Reunião debate ferramenta de benchmarking para regulação

Representantes da Anvisa participam de encontro internacional que aborda novo instrumento global para sistemas regulatórios de saúde.

Por: Ascom/Anvisa
Publicado: 26/10/2017 14:04
Última Modificação: 26/10/2017 17:21

A Anvisa participa, entre os dias 25 e 27 de outubro, da reunião dos Grupos de Trabalho de discussão sobre a nova ferramenta global de benchmarking de sistemas regulatórios de saúde. O novo instrumento terá foco inicial em medicamentos e vacinas.

O encontro ocorre na sede da Organização Panamericana de Saúde (Opas), em Washington (EUA). A reunião faz parte de uma série de debates realizados durante este ano para a unificação dos instrumentos de avaliação de autoridades e de processos regulatórios já utilizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e, na região das Américas, pela Opas.

Para a missão, foram destacados três profissionais da Anvisa, com expertise nas áreas de gestão, qualidade, regulação e controle sanitário.

O encontro terá como resultado a finalização de uma proposta de ferramenta, dividida em nove blocos de funções regulatórias. O objetivo é mensurar uma série de indicadores qualitativos e quantitativos relacionados ao nível de maturidade das autoridades regulatórias nacionais. A proposta deve seguir, ainda neste ano, para a fase de consulta pública frente aos Estados Membros – momento em que, mais uma vez, os profissionais da Anvisa e de outros órgãos brasileiros poderão se manifestar frente aos conteúdos e parâmetros da ferramenta.

Funções Regulatórias

As nove funções regulatórias propostas pela OMS são:
Sistema regulatório nacional Registros e autorizações para produtos Farmacovigilância Vigilancia e controle do mercado Licenciamento de estabelecimentos Inspeção Acesso a laboratórios e testagem Avaliação de pesquisas clínicas Mecanismos nacionais de liberação de lotes
Os termos acima estão descritos em tradução livre e provisória realizada pela Anvisa, já que o documento oficial ainda está em fase de elaboração.

Brainfarma é homenageada na Câmara Municipal de Anápolis por ação de sustentabilidade na região

A Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica, empresa subsidiária do Grupo Hypermarcas, foi homenageada em cerimônia na Câmara Municipal de Anápolis/GO, pela doação de mil mudas de ipês amarelos, árvore símbolo da região Centro-Oeste. O membro do Conselho de Administração do Grupo, Luiz Eduardo Violland, esteve presente para receber a homenagem. O plantio das mudas ocorreu na Avenida Brasil, uma das mais importantes de Anápolis, no dia 22 de setembro, marcando a entrada da Primavera e relembrando o Dia da Árvore, celebrado em 21 de setembro.  

A iniciativa faz parte do programa Pró-Água, idealizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Anápolis para colocar em prática políticas públicas de sustentabilidade para a região.  Segundo a Prefeitura de Anápolis, outras ações de reflorestamento estão previstas para os próximos meses.

Bristol-Myers Squibb promove plantio de horta sustentável em sua sede em São Paulo

Ação idealizada por estagiários deve transformar em adubo ao menos cinco sacos de resíduos orgânicos descartados todos os dias

A biofarmacêutica global Bristol-Myers Squibb inaugurou em seu escritório no Brasil, um espaço dedicado a sustentabilidade e a produção de legumes, verduras e hortaliças. O projeto para a implantação de uma horta dentro do prédio foi uma sugestão de estagiários que participam do programa Bio Age, que tem como objetivo incentivar os jovens profissionais a criarem projetos inovadores que façam a diferença na organização, promovendo integração entre as áreas e com colaboradores mais experientes.

Desde que o projeto da horta começou a ser implantado, as sobras de alimentos passaram a ser utilizadas como adubo para o plantio de mudas que servirão ao próprio restaurante e ainda como doação de alimentos para os funcionários. Anteriormente, todos os resíduos produzidos pelo restaurante da companhia eram descartados no lixo comum.

Segundo Fernanda Pollisson, Gerente de EHS & Facilities da Bristol-Myers Squibb, todos os dias a biofarmacêutica produz cinco sacos grandes de lixo que, agora, com a ajuda de uma máquina de tritura de resíduos, serão transformados em adubo. “Todo o processo de plantio se tornou sustentável. Além do tratamento de resíduos, a empresa que nos alugou a máquina de triturar recolherá os recicláveis descartados pela BMS”.

A ação segue ao encontro dos valores e incentivos da BMS à engajamento, inovação e paixão – que incentiva as pessoas a mudarem hábitos dentro e fora da companhia e mantém o negócio sustentável. Além da preocupação com o meio ambiente, os colaboradores ganham mais um espaço de integração, pois o local deve servir como uma espécie de praça para convivência.

Sobre a BMS
A Bristol-Myers Squibb é uma biofarmacêutica global cuja missão é descobrir, desenvolver e disponibilizar medicamentos inovadores que ajudem os pacientes a superar doenças graves. Para mais informações sobre a Bristol-Myers Squibb, visite http://www.bristol.com.br.

Workshop aborda tecnologias em produtos farmacêuticos de origem vegetal

Segundo a professora Raquel Araújo, uma das organizadoras do evento, o objetivo do workshop é promover a discussão científica sobre a nanotecnologia fitofarmacêutica.

25/10/2017 | 16:52

A nanotecnologia, que é a manipulação da matéria em uma escala molecular, aplicada à fabricação de produtos farmacêuticos de origem natural é o tema do II Workshop de Tecnologia de Fitoprodutos, que ocorrerá nos dias 26 e 27 de outubro de 2017 no auditório do Departamento Acadêmico de Ciências Exatas e Tecnológicas (Dcet), da Universidade Federal do Amapá (Unifap), localizado no campus Marco Zero do Equador, em Macapá (AP). O workshop integra a programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2017), evento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) que tem como objetivo mobilizar a população, em especial crianças e jovens, em torno de temas e atividades de ciência e tecnologia.

Segundo a professora Raquel Araújo, uma das organizadoras do evento, o objetivo do workshop é promover a discussão científica sobre a nanotecnologia fitofarmacêutica.

“A intenção é mostrar o que está sendo feito aqui na Unifap em termos de pesquisa de produtos fitofarmacêuticos utilizando a nanotecnologia. Virão palestrantes de outras instituições que abordarão assuntos relacionados à nanotecnologia e/ou fitoprodutos e o workshop também objetiva que estudantes adquiram esse conhecimento, profissionais sejam capacitados e investidores tenham conhecimento da pesquisa no estado, e quem sabe se interessem pelas patentes que pesquisadores da Unifap já depositaram. A programação abrange estudos realizados na Unifap e em outros estados e procura debater também o que não está sendo feito, trazendo novos olhares e experiências”, explica Raquel Araújo.

A programação do workshop inicia no dia 26 com a palestra “Sistemas nanoestruturados: Uma realidade distante?”, que será proferida pelos pesquisadores da Unifap, Anna Eliza Oliveira e Raquel Araújo, e pelo professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edemilson Conceição. Produtos naturais para a área de nanotecnologia e usos de sistemas nanoestruturados na indústria nacional são outros assuntos que serão abordados ao longo do evento. A programação completa pode ser conferida no site oficial do workshop e no site local da SNCT 2017.

O II Workshop de Tecnologia de Fitoprodutos é uma realização do Laboratório de NanoBiotecnologia Fitofarmacêutica da Unifap, com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Confira todas as informações do workshop no site oficial do evento.

SNCT 2017
A “Semana Nacional de Ciência e Tecnologia: A Matemática está em tudo” ocorrerá no estado entre os dias 23 a 27 de outubro de 2017, na Universidade Federal do Amapá (Unifap), Universidade do Estado do Amapá (Ueap), Embrapa Amapá, Instituto Federal do Amapá (Ifap), Iepa e auditório do Conselho Federal de Medicina.

A Matemática foi escolhida como tema da SNCT 2017. A escolha baseia-se no fato de que dois dos maiores eventos com este tema ocorrerão no Brasil nos próximos anos: a Olimpíada Internacional de Matemática (2017) e o Congresso Internacional de Matemáticos (2008), ambos pela primeira vez no país.

II Workshop de Tecnologia de Fitoprodutos
Dias 26 e 27 de outubro de 2017, no auditório do Departamento Acadêmico de Ciências Exatas e Tecnológicas (Dcet), da Universidade Federal do Amapá (Unifap), campus Marco Zero do Equador (Rod. Juscelino Kubitschek, Km 2, bairro Jardim Marco Zero, Macapá-AP). Gratuito. A programação completa do Workshop está disponível aqui. Informações: 4009-2927 / labnanofito@gmail.com.
Cleber Barbosa (cleberbarbosa.net)

Juiz mantém Barros no cargo, mas manda Saúde comprar remédios via Hemobrás

O despacho, assinado na terça-feira (24), é uma resposta a um pedido do Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco

Brasília Catarina Scortecci, correspondente [25/10/2017]

O juiz federal Frederico José Pinto de Azevedo, da 3ª Vara de Pernambuco, mandou o Ministério da Saúde comprar medicamentos utilizados pelos pacientes com hemofilia A (chamado “fator VIII”) através da Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) da Hemobrás com a Shire Farmacêutica Brasil. O despacho, assinado na terça-feira (24), é uma resposta a um pedido do Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco, autor da ação civil pública que busca garantir a vigência da PDP. Na mesma peça, o MPF também pedia, de forma cautelar, o afastamento do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), o que foi negado pelo magistrado, “já que em um Estado Democrático de Direito os agentes públicos seguem os ditames da lei, e esta determina que uma decisão judicial deve ser cumprida”.

Em outubro de 2012, a Hemobrás, com sede em Pernambuco, firmou uma PDP com um grupo empresarial depois sucedido pela Shire Farmacêutica Brasil. O objeto da PDP é a transferência de tecnologia de produção do “fator VIII recombinante”, um medicamento específico para pacientes com hemofilia A. Ao longo do processo de transferência de tecnologia de produção, prevê ainda a PDP, a Shire Farmacêutica Brasil fica responsável pelo fornecimento do medicamento. Ou seja, até a Hemobrás dominar a produção, o medicamento é, de todo modo, fornecido ao Ministério da Saúde.

Inicialmente, a PDP deveria durar por dez anos, ou seja, até outubro de 2022. Mas, em meados deste ano, o Ministério da Saúde determinou a suspensão da PDP, gerando um imbróglio até agora sem desfecho.

Ao suspender a PDP, o Ministério da Saúde alegou que, ao longo de cinco anos, não houve a transferência de tecnologia de produção de forma satisfatória. Das quatro fases previstas na PDP em dez anos, apenas uma foi cumprida até agora. Paralelamente à suspensão, a pasta da Saúde tem estudado uma proposta semelhante de produção do “fator VIII” feita pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a empresa Octapharma Brasil, que, junto com a Hemobrás, passariam a fornecer o medicamento ao SUS.

Mas, a proposta tem gerado polêmica. Entre outros motivos porque o ministro da Saúde estaria atuando de forma pessoal a favor da proposta do Tecpar, empresa pública com sede em seu reduto eleitoral, em detrimento de uma oferta da Shire Farmacêutica Brasil de readequação da PDP de Pernambuco, e que já foi considerada mais vantajosa pela própria Hemobrás.

Ricardo Barros nega. “É um equívoco dizer que o Ministério da Saúde atuou para esvaziar a Hemobrás. Pelo contrário, a pasta tem buscado soluções para a política de sangue do país, que atende o interesse público em vez do privado. Oito parcerias foram suspensas para adequações de acordo com a legislação, entre elas da Hemobrás/Shire Farmacêutica Brasil, e à medida que as respostas são apresentadas as suspensões são revogadas”, escreveu a pasta da Saúde, em nota encaminhada à Gazeta do Povo.

A atuação do ministro da Saúde no caso foi contestada não só pelo MPF de Pernambuco, daí o pedido de afastamento do cargo, como também pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Em agosto, os ministros do TCU já determinaram a Ricardo Barros que a PDP seja por enquanto mantida, apontando, entre outras coisas, a questão da economicidade.

A Hemobrás já possui uma dívida de US$ 174 milhões com a Shire Farmacêutica Brasil. O passivo, na visão da empresa pública pernambucana, só seria sanado através da readequação da PDP já proposta pela Shire Farmacêutica Brasil.

Pedido de compra

O último contrato estabelecido entre o Ministério da Saúde e a Hemobrás no âmbito da PDP com a Shire Farmacêutica Brasil foi assinado em julho deste ano e assegura lotes de medicamentos até fevereiro de 2018. O contrato envolve R$ 296,7 milhões e a produção de 258 mil unidades do “fator VIII recombinante”. Aproximadamente 10 mil pessoas no Brasil tem hemofilia A. E a quantidade de medicamento para cada paciente segue critérios que vão desde peso corporal até reação ao produto.

De acordo com a Shire Farmacêutica Brasil, por causa do imbróglio gerado a partir da suspensão da PDP, há risco de desabastecimento a partir de fevereiro de 2018. De acordo com a empresa privada, o Ministério da Saúde já deveria ter feito um novo pedido de compra do medicamento ainda no mês de agosto. A antecedência é necessária em função do tempo natural de produção do “fator VIII recombinante”.

Mas, ao invés disso, alegando que a PDP estava sendo reexaminada, o Ministério da Saúde resolveu abrir um processo licitatório para a compra do “fator VIII” por um período de seis meses. A licitação ainda não foi concluída e tem sido tratada pela pasta da Saúde como uma espécie de “compra de segurança”, e que pode ser cancelada, se eventualmente a PDP for renovada.

Para o MPF de Pernambuco, a abertura da licitação, em setembro, é prova de que o Ministério da Saúde não está cumprindo com a decisão do TCU, que determinou a manutenção da PDP e, portanto, da continuidade das compras de medicamento no âmbito da PDP.

“Ressalto inclusive que o TCU, no acordão 2207/2017, determinou que o Ministério da Saúde explicasse a razão pela qual faria a opção pela compra de medicamentos fora da atual PDP, considerando eventuais vantagens existentes no termo de fabricação e fornecimento assinado entre a Hemobrás e a Shire Farmacêutica Brasil”, relatou o juiz federal Frederico José Pinto de Azevedo, da 3ª Vara de Pernambuco.

Em outro trecho do seu despacho, o magistrado ainda faz uma espécie de desabafo. “Uma empresa pública [Hemobrás] que nascia [em 2004] para solucionar o problema da terceira maior população de hemofílicos do mundo, ainda encontra-se em obras e, agora, após milhões de reais investidos, pode se tornar uma elefante branco, com o seu possível esvaziamento de atividades”, escreveu ele.

Consulta pública para importação excepcional para SUS

Texto da CP 414 trata de importação excepcional de produtos sujeitos à Vigilância Sanitária e sem registro na Anvisa para atender a programas de Saúde Pública

Por: Ascom/Anvisa
Publicado: 25/10/2017 00:02
Última Modificação: 25/10/2017 00:07

A partir do dia 26/10, estará aberto prazo de 30 dias para contribuir com a consulta pública sobre norma para importação de produtos sem registro na Anvisa para atender a programas de saúde pública do Ministério da Saúde e entidades vinculadas ou adquiridos por intermédio de organismos multilaterais internacionais

O texto da proposta de Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) que está na Consulta Pública de número 414, no portal da Anvisa, dispõe sobre os critérios e os procedimentos para importação, em caráter de excepcionalidade, de produtos sujeitos à vigilância sanitária sem registro.

O texto da CP 414 já foi publicado na edição desta sexta-feira (20/10) no Diário Oficial da União (DOU).

Importação de padrões analíticos ganha regra mais ágil

Nova regra dispensa autorizações de importação e exportação de padrões analíticos.

Por: Ascom/Anvisa
Publicado: 25/10/2017 16:09
Última Modificação: 25/10/2017 16:15

Já estão publicadas as novas regras para importação e exportação de padrões analíticos à base de substâncias controladas. A nova resolução estabelece que a importação e a exportação de padrões analíticos de algumas substâncias sujeitas a controle somente nacional não precisar da Autorização de Importação (AI) e Autorização de Exportação (AEX).

A regulamentação está na RDC 186/2017.

Nos casos de dispensa de autorização de importação ou de exportação, a quantidade do ativo sujeito a controle especial não pode passar de 500mg por unidade, à base das substâncias sujeitas a controle somente nacional. Isso inclui aquelas que são controladas no Brasil, mas que não são objeto de controle internacional por não constarem nas listas de controle da ONU, que inclui os textos das Convenções de 1961, 1971 e 1988.

A importação continua sujeita aos Procedimentos 1 e 1A descritos na RDC n° 81/2008, inclusive no que diz respeito aos pontos de entrada no Brasil. Porém, com a nova regra, não será mais necessário apresentar a Autorização de Importação (AI) para conclusão do processo de importação e nem realizar peticionamento no sistema de Autorização de Importação para os padrões analíticos isentos.

Caso o país exportador exija a apresentação de documento, deve-se solicitar à Anvisa uma declaração informando sobre a isenção.

Amostras de qualquer natureza, bem como padrões analíticos à base das demais substâncias não estão cobertas pela isenção e devem continuar seguindo os ritos já estabelecidos para os procedimentos de importação e exportação.

A decisão simplifica os processos de exportação e importação de padrões analíticos, permitindo acesso mais fácil a produtos necessários para as análises em pesquisas, identificação de drogas, controle de dopagem, dentre outras atividades.

Pesquisa investiga como nanopartículas podem eliminar bactérias com mais eficiência

26 de outubro de 2017

Maria Fernanda Ziegler  |  Agência FAPESP – Há mais de duas décadas, fármacos baseados em nanopartículas são considerados importantes alvos da medicina personalizada. Potencialmente capazes de atingir diretamente tumores, infecções e inflamações no organismo do paciente, os nanofármacos permitem a combinação perfeita de doses ideais com o direcionamento ao local exato de atuação.

Tornar viável esse tipo de tratamento específico para cada indivíduo implica superar dois problemas interligados que podem alterar a eficiência dos nanofármacos. O primeiro está na manutenção das nanopartículas e envolve a estabilidade coloidal. Assim que entram em contato com um fluido biológico – sangue, por exemplo –, elas tendem a alterar o potencial de superfície. O segundo é a formação de um recobrimento inespecífico (chamado de coroa) nas nanopartículas com o acumulo de moléculas menores como peptídeos, açúcares e proteínas.

Pesquisadores brasileiros conseguiram, pela primeira vez, demonstrar o impacto de componentes biológicos além das proteínas, geralmente desprezados na formação dessa coroa. No artigo de capa do Journal of Materials Chemistry B, Maiara Emer e Mateus Borba Cardoso, pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), mostram que, além das proteínas, componentes relevantes como peptídeos, açúcares e outros tipos de moléculas – que formam a coroa biomolecular – impactam na eficiência das nanopartículas.

Existe uma ampla literatura que descreveu a coroa formada por proteínas. Fora isso, a formação de coroa por outros componentes já havia sido descrita em estudos prévios. Porém, nunca havia sido verificado que a quantidade de coroa formada por outros componentes impactaria diretamente na resposta biológica da nanopartícula.

“Há muitos estudos sobre a coroa proteica [formada apenas por proteínas], mas, em relação à coroa biomolecular, só se sabia que ela existia e que possivelmente não interferiria em nenhum aspecto das nanopartículas. Demonstramos, no entanto, que não é bem assim. Existe impacto e ele não deve ser negligenciado”, disse Cardoso à Agência FAPESP.

No estudo, nanopartículas de sílica com diferentes superfícies foram incubadas em culturas de bactérias Escherichia coli e Staphylococcus aureus, em um ensaio com ausência de proteína. Os meios utilizados para o crescimento das bactérias são ricos em vários desses componentes biológicos que formam a coroa biomolecular.

Os pesquisadores testaram então o crescimento e morte das bactérias e a eficiência das nanopartículas contra as bactérias. Os resultados mostraram que existe uma forte correlação entre a formação da coroa biomolecular nas nanopartículas e sua capacidade bactericida.

“Observamos que nanopartículas com superfícies distintas diferem ao adsorver em maior ou menor quantidade esses componentes. E é essa maior ou menor capacidade que está relacionada à eficiência do nanomedicamento de matar a bactéria”, disse Cardoso.

Foi demonstrado também que a ligação da nanopartícula com os componentes do fluido biomolecular pode influenciar a estabilidade coloidal dependendo da superfície das nanopartículas. “Dependendo da superfície ocorre maior ou menor ligação entre as moléculas. Isso reflete na capacidade da nanopartícula de matar bactérias”, disse.

Os pesquisadores agora estão trabalhando uma nova estratégia para evitar a formação das coroas proteica e biomolecular em nanopartículas.

O artigo Biomolecular corona formation: nature and bactericidal impact on surface-modified silica nanoparticles (doi: http://dx.doi.org/10.1039/c7tb01744h), de Maiara Emer e Mateus Borba Cardoso, pode ser lido no Journal of Materials Chemistry B em http://pubs.rsc.org/en/content/articlelanding/2017/tb/c7tb01744h#!divAbstract.

Saúde vai reincluir medicações oncológicas e hospitalares em lista do SUS

25/10/2017 14h00 Andreia Verdelio – Repórter da Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou hoje (25) que vai reincluir medicações indicadas para a assistência hospitalar e oncológica na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a pasta, eles estavam fora do rol desde 2010. Além disso, para 2018, a Rename será modernizada e estará disponível em uma ferramenta online para consulta de gestores, profissionais de saúde, usuários e órgãos de controle do país.

Com a reinclusão, a Rename contará com, no mínimo, 1.098 medicamentos e insumos; a última trazia uma lista com 869 itens. Entre os medicamentos estão anestésicos e adjuvantes, antimicrobianos, antídotos, além de medicamentos oncológicos e para nutrição parenteral e parto. A proposta foi construída após análise técnica com base na indicação e uso desses fármacos no país e no mundo. Segundo o ministério, especialistas avaliarão a nova lista e poderão propor alterações.

A Rename padroniza os medicamentos indicados para a assistência no SUS. Uma versão da lista é publicada a cada dois anos, com a inclusão de medicamentos que foram incorporados ao SUS no período. Essa versão da Rename 2017 será apresentada na segunda-feira (30), durante o 8º Fórum Nacional de Assistência Farmacêutica no SUS, em Maceió (AL). A nova Rename, já ampliada e online, estará disponível até o final deste ano.

Transparência

A nova lista trará os medicamentos divididos por níveis de atenção e cuidado: atenção básica, atenção especializada ambulatorial, atenção hospitalar e oncológica. Nas últimas edições, a Rename atendia a critérios técnicos do Ministério da Saúde de acordo com o financiamento da assistência farmacêutica, dividida por: básicos, estratégicos e especializados. Os medicamentos da lista também virão com a indicação de onde eles podem ser encontrados e qual órgão é o responsável pela sua aquisição (União, estados ou municípios).

Segundo o ministério, para os profissionais de saúde, a nova relação vai facilitar a indicação de tratamento adequado além de direcionar melhor o paciente sobre onde ele pode retirar o fármaco. Já para usuários do SUS, Poder Judiciário e órgãos de controle, a padronização dá transparência sobre qual o órgão responsável por garantir a assistência farmacêutica, em casos de ações judiciais.

“Estamos transformando a Rename em uma ferramenta dinâmica, disponível para as pessoas. O que era um documento burocrático passa a ser um documento de informação para todos. E, tendo essa informação, evidentemente, as pessoas buscarão consolidar o seu direito de acesso a esses medicamentos”, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Segundo ele, os medicamentos oncológicos e hospitalares reincluídos também passam a constar no Banco de Preços da Saúde (BPS), o que pode gerar uma economia para as contas públicas, já que o banco oferece informações qualificadas de preços praticados nas aquisições de medicamentos e produtos para a saúde.

Edição: Denise Griesinger

Medley apresenta nova campanha institucional

A Medley, unidade de negócios responsável por medicamentos genéricos e similares da Sanofi, lança nova campanha institucional. “A saúde está nos detalhes” aborda o ponto de vista da marca, de que a saúde deve ser tratada em um contexto mais amplo e que as escolhas diárias podem ter grande impacto na qualidade de vida das pessoas. Neste cenário, em que detalhes fazem toda a diferença, a Medley mostra a consistência desse propósito, em cada etapa do desenvolvimento de seus medicamentos.

De acordo com a Head de Branding da Medley, Daniele Cunha, com a aceleração digital, as pessoas têm mais acesso à informação e, como consequência, mais consciência em relação à própria saúde. “Os consumidores querem investir em prevenção. Por isso, acompanhamos a mudança de comportamento e também nos empenhamos em entregar soluções que vão além de medicamentos”.

Com divulgação nas plataformas digitais da marca e TV aberta e cabo, o filme retrata que cada detalhe é fundamental, em todas as dimensões de saúde: desde a alimentação equilibrada, a prática de exercícios físicos, a saúde mental e emocional, além da escolha por tratamentos seguros e de confiança.

Segundo o diretor geral da Medley, Carlos Aguiar, a marca acredita que a saúde não é um detalhe, e sim, está nos detalhes. “Com o novo posicionamento conseguimos mostrar que cada gesto, por menor que seja, é importante no conjunto final”, afirma. “Também reforçamos que estamos junto dos consumidores, provendo saúde e bem-estar, além de oferecer medicamentos acessíveis e de qualidade”, diz Carlos. O posicionamento irá contar ainda com desdobramentos em canais digitais e parcerias de conteúdo.