Nova Farmácia em Canoas

Panvel Pretende Fechar o Ano com 390 Lojas

28/11/2017

Com o objetivo de fechar o ano com 390 lojas distribuídas pelo país, a rede de farmácias Panvel anuncia a abertura de uma nova loja, desta vez, no Rio Grande do Sul, na cidade de Canoas. Localizada no ParkShopping Canoas, empreendimento inaugurado recentemente no município, a filial oferece uma variedade em medicamentos, além do mix completo de produtos Panvel, que inclui mais de 500 itens, produtos de beleza e higiene de diversas marcas nacionais e internacionais, e setor de dermocosméticos. Somente este ano, a empresa já inaugurou 33 novas lojas, e a previsão é de abrir mais sete até o fim de 2017. Atualmente, a Panvel tem mais de 387 lojas distribuídas pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

Serviço:
Panvel no ParkShopping Canoas
Endereço: Avenida Farroupilha, número 4.545
Horário de Funcionamento: das 12h às 20h

Remédios são distribuídos com a data de validade cortada e morador desconfia

Remédios foram retirados na última sexta-feira (27)

Após a retirada de 3 cartelas de remédios para pressão alta no posto de saúde de Jaraguari, cidade a 47 quilômetros da Capital, um morador, de 45 anos, percebeu que as datas de validade foram cortadas das embalagens. Os medicamentos foram recebidos na última sexta-feira (24) e a situação, que foi postada no Facebook, indignou alguns moradores da cidade.

Segundo o pedreiro Jair Aparecido de Carvalho, a esposa foi buscar os remédios que ele precisa tomar para controlar a pressão. “A minha esposa foi no posto, tirou os remédios aí quando chegou em casa e conferimos, estava cortada a data de validade”, conta. Para ele, os remédios estão vencidos. "Por que foi cortada somente onde era expressa a data?", questiona.

De acordo com o pedreiro, após perceber que a data de validade havia sido cortada da embalagem, ele decidiu checar as anteriores. “No dia que eu peguei esse remédio sem a data de validade, eu fui olhar validade daqueles que eu estava tomando e ele já estava vencido também. Venceram no mês de outubro”, disse. 

O pedreiro explicou que não sabe de outros casos na cidade, mas que uma publicação nas redes sociais, feita no último sábado (25), gerou indignação em amigos próximos. “Todos eles [amigos] ficaram indignados com o que aconteceu”, conta.

Na publicação, o pedreiro volta a questionar o motivo do vencimento do remédio ter sido retirado. "[…] remédio de pressão maleato de enalapril 10 mg, por que só foi cortada a data de validade?", diz em um trecho.

Prefeito do município, Edson Rodrigues Nogueira, disse ao Jornal Midiamax que há cerca de 3 meses houvereposição dos remédios na rede de saúde pública. “Chegou medicamento novo, com data e tudo”, disse. Todos os remédios que são distribuídos pela rede pública, segundo Nogueira, passam por órgãos fiscalizadores que supervisionam o material.

O prefeito explicou, ,ainda que não tem conhecimento de outros casos de pacienes que tenham tido qualquer tipo de medicação com data de validade ou de fabricação retiradas. “Não tem essa situação em Jaraguari. Não existe”, afirma. 

Municípios criam consórcio para compra compartilhada de medicamentos

Medida foi definida na terça-feira durante reunião do Condesb, realizada em Mongaguá

Rogério Stonoga
29/11/2017 – 07:28 – Atualizado em 29/11/2017 – 07:42

Durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), realizada nesta terça-feira (28), em Mongaguá, foi definida a criação de consórcio entre as nove cidades da região para compra compartilhada de medicamentos e material médico.

A meta é colocar a proposta em prática a partir do próximo ano. “A ideia é unir os nove municípios da região para a compra de medicamentos e de material médico de forma compartilhada. Construímos uma unanimidade em torno dessa ideia, que vai ajudar a diminuir custos e agilizar o processo de compra”, disse o presidente do Condesb e prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão.

Segundo ele, fazer a compra regionalizada vai ajudar a encerrar a disputa por licitação. “Sem contar que os preços tendem a ficar mais em conta, pois estaremos comprando um volume maior (para todas as cidades). Teremos, inclusive, um preço único para cada medicamento. Ainda, a agilidade na hora de comprar será maior”, defendeu Mourão.

Partindo daí, a proposta é a criação do consórcio, onde cada prefeitura terá um representante que atue na parte burocrática. “Ele pode estar trabalhando dentro desse órgão regional, fazendo todo o processo burocrático. No começo do próximo ano a meta é ter pronta a minuta de lei para que as prefeituras levem à votação nas Câmaras. No semestre seguinte a meta é que a ideia comece a funcionar”, disse o prefeito de Praia Grande.

Usuários sentem falta de medicamento no Centro de Saúde

Pacientes que fazem tratamento para o controle de ansiedade reclamam da falta do remédio Alprazolam

Por Gilmar Pinato Da Redação

Usuários do remédio Alprazolam, indicado no tratamento de transtornos de ansiedade, procuraram a reportagem para reclamar da falta do medicamento na farmácia do Centro de Saúde Dr. Takashi Enokibara (Postão), em Dracena.

De acordo com eles, a situação já ocorre há alguns dias e prejudica pacientes que necessitam do Alprazolam,ansiolítico da classe dos benzodiazepínicos (faixa preta) de uso frequente.

Segundo a farmacêutica do Postão, Janaina Pinotti, a falta do remédio deve-se ao atraso na entrega por parte da empresa distribuidora. “Dos 90 mil comprimidos empenhados foram entregues somente dez mil”, explica.

Por se tratar de um remédio de grande procura Pinotti explica que as 10 mil unidades do remédio recebidas há cerca de uma semana foram suficientes somente para dois dias e meio de distribuição quando o estoque voltou a zerar.

A farmacêutica explica que a justificativa da distribuidora é que o remédio está em falta no mercado, mas a empresa quer regularizar a situação o quanto antes.

O prazo para a empresa vencedora da licitação entregar os remédios é de 15 dias e um dos lotes foi entregue e o segundo está atrasado há quase duas semanas, ocasionando a falta para distribuição.

“Acreditamos que esse lote deve ser entregue até o final de novembro, pois geralmente em dezembro as empresas param e o pagamento só é feito mediante a entrega”, pondera a farmacêutica.

Pinotti enfatiza que o Alprazolam não é distribuído nas farmácias populares gratuitos à população. A entrega sem custo é somente no Centro de Saúde.

Ainda de acordo com a farmacêutica, os dois únicos medicamentos em falta na farmácia do Centro de Saúde são o Alprazolam e o Sinvastatina (utilizado para reduzir o colesterol no sangue). Esse segundo, ela ressalta que ainda está no prazo de 15 dias para entrega.

Conclui Pinotti orientando que a lista de medicamentos disponíveis na farmácia do Centro de Saúde fica disponível no mural da farmácia e também no site da Prefeitura.

Com aplicação, 22 bairros terão atendimento farmacêutico individualizado na Capital

O atendimento é feito de forma agendada

O projeto Farmácia Clínica foi ampliado para atender em 22 unidades de saúde, em regiões distintas da Capital. O trabalho é feito por farmacêuticos que esclarecem a forma correta de utilização de cada remédio assim como a eficácia e conciliação de medicamentos. O trabalho foi implantado pela Assistência Farmacêutica da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e os medicamentos são fornecidos gratuitamente. O tratamento era feito em 12 unidades de saúde, sendo ampliado para mais 10 unidades.

De acordo com a prefeitura, o profissional presta um atendimento individualizado ao usuário para esclarecer a forma correta de utilização de cada medicamento assim como para verificar a eficácia e segurança do tratamento, além da verificação de interação medicamentosa, conciliação de medicamentos, adesão ao tratamento, orientação sobre automedicação e plantas medicinais, solicitação de exames laboratoriais para acompanhamento do tratamento e encaminhamentos para outros profissionais de saúde.

Com o avanço da idade da população, é cada vez mais comum o número de idosos que usam vários medicamentos ao mesmo tempo, e com isso, a chance de problemas relacionados ao uso destes medicamentos ou até mesmo a não adesão ao tratamento aumentam.

O usuário interessado no atendimento deve procurar o farmacêutico da unidade e programar uma consulta farmacêutica. O serviço é oferecido nas 22 unidades básicas de saúde de forma agendada.

O acompanhamento dos pacientes em relação ao tratamento e ao uso racional dos medicamentos começou a ser desenvolvido no ano passado em Campo Grande e é considerado um modelo inovador.

Confira as unidades de saúde que oferecem o serviço de atendimento farmacêutico individualizado:

UBSF (Unidades Básicas de Saúde da Família) Los Angeles, Botafogo, Aero Itália, Estrela D’Alva, Alves Pereira, Itamaracá, Macaúbas, Zé Pereira, Cidade Morena e Tarumã; UBSs (Unidades Básicas de Saúde) Universitário, Silva Regina, Pioneiro, Jockey Clube, Carlota, Coophavilla, Coronel Antonino, Caiçara, Moreninha, Indubrasil, Tiradentes e Dona Neta.

Maranhão recebe investimento para assistência farmacêutica

28/11/2017

O recurso no valor de R$ 66 mil será destinado para implementação e integração dos serviços de 11 municípios. O montante poderá ser utilizado para conectividade e contratação de novos profissionais

SÃO LUÍS – No estado do Maranhão, 11 municípios receberão incentivo financeiro do Ministério da Saúde para aprimorar a qualidade e estrutura dos serviços farmacêuticos das unidades de saúde. São R$ 66 mil para o estado, sendo R$ 6 mil para cada município beneficiado. A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Qualificação da Assistência Farmacêutica no âmbito do Sistema Único de Saúde (Qualifar-SUS).

O recurso também poderá ser destinado para a contratação de novos profissionais, além do aprimoramento dos serviços de conectividade dos locais,para dar maior agilidade no atendimento à população e uma melhor organização dos estoques de medicamentos. O recurso foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) segunda-feira da semana passada,20.

No total, o Ministério da Saúde destinou cerca de R$ 6,1 milhões para mais de mil municípios do país. A ampliação no investimento e no aprimoramento da informatização é um dos principais objetivos do Ministério da Saúde.

A estratégia de qualificar os serviços de saúde integra o conjunto de investimentos já realizados por meio do Projeto de Qualificação da Assistência Farmacêutica e Intervenção Sistêmica da Assistência Farmacêutica nas Redes de Atenção à Saúde ¿ QualiSUS-Rede.

O projeto foi desenvolvido em 15 regiões do país, em 486 municípios, com entrega de computadores, realização de pesquisa diagnóstica sobre os serviços farmacêuticos e ofertas educacionais na modalidade à distância para mais de 5 mil profissionais de saúde. Desde a criação do QualiSUS-Rede, em 2012, a pasta já designou mais de R$ 105 milhões para 1.582 municípios.

O Programa

Para participar do Qualifar-SUS, o município deve fazer parte de programas da Atenção Básica, como o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ), Programa de Requalificação das Unidades Básicas de Saúde (Requalifica UBS), e o Hórus, sistema de Assistência Farmacêutica que permite o controle da compra, armazenamento, distribuição e dispensação dos medicamentos.

Organizado em quatro eixos (estrutura, educação, informação e cuidado), o programa engloba desde investimentos na estruturação dos serviços farmacêuticos até ações de cuidado ao usuário. A proposta é contribuir para o aprimoramento, implementação e integração das atividades da assistência farmacêutica nas ações e serviços de saúde, visando uma atenção contínua, integral, segura, responsável e humanizada.

Mais

Municípios beneficiados: Afonso Cunha, Altamira do Maranhão, Centro do Guilherme, Feira Nova do Maranhão, Formosa da Serra Negra, Fortuna, Lago Verde, Montes Altos, Pirapemas, São José dos Basílios, Sítio Novo.

Insulina glargina da Aliança Eli Lilly e Boehringer Ingelheim chega ao mercado

Indicada para portadores de diabetes, a primeira insulina glargina biossimilar no mercado brasileiro – Basaglar – já está disponível e oferece ainda um amplo programa de suporte ao paciente e um preço mais acessível do que o medicamento de referência. A insulina glargina foi desenvolvida por meio da aliança firmada entre a Eli Lilly e a Boehringer Ingelheim, companhias que têm ampla tradição e conhecimento sobre o diabetes.

“Com o lançamento, passamos a contar com uma nova opção de insulina glargina igualmente eficaz ao medicamento biológico de referência que, além de mais acessível, oferece um conjunto de ferramentas para apoiar o paciente em sua jornada de tratamento, características extremamente importantes no manejo de doenças crônicas como o diabetes”, afirma Marcela Caselato, Gerente Médica de Diabetes da Lilly.

Além de contar com a chancela de duas reconhecidas indústrias farmacêuticas, também é oferecido um amplo Programa de Suporte ao Paciente para auxiliar as pessoas com diabetes, incluindo seus familiares ou cuidadores, em suas jornadas de tratamento. No site http://www.comecemelhor.com.br estão disponíveis para os pacientes vídeos educativos para facilitar o início do tratamento com insulinas. O programa ainda disponibiliza orientações online gratuitas, agendadas conforme a disponibilidade do paciente e conduzidas por profissionais de saúde para esclarecer dúvidas sobre como aplicar corretamente a insulina e como armazenar o medicamento, por exemplo.

Outro diferencial do produto é o preço. Basaglar® é um biossimilar de insulina glargina, medicamento biológico com similaridade comprovada em relação a seu medicamento referência através de estudos comparativos em termos de qualidade, segurança e eficácia, e chega ao mercado com custo cerca de 70% menor que a insulina glargina referência, de acordo com o preço lista do medicamento.

“A Lilly é uma empresa de inovação. Fomos pioneiros no tratamento do diabetes com o desenvolvimento da primeira insulina comercializada do mundo, em 1923. Ao longo desses 90 anos de atuação no segmento, já lançamos mais de 15 terapias para auxiliar médicos e pacientes no controle da doença. A chegada de Basaglar torna o nosso portfólio de terapias para o diabetes o mais completo do mercado”, comemora o presidente da Lilly no Brasil, Julio Gay-Ger.

Eficácia e segurança
A aprovação regulatória de Basaglar® foi autorizada com base em cinco estudos clínicos de fase 1 que estabeleceram a equivalência entre os perfis de farmacocinética (percurso do medicamento dentro do corpo humano) e farmacodinâmica (efeitos da ação do medicamento no corpo humano) de Basaglar® e da insulina glargina de referência. Outros dois estudos clínicos de fase 3, um conduzido em pacientes com diabetes tipo 1 e outro em pacientes com diabetes tipo 2, confirmaram que os perfis de eficácia, segurança e imunogenicidade (tipo de reação alérgica ao medicamento) dos dois produtos são comparáveis, utilizando-se padrões bastante rigorosos de similaridade.
O produto está disponível em canetas descartáveis e refis para canetas reutilizáveis. O dispositivo vem pronto para uso, tem manuseio fácil e intuitivo, permite ajustar a dose e confirmar sua aplicação, a agulha não fica visível e funciona pelo acionamento de um botão, evitando que o paciente perfure manualmente a própria pele.
O Brasil conta com 14,3 milhões de pessoas diagnosticadas com Diabetes – a maioria com o tipo 2 –, número que coloca o país na quarta posição no ranking das nações com maior prevalência da doença, atrás de China, Índia e Estados Unidos[i]. A projeção é que, em 2040, haja 23,3 milhões de brasileiros vivendo com diabetes no país1.
A insulina é o hormônio que permite às células do corpo absorverem e utilizarem a glicose presente no sangue como energia. O pâncreas saudável libera insulina de duas formas: pequenas quantidades ao longo do dia (basal) e volumes maiores durante as refeições (bolus). A glargina é uma insulina de longa ação que mantém os níveis basais do hormônio no organismo ao longo do dia, reproduzindo uma das funções do pâncreas.

A Boehringer Ingelheim e a Eli Lilly
Em janeiro de 2011, a Boehringer Ingelheim e a Eli Lilly anunciaram uma aliança com foco em três compostos para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2, que representam as principais classes desses fármacos. Esta aliança alavanca os pontos fortes de duas das maiores empresas farmacêuticas do mundo. Ao juntar forças, as empresas demonstram um compromisso com os pacientes com diabetes e suas necessidades. Saiba mais sobre esta aliança em http://www.boehringer-ingelheim.com ou http://www.lilly.com.

Sobre a Eli Lilly and Company
A Lilly é uma organização global líder na área da saúde que une cuidado e descoberta para melhorar a vida para as pessoas ao redor do mundo. Foi fundada há mais de um século por um homem compromissado com a criação de medicamentos de alta qualidade que são essenciais e hoje permanece sendo guiada por essa missão em tudo o que faz. Ao redor do mundo, funcionários Lilly trabalham para inovar e entregar medicamentos que mudem a vida daqueles que precisam, melhorando o entendimento e o tratamento de doenças, e servindo a comunidades com voluntariado e filantropia. Para saber mais sobre a Lilly, acesse http://www.lilly.com.br.

Boehringer Ingelheim
O Grupo Boehringer Ingelheim é uma das 20 principais farmacêuticas do mundo. Com sede em Ingelheim, na Alemanha, a companhia opera globalmente com 145 afiliadas e com um quadro de mais de 47.500 funcionários. Há 130 anos, a empresa familiar mantém o compromisso com pesquisa, desenvolvimento, fabricação e comercialização de novos medicamentos de alto valor terapêutico para a medicina humana e veterinária.
A responsabilidade social é um elemento importante da cultura empresarial da Boehringer Ingelheim, o que inclui o envolvimento global em projetos sociais como o “Mais Saúde” e a preocupação com seus colaboradores em todo o mundo. Respeito, oportunidades iguais e o equilíbrio entre carreira e vida familiar formam a base da gestão da empresa, que busca a proteção e a sustentabilidade ambiental em tudo o que faz.
Em 2015, a Boehringer Ingelheim obteve vendas líquidas de cerca de 14,8 bilhões de euros e investiu 20,3% do faturamento em pesquisa e desenvolvimento.
No Brasil, a Boehringer Ingelheim possui um escritório em São Paulo e uma fábrica em Itapecerica da Serra. Há 60 anos no país, a companhia estabelece parcerias com instituições locais e internacionais que promovem o desenvolvimento educacional, social e profissional da população.
Para mais informações, visite http://www.boehringer-ingelheim.com.br.

Takeda Pharmaceutical do Japão avança na corrida contra o vírus da Zika com o lançamento do teste de vacina

O Takeda Pharmaceutical do Japão avançou na corrida para desenvolver uma vacina contra o vírus Zika transmitido por mosquitos, com o início de um programa de ensaios clínicos apoiado pelo governo dos EUA.

Seu rival francês Sanofi foi inicialmente visto como o grande farmacêutico melhor colocado para colocar a primeira vacina no mercado quando Zika entrou em erupção como um grande risco para a saúde pública no Brasil em 2015.

Mas fazer essa vacina foi mais difícil do que o esperado e o braço de desenvolvimento do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, BARDA, reduziu o apoio ao projeto da Sanofi, fazendo com que ele encerrasse os esforços de desenvolvimento em setembro.

Tanto a Takeda quanto a Sanofi têm trabalhado em vacinas similares usando vírus Zika inativados ou mortos. Este tipo de vacina tem sido amplamente utilizado para proteger contra uma série de doenças e tem um bom registro de segurança.

Outras pequenas empresas de biotecnologia estão trabalhando em uma abordagem mais experimental focada em vacinas baseadas em DNA, que são feitas pela reprodução de seções do genoma do vírus Zika em um laboratório.

Takeda disse na terça-feira que espera resultados no próximo ano de seu ensaio clínico de vacina Zika de Fase I de 240 pacientes, que está ocorrendo nos territórios continentais dos Estados Unidos e dos EUA.

A Organização Mundial de Saúde declarou o surto de Zika como uma emergência de saúde pública de interesse internacional em fevereiro de 2016, embora desde então tenha rebaixado a ameaça. No entanto, Zika continua a ser um importante risco para a saúde pública, especialmente para mulheres grávidas, e ainda é necessária uma vacina.

Dois anos atrás, quando Zika estava fazendo manchetes depois de causar milhares de defeitos de nascimento no Brasil, os cientistas estavam prevendo que uma vacina poderia ser produzida em tempo recorde, talvez antes do final da década.

Mas os cronogramas de desenvolvimento atuais sugerem que um não estará pronto até os anos 2020. Mesmo que o tiro de Takeda seja bem sucedido nos estudos de Fase I, ele ainda precisará avançar em duas etapas adicionais de testes antes que esteja pronto para aprovação regulamentar.

Para a empresa japonesa, o desenvolvimento de uma vacina Zika é um marco importante para provar que a divisão de vacinas pode competir com jogadores globais.

Takeda também tem uma vacina no desenvolvimento do estágio tardio contra a dengue – outro vírus transmitido por mosquito com semelhanças com Zika – que competirá contra a Dengvaxia de Sanofi, a primeira vacina contra a dengue a chegar ao mercado.

Estudo mostra que Repatha® (Evolocumabe) reduz pela metade o risco relativo de eventos cardiovasculares em pacientes com doença arterial periférica

Fonte: Amgen

A Amgen, biofarmacêutica focada no desenvolvimento de medicamentos para doenças de difícil tratamento, apresentou durante o congresso da American Heart Association (AHA), cinco novas análises de subgrupo do estudo de desfechos cardiovasculares FOURIER, de Repatha® (evolocumabe). Os resultados mostraram que o uso de Repatha® associado à estatina promoveu redução significativa de eventos cardiovasculares, como infarto e AVC, em pacientes de alto risco com doença arterial periférica (DAP), e em pacientes com histórico de infarto do miocárdio.

O principal destaque foi em relação aos benefícios do tratamento com Repatha® em pacientes com doença arterial periférica (DAP), condição em que o acúmulo de gordura estreita os vasos sanguíneos, reduz o fluxo de sangue para os membros inferiores do corpo, causando dores intensas e formigamento, e aumenta ainda mais o risco de eventos cardiovasculares. No estudo que contou com mais de mais de 27 mil pacientes, 3.642 tinham histórico da condição. Dentro desta população, o grupo de pacientes que tinha histórico de DAP, sem história prévia de infarto do miocárdio ou AVC apresentou redução do risco relativo de eventos cardiovasculares de 48%, e o número de pacientes tratados para atingir o desfecho desejado foi de 16 pacientes para 1.

No grupo de pacientes com histórico de DAP houve ainda uma redução de 21% no desfecho primário, que inclui hospitalização para angina instável, revascularização coronária, ataque cardíaco, derrame ou morte e 27% no desfecho secundário, que inclui ataque cardíaco, derrame ou morte. Além disso, com o uso de Repatha® os níveis de LDL-C, colesterol ruim, desses pacientes passou de uma média de 93 para 31mg/dL em 2,5 anos, abaixo do recomendado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, 50mg/dL.

“Dependendo do estágio, a doença arterial periférica pode ser incapacitante, prejudicando a qualidade de vida e até impedindo que o paciente trabalhe. Esses resultados mudam o modo como vamos tratar os pacientes daqui para frente porque mostram que com a redução do LDL é possível estabilizar ou diminuir a progressão da doença, promovendo uma vida normal ou próxima do normal para esses pacientes, com menos morbidades e mortalidade em decorrência da condição”, diz o cardiologista Dr. Sergio Timerman, cardiologista e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Outro resultado apresentado foram os benefícios do tratamento com Repatha® para pacientes com histórico de infarto do miocárdio (N=22,351). Neste grupo os pacientes com um histórico de infarto foram caracterizados de acordo com o tempo desde seu evento mais recente, número de eventos anteriores e presença de doença arterial coronária (DAC) multiarterial. O tratamento com Repatha® resultou em redução de risco relativo (RRR) de 24% em pacientes que enfartaram há menos de 2 anos comparado com 13% para os que tiveram o evento há mais de 2 anos. Naqueles com múltiplos infartos a RRR foi de 21% comparado com 16% para os pacientes que tiveram apenas um evento anterior. Pacientes com um histórico de DAC multiarterial tiveram uma RRR de 30% comparado a 11% em pacientes sem DAC multiarterial.

A análise (Resumo #183) que avaliou a totalidade de eventos de desfecho primário (primeiro evento ou recorrente) durante o curso do estudo revelou que o tratamento com Repatha® melhorou desfechos clínicos com reduções significativas de eventos do objetivo primário total direcionadas por diminuições em infarto, AVC e revascularização coronária. Repatha® reduziu eventos do desfecho primário composto em 18%.

Participantes do estudo foram estratificados de acordo com sua Pontuação de Risco de Trombólise em Infarto do Miocárdio (TIMI) para Prevenção Secundária para identificar aqueles com maior potencial de benefício clínico após tratamento com Repatha®. Consistente com resultados anteriores, risco mais elevado foi associado com maior redução de risco absoluto.

Esclarecimento

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Metade de todos os medicamentos tem origem em produtos naturais

Com informações da Agência Fapesp

Farmacopeia natural

Você sabia que cerca de metade de todos os medicamentos vendidos nas farmácias e utilizados nos hospitais têm princípios ativos extraídos de produtos naturais?

Do total de medicamentos comercializados pelas indústrias farmacêuticas, 49,6% são compostos sintéticos, geralmente fabricados a partir do petróleo, enquanto 50,4% originam-se de produtos naturais ou derivados.

A expressão "produtos naturais ou derivados" denomina moléculas produzidas por plantas, fungos, bactérias e outros organismos, ou moléculas artificialmente modificadas a partir dessas precursoras.

A informação foi dada pela brasileira Alessandra Estáquio, atualmente pesquisadora da Universidade de Illinois de Chicago (EUA): "É importante, para o desenvolvimento de medicamentos, recorrer às duas opções, ao sintético e ao natural. Os dois caminhos apresentam vantagens e desvantagens. A vantagem dos produtos naturais é que a atividade biológica que eles manifestam resulta de uma evolução de milhões de anos. Outra vantagem é que sua produção constitui um processo mais sustentável."

A Medicina nasceu com o uso de plantas para curar doenças e ferimentos. Nos últimos dois séculos, a possibilidade de modificar a estrutura química das moléculas ativas encontradas nas plantas, de modo a potencializar suas propriedades farmacodinâmicas, fez com que a pesquisa de produtos naturais ou derivados se tornasse um campo altamente promissor.

Morfina (analgésica), eritromicina (antibiótica), ciclosporina (imunossupressora), artemisinina (antimalárica) são algumas substâncias naturais com uso consolidado em medicina.

E essa importância das fontes naturais de medicamentos tende a crescer, conforme as pesquisas avançam das plantas em direção a outros organismos, principalmente as bactérias.

Potencialização das plantas medicinais

A ação da tecnologia é importante porque as plantas medicinais nem sempre trazem resultados com a velocidade que casos críticos exigem.

"Em alguns casos, a estrutura encontrada na natureza é utilizada diretamente como medicamento. Exemplo disso é o paclitaxel, um fármaco extraído da casca do teixo (Taxus brevifolia), empregado no tratamento do câncer. Mas a maioria dos compostos naturais necessita de alguma modificação para poder funcionar como medicamento. Alguns precisam ser estabilizados, porque se degradam muito rapidamente. Outros precisam de alterações que favoreçam sua absorção e distribuição no organismo humano. Outros ainda precisam que seu efeito seja potencializado. E assim por diante", explicou Alessandra.

Mesmo no caso do paclitaxel, por exemplo, para se obter 1 quilograma do produto seriam necessárias três mil árvores. Daí a necessidade de se recorrer à semissíntese ou à cultura de células vegetais para que o medicamento possa ser disponibilizado em escala comercial.
Recentemente, pesquisadores japoneses criaram uma nova técnica para identificar diretamente os compostos das plantas medicinais, acelerando sua transformação em medicamentos.

"Há várias formas de intervenção possíveis. Uma delas é a semissíntese, que consiste em isolar a molécula de interesse e modificá-la parcialmente por meio de processos químicos. Outra forma é reproduzir a estrutura completa por meio de síntese. Uma terceira maneira, mais recente, consiste em modificar os produtores dos compostos por meio de engenharia genética. Em alguns casos, a engenharia genética envolve transferir os genes responsáveis pelo composto de um organismo para outro – por exemplo, de uma planta para uma bactéria ou levedura. A vantagem, no caso, é que as bactérias ou leveduras são mais fáceis de cultivar e crescem mais rapidamente do que as plantas. Por exemplo, um grupo nos Estados Unidos, liderado por Jay Keasling, da Universidade da Califórnia de Berkeley, conseguiu transferir os genes precursores da artemisinina para leveduras", detalhou a pesquisadora.

Medicamentos a partir de bactérias

O grupo liderado pela pesquisadora brasileira nos EUA trabalha com bactérias, tendo por horizonte o desenvolvimento de compostos antibióticos ou anticancerígenos.

"Nosso objetivo principal é entender como as bactérias sintetizam moléculas que podem ser usadas como antibióticos, quais são os genes envolvidos no processo. Com esse conhecimento, é possível fazer com que as bactérias produzam os compostos em maior quantidade, ou modificar as moléculas para que se tornem fármacos mais eficazes. É uma pesquisa básica, porém com a aplicação em mente," contou ela.

"Com o boom de sequenciamentos de genomas microbianos, ficou claro que o potencial biossintético dos microrganismos é muito maior do que se supunha. Uma bactéria típica, à qual são atribuídos alguns poucos compostos, pode produzir mais de 30, a partir de sua estrutura genômica. Ocorre que a maioria dos genes responsáveis pela biossíntese é silenciada ou não é bem expressa em condições laboratoriais de crescimento. Sabendo que genes são esses e qual é o seu potencial, torna-se possível ativar esses genes e obter os compostos correspondentes," concluiu.