Número de processos para tratamento de saúde cresceu 50% no Estado

Municípios e Estados estão sendo obrigados por demandas judiciais a arcarem com medicamentos e outros tratamentos que são de responsabilidade da União

08/01/2018 09:57h

As demandas judiciais em busca de garantir tratamento de saúde aumentaram 50% na Justiça Federal do Piauí, no período de 2010 a 2014, revelou pesquisa do Tribunal de Contas da União com base em informações obtidas junto ao Ministério da Saúde. De acordo com o relatório, enquanto no ano de 2010 apenas quatro casos eram judicializados a cada 100 mil habitantes, em 2014 o número aumentou para seis. O relatório alerta ainda que a grande maioria dos casos de judicialização da saúde ocorre nos Tribunais de Justiça dos Estados.

O Tribunal de Contas da União apresentou em dezembro do ano passado, que entre 2008 e 2015, as despesas do Ministério da Saúde com o cumprimento de decisões judiciais para a aquisição de medicamentos saltaram de R$ 70 milhões para R$ 1 bilhão, um total de 1.300%. Além disso, Municípios e Estados estão sendo obrigados por demandas judiciais a arcarem com medicamentos e outros tratamentos que são de responsabilidade da União, principalmente os que são utilizados em tratamento oncológico.

Já no que diz respeito ao judiciário nos estados, Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo gastam, em média, o mesmo valor que a União com o cumprimento de demandas judiciais.

O crescimento das ações em todo país levou o Conselho Nacional de Justiça a criar o e-NatJus, plataforma digital, desenvolvida pelo Conselho, que vai oferecer fundamentos científicos para auxiliar os magistrados de todo o Brasil nas decisões na área da saúde.

Por: João Magalhães – Jornal O Dia

Ministério passará a pagar hospitais por fases da quimioterapia de Leucemia (LLA)

Publicado: Segunda, 08 de Janeiro de 2018, 13h24

Novo modelo foi anunciado durante reunião para avaliar o pregão de registro de preço do medicamento. Com a adequação, entidades retornarão a comprar de forma individual o produto

O Ministério da Saúde adequará o valor da tabela de procedimentos de quimioterapia para Leucemia Linfóide/Lifoblástica Aguda (LLA).O anúncio foi realizado, nesta segunda-feira (08/01), durante reunião realizada, entre técnicos da pasta e entidades de referência em oncologia e de controle para validar o pregão de registro de preço de compra do medicamento L-asparaginase nativa. O novo modelo será dividido por fases (indução, consolidação, intensificação e manutenção), e permitirá o retorno da responsabilidade aos hospitais oncológicos pela compra do medicamento, utilizado no tratamento de crianças com LLA.

Atualmente, o Ministério da Saúde repassa mensalmente um valor médio da quimioterapia dos pacientes com Leucemia Linfóide/Lifoblástica Aguda (LLA), que dura cerca de três anos. Com o novo modelo, o pagamento será correspondente a cada etapa desse tratamento, em geral mais caro nas fases iniciais. O cálculo leva em conta o valor dos medicamentos utilizados e o custo do atendimento realizado. Para isso, o novo valor que está sendo avaliado será compatível com o preço registrado do medicamento Peg-asparaginase, que obteve registro, na Anvisa, e precificação pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), no segundo semestre de 2017.

O registro de preço da Peg-asparaginase no Brasil foi um importante momento para solucionar a situação do mercado brasileiro na aquisição de L-asparaginase nativa. Agora, o país passa a ter uma L-asparaginase comercializada em território nacional, o que não ocorria há pelo menos 5 anos e que motivou o Ministério da Saúde a importar e distribuir o medicamento, desde 2013, garantindo assim, o abastecimento dessas unidades de saúde e o tratamento dos pacientes com a doença. A retomada da compra dos medicamentos pelos hospitais observa essa disponibilidade do produto e, consequentemente, o fim do desabastecimento que vinha sendo verificado.

REGISTRO DE PREÇO – Durante a reunião, o Ministério da Saúde e as entidades especializadas acertaram que serão solicitados maiores esclarecimentos para a vencedora do pregão. Serão exigidos documentos adicionais sobre estudos clínicos e de farmacovigilância.

A próxima compra do Ministério da Saúde será para o atendimento de 6 meses, considerando o tempo hábil para que os hospitais realizem a compra de L-asparaginase de sua preferência. Como é um registro de preço, quando não há a obrigatoriedade da compra, só serão enviados os insumos mediante solicitação dessas unidades de saúde. A empresa vencedora do pregão apresentou um valor 34,21% inferior ao da última aquisição.

Participaram da reunião desta segunda-feira a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), Sociedade Brasileira de Farmacêuticos em Oncologia (SOBRAFO), Conselho Federal de Farmácia (CFF), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o Instituto Nacional do Câncer (INCA) e Tribunal de Contas da União.

A compra de medicamentos oncológicos, como a L´asparaginase, é obrigatoriedade dos hospitais habilitados em Oncologia, denominados CACONs e UNACONs. O valor desses medicamentos já é contemplado pelos repasses realizados pelo Ministério da Saúde de acordo com os procedimentos ambulatoriais e de internação relacionadas ao tratamento. Apesar de comprar o medicamento e encaminhar aos hospitais oncológicos cadastrados no SUS, é importante ressaltar que nunca houve diminuição do repasse dos procedimentos, ou seja, passou-se a disponibilizar o medicamento, além do valor que já é repassado para o tratamento.

Por Victor Maciel, da Agência Saúde

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Entenda o caso da droga vetada, que combate câncer comum entre crianças

Publicado dia 08/01/2018 às 08h09min

O medicamento Aginasa é usado no tratamento de leucemia linfoide aguda

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse que a presidente do hospital Boldrini, Silvia Brandalise, tem "algum interesse" na compra do medicamento Aginasa, usado no tratamento de leucemia linfoide aguda, tipo de câncer mais comum em crianças e adolescentes.

Brandalise foi uma das principais vozes a protestar quando o governo federal substituiu o Aginasa, fabricado no Japão em parceria com a Alemanha, pelo LeugiNase, medicamento chinês que custa menos de ¼ do preço do antecessor, é desconhecido da classe médica e foi vetado pela Justiça em setembro, mas ainda é distribuído pela rede, como revelou a Folha de S.Paulo na quarta-feira (3).

A declaração de Barros foi feita à rádio "CBN" na quinta-feira (4). "Algum interesse ela [Brandalise] tem em que o produto que ela defende seja comprado pelo ministério. É isso que me parece, porque todo medicamento que aparece ela critica", afirmou Barros.

Em 24 de setembro, o juiz federal Rolando Valcir Spanholo, do DF , proibiu o governo federal de continuar a comprar e distribuir LeugiNase, sob justificativa de que não havia provas de que o remédio funciona em humanos.

O Boldrini, hospital referência no tratamento de câncer infantil sediado em Campinas, recebeu três remessas do remédio após a proibição, a última justamente no dia em que a reportagem foi publicada. Recusou todas. O governo informou que recomendou que hospitais e Estados não interrompessem o tratamento com L-asparaginase porque a sentença, diz o órgão, é de "cunho gerencial" e foi cumprida.

A decisão proíbe a União de comprar e distribuir o remédio, o que o Ministério da Saúde diz não ter feito mais. O texto do juiz não faz referências a entregas feitas pelos Estados, que recebem a droga do Ministério da Saúde e abastecem os hospitais.

Barros não fez qualquer menção, na entrevista à "CBN", ao fato de ter permitido a continuidade do tratamento com uma droga que a Justiça entendeu que não tinha eficácia comprovada. Segundo ele, o LeugiNase "atestadamente é bom".

O ministro afirmou que a presidente do Boldrini deve "cuidar bem dos seus clientes" e parar de "perturbar o sono de mães" de crianças com câncer. "Já faz um ano isso [que o LeugiNase é distribuído], não houve nenhum efeito adverso, não aconteceu nada de errado com a aplicação do medicamento, e ela insiste. Então fica para mim a impressão de que ela não tem nada contra o medicamento chinês, que ela tem a favor do que ela defende", afirmou Barros.

Quando perguntado se após a suspensão do LeugiNase pela Justiça, não foi questionada a certificação do produto, Barros respondeu: "Sim, mas o produto que ela compra também não tem a certificação que ela exige do outro..não há estudo clínico do produto que ela defende." Em entrevista anterior à Folha de S.Paulo, Brandalise disse que o Aginasa é amplamente conhecido da classe médica e tem segurança e eficácia comprovadas.

A DROGA

O Aginasa e o LeugiNase são drogas compostas pelo princípio ativo L-asparaginase. O fármaco faz parte dos remédios usados na poliquimioterapia. É considerado fundamental para elevar as chances de cura dos pacientes. A aplicação adequada gera remissão em 98% dos casos.

Após a suspensão judicial, o Ministério da Saúde abriu pregão para compra de L-asparaginase. O preço mais baixo é de outro medicamento chinês (Leucospar), oferecido pelo laboratório Xetley, mesmo distribuidor do LeugiNase. O ministro disse que nesta segunda (8) haverá reunião do ministério com entidades médicas para verificar se o medicamento tem condições de ser adquirido.

Barros afirmou que descontará o valor do remédio da verba repassada aos hospitais oncológicos. Segundo o governo, a verba repassada pelo SUS já contempla custos de aquisição de medicamentos. Brandalise está em viagem aos EUA, com o celular desligado, segundo a assessoria do hospital.

A advogada do Boldrini, Carina Moisés Mendonça, disse ser uma insinuação leviana do ministro. "Não há nenhum outro interesse da Dra. Silvia ou do Boldrini com relação a Aginasa (L-Asparaginase alemã) a não ser, unicamente, fornecer aos doentes um medicamento com eficácia e segurança comprovados".

O Boldrini obteve uma liminar que obriga o Ministério da Saúde a fornecer Aginasa ao hospital, mas não tem recebido o medicamento – o órgão diz que recorre decorre da decisão. "Diferentemente do que o Ministro alega, há diversos estudos científicos, publicados em literatura técnico-científica, que atestam a eficácia e segurança da Aginasa, todos juntados na ação judicial movida pelo Boldrini contra a União, o que inexiste com relação ao Leuginase", afirmou a advogada.

O que é a droga vetada:

O que é l-asparaginase

Princípio ativo de uma das drogas usadas na poliquimioterapia. Ela combate a leucemia linfoide aguda, tipo de câncer mais comum entre crianças. A aplicação adequada gera remissão da doença em cerca de 98% dos casos.

A doença

A leucemia linfoide aguda consiste no crescimento excessivo das células progenitoras da medula óssea (responsável pelos elementos do sangue como hemácias, leucócitos e plaquetas).

Histórico

Em 2017, o Ministério da Saúde comprou um novo remédio, o LeugiNase, cujo custo é 1/4 do que o usado antes, o Aginasa (japonês/alemão). Hospitais barraram o remédio. Teste apontou que só 60% do remédio chinês corresponde ao L-asparaginase. No japonês/alemão há 99,5% da substância.

Justiça

O Ministério Público Federal moveu ação civil pública para interromper o uso do medicamento. A Justiça Federal concedeu liminar proibindo a União de comprar e distribuir novos lotes do remédio.

Outubro e novembro

O Centro Infantil Boldrini recebeu remessas do LeugiNase. Governo diz que não encaminhou, mas admite que enviou a Estados e hospitais nota para que não interrompessem o tratamento com o remédio.

Dezembro

Ministério da Saúde abre novo pregão para compra de asparaginase. Menor preço é da Xetley, mesma distribuidora do LeugiNase. A licitação ainda não foi concluída. Com informações da Folhapress.

Prefeitura libera lista de remédios grátis por App em Jundiaí

Última atualização 8 Janeiro, 2018

A partir de agora o APP Jundiaí passa a oferecer a listagem dos medicamentos ofertados gratuitamente pela rede de saúde. A aplicação facilita o acesso ao tratamento gratuito, pois disponibiliza para consulta as substâncias disponíveis, as dosagens e as formas de disposição. A dispensação só é permitida se a prescrição for feita com os dados constantes na lista. A iniciativa faz parte das ações do Plano de Governo do prefeito Luiz Fernando para a digitalização das informações e facilidade do acesso pela população.

Mensalmente são distribuídas 9 milhões de unidades entre cartelas de comprimidos, frascos ou tubos que fazem parte da lista de remédios disponíveis na Remume – Relação Municipal de Medicamentos da Atenção Básica, medicamentos do componente especializado (fornecido pela Secretaria de Saúde do Estado) e medicamentos da Farmácia Popular.

De acordo com a coordenadora de assistência farmacêutica, Ana Claudia Jordão Rodrigues, o município é responsável por 122 itens disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O Estado oferta outros 350. “Além do munícipe pesquisar, os prescritores de toda a rede podem conferir a listagem pelo celular e agilizar o tratamento, prescrevendo o que temos aos pacientes. O munícipe também pode pesquisar ainda no consultório, e se o prescritor escreveu Dipirona comprimido – no Remume só é disponibilizado em gotas -, a pessoa pode pedir para acertar a receita antes de sair da consulta”, comenta a farmacêutica.

Como consultar

A facilidade está disponível no ícone Qualidade de Vida, do APP. A partir da seleção é possível fazer pesquisas por listagem completa por substâncias ou funcionalidades. Os medicamentos estão prescritos pelo nome genérico da substância ativa. “É importante que os pacientes se atentem à prescrição correta, pois, só são disponibilizados os tratamentos que estiverem com os dados corretos. Por exemplo, se o médico prescreveu dosagem de medicamento de 800 mg, mas só temos de 400 mg, o paciente não poderá ser atendido. São protocolos que precisam ser seguidos à risca”, detalha.

Fonte: Jornal da Região

Ministério Público Arquiva Inquérito Civil Sobre Denúncia de Falta de Remédios

O promotor de justiça André Luiz Nogueira da Cunha decidiu arquivar inquérito civil instaurado para apurar denúncia de suposta falta de remédios nas farmácias da Prefeitura. A investigação era baseada em denúncia formulada perante a ouvidoria do Ministério Público e indicava que o remédio Ácido estaria em falta.
“Tal fato, por si só, denota ineficiência administrativa, que se for dolosa, pode ensejar improbidade administrativa, indicando uma certa incompetência da administração da saúde do Município, motivo pelo qual para melhor apuração dos fatos, foi instaurado este inquérito civil no âmbito da Promotoria do Patrimônio Público, indicando como investigados a Prefeitura de Catanduva, o Excelentíssimo Senhor Prefeito, Afonso Macchione Neto, e o Senhor Secretário de Saúde”, explicou o promotor.

A decisão de encerrar a investigação se deu depois de explicações do secretário municipal de Saúde, Ronaldo Gonçalves Júnior que teria apontado que poucos medicamentos estavam em falta na rede. Para Cunha, o secretário teria demonstrado que “quase todos os medicamentos necessários encontram-se em estoque, sendo pouquíssimos os que ainda não foram integrados ao estoque das farmácias do Município, mas sem denotar qualquer omissão ou ineficiência por parte da Prefeitura”. Ainda de acordo com Gonçalves Júnior, o remédio citado na denúncia estaria em processo de compra. “No caso, pela certidão prestada por fé pública pelo farmacêutico da Secretaria de Saúde, vê-se que a grande maioria dos medicamentos está em estoque e poucos são os que faltam, mas todos em processo de compra, comprados e aguardando entrega, ou em processo de licitação. Assim, não se vislumbra qualquer omissão por parte da Prefeitura, do Prefeito ou do Secretário de Saúde, conforme fls. 23/26, promove-se o arquivamento deste, submetendo tal decisão ao crivo do E. Conselho Superior do Ministério Público”, decidiu o promotor.

Nathalia Silva
Da Reportagem Local

Faltam antibióticos e remédio para pressão alta nos postinhos

Pacientes que procuram as farmácias de Unidades Básicas de Saúde de Rio Preto saem de mãos vazias. Alguns suplementos e anti-inflamatórios também estão em falta

Tatiana Pires

O ano de 2018 começou mal para os moradores de Rio Preto que precisam retirar medicamentos na rede pública de saúde. Pacientes que fazem tratamentos e necessitam de remédios para pressão, anti-inflamatórios e antibióticos, além de suplemento de cálcio e vitamina D estão voltando para casa sem os medicamentos. A Prefeitura informou que soube que poderia ter falta de medicamentos desde o dia 10 de dezembro e que a falta ocorreu pelo atraso na entrega dos produtos, em razão das empresas fornecedoras darem férias coletivas aos seus funcionários.

O aposentado Adão Pereira da Silva, 76 anos, chegou na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Vetorazzo com uma receita contendo seis medicamentos e só conseguiu pegar dois: a losartana e anlodipino, ambos no tratamento da hipertensão. Ele sofre de problemas cardíacos e pressão alta. "Tenho medo de ficar sem o medicamento, porque o médico disse que se não tratar direitinho, que se eu esquecer de tomar um só dia, é um caminho para o São João Batista e eu quero viver muito ainda", afirmou o aposentado.

Acompanhando a mãe, que tentou retirar os suplementos de cálcio e vitamina D, Neuza Dalceco de Moura, 49 anos, também não conseguiu os remédios para o marido que tem hipertensão. "Meu marido passa pelo médico de seis em seis meses e a gente sempre ouve que não pode descuidar. E agora não tem o remédio para ele", disse, acrescentando que fica preocupada também com a falta dos medicamentos para a mãe, Lurdes Albertini, 69. "Se é para tomar todos os dias, ficar sem prejudica, não é mesmo?".

Sem o medicamento Enalapril, que trata da hipertensão, José Rubem Zaqueu disse que ainda têm alguns comprimidos em casa. "Vou torcer para que dê até chegar aqui. Se não, terei que comprar. Não posso ficar sem".

Sorridente, a aposentada Iraci Lima Sousa, 92 anos, está cheia de vida e precisa dos suplementos de cálcio e vitamina D para controlar a osteoporose. A falta desses itens não a preocupa: "Isso acontece sempre. A gente vai levando. Não disseram quando vai chegar, então, vou voltar semana que vem para ver se tem".

Riscos

Medicamentos para tratar hipertensão são de uso contínuo e, de acordo com o cardiologista Antônio Hélio Pozetti, a falta pode comprometer o tratamento. "Os remédios são para o controle e o uso é crônico. A pessoa não tem como usar por um período e depois parar. Ela tem que usar, provavelmente, pelo resto da vida. A falta pode levar a problemas agudos como um AVC (Acidente Vascular Cerebral), um infarto e problemas crônicos, como insuficiência renal, insuficiência cardíaca, entre outros problemas."

No caso da falta de antibióticos, os problemas são agudos, conforme o cardiologista. "A pessoa não vai tratar adequadamente a infecção, por exemplo, uma pneumonia, uma infecção de urina. Isso pode fazer com que o quadro se agrave e a paciente tenha que ser internada, gerando mais custos para o SUS, além disso com risco de vida, porque a doença, a infecção, não está sendo tratada."

Os anti-inflamatórios, geralmente, não oferecem risco de morte. A falta desse medicamento está relacionada à qualidade de vida do paciente. "Analgésicos e anti-inflamatórios são para melhorar os sintomas da dor. Determinados tipos de dor só resolve com anti-inflamatórios", explica Antônio.

Mães fazem protesto por falta de insulina na Central de Medicamentos

Sem insulina há mais três meses, mães e pais de crianças diabéticas estão desesperados

Priscila Peixoto 04 de janeiro de 2018 – 18:02

Na manhã desta quinta, (4) cerca de cem pessoas, entre mães e responsáveis por crianças que sofrem com diabetes, protestaram na Central de Medicamentos, localizada na rua Duque de Caxias, bairro Praça 14, Zona Sul de Manaus. O motivo do protesto é a falta de medicamentos, mais especificamente dois tipos de insulina.

A Lantus e Lispros, que estão em falta, segundo os manifestantes, atuam no tratamento da diabetes tipo 1. De acordo com a cabeleireira Beatriz Espindola, de 36 anos, as insulinas disponibilizadas pelo Governo do Amazonas estão em falta há mais ou menos três meses.

“Nossos filhos precisam desse medicamento, isso é muito grave. Já estamos há meses nessa agonia e nossas crianças não têm culpa. A diabetes é uma doença séria e nem todo mundo tem dinheiro para comprar. Pedimos socorro", clamou a mãe.

Segundo Beatriz, um frasco da insulina Lantus custa em média R$140 e a Lispros sai na faixa de R$ 45.

“Eu ainda tenho algum trocado para comprar o remédio da minha filha, mas tem pai e mãe que não têm condições. Até porque um deles é de uso diário e acaba rápido. Ele precisa ser tomado cada vez que a criança come. Já vi casos de meninos que estão debilitados e os pais estão ficando desesperados sem poder fazer nada”, revela Beatriz.

Governo

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) informou, através da coordenação da Central de Medicamentos do Amazonas (Cema), que a compra de insulina para abastecer o estoque já foi providenciada e que aguarda a entrega da medicação pelo fornecedor.

A coordenação informou ainda que a medicação está entre os itens em falta ou com estoque abaixo do normal. Porém, a data prevista para a distribuição do remédio não foi informada.

Diabetes

A diabetes é uma doença silenciosa que basicamente eleva o nível de glicose no sangue. Ela pode ser dividida em diabetes tipo 1, tipo 2, diabetes gestacional ou, em alguns casos mais raros, a diabetes causada por uma série de problemas genéticos.

Tipo (1)

Esse tipo de diabetes costuma acometer mais as crianças e adolescentes. A doença afeta e destrói parcial, ou totalmente, as células pancreáticas. Isso ocorre quando os anticorpos produzidos pelo próprio organismo destroem as células e, consequentemente, afetam a produção de insulina.

A doença geralmente só apresenta sintomas quando cerca de 80% da massa celular de Langerhans pancreática já está comprometida. O uso de insulina é indispensável no tratamento da diabetes tipo 1.

Presidente do Boldrini e Ministro da Saúde trocam farpas diante da falta de remédio contra câncer

Por
Glaucia Franchini –

4 de Janeiro de 2018

A polêmica discutida por Silvia Brandalise e o Ministro Ricardo Barros começou em meados do ano passado, com a falta de medicamentos quimioterápicos no Brasil, especificamente do “asparaginase”, usado em pacientes com leucemia.

Foi neste início de 2018 que os dois se posicionaram conforme mostrado reportagem.

De um lado, Brandalise criticando o Ministério da Saúde e defendendo a compra da “asparaginase” de um laboratório alemão. A justificativa é que esse seria seguro e eficaz.

De outro, Barros que assegura a qualidade do remédio comprado pelo governo federal em 2017. Ele foi importado da China.

No final do ano passado, um novo pregão para compra do “asparaginase” foi aberto e novamente uma empresa chinesa foi vencedora.

O Ministério da Saúde tem como responsabilidade repassar dinheiro para tratamento do câncer aos hospitais e não de comprar os medicamentos. Só em casos excepcionais, como este, faz a compra diante do risco de desabastecimento.

De qualquer forma, o ministro explicou que os hospitais continuavam recebendo a verba para tratar os pacientes, sem alteração no valor, podendo comprar o medicamento que quisessem.

A partir desse momento, no entanto, a unidade que ficar com remédio importado pelo governo terá o valor dele descontado. Se não quiser, mantém a verba do tratamento e os gestores podem fazer a compra independente.

Essa é a postura que está sendo adotada pelo Boldrini, mas ela vem com criticas – muitas burocracias para essa importação.

Medicamento para mieloma múltiplo é aprovado pela Anvisa

Quinta, 04 Janeiro 2018 15:15 Escrito por Giulianna Muneratto

A regulamentação da lenalidomida representa um importante passo para a ampliação da sobrevida de pacientes; formas de acesso à droga ainda não estão definidas

A lenalidomida, medicamento para pacientes com mieloma múltiplo, tipo de câncer do sangue sem cura que acomete a medula óssea e é o segundo mais frequente em termos de incidência na onco-hematologia, foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) na última semana.

O medicamento também auxilia o tratamento de pacientes com Síndrome Mielodisplásica (SMD), condição na qual há falência da medula óssea em produzir células que formam o sangue em quantidade suficiente. A SMD atinge milhares de pessoas no mundo e em um terço dos casos pode evoluir para leucemia do tipo mielóide aguda (LMA). O paciente com a doença geralmente apresenta cansaço crônico, dores no peito (devido à anemia), aumento de suscetibilidade a infecções e tendência a sangramentos.

A aprovação representa um importante passo para a ampliação da sobrevida e melhora da qualidade de vida de pacientes, mas o acesso ao medicamento ainda é motivo de preocupação.

“A aprovação pela ANVISA é o primeiro passo, mas isso não configura, ainda, a questão do acesso. Como se trata de uma droga oral, ela teria que entrar no rol da ANS, que foi publicado nos primeiros dias de 2018. O próximo só será revisto em 2020. A aprovação da lenalidomida foi tão atrasada que isso prejudicará o acesso a ela”, afirma Angelo Maiolino, hematologista e diretor de comunicação da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).

Caso queira explorar o assunto, temos fontes especialistas à disposição para falar sobre a importância da Lenalidomida para o tratamento do mieloma múltiplo, os desafios de incorporá-la aos sistemas público e privado e os próximos passos que devem ser dados para que os pacientes possam se beneficiar do medicamento.

Para 68% dos brasileiros serviço de saúde está cada vez pior no País, diz pesquisa

Câncer e Agora 04/01/2018 – 17h23 (Atualizado em 04/01/2018 – 17h23)

As denúncias sobre a falta de atendimentos, de leitos e de medicamentos em muitos hospitais da rede pública, e até da rede particular, são cada vez mais frequentes. Homens e mulheres que chegam a esperar por anos para conseguir realizar um exame preventivo. Também são inúmeros os casos de pacientes oncológicos que são abandonados no meio do tratamento pelos serviços de saúde.

Uma pesquisa realizada pelo DataPoder360, encomendada pela Interfarma – Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa, mostra que 68% dos brasileiros acham que a situação dos serviços de saúde no País está piorando. Apenas 7% enxergam melhoras no sistema.

A pesquisa também revelou a opinião dos entrevistados sobre os operadores da saúde. Os hospitais foram os mais criticados: 39% avaliaram negativamente. Ainda de acordo com a pesquisa, os planos de saúde foram reprovados por apenas 18% dos entrevistados. Mas, é bom lembrar que, segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS), apenas um em cada quatro brasileiros possui plano de saúde.

O custo dos medicamentos foi outro ponto abordado pela pesquisa e que também tem agradado o brasileiro. Para 64% dos entrevistados, o que mais pesa no preço dos remédios são os impostos. E 55% afirmaram que já deixaram de comprar algum remédio por conta do preço.

Um pouco mais da metade (53%) diz bancar sozinha o pagamento dos medicamentos. Há, entretanto, uma parcela significativa dos brasileiros (23%) que adquire medicamentos por meio de algum programa ou (6%) usa farmácia popular ou outro sistema do governo.

Senado vota projeto que prevê repasse de impostos de medicamentos e derivados de tabaco à saúde

Está agendada para esta terça-feira (14), a votação do PLS 147/2015, que destina ao Fundo Nacional de Saúde o dinheiro arrecadado com impostos sobre medicamentos e derivados de tabaco. Pelo projeto, ficaria vinculada a arrecadação de quatro tributos. São eles: Imposto de Importação (II), Imposto de Exportação (IE), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto sobre a Renda de Pessoas Jurídicas (IRPJ).