no estande para a sessão de autógrafos em todos os dias de CCXP (Sexta e Sábado das 19h às 20h e Domingo das 16h às 17h).

Venda de água mineral aumenta em São Luís

09/12/2017

Com a suspensão do abastecimento de água fornecida pela Caema, devido às obras no Sistema Italuís, muita gente recorreu à compra do produto em galão nos comércios

SÃO LUÍS – Com a falta de água em vários bairros de São Lúis desde a última quarta-feira, devido às obras no Sistema Italuís, muitas pessoas recorreram à compra de água mineral. Com isso, o movimento nos comércios que vendem produto aumentou bastante.

Diego Araújo, de 34 anos, proprietário de um estabelecimento que vende água em galões, disse que o aumento nas vendas foi bastante significativo. “Vendi nos últimos dias dois caminhões de galão de água mineral. Ao todo, isso dá um total de 2.600 galões de água, muito acima do que vendemos normalmente”, relatou.

Outro a confirmar esse aumento foi o vendedor Lucas Silva, de 29 anos. “Aqui no comércio o movimento foi intenso desde que a Caema avisou que faltaria água na capital. Já vendemos demais e a todo momento estamos indo buscar mais água com os fonecedores porque nosso estoque está acabando rápido”, concluiu.

A Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), informou, por meio de nota, que o cronograma de atividades para a interligação da nova adutora segue seu fluxo sem nenhuma intercorrência até o presente momento.

A Caema disse ainda que o bombeamento do Sistema Italuís está previsto para ser reiniciado às 6h da manhã deste sábado, 9.

79% querem ter mais informações nutricionais sobre alimentos processados


Consumidor quer dados detalhados
Só 7% preferem informações de ONGs
65% aprovam uso de aplicativos

08.dez.2017 (sexta-feira) – 5h55
atualizado: 08.dez.2017 (sexta-feira) – 12h30

Mais de ¾ da população brasileira gostaria de receber informações nutricionais extras sobre os produtos (bebidas e alimentos) que consome, conforme pesquisa realizada em novembro pelo DataPoder360 Mercado. Dos 2.133 entrevistados, 79% querem ter acesso a dados mais aprofundados do que os disponibilizados atualmente.

A pesquisa também detectou que 65% dos brasileiros gostariam que os fabricantes oferecessem mais informações por meio de sites ou aplicativos. As mulheres, os mais jovens (com 16 a 24 anos) e os entrevistados da região Sudeste são os que mais se manifestaram a favor de ter dados na internet ou em aplicativos.

Realizada pelo DataPoder360 Mercado nos dias 27 a 30 de novembro de 2017, a pesquisa mostra claramente que os brasileiros anseiam por informações adicionais sobre os produtos que consomem. Segundo 67% dos ouvidos, é importante ter acesso aos dados nutricionais dos produtos.

O Poder360 Mercado é a nova divisão do Poder360. Publica estudos e informações patrocinadas por empresas ou instituições interessadas em veicular suas ideias e conceitos. O material é claramente identificado para o leitor, que verá a inscrição “conteúdo patrocinado” exibida na parte de cima da página –como no caso deste post.

As pesquisas são realizadas pelo DataPoder360 Mercado, uma subdivisão do DataPoder360.

Embora opiniões sejam de responsabilidade das empresas e instituições que patrocinam o conteúdo, o Poder360 Mercado tem uma equipe própria e faz extensa curadoria do que é publicado, com o mesmo rigor do material jornalístico exibido nas páginas do portal.

Leia aqui a íntegra do levantamento. E aqui o resumo dos principais quadros.

Assista neste player abaixo 1 resumo de 1 minuto em vídeo (duração de 1 minuto) com os principais resultados da pesquisa:

TRANSPARÊNCIA

A maioria dos entrevistados (66%) concorda que a transparência sobre ingredientes e informações nutricionais são essenciais para que os consumidores façam suas escolhas.

Apesar de demandarem mais informações nutricionais, 62% dos brasileiros respondem que só leem esses dados de vez em quando. Outros 22% leem sempre. Só 16% disseram desprezar tais dados.

DEBATE NO CONGRESSO

Mudanças nos rótulos dos alimentos estão em debate no Congresso Nacional. Em novembro de 2017, integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovaram projeto que cria selos de diferentes cores com indicações sobre a composição nutricional dos produtos e que serão obrigatórios nos rótulos.

O debate sobre o a adoção de rótulo nutricional colorido (tipo semáforo) é incentivado pelas indústrias de refrigerantes e bebidas não alcoólicas e de alimentos.

“A indústria brasileira de refrigerantes e bebidas não alcoólicas integra-se ao debate sobre a modernização da rotulagem nutricional brasileira trazendo informações e pesquisas que ajudem a criar um modelo ainda melhor e mais acessível para o consumidor, para a população”, declara o presidente da Abir, Alexandre Jobim.

A Abir (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas) patrocinou a realização da pesquisa relatada aqui neste post do Poder360 Mercado.

Eis 1 exemplo de como são esses rótulos do tipo semáforo:

Indagados sobre em quem confiam mais para informar dados nutricionais sobre alimentos e bebidas, só 7% responderam que as organizações não governamentais (ONGs). Para 31%, os mais confiáveis são os fabricantes, seguidos pelo governo (25%) e os pontos de venda (20%).

Dos entrevistados, 43% creem que a indústria deve ser a responsável pelas informações nutricionais de bebidas e alimentos, 27% dizem que esse papel deve ser exercido pelo governo e apenas 13% pelas ONGs.

Ao escolher um produto, 43% disseram que levam em conta principalmente a qualidade e 25%, o preço. Marcas e ingredientes foram as respostas de 8% dos entrevistados. Para 7%, o principal fator na escolha é o sabor e para 4%, a embalagem.

SAÚDE E DIETA

A maioria dos entrevistados (74%) respondeu que não está fazendo dieta atualmente.

Indagados se se consideram pessoas saudáveis, 47% responderam que são mais ou menos saudáveis e 33% muito saudáveis. Uma minoria (17%) disse que é pouco saudável.

DETALHES DO LEVANTAMENTO

De 27 a 30 de novembro, o DataPoder360 entrevistou por telefone 2.133 pessoas em 192 municípios brasileiros. A margem de erro do levantamento é de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi encomendada pela Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas.
CONHEÇA O DATAPODER360

A operação jornalística que comanda o Drive e o portal de notícias Poder360 lançou em abril de 2017 uma divisão própria de pesquisas: o DataPoder360.

A missão do DataPoder360 é estudar temas de interesse político, econômico e social. Tudo com a precisão, seriedade e credibilidade do Poder360.
SAIBA QUAL É A METODOLOGIA

O DataPoder360 faz suas pesquisas por meio telefônico a partir de uma base de dados com cerca de milhões de números fixos e celulares em todas as regiões do país.

A seleção dos números discados é feita de maneira aleatória e automática pelo discador.

O estudo é aplicado por meio de um sistema IVR (Interactive Voice Response) no qual os participantes recebem uma ligação com uma gravação e respondem a perguntas por intermédio do teclado do telefone fixo ou celular.

Só ligações nas quais o entrevistado completa todas as respostas são consideradas. Entrevistas interrompidas ou incompletas são descartadas para não produzirem distorções na base de dados.

Os levantamentos telefônicos permitem alcançar segmentos da população que dificilmente respondem a pesquisas presenciais. É muito mais fácil atingir pessoas em áreas consideradas de risco ou inseguras –como comunidades carentes em grandes cidades– por meio de uma ligação telefônica do que indo até as residências ou tentando abordar esses cidadãos em pontos de fluxo fora dos seus bairros.

O resultado final é ponderado pelas variáveis de sexo, idade, grau de instrução e região de origem do entrevistado ou entrevistada. A ponderação é um procedimento estatístico que visa compensar eventuais desproporcionalidades entre a amostra e a população pesquisada.

Preço das frutas cristalizadas varia 795% nos supermercados de JF

Odiado por uns e iguaria obrigatória no cardápio de Natal de outros, produto varia de R$ 3,35 e R$ 29,98 o quilo

Por Tribuna

08/12/2017 às 11h20

O preço das frutas cristalizadas – pavor de muita gente ou iguaria obrigatória no cardápio de Natal de outras pessoas – varia de R$ 3,35 e R$ 29,98 o quilo, em Juiz de Fora. A variação é de 794,9% entre supermercados da cidade. Isso foi o que apontou o segundo “Guia do Consumidor Especial de Natal” produzido e divulgado pela Secretaria de Agropecuária e Abastecimento (SAA) da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF). O primeiro guia apontou que a variação de preço dos produtos típicos das festas de final de ano chegou a 340%, liderada pela ameixa seca com caroço. A pesquisa compara semanalmente os preços de 59 produtos típicos das festas de final de ano em oito supermercados da cidade. Os produtos pesquisados são divididos nas categorias bebidas, carnes, frutas, enlatados e outros.

Além das frutas cristalizadas, a sidra também teve alta diferença de preço (140,3%). A unidade de 660ml da bebida pode ser encontrada entre R$ 4,99 a R$ 11,99. Dentre as carnes, o tender sem osso lidera a lista, com 95,4% de variação. O quilo da carne pode ser encontrado custando entre R$ 17,90 e R$ 34,98.

O azeite extravirgem foi o enlatado com maior diferença de preço registrada (87,6%). A embalagem de 500 ml custa R$ 7,99 no supermercado mais barato e R$ 14,99 no mais caro. Entre as frutas, destaque para o melão (349%). O quilo da fruta custa entre R$ 2,00 e R$ 8,98 nos supermercados que participam da pesquisa.

A lista completa com todos os itens e as variações de preços está disponível no site da Prefeitura.

Chocolates Nestlé resgata o espirito de Natal

11/12/2017

A Nestlé apresenta nova versão de sua grande campanha de chocolates em edição especial para o Natal. Intitulada ‘Pare o Mundo, é Natal com Nestlé’, a criação é um desdobramento da primeira campanha,

‘Pare o Mundo que Eu Quero Nestlé’, cuja veiculação foi iniciada em julho. Criado pela agência DAVID, o novo filme une a melodia já conhecida pelos consumidores a uma nova letra que resgata o espírito natalino e a importância dos momentos compartilhados em família durante as festividades.

rande parte do consumo de bombons acontece quando a família se reúne para compartilhar a Caixa de Especialidades, sendo esse momento bastante especial. Nesse cenário, a marca reforça na nova campanha qual é o papel do chocolate Nestlé na vida das pessoas.

A criação da nova campanha é parte da estratégia da Nestlé para impulsionar suas marcas de chocolates em meio ao público jovem, por meio da música como principal pilar de comunicação. Após o grande sucesso da primeira etapa da campanha, a icônica melodia da música segue presente na edição especial para o final de ano.

O plano de mídia de ‘Pare o Mundo, é Natal com Nestlé’ terá forte presença nas redes sociais, como Facebook, Instagram e YouTube. Plataformas como Spotify e Deezer também serão contempladas, principalmente devido ao seu essencial vínculo com a música, além das mídias tradicionais como TV e rádio.

Fonte:: Redação

J.Macêdo mira nas bebidas

01:30 | 09/12/2017

A J.Macêdo, fabricante de marcas como Dona Benta, Petybon e Sol, anunciou ontem o ingresso no mercado de bebidas com o lançamento de uma linha de refresco em pó.

A linha de produtos é feita no complexo fabril de São José dos Campos (SP), que em 2014 e 2015 recebeu um investimento de R$ 45 milhões e passou a contar com produção de misturas de bolos, sobremesas e refrescos em pó.

A nova linha de refresco, distribuída para todo o País, começou a chegar nos pontos de venda neste início de dezembro. Segundo Luiz Henrique Lissoni, presidente executivo da J.Macêdo, a decisão de entrar na categoria de bebidas pelo segmento de refrescos em pó faz parte da estratégia da companhia para fazer frente à crise econômica, respondendo à necessidade de adaptação do portfólio para competir melhor no segmento de baixo preço.

“Estamos tanto explorando novas oportunidades em mercados em que já atuamos como entrando em novos. Nosso objetivo é manter a liderança em categorias nas quais temos marcas consolidadas e também ficar mais forte nos segmentos em que não somos líderes ainda”, afirma.

NISSIN FOODS DO BRASIL apresenta novo CUP NOODLES sabor Galinha Caipira Picante

Lançamento chega às gôndolas dos supermercados neste mês

A NISSIN FOODS DO BRASIL anuncia o lançamento do novo sabor de CUP NOODLES: Galinha Caipira Picante. A novidade chega aos pontos de venda de todo o Brasil na segunda quinzena de dezembro.

“Identificamos que a pimenta é um dos temperos preferidos dos brasileiros e vimos uma oportunidade de ampliar o portfólio de CUP NOODLES, unindo o produto de maior aceitação da linha, o Galinha Caipira, com o sabor picante que tanto agrada o consumidor”, afirma Danielle Ximenes, gerente de Marca da empresa.

Em 2016, a linha CUP NOODLES foi reformulada e ganhou massa mais macia, o dobro de flocos, maiores e mais saborosos, além de um sabor mais caseiro. A embalagem com novo visual também ficou mais prática: térmica, não esquenta as mãos, e pode ir ao micro-ondas.

CUP NOODLES conta ainda com os sabores Galinha Caipira, Carne, Tomate, Legumes, Frango com Requeijão e Costela com Molho de Churrasco.

Sobre a NISSIN FOODS DO BRASIL LTDA. – A NISSIN FOODS DO BRASIL é uma empresa do Grupo NISSIN FOODS e se consolidou no país como líder no segmento de macarrão instantâneo. Atualmente, fabrica 52 produtos para consumidores diretos no Brasil. Com fábricas em Ibiúna (São Paulo) e em Glória do Goitá (Pernambuco), investe sempre em boas práticas para satisfazer as necessidades de seus clientes e melhorar continuamente seus produtos e serviços.

Informações para imprensa

Mônica Baldani Sasso – (11) 3643-2837 / monica.sasso@cdn.com.br
Felipe Reis – (11) 3643-2846 / felipe.reis@cdn.com.br
Luana Raggio – (11) 3643-2821 / luana@cdn.com.br

REGINA lança mussarela e queijo prato fatiados em bandejas

Sexta, 08 Dezembro 2017 16:28 Escrito por Silmara Vilela
Disponíveis nas versões light e tradicional, produtos apresentam mais praticidade e higiene para o consumo

A empresa centenária, Barbosa & Marques, fabricante dos produtos Regina, acrescenta ao seu portfólio duas opções de queijos fatiados: mussarela e prato, nas versões tradicional e light. Disponíveis em bandejas, os itens podem ser utilizados para o preparo de lanches e receitas, oferecendo mais praticidade ao consumidor. Cada embalagem contém em média 160g.

A marca apostou nos queijos mais populares do país, como a Mussarela, que é versátil e um dos queijos mais consumidos no Brasil, sendo utilizada em pizzas, massas, saladas e churrascos. Cada 30g do produto contém 97 kcal, enquanto a versão light, que é reduzida em 25% de gordura, apresenta 61 kcal.

O queijo Prato, fabricado em todas as regiões brasileiras, é muito comum em sanduíches, devido ao seu sabor marcante. Uma porção de 30g possui 112 kcal, já a light 92 kcal com menos 25% de gordura.

Os queijos fatiados REGINA apresentam maior durabilidade, pois durante o envase, é feita uma injeção de atmosfera modificada, garantindo mais segurança ao consumidor.

Os produtos de laticínios da marca REGINA podem ser encontrados nos principais supermercados do país. Outras informações pelo site http://site.regina.com.br/ ou facebook https://www.facebook.com/QueijosRegina. SAC: (33) 3277-9111

Fabricante de azeite retirado de mercados diz que foi cerceada em contraprova

Aline dos Santos

Uma das marcas de azeite retiradas de supermercados do Estado, a Malaguenza informa que o laudo apresentado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) provoca indignação e aponta que não teve direito à contraprova.

A nota da Olivenza Indústria de Alimentos Ltda , fabricante do azeite, foi enviada neste sábado (dia 9) ao Campo Grande News.

“Informamos que o laudo do azeite extravirgem da marca Olivenza – lote 16D18, apresentado pela ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, publicado em 31 de março de 2017, causa indignação, pois a empresa foi cerceada da contraprova, uma vez que no momento da abertura dos produtos para o ensaio estava rompida e violada amostra, impossibilitando a perícia”, diz a nota de esclarecimento.

A empresa ainda cita que está à disposição para análises necessárias dos órgãos competentes de avaliação dos produtos e que prima pela qualidade. “Conclui-se, portanto, que a Olivenza está isenta de qualquer irregularidade não resolvida, já que o ocorrido independe da mesma tornando-se injusta alegações desta natureza. Em todo caso, as providências necessárias estão sendo tomadas”.

O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) retirou 2.112 litros de azeite de oliva de quatro marcas com problemas em Mato Grosso do Sul. Amostras indicavam fraude ou erros na embalagem. Fiscalização abrangeu 64 marcas e 84 empresas em todo o país. Dados regionais foram encaminhados, nessa semana, à reportagem.

No Estado, lotes das marcas Malaguenza e Quinta da Boa Vista foram considerados não conformes por conter azeite não refinado ou lampante, além de outros óleos como de soja na composição. Isso é proibido pela legislação brasileira. Já Faizão Real e Figueira da Foz, junto com a Quinta da Boa Vista, acabaram apresentando erro de informação no rótulo.

Orgânicos despertam apetite de investidores; mercado rende R$ 4 bi por ano

Nestlé, Unilever e fundos de private equity miram o setor de produtos sustentáveis, que movimenta R$ 4 bilhões por ano no Brasil, de palmito e azeite a massas e vinho

postado em 06/12/2017 06:00 / atualizado em 06/12/2017 01:37

Paula Pacheco

São Paulo — Todo mês, o presidente da Organis (Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável), Ming Liu, recebe pelo menos quatro consultas de fundos de private equity interessados em investir no setor. Eles buscam empresas inovadoras que tenham faturamento anual entre R$ 10 milhões e R$ 50 milhões. A missão não é fácil, já que boa parte dos negócios estão nas mãos de companhias de pequeno porte. Por isso, Liu tenta convencê-los a buscar empreendimentos menores, mas que tenham grande potencial para crescer.

Um dos negócios recentes que confirmam o interesse de grandes grupos nos orgânicos brasileiros foi a venda da Mãe Terra para a Unilever. Fundada em 1979, a Mãe Terra atua no segmento de produtos orgânicos e naturais e tem uma receita anual da ordem de R$ 100 milhões. O acerto levou um ano para ser fechado e foi anunciado em outubro sem revelar valores. Na ocasião, o presidente da Unilever, Fernando Fernandez, informou que o plano da multinacional é acelerar a expansão da Mãe Terra, que já vinha crescendo à taxa média de 30% nos últimos anos. Isso deve ocorrer com o aproveitamento das sinergias entre as duas empresas. Segundo a Unilever, o objetivo é dobrar a distribuição da marca em um curto período de tempo. Alexandre Borges, fundador da Mãe Terra, vai continuar à frente do negócio.

O potencial é mesmo gigantesco. Estima-se que os orgânicos movimentem por ano entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões no Brasil. Nos Estados Unidos, o valor passa de R$ 60 bilhões. Uma pesquisa recente mostrou que 15% dos brasileiros das principais capitais consomem esses produtos regularmente — o maior mercado é a região Sul, que registra o dobro da média nacional.

Em 2014, a marca paranaense Jasmine, especializada na produção de alimentos funcionais, foi vendida para a farmacêutica japonesa Otsuka, que passou a exercer o controle sobre a empresa por meio da subsidiária francesa Nutrition&Santé. No ano passado, seu faturamento foi de R$ 135 milhões e neste ano foram investidos R$ 10 milhões na produção de pães sem glúten, uma das apostas da companhia no exterior e no Brasil.

Outra multinacional que busca aproveitar o crescimento consistente dos orgânicos é a Nestlé. Há pouco mais de um ano, a multinacional suíça passou a incentivar a produção de leite orgânico e começou a desenvolver um projeto com agricultores da região de Araraquara (SP). O gado leiteiro não pode consumir alimentos que tenham utilizado adubo químico ou agrotóxico e deve ser medicado com homeopatia ou fitoterápicos.

Quando o projeto foi apresentado, 50 produtores de leite se interessaram em aderir, mas apenas 11 entraram na fase inicial porque nem todos tinham condições de adequar a propriedade às exigências para obter a certificação orgânica. Agora, já são 27 fazendas contratadas, que produzem 21,5 mil litros por dia. O projeto faz parte da iniciativa da empresa, em parceria com a Embrapa Sudeste e o Instituto Mokiti Okada, de incentivar a produção de leite orgânico em larga escala no Brasil e influenciar toda a cadeia do produto. O plano é alcançar 30 mil litros por dia no primeiro semestre de 2019, quando passará a comercializar o leite orgânico.

Fiel e engajado
“Grupos como Coca-Cola, Mondelez, Danone, Kellog’s, Pepsi e Nestlé têm se movimentado nessa direção no exterior, por isso é de se esperar que haja uma procura por negócios no Brasil ligados a linhas naturais”, diz Ming Liu. O foco dos investidores, segundo ele, são empresas inovadoras em suas áreas de atuação. O problema, diz, é o tamanho que esses negócios devem ter para se encaixar nos planos dos investidores. “Isso restringe as buscas a poucas empresas. Hoje temos marcas como a Native, do Grupo Balbo, que é a maior produtora de açúcar orgânico do mundo, e a biO2, que atua no segmento de cereais”, diz.

A Native foi pioneira no lançamento do açúcar orgânico, há duas décadas. Na época, a mudança na forma de produção da cana-de-açúcar incomodou outros usineiros, que seguiam o método tradicional e consideravam o empresário Leontino Balbo um louco por reflorestar as áreas desmatadas e fazer o controle de pragas de forma natural. Hoje em dia, a empresa tem uma família de produtos, que vai do café ao achocolatado.

Em parte, o aumento da oferta de produtos orgânicos no país tem a ver com a demanda do varejo, explica Susy Yoshimura, gerente de sustentabilidade do Pão de Açúcar. A empresa começou a comercializar esse tipo de produto há duas décadas e hoje, segundo a executiva, as lojas oferecem alternativas orgânicas na maioria das categorias — desde itens como palmito, azeite, sucos, biscoitos e massas, até os mais inusitados, como água de coco, energético, macarrão integral e vinho. São cerca de 1 mil itens cadastrados em toda a rede, vindos de aproximadamente 100 fornecedores, e desde 2011 há gôndolas exclusivas para expor essas mercadorias.

Apesar dos efeitos do aumento do desemprego no país, Susy diz que as vendas de orgânicos — que custam mais que os produtos tradicionais — não estão expostas às condições da economia. “Os compradores de orgânicos são fiéis e já consolidaram a categoria em sua cesta frequente de compras, dificilmente fazendo substituições. Trata-se de um consumidor engajado, que valoriza os orgânicos e os consideram essenciais para a saúde e o bem-estar.”