Mais da metade dos paulistas não sabe a principal faixa etária diagnosticada com Esclerose Múltipla

A doença é associada aos malefícios ocasionados pela idade quando, na verdade, afeta jovens economicamente ativos

Pesquisa realizada pelo instituto Datafolha aponta que moradores do estado de São Paulo estão desinformados sobre a esclerose múltipla, doença sem cura em que as células de defesa do corpo atacam o sistema nervoso central. Entre os entrevistados, 43% associam a condição a pessoas acima de 60 anos e 12% deles dizem independer da idade. Somados, 55% dos paulistas não vinculam a doença ao grupo mais afetado: jovens adultos de 20 a 40 anos sendo, principalmente, mulheres, numa frequência de 2 a cada 1 homem afetado.

Outros dados relevantes levantados pela pesquisa, encomendada pela Roche Farma Brasil, líder mundial em inovação em saúde, são que: 60% se consideram pouco ou nada informados e 38% sequer conhecem a esclerose múltipla, cenário preocupante, já que o diagnóstico precoce depende da familiaridade com a doença e seus sintomas que incluem, mas não se limitam a , fadiga imprevisível ou desproporcional à atividade realizada, visão dupla ou embaçada, problemas de equilíbrio e coordenação, sensação de queimação ou formigamento, perda da memória, ainda que seja um sintoma tardio, transtornos emocionais e problemas sexuais, como perda de libido e sensibilidade.
“Muitos dos sinais da esclerose múltipla são vinculados a outras doenças, como o estresse e o cansaço, ambos fatores extremamente presentes nos jovens da cidade que não dorme”, conta dr. Guilherme Olival, neurologista da Santa Casa de São Paulo e que completa: “Outro problema ocasionado pela correria das grandes cidades é o descuido com a saúde. Muitas vezes, ao sentir um dos sintomas, o paciente espera o alívio do sintoma por não ter tempo de ir ao médico”. Este é outro dado confirmado pela pesquisa, já que 68% dos paulistas nunca foram a um neurologista, especialidade referência para o diagnóstico mais assertivo. A desinformação vai além disso: 38% dizem não saber qual médico procurar, alguns citaram o clínico geral ou mesmo um psiquiatra como especialidades referência para esses sintomas, afirmações que reforçam o desconhecimento sobre a doença.

O preconceito é outro tema que tem de ser debatido entre os paulistas, já que 60% dos respondentes acreditam que a pessoa com esclerose múltipla deve parar de trabalhar. “Essa declaração só contribui para a vergonha do paciente ao assumir sua doença e tratamento, o que não tem justificativa. Na Europa, por exemplo, cerca de 75 a 85% dos pacientes com esclerose múltipla continuam suas atividades normais de trabalho. No Brasil, não temos este dado, mas é perceptível a diferença e o impacto do preconceito no mercado de trabalho e na própria sociedade”, comenta Dr. Guilherme. “Além disso, também influencia as empresas a não aceitarem um colaborador nesta condição, uma situação recorrente. Muitos dos pacientes relatam que perderam o emprego ao contarem que foram diagnosticados com esclerose múltipla”, conclui.
Ainda segundo o especialista, quando tratado corretamente, o paciente pode e deve ter vida pessoal, profissional e acadêmica normais. Novas terapias medicamentosas têm focado em oferecer um maior intervalo entre as aplicações, promovendo assim, mais flexibilidade, adesão e tolerabilidade aos tratamentos. “É importante reforçarmos que apesar de não ter cura, a esclerose múltipla pode ser controlada, mas, para isso, é importante que o diagnóstico seja feito ainda nos primeiros sintomas e o tratamento ser iniciado o quanto antes, promovendo assim maior eficácia e menor risco de sequelas”, finaliza Dr. Olival.

Sobre a esclerose múltipla
A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica que afeta cerca de 35 mil pessoas no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla – ABEM, para a qual não há cura. EM ocorre quando o sistema imunológico ataca anormalmente o isolamento em torno de células nervosas (bainha de mielina) no cérebro, medula espinhal e nervos ópticos, causando inflamação e danos consequentes. Este dano pode causar uma ampla gama de sintomas, incluindo fraqueza muscular, fadiga e dificuldade em ver, e pode, eventualmente, levar à deficiência. A maioria das pessoas com EM são mulheres e experimentam seu primeiro sintoma entre 20 e 40 anos de idade, tornando a doença a principal causa de incapacidade não-traumática em adultos mais jovens.
A EM remitente recorrente é a forma mais comum da doença, aproximadamente 85% dos diagnosticados, e caracteriza-se por episódios de sinais ou sintomas novos ou agravados (recorrências), seguidos de períodos de recuperação. A maioria dos pacientes desta forma da doença irá, eventualmente, fazer transição para EM secundária progressiva, em que eles experimentam agravamento contínuo da deficiência ao longo do tempo.
Já a EM primária progressiva é uma forma mais debilitante da doença marcada por sintomas que se agravam de forma constante, mas tipicamente sem recorrências distintas ou períodos de remissão. Aproximadamente 15% dos pacientes com esclerose múltipla diagnosticados, têm a forma progressiva da doença e, até agora, não havia nenhuma terapia aprovada.
A atividade da doença consiste em inflamação no sistema nervoso e perda permanente de células nervosas no cérebro e medula espinhal, mesmo quando seus sintomas clínicos não são aparentes ou não parecem estar piorando. O objetivo do tratamento é reduzir a atividade da doença para impedir que a incapacidade progrida.

Sobre a Neurociências na Roche – A área de pesquisa em Esclerose Múltipla
A Roche recebeu recentemente a aprovação por parte da ANVISA – Agência Reguladora acional a aprovação do medicamento OCREVUS®, que é um anticorpo monoclonal humanizado que se liga a célula responsável ao ataque ao sistema nervoso central, bloqueando esse ataque e consequentemente retardando a progressão da doença.
OCREVUS® recebeu a aprovação para o tratamento das duas principais formas da doença, a recorrente e a primaria progressiva que até então não apresentava nenhum tratamento comprovadamente eficaz.
OCREVUS® recebeu esse parecer favorável mediante a apresentação dos dados de estudos para as duas formas da doença e com resultados robustos quanto a eficácia e um perfil de segurança comparável aos tratamentos padrão utilizados no momento.

Contatos para a imprensa
In Press Porter Novelli – assessoria de imprensa da Roche Farma Brasil
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Ainda as patentes: Soliris, monopólios ou acesso?

Detalhes Categoria: Artigos Publicado: 27 Abril 2018

Enquanto setores do governo federal, com sua base de apoio no Congresso Nacional, gestam um projeto para desregulamentar a análise pelo INPI [Instituto Nacional de Propriedade Industrial] e aprovar a concessão de patentes sem o necessário rigor e análise, contrariando dispositivos constitucionais e legais, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ), atendendo solicitação da Advocacia Geral da União (AGU), toma a surpreendente decisão de quebrar a patente do medicamento Soliris (eculizumab), para tratamento da hemoglobinúria paroxística noturna – doença grave, que onera o SUS em mais de 600 milhões de reais anualmente para tratamento de cerca de 400 pessoas.

Queremos analisar esses dois fatos para além de seus significados isolados, em função do impacto no acesso a medicamentos, questão que se encontra hoje em discussão em todos os grandes foros mundiais que lidam com a saúde coletiva e os direitos humanos.

Por um lado, o Congresso Nacional estabeleceu, em 2016, a denominada Comissão Mista de Desburocratização, que apresentou e aprovou seu relatório no último mês de dezembro. Ao lado de questões como ambiente de negócios no Brasil, simplificação das normas para abertura e fechamento de empresas, regras aplicáveis aos serviços notariais e de registro, empresas de responsabilidade limitada, separação, divórcio e união estável, entre outros, foi incluído o ponto denominado Redução do tempo necessário para a concessão de patentes. Sob a alegação do estoque atual de patentes aguardando exame, do ingresso anual de cerca de 30 mil novos pedidos e da capacidade atual do INPI, destacando-se a necessidade de contratação de examinadores de patentes e o não contingenciamento de recursos, é feita a proposta de instituir um processo simplificado para apreciação de patentes sem exame. Essa proposta violenta o papel do INPI e atenta contra nossos marcos regulatórios e tratados internacionais, no que poderia configurar, além de atentado a nossa soberania nacional, um crime de lesa-pátria.

Se hoje mais da metade dos pedidos de patentes são indeferidos e a grande maioria se origina de inventores ou empresas de capital estrangeiro, estaríamos entregando nossa soberania, nossa responsabilidade perante a população e abrindo nosso mercado, ainda mais, ao capital estrangeiro, eivando-o de monopólios equivocados, com produtos que não trazem inovação, mas que passam a reinar sem concorrência, e, portanto, coibindo o acesso de contingentes populacionais a eles. Entre as recomendações da Comissão consta “agilizar o exame da proposta de alteração legislativa que tem por finalidade instituir um processo simplificado para apreciação de patente sem exame, a critério da parte interessada ou eventual concorrente, atualmente em estudo na Casa Civil da Presidência da República”.

Em nossa avaliação, essa proposta inclui-se nas atuais práticas do governo em promover o desmonte do setor público e retroceder em questões relevantes quanto à soberania nacional e defesa de interesses públicos.

Para nossa surpresa, decisão do Superior Tribunal de Justiça [ver aqui], pouco divulgada nos meios de comunicação, permite revogar a patente do medicamento Soliris, com base na argumentação de que patentes registradas entre as datas da assinatura do Acordo Trips da OMC e a entrada em vigência da nossa legislação de propriedade industrial, em 1996, já superaram os 20 anos de exclusividade e monopólio que representa a propriedade intelectual. Mais interessante ainda, entre as ponderações da AGU, foi incluída a consideração aos interesses da saúde pública, o que nos permite antever que outros produtos em condições similares também deverão ser analisados e abrir as possibilidades de competição genérica e trazer preços e condições que tornem determinados medicamentos acessíveis às populações que deles necessitam.

Recomendações recentes das Nações Unidas e da OMS advogam que os países membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) devem adotar definições rigorosas na invenção e na patenteabilidade que restrinjam o evergreening e que assegurem que as patentes concedidas atendam aos requisitos de novidade, atividade inventiva e aplicação industrial. Caso o Poder Executivo teime em aprovar patentes com deferimento sumário sem exame, estará jogando por terra critérios consensuados mundialmente; estará trilhando um caminho sem volta de submissão a pressões e interesses que irão representar verdadeiramente uma ponte para o passado.

De outro lado, o precedente aberto pela AGU e pelo STJ apontam para as possibilidades de avançar em recomendações de utilizar as flexibilidades ou salvaguardas que o Acordo Trips estabeleceu, quais sejam, as licenças compulsórias e o uso governamental, com o objetivo de assegurar políticas públicas que incluam o acesso a medicamentos como parte do direito à saúde e em direção ao cumprimento da agenda 2030.

Para onde vai caminhar o Brasil? Cabe, em nome da cidadania, mudar esse quadro de dependência e construir um Brasil includente, que elimine nossas enormes iniquidades, e reconstruir o que está sendo desmontado, numa sanha sem limites.

*Jorge Bermudez é médico e pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz); membro do Painel de Alto Nível em Acesso a Medicamentos do Secretário-Geral das Nações Unidas.

Texto originalmente publicado no site do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz.

Agência Fiocruz

Fiocruz discute estratégias contra a influenza no Brasil

Ricardo Valverde (Agência Fiocruz de Notícias)

A Fiocruz promoveu nesta quinta-feira (26/4) o evento Influenza: uma epidemia de todos os anos. O objetivo foi apresentar e discutir o panorama da enfermidade no Brasil, os vírus circulantes, os grupos com maior risco de contraírem as formas graves e as medidas de prevenção. O debate teve a participação de representantes do Ministério da Saúde (MS), da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Rio de Janeiro e de pesquisadores da Fiocruz e contou com a presença de profissionais de saúde, em sua maioria do campo da vigilância. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2017, foram confirmados 2.691 casos da doença no Estado. Em 2018, até 7 de abril, foram registrados 286 casos em todo o país, com 48 óbitos.

O coordenador de Vigilância e Laboratórios de Referência da Fiocruz, Rivaldo Venâncio, abriu o evento discorrendo sobre a atuação conjunta das instituições de saúde dos três níveis de governo (federal, estadual e municipal). Ele afirmou que, em pesem as diferenças que possam existir entre essas instâncias governamentais, há uma unidade de pensamento entre os profissionais de saúde, focados em assegurar que o Sistema Único de Saúde, enquanto avanço institucional e civilizatório, seja fortalecido. “Assim poderemos rechaçar às ameaças ao SUS, que representam um retrocesso para toda a população”, disse Venâncio. De acordo com o coordenador, “não existe no Brasil uma cepa H2N3 do vírus da influenza. Circulam, atualmente, influenza A/H1N1pmd 09, A H3N2 e influenza B. A vacina contra a gripe protege contra esses três tipos de vírus. Por isso, a vacinação é fundamental”.

A coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, Gabrielle Damasceno, disse que até a 16ª semana de 2018 houve 331 casos de influenza no estado. Ela apresentou as estratégias de prevenção e o trabalho que a Secretaria vem desenvolvendo, que incluem a detecção precoce e o monitoramento de eventos incomuns, das infecções respiratórias agudas, dos vírus circulantes e das coberturas vacinais; a atualização frequente dos fluxos de distribuição de medicamentos e dos sistemas de informação; a indicação e o uso do Oseltamivir de forma adequada e o mais precoce possível, em conformidade com os protocolos do MS; a atenção às mudanças do padrão antigênico e genético dos vírus circulantes; e o estímulo às boas práticas de etiqueta respiratória. “Como disse Rivaldo Venâncio, tudo isso, para ser exemplarmente seguido e renda frutos, precisa estar articulado entre todas as instituições”, disse Gabrielle. A coordenadora lamentou que só existam sistemas de sentinela para a influenza em municípios com mais 300 mil habitantes, o que faz com que a Região Serrana do Rio, por exemplo, que tem temperaturas mais baixas, não conte com uma unidade dessas. Representando a Coordenação-Geral de Laboratórios (CGLAB) da Secretaria de Vigilância em Saúde, Miriam Teresinha Livorati apresentou o Boletim Epidemiológico de Influenza do MS.

A pesquisadora Paola Resende, do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), abordou as características e a vigilância laboratorial do vírus influenza. Segundo ela, existem quatro gêneros do vírus (A, B, C e D), sendo que os três primeiros causam infecções em seres humanos. Destes, os mais letais são A e B. O vírus da influenza A tem 16 subtipos. Os mais comuns em humanos são H1, H2 e H3. “Os principais desafios são conhecer a melhor cepa para a composição da vacina, saber se as cepas circulantes são sensíveis aos antivirais disponíveis e entender como melhorar a vigilância e ficar preparado para a emergência de novas variantes. É um trabalho minucioso e que requer muita atenção da rede de vigilância”, disse Paola.

O Brasil tem um centro de referência nacional para o Ministério da Saúde (o laboratório do IOC/Fiocruz) e dois que são referências regionais (Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, e Instituto Evandro Chagas, no Pará). Os três são centros de referência para a Organização Mundial da Saúde (OMS). “A rede de vigilância mundial existe há 65 anos e está em 113 países. Essa troca de informações e dados é crucial para nos prepararmos para os desafios que virão. No momento, uma das preocupações da rede é saber qual será a cepa da próxima pandemia. Por meio de uma ferramenta, o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) de Atlanta, nos Estados Unidos, calcula que será a H7N9”, anunciou Paola. Essa cepa da gripe aviária foi identificada em 2013, na China, e surgiu entre patos selvagens, que a transmitiram para aves domésticas. Cerca de 40% das pessoas confirmadas com a infecção do vírus H7N9 da Ásia morreram. Caso haja transmissão entre pessoas, de maneira sustentada, é possível que a H7N9 inicie uma nova pandemia. “Precisamos nos preparar para esses desafios. Faz um século da primeira pandemia de H1N1, em Londres. Ainda tempos muito o que descobrir e aprender”, observou a pesquisadora.

A chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo, Marilda Siqueira, afirmou que é urgente desenvolver novos antivirais. “São eles que ‘seguram’ uma pandemia num primeiro momento, já que para se obter uma nova vacina são necessários pelo menos cinco meses. Os antivirais reduzem o risco de casos graves e óbitos por influenza. A administração desses medicamentos nas primeiras 48 horas após os primeiros sintomas é fundamental para o tratamento”.

Na AFN

Pesquisadores criam dispositivo para eliminar tremores do Parkinson

Publicado em 30/04/2018 – 07:25

Por Agência EFE Santiago

Um grupo de pesquisadores chilenos, liderados pelo engenheiro Felipe Nagel, apresentou nesta semana seu último trabalho, "Grace", um dispositivo capaz de eliminar o tremor das mãos associado ao Mal de Parkinson e ao tremor essencial sem necessidade de operações nem fármacos.

O projeto, apresentado pela Fundação Imagem do Chile, está em fase final, na qual a equipe procura aperfeiçoar o funcionamento, reduzir o tamanho e aumentar sua autonomia antes de lançá-lo no mercado americano, onde já têm a patente registrada.

À Agência EFE, Nagel afirmou que a motivação para iniciar a pesquisa nasceu das conversas que teve com seu pai, um ex-cirurgião que teve que deixar as salas de cirurgia ao ser diagnosticado com tremor essencial.

A doença costuma ser mal diagnosticada como Parkinson, já que têm efeitos similares, apesar de ser oito vezes mais comum.

Os afetados sofrem de movimentos e tremores involuntários, que fazem com que ações diárias como comer, beber ou abotoar uma camisa se transformem em tarefas muito complicadas. No caso do Parkinson, esses sintomas se somam a uma forte sensação de rigidez muscular.

No Chile, não existem estudos atualizados e específicos sobre a extensão dessas doenças, indicou Nagel, embora segundo seus números 0,4% da população sofre da doença, o que representa cerca de 400 mil pessoas.

É o caso de Daniela Torrejón, que apesar de completar 25 anos convive há mais de dez anos com essa desconhecida patologia, algo que, segundo confessa, mudou totalmente sua forma de pensar e de se relacionar com o mundo.

"Aos 13 anos, tive que aprender a escrever e comer de novo. Tentei muitos tratamentos e fármacos, mas todos tinham graves efeitos colaterais e deixei de consumi-los. Foi então quando conheci Felipe e comecei a colaborar com a equipe", disse à EFE Daniela Torrejón.

"Grace", detalhou Nagel, consiste em um pequeno dispositivo parecido com um celular do qual saem vários eletrodos que são colocados sobre os músculos, principalmente do antebraço, que enviam sinais que ajudam o usuário a controlar os movimentos involuntários.

O primeiro período de testes obteve resultados "promissores", nas palavras dos pesquisadores, já que conseguiu reduzir entre 80% e 100% a amplitude dos tremores em um grupo de 30 pessoas que sofrem tanto de tremor essencial quanto de Parkinson, além de reduzir a rigidez muscular nesses últimos.

No entanto, o engenheiro admitiu que ainda é preciso continuar aperfeiçoando o modelo, razão pela qual iniciaram os trâmites para colaborar diretamente com o Centro de Transtorno do Movimento do Chile (Cetram).

Com o apoio clínico da instituição, a equipe poderá trabalhar diretamente com os pacientes do centro e obter mais dados que os ajudem a testar a efetividade do dispositivo e a melhorar tanto o seu desenho quanto a autonomia.

Nesse sentido, Daniela destacou a necessidade de "Grace" ser "cômodo e harmonioso", para que não seja visto como "algo estranho" que faça com que as pessoas olhem e pensem: "pobrezinha, está doente".

Nagel seguiu tais indicações de perto e o grupo de pesquisadores passou a se concentrar em desenvolver um dispositivo efetivo, mas também portátil, fácil de usar e não invasivo.

Uma meta que parece cada vez mais próxima, já que, segundo explicou Nagel, o primeiro protótipo comercializável estará disponível possivelmente em meados de 2019 e terá um custo aproximado de US$ 1.000, um preço muito inferior ao das cirurgias associadas a essas doenças.

"É muito emocionante ver como os pacientes encontram no "Grace" algo que não existe no mercado e que lhes permite recuperar sua vida diária. Muitos deles admitem que perderam a capacidade de aproveitar momentos tão singelos como sair para comer ou tomar algo", disse o jovem engenheiro.

Daniela afirmou, visivelmente emocionada, que utilizar o dispositivo foi "uma experiência única", que lhe permitiu controlar o tremor e escrever "uma linha reta", algo que não conseguia fazer havia mais de dez anos. 

Sanofi anuncia abertura de centro avançado para fabricação de vacinas

16 de abril de 2018•

A Sanofi Pauster, gigante do global do mercado farmacêutico, acaba de anunciar a abertura de um dos centros mais avançados para fabricação de vacinas do mundo em Toronto, no Canadá. O investimento contará com apoio do governo federal e, também, da província de Ontário, que por meio dos fundos de investimento FedDev Ontario e Jobs & Prosperity Fund, destinará até US$ 70 milhões para o projeto, que totalizará US$ 500 milhões.

Com instalações de quase 14 mil metros quadrados, a nova Bulk Biologics Facility será a primeira do gênero no mundo. Até 2023, a empresa dobrará a produção de suas vacinas que salvam vidas e lançará a vacina para coqueluche, pesquisada e desenvolvida no Canadá, em mais de 30 novos mercados internacionais, protegendo crianças e famílias em todo o mundo.

A Sanofi Pasteur é a divisão de vacinas da Sanofi, uma das principais empresas de saúde – emprega mais de 100 mil pessoas, em 100 países – e fabricantes de vacinas do mundo, e produz vacinas importantes para prevenir doenças infecciosas.

A aposta da empresa foi feita com base no potencial que a região tem a oferecer para a promoção de inovação em escala global, como afirma David Loew, vice-presidente executivo e diretor da Sanofi Pasteur. “O país tem um forte legado na pesquisa e no desenvolvimento de vacinas. Com este investimento, estamos renovando nosso compromisso de longa data de tornar o Canadá o centro de nosso esforço para proteger e melhorar a saúde humana em todo o mundo, onde as vacinas salvam três milhões de vidas todos os anos”, afirma Loew.

Especificamente a região metropolitana de Toronto, na província de Ontário, abriga um dos maiores setores combinados de ciências da vida da América do Norte, com mais de 1.400 empresas e mais de 37 mil funcionários. A indústria farmacêutica é um importante impulsionador da economia de inovação do Canadá. Em 2016, gerou um PIB de US$ 10 bilhões para o país, e o anúncio deste investimento demonstra o crescimento a longo prazo do setor.

“A instalação é uma peça fundamental da nossa nova economia, que impulsionará a inovação e aumentará nossas exportações globais – uma prova do talento impressionante, clima de negócios dinâmico e ecossistema de inovação vibrante de Ontário”, ressalta Steven Del Duca, Ministro de Desenvolvimento Econômico e Crescimento de Ontário.

Eduardo M. Aron é o novo gerente Geral da Pfizer Consumer Healthcare Brasil

Executivo com vasta experiência em liderança e gestão de grandes marcas na área de consumo chega à PCH para fortalecer a competitividade da companhia.

A PHC, Pfizer Consumer Healthcare, divisão de Consumo do Grupo Pfizer, está com nova liderança: Eduardo M. Aron assume como gerente-geral da Divisão a partir de abril. O executivo responderá diretamente à Presidência Regional de Consumo da América Latina.

O novo gerente- geral tem mais de 25 anos de carreira executiva, no Brasil e nos Estados Unidos, e chega à Pfizer com o objetivo de ampliar a força, no mercado brasileiro, de marcas consagradas mundialmente, como as multivitaminas Centrum e o analgésico Advil – produtos do segmento de Medicamentos Isentos de Prescrição (MIP).

Anteriormente, Eduardo liderava a Guabi Pet Nutrition como Presidente da filial brasileira do grupo europeu Affinity, referência no mercado de nutrição animal. Seu currículo ainda tem passagens pela Kimberly Clark como líder nacional da área de Personal Care e líder mundial da franquia de Baby Care e longa atuação na área de Marketing da Johnson & Johnson.

Sobre sua formação, Eduardo é graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Getúlio Vargas – São Paulo, concluiu o Programa Executivo Sênior da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e no Insead tornou-se Instrutor Associado em Estratégia do Oceano Azul (Blue Ocean).

Pfizer Consumer Healthcare —A Pfizer Consumer Healthcare atua em mais de 90 países e comercializa produtos isentos de prescrição médica que promovem saúde e bem-estar para mais de quatro bilhões de consumidores em todo o mundo. No Brasil, a empresa atua nas categorias de analgésicos, antiácidos, multivitamínicos e nutricosméticos, representados pelas marcas Advil, Centrum, Caltrate, Clusivol, IMEDEEN, Magnésia Bisurada e Stresstabs.

Hoje, o crescimento da PCH é impulsionado por três marcas globais: Centrum, o multivitamínico número 1 do mundo; Advil, o analgésico mais vendido globalmente, e Caltrate, a marca número 1 no mundo entre os suplementos de cálcio. Fundada em 1849 e instalada no Brasil desde 1952, a companhia também mantém e acompanha projetos sociais voltados para educação, saúde e sustentabilidade no país.

Fórum sobre cenário político e livro histórico comemoram 85º aniversário do Sindusfarma

O Sindusfarma comemora seu 85º aniversário, no próximo dia 26, com a realização de um debate sobre as perspectivas políticas do país, com o cientista político e jornalista Gaudêncio Torquato, e o lançamento do livro “Indústria Farmacêutica no Brasil – Memória Iconográfica”.

Exclusivo para associados, o evento será realizado das 9h30 às 12h, no auditório da entidade.

Torquato é consultor de marketing institucional e político, pesquisador com livre-docência na Universidade de São Paulo e professor universitário. Coordenou e desenvolveu campanhas políticas majoritárias, para governadores e prefeitos, e proporcionais. É autor de 13 livros.

Qualidade do ar na fabricação de medicamentos: riscos e cuidados à saúde

Segunda, 16 Abril 2018 14:30 Escrito por Welton Ramos
Por Célio S. Martin

Poucos sabem sobre o difícil caminho para se produzir um medicamento. Além dos diversos fatores de pesquisa, desenvolvimento, testes laboratoriais e clínicos, a sua fabricação é um processo extremamente delicado. Muitos ignoram que a sua contaminação pode se dar por problemas tão diferentes que inclui até a qualidade do ar dentro do ambiente de fabricação.

Desde a invenção do ar-condicionado, o seu uso tornou-se um grande responsável pelo avanço das indústrias farmacêuticas e estabelecimentos assistenciais de saúde. Seu maior benefício está no controle de contaminação através da temperatura e pureza do ar para manter em condições seguras os ambientes de saúde. e a formulação, manipulação, embalagem, conservação e transporte de medicamentos.

A falta ou falha dentro desses ambientes atinge diretamente o resultado esperado de eficiência e segurança do medicamento, podendo gerar falhas no tratamento dos pacientes ou realmente trazer males à saúde. Assim, a saúde das pessoas começa a ser cuidada já no ambiente em que um fármaco é produzido. Os laboratórios farmacêuticos irão determinar a eficiência e segurança do medicamento, e consequentemente a saúde dos pacientes no seu tratamento médico.

Dado esse cenário, não é para menos considerar que o mercado de AVAC-R (Aquecimento, Ventilação, Ar condicionado e Refrigeração) trabalhe em conjunto com os especialistas de fabricação de medicamentos, e se atualize nos estudos envolvendo normas de projetos, requisitos de qualidade, além de modernizarem equipamentos e instalação de sistemas de ar condicionado. Atualmente, a revisão da norma NBR 7256 entrou em consulta pública para falar, justamente, sobre o tratamento de ar em estabelecimentos assistenciais de saúde.

A revisão de normas discute alterações importantes sobre os requisitos de projetos e execução das instalações. A consulta vai até 20 de maio de 2018. Essas revisões partem de estudos realizados por pesquisadores e engenheiros ao redor de todo o planeta, e muitas vezes partem de colaborações de associações com órgãos governamentais. Isso porque o próprio mercado busca a boa prática e a qualidade.

É preciso que instalações antigas se adequem, assim como novas surjam já com modificações que levem em conta a atual realidade de eficiência energética e demanda de qualidade do ar para equipamentos e ambientes. Não adianta desenvolver novas tecnologias e não as tornar regra. Normas antigas e desatualizadas precisam ser modificadas, pois lidam com um mundo que já não existe mais.

A regulamentação e fiscalização das Boas Práticas de Fabricação é feita pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, e envolve a ANVISA, VISA e COVISA. Entretanto, se você estiver em frente a um balcão de uma farmácia e receber uma caixa de medicamento, o que faz você acreditar que ela tem um produto seguro e eficiente? O Brasil produziu, em 2017, quase 4 bilhões de unidades (caixas) de fármacos, de acordo com a SINDUSFARMA, porém será que só a fiscalização assegura que você está levando para a casa a qualidade adequada?

É preciso ir além dos órgãos de fiscalização para assegurar isso. É preciso começar pelos itens fundamentais, entre eles o da segurança e qualidade do ambiente em que o fármaco foi produzido. A indústria das “ciências da vida” trabalha com algo muito mais eficiente porque possui um Sistema de Qualidade. Por definição da ANVISA, este sistema engloba “instalações, procedimentos, processos e recursos organizacionais”. Por isso, a engenharia e suas boas práticas atuam para cumprir também com as Boas Práticas de Fabricação.

Diferentemente dos sistemas desenvolvidos tipicamente para conforto dos seus usuários, a climatização de ambientes farmacêuticos trabalha com vazões de ar bem mais altas, sistemas de filtragem de alta eficiência e sentidos assegurados de fluxos entre ambientes, exigindo equipamentos com maior disponibilidade de pressão, baixo índice de vazamento de ar, robustez e repetibilidade de operação, entre outros tantos recursos sempre de acordo com sua aplicação.

O detalhamento e escolha do sistema é antecedido pelo conhecimento do processo produtivo e as características dos produtos fabricados no local. A “Análise de Risco” é a ferramenta adequada para definição dos requisitos do usuário, que é a base de todo o projeto e consequente escolha do sistema de climatização. Para alcançar estas características, o uso de equipamentos de “padrão conforto” não trará a performance necessária e comprometerá o resultado principalmente de segurança e controle de contaminação.

Os sistemas de ar condicionado têm papel destacado no controle de contaminação, protegendo os operadores, o meio ambiente e o produto. Os riscos à saúde estão diretamente relacionados à falha neste sistema, por isto não podem ser negligenciados. Assim, além de cuidado na fabricação, o projeto ganha destaque, e é aí que as normas entram, melhorando a qualidade do processo na sua base produtiva. É importante para os profissionais das áreas de climatização e de saúde estarem atentos e se adequarem. Não se deve sacrificar a saúde por outra vantagem qualquer.

Célio S. Martin é engenheiro e membro do DNPC – Departamento Nacional de Projetistas e Consultores da ABRAVA – Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento.

Sobre a ABRAVA e o DPNC: http://abrava.com.br

A ABRAVA – Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento – é uma instituição sem fins lucrativos que congrega e representa empresas nacionais e multinacionais atuantes nas áreas de indústria, comércio e serviços ligados ao mercado AVAC-R (aquecimento, ventilação, ar condicionado e refrigeração). Um dos departamento da instituição é conhecido como DNPC – Departamento Nacional de Empresas Projetistas e Consultores – que atende a necessidade de reunir e integrar empresas dedicadas exclusivamente à atividade de projetos na área AVAC-R. Seu objetivo é encontrar melhores técnicas, estabelecer parâmetros e alinhar procedimentos para que sempre haja maior garantia de qualidade nos projetos desenvolvidos para o setor. A Associação, como um todo, acaba por defender os interesses da classe, assim como promover boas práticas do meio, sempre prezando pelo respeito ao meio ambiente e ao cliente.

Dicol Pública realiza sua 9ª reunião do ano

Pauta traz a proposta de norma para importação de medicamentos de referência.

Por: Ascom/Anvisa
Publicado: 16/04/2018 16:35
Última Modificação: 16/04/2018 16:48

A pauta da reunião pública da Diretoria Colegiada da Anvisa (Dicol) traz nesta terça-feira (17/4) duas propostas de resolução para votação. A primeira é a que trata dos procedimentos para importação de medicamentos de referência que não estão disponíveis no Brasil.

Esses medicamentos são utilizados pela indústria nacional como parâmetro para os testes de biodisponibilidade e bioequivalência, que são necessários para o desenvolvimento de medicamentos similares e genéricos.

Também está na pauta mais uma atualização da Portaria 344/98 que define as substâncias de uso controlado e de uso proibido no país.

Consultas Públicas

A lista de consultas públicas traz 12 itens, sendo 11 com propostas de monografias de ingrediente ativo de agrotóxicos. Essas monografias definem limites, formas de uso e culturas agrícolas onde podem ser aplicados os agrotóxicos.

O outro tema que deve ser votado nas propostas de consultas é a proposta de Instrução Normativa Conjunta que define os procedimentos para a obtenção do Registro Especial Temporário (RET) de produtos técnicos, pré-misturas, agrotóxicos e afins destinados à pesquisa e à experimentação. A instrução é uma proposta conjunta da Anvisa, do Ministério da Agricultura e do Ibama.

Acompanhe ao vivo

A 9ª reunião pública da diretoria será transmitida ao vivo pela internet, pelos links:

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Ajinomoto do Brasil e Biovital anunciam parceria de distribuição exclusiva de aminoácidos

Fonte: Ajinomoto

Maior produtora de aminoácidos do mundo e reconhecida empresa brasileira de insumos se unem para atender o mercado de farmácias de manipulação

A divisão AminoScience da Ajinomoto do Brasil, responsável por produzir e fornecer aminoácidos para a indústria, elegeu a Biovital, distribuidora de insumos cosméticos, alimentícios e farmacêuticos para o mercado magistral, como sua distribuidora exclusiva da linha de aminoácidos para esse segmento.

Com a parceria, a Ajinomoto do Brasil passa a oferecer à empresa toda a linha de aminoácidos para uso oral, incluindo BCAA – combinação de Leucina, Valina e Isoleucina –, recomendado a praticantes de atividades físicas devido a sua função de preservação e recuperação da massa muscular, e a Glutamina, responsável pela manutenção do sistema imunológico após procedimentos cirúrgicos, situações de estresse ou exercício físico.

“A Biovital ficou muito feliz com a parceria e vê como uma grande oportunidade de mostrar os diferenciais dos aminoácidos da Ajinomoto para todo mercado magistral”, comenta Maria Alice Marques, diretora de marketing da Biovital.

Com a ascensão do ramo de farmácias de manipulação, o setor tem movimentado cerca R$ 5 bilhões ao ano, com mais de 7 mil estabelecimentos espalhados pelo Brasil. “Estar presente nesse segmento é uma oportunidade para levarmos aminoácidos de alta qualidade, sem origem animal e produzidos de forma sustentável para cada vez mais pessoas, indo ao encontro de um dos princípios da Ajinomoto que é contribuir para a melhora da qualidade de vida da população”, diz Tatiana Gargalaka, gerente de marketing da divisão AminoScience, da Ajinomoto do Brasil.

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