Heineken reforçará rede de distribuição da Brasil Kirin

27 de abril de 2017

A holandesa Heineken, que se tornou a segunda maior cervejaria no mercado brasileiro após a compra da Brasil Kirin em fevereiro por R$ 2,2 bilhões, informou, junto com seu balanço trimestral, que usará a rede de 180 distribuidores da Brasil Kirin para entregar seus produtos no País.

Hoje, as bebidas da Heineken são distribuídas pela Coca-Cola, segundo contrato previsto para ser encerrado só em 2022. A rede de distribuição da Brasil Kirin atende 600 mil pontos de venda, alcançando 80% dos locais em que as marcas da cervejaria são vendidas.

No informativo de resultados do primeiro trimestre, divulgado nesta quarta-feira (19/4), a Heineken afirmou que pretende reforçar a estrutura de distribuição da Brasil Kirin, após a aprovação da compra da companhia pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). A expectativa da cervejaria é que a aprovação pela autarquia seja anunciada ainda neste semestre.

Em fevereiro, quando informou a aquisição no mercado brasileiro, a Heineken não comentou como ficaria a distribuição de seus produtos. Procurada, a Heineken no Brasil não informou se o contrato com a Coca-Cola será ou não encerrado antecipadamente. Outro ponto de dúvida para analistas de mercado é se a Heineken manterá o negócio de refrigerantes, água e isotônicos da Brasil Kirin, categorias em que a holandesa não atua globalmente.

Fonte: New Trade

E-commerce de cerveja investe em inteligência logística para aumentar competitividade

E-Commerce News | 26/04/2017 – 08:50 AM | Comentários (0)

Fundada em janeiro de 2011, a CervejaStore é um e-commerce especializado em cervejas artesanais nacionais e importadas. Atualmente, oferece um portfólio com aproximadamente 750 rótulos de diferentes nacionalidades e estilos, além de outras bebidas como whiskies, cachaças artesanais, vodcas e tequilas.
O Brasil é o 3º país em produção de cerveja no mundo: são produzidos mais de 14 bilhões de litros anualmente. Nos últimos anos, o consumo de cervejas especiais aumentou exponencialmente e, hoje, já representa 5% do mercado nacional.
Da mesma forma em que o consumo por cervejas especiais vem aumentando, a concorrência também cresceu em 2016, tornando necessário à empresa investir em tecnologias para garantir competitividade, como destaca o Co-Founder e CEO da empresa Clayton Santos “Encontramos na Frete Rápido um parceiro estratégico para esta nova etapa de crescimento e integramos os processos de compra, armazenagem, venda e entrega em uma ferramenta fantástica. O primeiro impacto visível em nossa operação é a redução de custo, pois conseguimos reduzir o gasto com fretes em até 60% e vamos utilizar estes ganhos para alavancar nossas vendas”.
A Frete Rápido é uma startup brasileira que desenvolveu junto a centenas de transportadoras um sistema que integra todos os processos logísticos da empresa. A startup tem foco em tornar produtos mais baratos eliminando gargalos e etapas entre e-commerces e transportadoras, como explica o CEO Mário Rodrigues “Sempre que alguém montar um carrinho no e-commerce, vamos consultar centenas de transportadoras para encontrar a melhor opção de frete, seja pelo menor preço, entrega mais rápida ou qualificação. Nossos algoritmos cuidam do CT-e, seguro da carga e rastreio, não sendo necessário que o e-commerce tenha contratos ou tabelas de preços. Nós democratizamos a logística, ofertando os melhores preços e serviços a todos”.

Casal investe R$ 40 mil e cria delivery de orgânicos em São Paulo

Negócio funciona como uma feira online comercializando alimentos produzidos em agricultura familiar

Por Nathalia Fabro, com Cassiano Ribeiro

Abrir uma tela, escolher os produtos e finalizar a compra. O maior esforço? Ir até o portão de casa ou buscar o pacote na portaria do prédio – tão comuns em São Paulo. Inclusive, foi pensando na rotina agitada dos paulistanos que surgiu o Leve BEM delivery de orgânicos. Como o próprio nome remete, a empresa entrega verduras, frutas, legumes e outros produtos sem agrotóxicos ou conservantes direto na sua residência.

O e-commerce existe desde 2013 e funciona como uma verdadeira feira, que funciona online. No site é possível comprar alface, tomate, banana, abacaxi, alho e até itens industrializados de marcas orgânicas e “naturebas”, como massas, mel, molhos de tomate e farinhas. 

A ideia do empreendimento é do casal Carolina Brenoe Vieira, 32, e Eduardo Castagnaro, 35 anos. Em 2011, os dois levavam uma vida típica dos meios urbanos – moravam na capital paulista, trabalhavam no mundo corporativo e não consumiam orgânicos. Cansados da mesmice e com a vontade de ter uma experiência diferente, eles partiram para um ano sabático no exterior: passaram seis meses na Austrália e os outros seis na Tailândia e Indonésia. “[Com a viagem] nós mudamos nossa maneira de pensar e o que queríamos para nossa vida. Na volta, ficamos questionando muito o que a gente ia fazer dali para frente e decidimos abrir um negócio e sair da cidade grande”, conta Carolina.

O foco de atuação do Leve BEM também foi inspirado nessa jornada, visto que a culinária desses países asiáticos utiliza muitos vegetais e os dois começaram a ter contato e a se interessar por uma alimentação mais natural e saudável. Em seguida, o casal foi pesquisar quais áreas desse segmento gostaria de investir e qual o modelo de negócio era o mais apropriado para o novo estilo de vida que os dois pretendiam adotar. “Há cinco anos o mercado de orgânicos ainda era muito restrito. Existiam poucas feiras e nenhum delivery. Procurávamos informações e quase não achávamos. Vimos que tinha uma demanda em crescimento mas não tinha oferta”, fala Carolina.
Da cidade ao campo

Quatro meses depois do site começar a funcionar, Carolina e Eduardo decidiram mergulhar de vez no negócio. Fizeram as malas e mudaram para Vargem Grande Paulista, a 45km da capital.

Além de ter um cenário predominante verde, a região do município é polo de agricultores de orgânicos. Atualmente, os fornecedores dos alimentos vendidos no e-commerce são pequenos produtores familiares de todo o país que possuem certificação. A maior parte de folhagens e alguns legumes chegam de Ibiúna (SP) e as frutas, principalmente as regionais, são provenientes do Norte e Nordeste. Produtos do Rio Grande do Sul e de outras cidades do interior de São Paulo também são comercializados no site.

“Inicialmente a gente até queria plantar, mas é preciso ter um conhecimento da terra, da planta, do ciclo, que o produtor tem. Então a gente chegou à conclusão que não íamos dar conta de conciliar o site com o trabalho manual, e decidimos fortalecer a economia dos produtores locais”, diz a empreendedora.
Investimento e logística

Para tornar o negócio realidade, além do entusiasmo e força de vontade, o casal investiu cerca de R$ 40 mil, oriundos de finanças e da venda de um carro. “Pensamos no e-commerce pela praticidade do cliente, pela comodidade e também para ter um custo menor de manutenção. Desde o princípio não queríamos abrir uma loja física para que a gente não ficasse refém”, explica Carolina.

A única instalação física do Leve BEM é um galpão restrito – que fica em Vargem Grande Paulista -, onde o casal faz a triagem, a seleção e a finalização das 150 cestas que são vendidas, em média, por semana. É de lá também que a pequena equipe de motoristas sai, todas às terças e quintas, para realizar as entregas em São Paulo.

No geral, o delivery abrange as zonas oeste e sul da cidade. Entre os bairros atendidos estão Lapa, Barra Funda, Jardins, Vila Olímpia, Pinheiros, Itaim, Brooklin, Bosque da Saúde, Butantã, Chácara Santo Antônio, Morumbi, Centro e até a região de Alphaville.

Apesar do público-alvo ser pessoas que levam uma rotina agitada, Carolina e Eduardo também atendem algumas padarias, colégios e restaurantes em vendas por atacado. Ocasionalmente, eles participam de eventos e feiras para divulgar o Leve BEM, conhecer e tirar dúvidas de clientes. Em datas específicas, o casal também monta uma “feirinha” no estúdio My Yoga e no restaurante Casa Tavares, ambos do Jardim Paulista, para vender os orgânicos. Por serem parceiros, o restaurante também utiliza os alimentos para realizar um brunch orgânico.
Mercado

De 2013 para cá, o setor de orgânicos foi um dos que mais cresceu no Brasil e no mundo. Segundo o Conselho Nacional da Produção Orgânica e Sustentável (Organis), o mercado nacional cresceu 20%, com faturamento aproximado de R$ 3 bilhões em 2016. No mesmo ano, as exportações somaram US$ 145 milhões. Para 2017, a expectativa de crescimento da Organis é de 10%. Já no planeta, estima-se que o setor movimente de US$ 80 a 90 bilhões por ano, representando 80% do mercado global.

Setor atacadista e distribuidor vê 2017 com otimismo após faturar R$250,5 bi em 2016, diz Abad

Reuters

SÃO PAULO (Reuters) – Atacadistas e distribuidores estão otimistas quanto ao desempenho em 2017, após terem faturado 250,5 bilhões no ano passado, mostrou pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela entidade que representa o setor Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad).

A expectativa é que o setor deve registrar alta real de ao menos 1 por cento no faturamento em 2017, dada a melhora do cenário econômico a partir do segundo semestre, de acordo com o presidente da Abad, Emerson Destro.

No primeiro trimestre, contudo, atacadistas e distribuidores faturaram 6,15 por cento menos ante o mesmo período de 2016, com os consumidores ainda contendo os gastos em meio ao desemprego. Somente em março, houve alta real de 16,5 por cento ante fevereiro, mas queda de 2,33 por cento na comparação com igual mês do ano passado.

Em 2016, o faturamento cresceu 0,6 por cento em termos reais e 6,9 por cento nominalmente ante 2015. "O resultado, embora se aproxime da estabilidade, é considerado satisfatório", informou a entidade, destacando que o Produto Interno Bruto (PIB) nacional teve retração de 3,6 por cento no ano passado.

Ainda de acordo com o levantamento, agentes de distribuição respondiam por 53,7 por cento do mercado mercearil nacional, que compreende alimentos, bebidas, produtos de limpeza, higiene e cuidados pessoais e teve faturamento de 466,2 bilhões de reais em 2016.

O ranking apontou, ainda, que o atacarejo faturou 11,3 por cento mais no ano passado, enquanto os hipermercados tiveram queda de 7,4 por cento na comparação com 2015. "Hoje, as famílias têm feito as compras de abastecimento (maior volume) no atacarejo em detrimento dos hipermercados", explicou a Abad.

No Sudeste, que segundo a associação concentra 38 por cento do setor, as empresas consultadas cresceram 8,6 por cento, mais que as do Nordeste (8 por cento), porém menos que as do Norte (15 por cento), Centro-Oeste (12,6 por cento) e Sul (12,8 por cento).

Para 2017, o modelo 'atacado de autosserviço' é o mais otimista, com 88,2 por cento dos participantes da pesquisa prevendo vendas maiores e 58,8 por cento esperando maior rentabilidade.

Entre os distribuidores, 78,4 por cento apostam em alta no faturamento. No atacado com entrega, esse percentual é de 75,9 por cento. Em atacado de balcão, a proporção cai para 61,9 por cento.

O Ranking ABAD/Nielsen de 2017 ainda apontou que o setor, de modo geral, planeja expandir ou pelo menos estabilizar os investimentos neste ano, mantendo foco em áreas de tecnologia de gestão e de sistema de informação.

(Por Gabriela Mello)