Leandro Safatle, da CMED, participa de encontro no Sindusfarma

A convite do Sindusfarma, o secretário executivo da CMED, Leandro Safatle, participou de encontro na entidade, na manhã desta segunda-feira (9).

Leandro apresentou e debateu com executivos da indústria farmacêutica a proposta de resolução que disciplina a “apuração de condutas infrativas” no âmbito da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, objeto da Consulta Pública nº 1, de 31/08/2017.

“Agradeço o convite para falar com vocês; sempre achei muito bom este tipo de debate aqui no Sindusfarma, porque possibilita esse diálogo direto com boa parte do setor regulado”, disse o secretário executivo da CMED.

O encontro foi aberto e coordenado pelo diretor de Mercado e Assuntos Jurídicos da entidade, Bruno Abreu.

Anvisa precisa dar previsibilidade para o mercado”, diz Renato Porto no Sindusfarma

Em encontro no Sindusfarma, o diretor de Regulação Sanitária da Anvisa, Renato Porto, disse que o grande desafio da Agência é dar previsibilidade para o mercado. “A previsibilidade é fundamental para a regulação; não há mercado sem previsibilidade”, afirmou durante o Fórum Expectativas Regulatórias 2018, realizado pelo Sindusfarma na quarta-feira (4), com a presença de executivos e profissionais graduados da indústria farmacêutica.

Porto disse que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está se preparando para ser cada vez mais eficiente e basear suas normas em fundamentos técnicos e científicos. “Precisamos começar a fazer estudos qualificados; não se faz [regulação] com achismo”.

O diretor da Anvisa prometeu estabelecer metas para a agenda regulatória e acompanhar seu cumprimento. “Uma matéria não tem que ficar três, cinco anos sendo feita; precisamos começar a cumprir metas”, afirmou.

Carga administrativa

Com o objetivo de melhorar os processos internos, a Anvisa vai medir a “carga administrativa” do órgão, ou seja, o custo dos trâmites burocráticos, informou Gustavo Garcia, gerente de Estudos Econômicos e Inteligência Regulatória da Agência. Gustavo também falou da introdução da Análise de Impacto Regulatório. “É importante saber se a norma é eficaz”, disse. “O desafio é trazer dados que possam subsidiar as decisões”.

Pontos prioritários

A diretora de Assuntos Regulatórios do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), Rosana Mastellaro, apresentou quatro pontos do trabalho da Anvisa cujo aperfeiçoamento a indústria farmacêutica considera prioritários: previsibilidade, convergência regulatória, elaboração de uma agenda regulatória e regulação clara para a Inovação Incremental. “Em alguns casos, atrasos [nos trâmites da Anvisa] levam à desistência das empresas em lançar produtos no país”, disse Rosana.

Preço

O diretor de Mercado e Assuntos Jurídicos da entidade, Bruno Abreu, listou as questões que poderão mobilizar a indústria farmacêutica no próximo ano, destacando a revisão da Resolução nº 2, de 2004, que definiu a regra de preços do setor, e a reforma tributária.

Medicamentos mais buscados no Brasil têm variação de preço de até 900%

O levantamento foi feito com base nos medicamentos e itens de perfumaria mais buscados no portal Consulta Remédio, em uma base de dados de mais de 2.800 lojas de todo o Brasil

Por Júlia Miozzo 09 out, 2017 16h31

SÃO PAULO – Os medicamentos mais procurados pelos brasileiros têm variação de preços que ultrapassam os 900%, aponta um levantamento do portal Consulta Remédios. O rótulo que lidera a lista das maiores variações é o medicamento Anastrozol, da Eurofarma, que tem como preço mínimo R$ 41,90 e, como preço máximo, R$ 436,87.

Essa variação chega também a 36%, a mais baixa do levantamento, que é do medicamento Addera D3. Ele tem um preço médio de R$ 99,07, mas pode ser encontrado por R$ 132,30.

A principal justificativa para essa diferença de preços, de acordo com o CEO do Consulta Remédios, Paulo Daniel Vion, é a carga tributária. “O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), por exemplo, varia muito para cada estado e há uma série de outros parâmetros que interferem nessa tarifação”, disse.

Foram avaliados também itens de perfumaria, cuja variação máxima de preços é menor, de 195% – caso do produto Lavitan Hair. A menor é a do produto Condres Colágeno (60 cápsulas), de 40%.

O levantamento foi feito com base nos medicamentos e itens de perfumaria mais buscados no Consulta Remédios, em uma base de dados de mais de 2.800 lojas de todo o Brasil. 

Confira a seguir todos os itens avaliados e sua respectiva variação de preços: 

Medicamentos Fabricante Preço médio Preço mínimo Preço máximo Variação 
Mirena Bayer R$ 788,29 R$ 1769 R$ 1.100 43%
Xarelto Bayer R$ 189,45 R$ 175,88 R$ 264,96 51%
Victoza Novo Nordisk R$ 392,68 R$ 317 R$ 499 57%
Anastrozol Eurofarma R$ 79,16 R$ 41,90 R$ 436,87 943%
Rosuvastatina Cálcica Novo Nordisk R$ 22,16 R$ 16,79 R$ 105,01 525%
Saxenda Sandoz R$ 606,17 R$ 564,06 R$ 861 53%
Tadalafila Eurofarma R$ 32,93 R$ 16,96 R$ 104,03 513%
Jardiance Boehringer Ingelheim R$ 140,09 R$ 139,90 R$ 222,41 59%
Implanon Schering-Plough R$ 734,26 R$ 650 R$ 1.290 98%
Addera D3 Lab. Americano R$ 99,07 R$ 96,95 R$ 132,30 36%
Orlistate Neo Química R$ 70,40 R$ 66,41 R$ 98 47%
Citrato de Tamoxifreno Sandoz R$ 47,41 R$ 35,90 R$ 136,41 280%
Suavicid Legrand Pharma R$ 30,84 R$ 19,69 R$ 59,90  203%
Condroflex Zodiac R$ 135,26 R$ 109,90 R$ 210,91 92%
Pantogar Biolab R$ 137,76 R$ 129,74 R$ 230,02 77%
Itens de perfumaria Preço médio Preço mínimo Preço máximo Variação
Condres Colágeno (60 cápsulas) R$ 188,23 R$ 180,60 R$ 252,54 40%
Anti-idade Ivy C R$ 146,67 R$ 135,90 R$ 317,55 134%
Condres Colágeno (30 cápsulas) R$ 123,89 R$ 109,49 R$ 160,55 47%
Hylo Comod Lubrificante Ocular R$ 48,29 R$ 43,66 R$ 54,80 25%
Moviment C R$ 124,03 R$ 116,99 R$ 184,22 57%
Lacday R$ 35,67 R$ 31 R$ 54,90 77%
Gel Creme Clareador Blancy TX R$ 122,03 R$ 116,72 R$ 167,40 43%
Leite em pó Aptamil Premium 1 R$ 26,43 R$ 20,27 R$ 32,89 62%
Lavitan Hair R$ 15,93 R$ 13,50 R$ 39,90 195%
Kit Imecap Hair Queda Intensa R$ 93,11 R$ 87,48 R4 128,90 47%
Hidratante Reparador Cicaplast Baume B5 La Roche-Posay R$ 29,10 R$ 24,95 R$ 39,90 60%
Efederm Creme R$ 20,90 R$ 44,90 R$ 74,75 66%
Nan Supreme 1 R$ 47,62 R$ 19,31 R$ 33,20 72%
Sédatif PC R$ 41,22 R$ 42,85 R$ 59,90 40%
Dersani Original Loção Oleosa  R$ 34,74 R$ 26,90 R$ 53,90 100%

Nanofármaco desenvolvido pela Unicamp reduz tumor na bexiga

A tecnologia, que está disponível para licenciamento, registrou índice bastante promissor: 80% dos casos analisados tiveram diminuição da atividade tumoral

Pesquisadores do Instituto de Biologia (IB) e do Instituto de Química (IQ) da Unicamp desenvolveram um nanofármaco, já testado em animais com resultados altamente promissores, que demonstrou ter potencial na redução de tumores localizados na bexiga urinária. O fármaco estimula a produção de proteínas, de células de defesa e de citocinas, favorecendo a destruição dos tumores. Sobre a importância da tecnologia, os números falam por si: em 2016, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país registrou 7.200 (homens) e 2.470 (mulheres) de novos casos desse tipo de câncer.

A tecnologia, que está disponível para licenciamento, registrou índice bastante promissor: 80% dos casos analisados tiveram diminuição da atividade tumoral. Este número demonstra a eficiência da utilização do nanofármaco quando comparada a outros tipos de tratamento disponíveis no mercado. Em outras palavras, a atividade antitumoral proporcionada pela tecnologia é única. “O fármaco é capaz de promover a regressão e inibir a progressão tumoral em 80% dos casos de câncer de bexiga, o que o coloca em posição superior às terapias existentes para esse tipo de tumor. Ademais, apresenta toxicidade muito baixa na dose terapêutica, sendo esse fator muito importante na qualidade de vida dos pacientes”, ressalta o professor Wagner Fávaro, responsável pelas pesquisas.

O docente destaca que não há, atualmente, tecnologia disponível que seja mais eficiente no tratamento deste tipo de câncer do que o fármaco desenvolvido nos laboratórios da Unicamp. A imunoterapia com Bacillus Calmette-Guerin (BCG) é comumente utilizada, mas está frequentemente associada a efeitos colaterais como a sepse, doença na qual a corrente sanguínea fica carregada de bactérias, além de recorrência tumoral em até 30% dos casos. Para amenizar estes efeitos, normalmente, utiliza-se a quimioterapia. Contudo, este tipo de tratamento também apresenta elevado grau de reincidência da doença, além de não ocasionar uma melhora na qualidade de vida do paciente. “Os nanofármacos atuam de forma eficiente devido à sua grande área superficial e tamanho (nanométrico) permitindo maior penetração nos tumores. Devido à alta efetividade, estes são colocados em concentrações menores em relação aos quimioterápicos, eliminando ou minimizando seus efeitos tóxicos”, aponta o professor Nélson Duran, também responsável pelos estudos.

Além da baixa toxicidade aliada ao aumento na qualidade de vida do paciente, outros pontos positivos do fármaco são a alta reprodutibilidade, o baixo custo para sua obtenção e a possibilidade de ser utilizada tanto para tratamento animal – cães diagnosticados com câncer de bexiga –, quanto humano. Embora ainda não realizados, os estudos em humanos devem começar após liberação do Comitê de Ética da universidade. “Como iniciamos estudos pré-clínicos, toda a caracterização do fármaco e seus mecanismos foram testados em animais. Uma consideração importante é a utilização do fármaco para tratamento em cães que desenvolveram espontaneamente o câncer de bexiga. Iniciaremos a tramitação de um projeto para ensaios de toxicidade humana junto ao Comitê de Ética da Unicamp, para que em um futuro muito próximo possamos iniciar esses testes em seres humanos”, revela Fávaro. O docente reitera que, para confirmar a eficácia da tecnologia em humanos, tais testes são imprescindíveis. “Com esses resultados, podemos projetar, com segurança, que funcione em seres humanos. Nossos estudos possuem um diferencial em relação aos outros, pois fizemos todo o desenvolvimento pré-clínico do fármaco para aplicação em ensaio clínico em cães e futuramente em humanos. Os estudos realizados suportam os ensaios clínicos em humanos. Da mesma forma que fizemos para os cães, em humanos é preciso fazer todos os testes para verificar sua eficácia e toxicidade”, esclarece.

A tecnologia, que tem a marca registrada OncoTherad, está em fase adiantada de desenvolvimento. Entretanto, para ser comercializada, é necessário que: sejam realizados os testes clínicos em humanos, uma empresa efetue seu licenciamento e ter sua utilização autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Acreditamos que o processo de maior risco já foi ultrapassado pela equipe dos pesquisadores Unicamp. Além do mais, a tecnologia está protegida, por pedido de patente no Brasil e no exterior, ampliando a possibilidade de exploração do produto em outros mercados pela empresa interessada”, comenta Iara Ferreira, diretora de Parcerias da Inova. Com informações da Unicamp

Merck participa do 38º Congresso Brasileiro de Pediatria

Companhia leva mais conhecimento técnico à classe pediátrica com simpósio sobre Saccharomyces boulardii e Diarreia Associada a Antibióticos

A Merck, multinacional alemã de ciência e tecnologia que atua, entre outras áreas, com foco na saúde do consumidor, participará do 38º Congresso Brasileiro de Pediatria. O evento será realizado do dia 10 a 14 de outubro em Fortaleza e é considerado o mais abrangente evento científico e social de pediatria do país.

A programação contará com diversas palestras e no dia 13 de outubro, a Merck realizará um simpósio satélite com a presença de uma das maiores autoridades em Gastroenterologia Pediátrica do mundo, o Profº Yvan Vandeplas, Ph.D. , Chefe da Unidade de Gastroenterologia Pediátrica e Nutrição e do Departamento de Pediatria, da Universiteit Brussel na Bélgica, sobre o tema “Saccharomyces boulardii e Diarreia Associada a Antibióticos”. No final da aula será realizada uma rodada de perguntas e respostas moderada pelo Dr. Mauro Moraes, Livre-Docente em Gastroenterologia Pediátrica, atualmente é chefe da disciplina de Gastroenterologia Pediátrica da Unifesp e atua nos departamentos científicos da Sociedade de Pediatria de São Paulo e Sociedade Brasileira de Pediatria, com tradução simultânea para todos os participantes. O simpósio será transmitido ao vivo na plataforma Floratil em Evidência, uma ferramenta 100% digital com conteúdos exclusivos para os médicos, para participar, basta ser cadastrado na plataforma.

Além do simpósio, no estande de Floratil, Dra. Lygia Lauand, médica segunda assistente do departamento de Gastroenterologia Pediátrica e Pediatria Geral da Santa Casa de São Paulo, ministrará, todos os dias em três horários, aulas médicas sobre a importância do uso do Saccharomyces Boulardii – probiótico presente no medicamento Floratil – no tratamento da Diarreia Aguda e a Diarreia Associada a Antibiótico. As vagas para as aulas médicas são limitadas e as inscrições serão feitas no próprio stand da Merck.

Congresso Brasileiro de Pedriatria
Aulas médicas com Dra. Lygia Lauand
De 11 a 14 de outubro
Horários: a confirmar
Vagas limitadas
Inscrições no Estande de Floratil

Simpósio Satélite com Profº Yvan Vandeplas
Dia 13 de outubro
Horário: 12h30 – 13h30
Auditório 1 – Centro de Convenções do Ceará
Acesso via Plataforma Floratil em Evidência

Sobre a divisão Consumer Health da Merck:

As marcas da divisão Consumer Health da Merck são líderes inovadoras em mercados de grande importância, apoiadas pela pesquisa científica e dignas da confiança dos consumidores de todo o mundo. A divisão Consumer Health conta com mais de 3.800 funcionários em todo o mundo e tem atividades em mais de 40 mercados. O portfólio consiste em marcas cujo total anual de vendas é de cerca de US$ 1 bilhão. Consumer Health é uma divisão de HealthCare dentro do Grupo Merck, cuja matriz mundial está em Darmstadt, na Alemanha.

Para mais informações, acesse http://www.merck-consumer-health.com/ ou http://www.twitter.com/merck_ch

Sobre a Merck:

A Merck é uma companhia líder em ciência e tecnologia que atua nas áreas de saúde, ciências da vida e materiais de performance. Cerca de 50.000 funcionários trabalham para desenvolver ainda mais as tecnologias que melhoram e aperfeiçoam a vida – desde terapias biofarmacêuticas para tratar desde o câncer ou a esclerose múltipla, sistemas super avançados de pesquisa e produção científica, até cristais líquidos para smartphones e televisores LCD. Em 2016, a Merck gerou vendas de 15 bilhões de euros em 66 países.

Fundada em 1668, a Merck é a mais antiga companhia farmacêutica e química do mundo. A família fundadora continua a ser a proprietária majoritária do grupo corporativo de capital aberto. A Merck detém os direitos globais sobre o nome e marca Merck. As únicas exceções são os Estados Unidos e Canadá, onde a companhia opera sob os nomes EMD Serono, MilliporeSigma e EMD Performance Materials.

Fonte: Assessoria de Imprensa

UEG promove intercâmbio de conhecimento com pesquisadores dinamarqueses

Data de publicação: 9 de outubro de 2017 – 12:39

Três especialistas dinamarqueses ministraram na última semana palestra sobre inovação tecnológica na indústria farmacêutica, na sede da Reitoria da Universidade Estadual de Goiás (UEG). Adam Bohr e Korbinian Löbmann são professores da Universidade de Copenhague, e Jorrit Jeroen Water é pesquisador da indústria farmacêutica Novo Nordisk. Este último também atuou no Departamento de Farmácia da universidade, na capital da Dinamarca.

Aberta a estudantes de graduação,  pós-graduação e a pesquisadores, as palestras abordaram temas que fazem parte dos estudos da disciplina Metodologias Básicas de Experimentação Laboratorial, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas a Produtos para a Saúde (PPGCaps).

De acordo com a professora Joelma Abadia Marciano de Paula, coordenadora do PPGCaps, os temas debatidos são fundamentais, pois envolvem métodos inovadores na área da nanotecnologia. “São métodos inovadores, por exemplo, para o transporte de fármacos”, explicou.

Thaís Leite Nascimento, professora colaboradora do PPGCaps e pesquisadora da Universidade Federal de Goiás (UFG), entende que os conhecimentos apresentados pelos dinamarqueses vão ajudar a aprofundar os conhecimentos da UEG e UFG no campo da ciência farmacêutica. “São conhecimentos de coisas que não fazemos aqui”, destacou a professora, cuja parceria com a Universidade de Copenhague propiciou a palestra dos professores na UEG.

Assessoria de Comunicação da UEG

Aché lança aplicativo Meus Medicamentos e permite ao consumidor acesso fácil para rastrear seus produtos

Salvador, 09/10/2017 – Seguindo sua missão de levar mais vida às pessoas onde quer que elas estejam, o Aché lança em outubro o aplicativo Aché – Meus Medicamentos, uma forma simples, rápida e segura de consultar informações sobre os medicamentos e produtos da empresa. O aplicativo já está disponível para download gratuito na Play Store e Apple Store para as plataformas Android e iOS.

Com o produto em mãos, basta o consumidor escanear o código de barras ou o QRCode na embalagem para consultar local e setor de fabricação do produto e as etapas da produção, desde a pesagem dos ingredientes até a embalagem secundária e envio para distribuição, comprovando, assim, sua origem, que garante a qualidade do Aché.

A plataforma traz também a bula digital e disponibiliza ainda conteúdos informativos que auxiliam no tratamento, como um vídeo sobre a intercambialidade de medicamentos, que explica, com base na legislação vigente, quais medicamentos podem ser trocados na hora da compra, sem colocar em risco o sucesso do tratamento.

Lei da rastreabilidade

A iniciativa faz parte do programa de rastreabilidade do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM), instituído pela lei nº 11.903 e que começa a valer para toda a cadeia farmacêutica a partir de 2021. Aprovada em janeiro de 2017, , a lei da rastreabilidade de medicamentos no Brasil é um tema de alta relevância tanto para a cadeia produtiva quanto para o consumidor, pois a serialização e a rastreabilidade possibilitarão ao consumidor a garantia de origem dos produtos e deve contribuir para inibir a venda de produtos roubados ou falsificados.

O mercado farmacêutico mundial movimenta mais de um trilhão de dólares por ano e o setor sofre com alto grau de falsificações. Segundo a WHO (World Health Organization) e Center for Medicine in the Public Interest, os medicamentos falsificados representam até 10% do total no mundo. "Por meio do aplicativo, os consumidores poderão consultar as informações do Aché e dos produtos. Assim, oferecemos informações adicionais relacionadas à saúde e ao bem-estar além de dar ao consumidor a garantia de origem do produto fortalecendo nossas marcas", diz Paulo Nigro, presidente do Aché.

Para atender à nova legislação, já foram investidos pela farmacêutica cerca de 23 milhões de reais em equipamentos para rastreabilidade e desenvolvimento dos sistemas de validação e banco de dados. Até o fim de 2021, o investimento total deve ultrapassar os 46 milhões de reais.

Armando Monteiro critica tentativa de esvaziar projeto da Hemobrás em PE

Da Redação e Da Rádio Senado | 09/10/2017, 18h43 – ATUALIZADO EM 09/10/2017, 19h08

O senador Armando Monteiro (PTB-PE) criticou o que considera uma tentativa do Ministério Saúde de esvaziar o projeto da Hemobrás em seu estado. Ele cobrou uma posição clara do governo para manter o plano de fabricação do fator VIII pela fábrica estatal de derivados de sangue. Na avaliação do senador, a quebra do contrato de transferência de tecnologia e a possibilidade de deslocamento da produção do fator VIII para o estado do Paraná constituirão um “golpe” contra os interesses de Pernambuco.

Armando Monteiro lembrou os investimentos que já foram feitos na fábrica da Hemobrás, que consolidará o Polo Farmacoquímico na cidade de Goiana. O senador teme a judicialização da questão e a possibilidade de desabastecimento: ele argumenta que a decisão mais sensata seria manter o atual contrato de compras do produto, que constitui praticamente a única fonte de receita da Hemobrás.

– O Ministério Público Federal de Pernambuco deve ingressar com uma ação civil pública para impedir que o Ministério da Saúde faça licitação para a compra do fator VIII recombinante, usado por pessoas com hemofilia – informou o senador.

Agência Senado

Aprovado novo tratamento de câncer de bexiga e pulmão

Produto biológico novo Tecentriq (atezolizumabe) foi aprovado para tratamento de carcinoma urotelial e de câncer de pulmão de não-pequenas células.

Por: Ascom/Anvisa
Publicado: 09/10/2017 00:32
Última Modificação: 09/10/2017 15:42

Foi publicado, no Diário Oficial da União desta segunda-feira (9/10), o registro do Tecentriq (atezolizumabe). O produto biológico novo foi registrado de acordo com o estabelecido na RDC 55/2010.

A substância ativa do Tecentriq, o atezolizumabe, é um anticorpo monoclonal. Ou seja, é um tipo de proteína projetada para reconhecer e se conectar à proteína PD-L1, que está presente na superfície de muitas células cancerosas.

O PD-L1 atua para “desligar” células imunes que, de outra forma, atacariam as células cancerígenas. Ao se conectar ao PD-L1 e reduzir seus efeitos, o atezolizumabe aumenta a capacidade do sistema imunológico para atacar as células cancerosas e, assim, diminuir a progressão da doença.

O produto Tecentriq (atezolizumabe) foi aprovado para as seguintes indicações terapêuticas:

– Como monoterapia, é indicado para o tratamento de pacientes adultos com carcinoma urotelial (UC) localmente avançado ou metastático após quimioterapia prévia à base de platina ou que sejam considerados inelegíveis à cisplatina.

– Como monoterapia, é indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer de pulmão de não-pequenas células (CPNPC) localmente avançado ou metastático após quimioterapia prévia. Pacientes com mutações ativadoras EGFR ou mutações tumorais ALK positivo devem ter recebido terapia alvo para essas alterações antes de serem tratados com Tecentriq.

Definida composição das vacinas influenza para 2018

Resolução publicada nesta segunda-feira (9/10) define as cepas de vírus das vacinas influenza que serão utilizadas no próximo ano.

Por: Ascom/Anvisa
Publicado: 09/10/2017 11:25
Última Modificação: 09/10/2017 15:40

A Resolução (RE) que dispõe sobre a composição das vacinas influenza a serem utilizadas no Brasil no ano de 2018 foi publicada, nesta segunda-feira (9/10), no Diário Oficial da União. A formulação está descrita na RE 2.696/2017.

De acordo com a norma, as vacinas influenza trivalentes a serem utilizadas no Brasil a partir de fevereiro de 2018 deverão conter, obrigatoriamente, três tipos de cepas de vírus em combinação e deverão estar dentro das seguintes especificações:

– um vírus similar ao vírus influenza A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09;

– um vírus similar ao vírus influenza A/Singapore/INFIMH-16-0019/2016 (H3N2); e

– um vírus similar ao vírus influenza B/Phuket/3073/2013.

As vacinas influenza quadrivalentes contendo dois tipos de cepas do vírus influenza B deverão conter, além dos três tipos de cepas detalhados acima, um vírus similar ao vírus influenza B/Brisbane/60/2008.

As vacinas influenza sazonais são modificadas anualmente para proteção contra as cepas virais de gripe em circulação. Geralmente em setembro de cada ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda as cepas de vírus influenza que devem ser utilizadas para produção das vacinas para uso no hemisfério sul. Em consonância com as determinações da OMS e com a RDC 151/2017, a Anvisa publica uma Resolução definindo a composição das vacinas influenza a serem utilizadas no Brasil no ano seguinte.