Entidades pedem tratamento para câncer de mama metastático no SUS

26/04/2017 13h05 Fernanda Cruz – Repórter da Agência Brasil

Entidades e organizações não governamentais defenderam hoje (26), em audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo, a incorporação do tratamento de câncer de mama metastático, ou seja, no estágio mais avançado da doença, ao Sistema Único de Saúde (SUS). O tema foi debatido nesta quarta-feira também em outros estados brasileiros.

A terapia combinada, que usa os medicamentos Trastuzumabe e Pertuzumabe, aumenta em 20 a 56 meses o tempo de vida da paciente, além de melhorar sua saúde nos últimos anos de vida. O presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, João Bosco Ramos Borges, afirmou que, na fase avançada, o câncer de mama espalha-se principalmente para ossos, pulmão, fígado e cérebro.

Segundo o médico, o SUS precisa dar atenção às mulheres acometidas pelo câncer. “Um país civilizado não é apenas o que faz diagnóstico precoce, mas o que cuida bem daquele paciente que tem um fim definido”.  João Bosco ressaltou que mulheres com menos de 30 anos têm câncer de mama, em geral, mais agressivo. As idosas, por sua vez, apresentam baixa resistência a tratamentos.

De acordo com a presidente da União e Apoio no Combate ao Câncer de Mama (Unaccam), Ermantina Ramos, as pacientes que descobriam o câncer em fase avançada no século passado morriam com muita rapidez. “Depois de estudos clínicos feitos desde 2002, os medicamentos trouxeram muita saúde e qualidade de vida. A doente metastática tem direito de viver com qualidade.”

Atualmente, pacientes de convênios de saúde têm acesso ao tratamento com os dois remédios. Na rede pública, o Trastuzumabe é oferecido desde 2013, mas com restrição apenas a mulheres com câncer de mama inicial ou localmente avançado.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que oferece assistência integral aos pacientes com câncer, incluindo diagnóstico, cirurgias, tratamento e medicamentos.

“Sobre a inclusão da combinação dos medicamentos Trastuzumabe e Pertuzumabe para o tratamento de câncer de mama metastático HER2+, no SUS, esclarecemos que a decisão está sendo avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) no SUS. Na reunião deste mês, a Conitec emitiu recomendação inicial para tal fato”, diz o comunicado.

De acordo com a nota, a incorporação do medicamento está em consulta pública até o início do mês de maio. “Vale esclarecer que a Conitec avalia estudos apresentados para a incorporação de medicamentos ou procedimentos, e os estudos relacionados à incorporação desses medicamentos só foram apresentados no final do ano passado.”
Edição: Maria Claudia

Pacientes com psoríase grave têm novo tratamento já aprovado pela Anvisa

A Janssen está submetendo à avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) um novo medicamento capaz de reduzir a psoríase por mais tempo que os tratamentos disponíveis no mercado atualmente. Caso aprovado, guselcumabe, como é chamada a molécula desta nova droga biológica, promete ser uma opção eficaz e segura para pacientes que não conseguiram bons resultados com terapias anteriores.

Dados apresentados no Encontro Anual da American Academy of Dermatology (AAD), na Flórida, em março de 2017, mostraram que houve uma redução completa da doença, em comparação ao início do tratamento, em 44,2% dos pacientes tratados com guselcumabe, já na semana 24 (dados do estudo clínico VOYAGE 2).

Melhoras significativas já puderam ser observadas a partir da segunda semana de tratamento no grupo de pacientes que recebeu guselcumabe. Após 1 ano de tratamento, cerca de 88% dos pacientes tratados com guselcumabe mantinham 90% de melhora da psoríase. Além disso, também foi apresentada maior eficácia do guselcumabe em comparação ao placebo e ao tratamento com adalimumabe, uma das opções atuais de terapia para a doença.

"Pessoas com psoríase ainda enfrentam grande preconceito. A doença impacta na qualidade de vida do paciente em todos os aspectos: psicológicos, sociais e físicos. Esses resultados são sem precedentes no manejo da psoríase moderada a grave. Com certeza, representam um grande avanço para pacientes que já não respondem bem a outros tipos de medicamentos", explica o dermatologista Ricardo Romiti, responsável pelo Ambulatório de Psoríase do Departamento de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).
Redação Bonde com Assessoria de Imprensa

Anvisa e MercadoLivre renovam parceria

Protocolo de Cooperação Técnica foi renovado na segunda (24/04). Acordo permite que dados de responsáveis por publicidades irregulares sejam fornecidos à Agência.

Publicado: 25/04/2017 18:49
Última Modificação: 25/04/2017 18:53

A Anvisa e o MercadoLivre renovaram, nesta segunda-feira (24/04), o Protocolo de Cooperação Técnica firmado em 2015. A parceria permite que o MercadoLivre forneça à Agência dados dos responsáveis por publicidades irregulares, além de disponibilizar uma ferramenta de busca e remoção desses anúncios.

No Brasil, a venda de cosméticos, alimentos, produtos de limpeza e produtos para saúde pode ser feita pela internet. Entretanto, é necessário que estes produtos estejam regularizados na Anvisa e atendam aos requisitos de segurança e eficácia específicos de cada categoria.

Já medicamentos só podem ser vendidos pela internet por farmácias ou drogarias fisicamente estabelecidas. Ainda assim, não é possível a venda pela internet de medicamentos controlados, ou seja, os de tarja preta e os de tarja vermelha que requerem retenção de receita. Além disso, a divulgação de eventuais propriedades terapêuticas de um medicamento só pode ser associada ao produto se for comprovada perante a Anvisa.

Pelo acordo, a Anvisa fará um acompanhamento direto dos anúncios relacionados à saúde no site de comércio virtual para solicitar, de forma imediata, a remoção de um anúncio veiculado por vendedor que não cumpra com as regras da Agência.