Beneficiários do Proeme devem fazer recadastramento na Cema até o dia 15

04/01/2018 às 15:57

acritica.com Manaus
Programa que distribui medicamentos especializados à população terá novidades este ano, como a inclusão de três pessoas aptas a pegar os remédios

O prazo para recadastramento dos usuários do Programa Estadual de Medicamento Especializado (Proeme) encerra no próximo dia 15. A atualização dos cadastros é obrigatória e garantirá que os beneficiários do programa continuem tendo acesso gratuito aos medicamentos na Central de Medicamentos do Amazonas (Cema).

Para realizar o recadastramento, é necessário que o usuário ou o seu representante legal autorizado se dirija até a sede do Proeme para entregar os documentos exigidos. A sede do programa é ao lado da Cema, na rua Duque de Caxias, bairro Praça 14, na zona Centro-Sul de Manaus. O horário de atendimento é das 7h30 às 16h, de segunda a sexta-feira.

Os documentos necessários para o recadastramento são: cópia do comprovante de residência atualizado (água/luz/telefone); comprovante de titularidade do telefone; declaração autorizadora atualizada (com reconhecimento de firma em cartório); prescrição médica; laudo de solicitação, avaliação e autorização de medicamento – LME (em anexo); RG e CPF (Certidão de Nascimento e documento do responsável legal, se menor).

Novidade – Uma das novidades do recadastramento é que, a partir de agora, será possível inserir até três pessoas que poderão pegar os medicamentos no Proeme, nos casos em que o usuário não puder fazê-lo.

“A gente vai dar três alternativas de representante para a pessoa. Isso dará uma flexibilidade no atendimento. É uma coisa nova que estamos fazendo”, explica o coordenador da Cema, Olavo Tapajós. Ele ressalta que há informações defasadas no cadastro dos usuários do programa, por isso a necessidade do recadastramento.

Lista ampliada – O Proeme é um programa do Ministério da Saúde (MS), que recebe recursos dos governos Federal e Estadual. O programa oferece medicamentos para pessoas portadoras de doenças crônicas reconhecidas pelo MS. Muitos dos medicamentos são de alto custo. Além dos itens especializados definidos pelo SUS, no Amazonas, a lista de medicamentos ofertados foi ampliada por iniciativa do próprio Estado.

Em média, 300 usuários vão diariamente à sede do Proeme receber medicamentos. Para otimizar o atendimento, a Cema implantou, no final de dezembro de 2017, um novo sistema de senha eletrônica. O sistema foi adequado às determinações da Lei Federal 13.466, que alterou o Estatuto do Idoso, estabelecendo prioridade especial nos atendimentos de saúde aos maiores de 80 anos.

Faltam antibióticos e remédio para pressão alta nos postinhos

Pacientes que procuram as farmácias de Unidades Básicas de Saúde de Rio Preto saem de mãos vazias. Alguns suplementos e anti-inflamatórios também estão em falta

Tatiana Pires

O ano de 2018 começou mal para os moradores de Rio Preto que precisam retirar medicamentos na rede pública de saúde. Pacientes que fazem tratamentos e necessitam de remédios para pressão, anti-inflamatórios e antibióticos, além de suplemento de cálcio e vitamina D estão voltando para casa sem os medicamentos. A Prefeitura informou que soube que poderia ter falta de medicamentos desde o dia 10 de dezembro e que a falta ocorreu pelo atraso na entrega dos produtos, em razão das empresas fornecedoras darem férias coletivas aos seus funcionários.

O aposentado Adão Pereira da Silva, 76 anos, chegou na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Vetorazzo com uma receita contendo seis medicamentos e só conseguiu pegar dois: a losartana e anlodipino, ambos no tratamento da hipertensão. Ele sofre de problemas cardíacos e pressão alta. "Tenho medo de ficar sem o medicamento, porque o médico disse que se não tratar direitinho, que se eu esquecer de tomar um só dia, é um caminho para o São João Batista e eu quero viver muito ainda", afirmou o aposentado.

Acompanhando a mãe, que tentou retirar os suplementos de cálcio e vitamina D, Neuza Dalceco de Moura, 49 anos, também não conseguiu os remédios para o marido que tem hipertensão. "Meu marido passa pelo médico de seis em seis meses e a gente sempre ouve que não pode descuidar. E agora não tem o remédio para ele", disse, acrescentando que fica preocupada também com a falta dos medicamentos para a mãe, Lurdes Albertini, 69. "Se é para tomar todos os dias, ficar sem prejudica, não é mesmo?".

Sem o medicamento Enalapril, que trata da hipertensão, José Rubem Zaqueu disse que ainda têm alguns comprimidos em casa. "Vou torcer para que dê até chegar aqui. Se não, terei que comprar. Não posso ficar sem".

Sorridente, a aposentada Iraci Lima Sousa, 92 anos, está cheia de vida e precisa dos suplementos de cálcio e vitamina D para controlar a osteoporose. A falta desses itens não a preocupa: "Isso acontece sempre. A gente vai levando. Não disseram quando vai chegar, então, vou voltar semana que vem para ver se tem".

Riscos

Medicamentos para tratar hipertensão são de uso contínuo e, de acordo com o cardiologista Antônio Hélio Pozetti, a falta pode comprometer o tratamento. "Os remédios são para o controle e o uso é crônico. A pessoa não tem como usar por um período e depois parar. Ela tem que usar, provavelmente, pelo resto da vida. A falta pode levar a problemas agudos como um AVC (Acidente Vascular Cerebral), um infarto e problemas crônicos, como insuficiência renal, insuficiência cardíaca, entre outros problemas."

No caso da falta de antibióticos, os problemas são agudos, conforme o cardiologista. "A pessoa não vai tratar adequadamente a infecção, por exemplo, uma pneumonia, uma infecção de urina. Isso pode fazer com que o quadro se agrave e a paciente tenha que ser internada, gerando mais custos para o SUS, além disso com risco de vida, porque a doença, a infecção, não está sendo tratada."

Os anti-inflamatórios, geralmente, não oferecem risco de morte. A falta desse medicamento está relacionada à qualidade de vida do paciente. "Analgésicos e anti-inflamatórios são para melhorar os sintomas da dor. Determinados tipos de dor só resolve com anti-inflamatórios", explica Antônio.

Mães fazem protesto por falta de insulina na Central de Medicamentos

Sem insulina há mais três meses, mães e pais de crianças diabéticas estão desesperados

Priscila Peixoto 04 de janeiro de 2018 – 18:02

Na manhã desta quinta, (4) cerca de cem pessoas, entre mães e responsáveis por crianças que sofrem com diabetes, protestaram na Central de Medicamentos, localizada na rua Duque de Caxias, bairro Praça 14, Zona Sul de Manaus. O motivo do protesto é a falta de medicamentos, mais especificamente dois tipos de insulina.

A Lantus e Lispros, que estão em falta, segundo os manifestantes, atuam no tratamento da diabetes tipo 1. De acordo com a cabeleireira Beatriz Espindola, de 36 anos, as insulinas disponibilizadas pelo Governo do Amazonas estão em falta há mais ou menos três meses.

“Nossos filhos precisam desse medicamento, isso é muito grave. Já estamos há meses nessa agonia e nossas crianças não têm culpa. A diabetes é uma doença séria e nem todo mundo tem dinheiro para comprar. Pedimos socorro", clamou a mãe.

Segundo Beatriz, um frasco da insulina Lantus custa em média R$140 e a Lispros sai na faixa de R$ 45.

“Eu ainda tenho algum trocado para comprar o remédio da minha filha, mas tem pai e mãe que não têm condições. Até porque um deles é de uso diário e acaba rápido. Ele precisa ser tomado cada vez que a criança come. Já vi casos de meninos que estão debilitados e os pais estão ficando desesperados sem poder fazer nada”, revela Beatriz.

Governo

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) informou, através da coordenação da Central de Medicamentos do Amazonas (Cema), que a compra de insulina para abastecer o estoque já foi providenciada e que aguarda a entrega da medicação pelo fornecedor.

A coordenação informou ainda que a medicação está entre os itens em falta ou com estoque abaixo do normal. Porém, a data prevista para a distribuição do remédio não foi informada.

Diabetes

A diabetes é uma doença silenciosa que basicamente eleva o nível de glicose no sangue. Ela pode ser dividida em diabetes tipo 1, tipo 2, diabetes gestacional ou, em alguns casos mais raros, a diabetes causada por uma série de problemas genéticos.

Tipo (1)

Esse tipo de diabetes costuma acometer mais as crianças e adolescentes. A doença afeta e destrói parcial, ou totalmente, as células pancreáticas. Isso ocorre quando os anticorpos produzidos pelo próprio organismo destroem as células e, consequentemente, afetam a produção de insulina.

A doença geralmente só apresenta sintomas quando cerca de 80% da massa celular de Langerhans pancreática já está comprometida. O uso de insulina é indispensável no tratamento da diabetes tipo 1.

Presidente do Boldrini e Ministro da Saúde trocam farpas diante da falta de remédio contra câncer

Por
Glaucia Franchini –

4 de Janeiro de 2018

A polêmica discutida por Silvia Brandalise e o Ministro Ricardo Barros começou em meados do ano passado, com a falta de medicamentos quimioterápicos no Brasil, especificamente do “asparaginase”, usado em pacientes com leucemia.

Foi neste início de 2018 que os dois se posicionaram conforme mostrado reportagem.

De um lado, Brandalise criticando o Ministério da Saúde e defendendo a compra da “asparaginase” de um laboratório alemão. A justificativa é que esse seria seguro e eficaz.

De outro, Barros que assegura a qualidade do remédio comprado pelo governo federal em 2017. Ele foi importado da China.

No final do ano passado, um novo pregão para compra do “asparaginase” foi aberto e novamente uma empresa chinesa foi vencedora.

O Ministério da Saúde tem como responsabilidade repassar dinheiro para tratamento do câncer aos hospitais e não de comprar os medicamentos. Só em casos excepcionais, como este, faz a compra diante do risco de desabastecimento.

De qualquer forma, o ministro explicou que os hospitais continuavam recebendo a verba para tratar os pacientes, sem alteração no valor, podendo comprar o medicamento que quisessem.

A partir desse momento, no entanto, a unidade que ficar com remédio importado pelo governo terá o valor dele descontado. Se não quiser, mantém a verba do tratamento e os gestores podem fazer a compra independente.

Essa é a postura que está sendo adotada pelo Boldrini, mas ela vem com criticas – muitas burocracias para essa importação.

TJ-SP obriga plano de saúde a pagar remédio fora da lista da Anvisa

3 de janeiro de 2018, 14h02

Por Brenno Grillo

Por entender que há risco à vida de um homem com câncer de estômago, o desembargador José Luiz Mônaco da Silva, do Tribunal de Justiça de São Paulo, obrigou, liminarmente, um plano de saúde a custear remédio não previsto na lista da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pelos próximos 90 dias. Na decisão, que reformou cautelar de primeiro grau, o magistrado estipulou multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento.

“O estado situação de saúde do agravante é tão grave que está internado na UTI […] Assim, presentes os requisitos legais, notadamente a probabilidade do direito invocado, defiro os efeitos da tutela recursal pleiteada para que a ré, em 5 dias, custeie o tratamento prescrito com o medicamento ‘Keytruda’”, disse o desembargador na liminar.

O homem moveu a ação contra o plano depois de ser diagnosticado com câncer de estômago, em 2015. Por conta do rápido desenvolvimento da doença, o médico que o atende lhe receitou o medicamento Keytruda, que não é previsto na lista da Anvisa, mas já é usado em estudos no exterior.

O plano de saúde se negou a custear o tratamento alegando que seria preciso o aval de uma junta médica. Mas esse procedimento também não é coberto pelo convênio. Segundo o advogado do autor da ação, Simon Zveiter, o paciente não tem condições de arcar esse tipo de consulta colegiada, porque tem pago do próprio bolso o medicamento, que custa R$ 20 mil a dose — que deve ser administrada a cada três semanas.

Na sentença, o juízo da 8ª Vara Cível de São Paulo negou o pedido do autor justamente pela falta de previsão do medicamento na lista da Anvisa: “Indefiro a tutela, posto que o medicamento indicado pelo médico não é reconhecido pela Anvisa, sendo descabida o custeio de medicamento cuja comercialização pende de autorização”.

Home care
Depois de conseguir o custeamento do remédio, o paciente obteve autorização médica para continuar o tratamento em casa, pois está debilitado e há risco de infecção hospitalar. Até o momento o plano de saúde não respondeu à solicitação de custeio do chamado “home care”.

“A ré claramente não tem interesse no cuidado de seus beneficiários, o autor teve alta, mas com atendimento de homecare, face a situação extremamente delicada, ocorre que faz quase uma semana que tal pedido fora realizado e até a presente data não fora liberado diversos pedidos foram feitos”, afirmou Zveiter no aditamento apresentado ao juízo.

Jurisprudência definida
Há inúmeras decisões permitindo o custeio de remédios fora da lista da Anvisa por planos de saúde. Uma delas, do Superior Tribunal de Justiça, proferida em 2016, determina que o plano de saúde, mesmo havendo cláusula contratual limitando o direito do consumidor, não pode excluir do custeio medicamento prescrito por médico responsável pelo tratamento do beneficiário.

Segundo o STJ, a abusividade dessa conduta existe mesmo que o tratamento seja ministrado em ambiente domiciliar. “Se o contrato prevê a cobertura de determinada doença, é abusiva a cláusula que exclui o tratamento, medicamento ou procedimentos necessários à preservação ou recuperação da saúde ou da vida do contratante”, disse o relator do caso, ministro Marco Aurélio Bellizze, relator do caso.

Em 2015, o TJ-SP fez uso de entendimento similar para definir que é conduta abusiva do plano de saúde negar o fornecimento de medicamentos para tratamento de quimioterapia prescritos por médico. Em outra decisão, também do tribunal paulista, mas de 2014, foi determinado que o convênio médico que assume a obrigação de prestar assistência à saúde de um cliente deve fornecer o remédio, mesmo que o Ministério da Saúde proíba o fornecimento de medicamentos sem registro na Anvisa.

Em sentença de 2013, proferida pelo juiz Daniel Ovalle da Silva Souza, que ocupava à época a titularidade da 8ª Vara Cível do Fórum Central de São Paulo (mesma que analisa o caso noticiado), definiu que o plano de saúde não pode se negar a pagar por medicamentos, estejam eles previstos ou não no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

"Em sede de direitos do consumidor e de contratos de adesão, a interpretação das cláusulas deve ser feita de modo mais favorável ao consumidor, sem prejuízo, ainda, do uso do princípio da razoabilidade. Assim, havendo previsão no contrato de que serão prestados aos usuários do plano serviços médicos, auxiliares e hospitalares, além de tratamentos na medida em que sejam necessários para o controle da evolução da doença e elucidação diagnóstica (artigo 12, inciso II, alínea d, da Lei nº 9.656/98), temos que a utilização do medicamento Lucentis não pode ser obstada", disse o juiz em sua decisão.

Brenno Grillo é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 3 de janeiro de 2018, 14h02

Medicamento mais leve no bolso – Por Luiz Carlos Silveira Monteiro *

A compra de medicamentos é o item de saúde que mais pesa no bolso do brasileiro, principalmente entre as famílias carentes, e a falta de recursos financeiros afeta o bem-estar da população. Aproximadamente 50% dos pacientes deixam de seguir a orientação médica diante dos custos dos remédios e os tratamentos imprescindíveis são adiados, provocando impactos não apenas para as pessoas, mas também para os sistemas de atendimento. A doença não tratada de acordo com as recomendações dos especialistas vai evoluir e, em muitos casos, aumentar os gastos com internações e outros procedimentos médicos.

A questão do custo do medicamento é essencial para garantir a qualidade da saúde pública. A Câmara do Deputados, por exemplo, discute um Projeto de Lei para aposentados e pensionistas com 60 anos ou mais deduzirem o gasto com medicamento do Imposto de Renda (IR), desde que seja comprovado com receituário médico e nota fiscal em nome do beneficiário. A iniciativa segue a demanda dessa população, que mais precisa de cuidados nessa fase da vida e tem gastos 58,1% maiores para bancar custos médicos do que a média dos brasileiros.

A iniciativa é louvável e vai deixar mais leve o bolso de aposentados e pensionistas. Nas próximas décadas, esse é um público que merecerá cada vez mais atenção tanto do setor público como também do sistema privado. O Brasil passará por profundas mudanças na pirâmide etária. Hoje, os brasileiros com 65 anos de idade ou mais representam aproximadamente 8% da população. As projeções para 2030 mostram que 14% estarão nessa fase da vida. O perfil das doenças também deve mudar ao longo desse período. Os registros de doenças infecto-parasitárias já estão em redução no país e caminhamos para o aumento dos diagnósticos de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) como diabetes, hipertensão arterial, artrite e problemas cardíacos, entre outras doenças típicas de países desenvolvidos. A ampliação da longevidade vai demandar novos tratamentos. E a compra de medicamentos, mesmo com a possibilidade de dedução do IR não será suficiente para garantir o tratamento prescrito pelo profissional de saúde.

Para se ter uma ideia dessa demanda, pacientes medicados com remédios para controlar as altas taxas de colesterol tiram do bolso cerca de R$ 1.267,48 por ano. Dados do Painel Saúde 2016, da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), apontam ainda que as despesas totais com saúde alcançam 9% do PIB, ou R$ 561 bilhões. Os investimentos públicos no setor respondem por 41% desses recursos, ou 3,7% do PIB (R$ 231,9 bilhões). Já os gastos privados representam 59% desse montante ou 5,3% do PIB (R$ 329 bilhões). Um recorte nesses números aponta ainda que apenas os gastos particulares com saúde e medicamentos, que são as despesas das famílias brasileiras com o setor, alcançam 2,7% do PIB ou R$ 169,2 bilhões.

Por isso, a desoneração para os medicamentos deve ser um tema que devemos colocar como prioridade na nossa pauta sobre a saúde da população. O sistema tributário brasileiro precisa ser revisto como forma de garantir o bem-estar social. Ainda hoje, os remédios têm tributação de aproximadamente 34% nas farmácias do país. A média mundial para impostos desses produtos fica em 6%, mas pode variar de um país para outro. Canadá, Estados Unidos e Reino Unido têm tributação zero para medicamentos, enquanto países como Holanda, Bélgica, França, Portugal, Suíça e Itália tributam em até 10% esses itens. É uma realidade bem diferente da nossa e mostra que ainda não tomamos o rumo certo para garantir a saúde dos brasileiros, principalmente entre os mais carentes.

Outras iniciativas vêm facilitando o acesso da população brasileira aos medicamentos. As empresas de PBMs (Programa de Benefício de Medicamentos) vem conquistando cada vez mais espaço no mercado brasileiro. Criadas nos EUA na década de 1980, elas garantem às corporações atendimento na compra de medicamentos para os colaboradores com até 100% de cobertura. Isso permite ao trabalhador e seus familiares manterem o tratamento adequado, principalmente para as doenças crônicas, e ainda ajudam a reduzir custos para a própria empresa, diminuindo os indicadores de absenteísmo.

O Brasil precisa urgentemente definir uma política de acesso a medicamentos, um dos maiores gaps de nosso modelo de atenção à saúde, passando por revisão da política tributária e custeio dos medicamentos.
O Projeto de lei em questão é um avanço.

(*) Luiz Carlos Silveira Monteiro é presidente da ePharma e conselheiro da Asap (Aliança para Saúde Populacional).

Entram em vigor novas coberturas mínimas de planos de saúde

02/01/2018 19h27 Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil

Entrou em vigor hoje (2) a nova cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde definida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que inclui 18 novos procedimentos, entre exames, terapias e cirurgias que atendem diferentes especialidades, além da ampliação de cobertura para outros sete procedimentos, englobando medicamentos orais contra o câncer.
Entre as principais inclusões e ampliações, a diretora adjunta de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Carla de Figueiredo Soares, destacou a incorporação, pela primeira vez, de um medicamento para tratamento da esclerose múltipla; a disponibilização de oito medicamentos orais para combate a diversos tipos de câncer, entre os quais os de pulmão, melanoma e próstata; exame de tomografia por emissão de pósitrons/tomografia computadorizada (PET-CT) para diagnóstico de tumores neuroendócrinos; e cirurgias laparoscópicas para tratamento de doenças ligadas ao sistema reprodutor feminino, como câncer de ovário e tratamentos para infertilidade.

Segundo Carla, todos os beneficiários de planos de saúde novos, ou seja, aqueles contratados a partir da Lei nº 9.656 ou adaptados a ela, têm assegurado o direito às novas coberturas. Se as operadoras negarem atendimento, a diretora recomenda que o consumidor deve apresentar reclamação à ANS. Para isso, podem ser usados os canais de atendimento Disque ANS, pelo número gratuito 0800 701 9656; a Central de Atendimento no portal da ANS (www.ans.gov.br); ou o atendimento pessoal feito nos 12 núcleos presenciais que a agência mantém no país. Os endereços podem ser consultados no portal da ANS.

Atualização

A atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS é feita a cada dois anos. A diretora adjunta de Normas e Habilitação dos Produtos disse que a revisão periódica da cobertura mínima obrigatória é importante para os beneficiários de planos de saúde de todo o país. “A atualização do rol é um avanço para os beneficiários de planos de saúde, pois as tecnologias para tratamentos de doenças evoluem e, portanto, é preciso que a cobertura dos planos de saúde acompanhe essa evolução tecnológica e que se comprove segura, eficaz e sustentável”. Esclareceu que os procedimentos incorporados são aqueles nos quais os ganhos coletivos e os resultados clínicos são mais relevantes para os pacientes. A inclusão de tecnologias é sempre precedida de avaliação criteriosa, disse.

A intenção da ANS é regulamentar os critérios para adoção de novos procedimentos, com o intuito de dar mais transparência ao tema. Atualmente, os princípios norteadores das revisões são as avaliações de segurança e efetividade dos procedimentos, a disponibilidade de rede prestadora e os custos para o conjunto de beneficiários de planos de saúde.

Para proceder à inclusão ou exclusão de itens do rol, ou mesmo para alterar os critérios de utilização dos procedimentos listados, a ANS leva em consideração estudos com evidências científicas atuais de segurança, de eficácia, de efetividade e de acurácia, isto é, de precisão das intervenções. “Desse modo, os procedimentos incorporados são aqueles nos quais os ganhos e os resultados clínicos são mais relevantes para os pacientes, segundo a melhor literatura disponível e os conceitos de avaliação de tecnologias em saúde”, acrescentou Carla.

Edição: Fernando Fraga

Central de Medicamentos de Alto Custo avança em serviços

Medicamentos são dispensados após critérios de diagnóstico, indicação e tratamento

Postado por Maria José em 2 de janeiro de 2018 às 22h50

Única unidade pública de Saúde em Goiás responsável por executar a distribuição de medicamentos para tratamento de doenças raras e crônicas como Alzheimer, Parkinson, enfermidades renais crônicas, dentre outras, a Central de Medicamentos de Alto Custo Juarez Barbosa (Cemac) teve um ano de avanços no atendimento e inovações nos serviços. Até setembro, cerca de 310 mil pacientes haviam sido atendidos na dispensação de medicamentos, com recursos, tanto do Governo Federal quanto do Estadual, da ordem de R$ 133.4 milhões.

Na Cemac, são dispensados 115 medicamentos em 179 apresentações farmacêuticas para o tratamento de 84 doenças que fazem parte do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf). Os medicamentos listados no Ceaf são dispensados após critérios de diagnóstico, indicação e tratamento, esquemas terapêuticos e demais parâmetros contidos nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde.

A dispensação em Goiás ocorre, em sua maioria, na cidade de Goiânia, na Rua 16, nº 97, no Setor Central. Contato: (62) 3201- 7439. Porém, com a implantação de um projeto de descentralização, a Regional de Saúde Pireneus, em Anápolis, também executa as etapas do Ceaf, na sede da Regional de Saúde.

Em 2017, a Central disponibilizou um novo sistema para o usuário acompanhar o andamento de processo de solicitação de medicamentos pela internet. O objetivo é facilitar o acesso às informações, evitando, assim, o deslocamento de pacientes até a unidade. O serviço está disponível no site da SES-GO:www.saude.go.gov.br

PROJETO MEDCLÍNICA

O Projeto Medclínica tem por objetivo proporcionar maior comodidade aos doentes renais que recebem os medicamentos no local em que fazem hemodiálise, com a garantia de um armazenamento adequado, até o momento da utilização pelo paciente, em quantidade suficiente para um mês de tratamento. Essa providência diminuiu o desperdício de medicamentos e melhorou o controle da doença, como explica o diretor técnico da Cemac, Roney Pereira Pinto. “Muitos só vinham buscar o medicamento quando ele já tinha terminado. Isso provocava uma interrupção, que prejudicava o paciente. Esse problema foi praticamente eliminado”, comemora.

Saúde de Araras fez mais de 200mil atendimentos em 2017 para entrega de medicamentos

Entre janeiro e agosto mais de 12 milhões de remédios foram distribuídos para a população

A secretaria de Saúde, através do CDM – Centro de Distribuição de Medicamentos, divulgou os números de atendimentos aos pacientes e a quantidade de medicamentos dispensados à população. Os dados oficiais, se referem aos dois primeiros quadrimestres de 2017 – período entre janeiro e agosto de 2017 e foram divulgados em audiências públicas de prestação de contas da pasta, realizadas em maio e setembro deste ano.

O CDM apresentou esses números por quadrimestre (janeiro a abril – maio a agosto e de setembro a dezembro). Outros aspectos também foram divulgados como: número de atendimentos na atenção especializada (alto custo); números de processos judiciais e administrativos nas farmácias, além da lista dos 10 medicamentos mais dispensados e seu uso. Até agosto de 2017 foram atendidos 134.066 munícipes, média de 16.758 por mês. Como os números do último quadrimestre serão apresentados somente em janeiro de 2018, estima-se que mais de 67 mil pacientes serão atendidos nesse período e, que somados aos dois primeiros quadrimestres, totalizarão mais de 200 mil pessoas atendidas ao longo do ano de 2017.

Mais de 12 milhões de medicamentos foram distribuídos entre janeiro e agosto deste ano pela Prefeitura de Araras, por intermédio da Secretaria Municipal da Saúde. Os medicamentos mais entregues são: para o sistema digestivo (810.008 unidades), ansiolíticos (727.530 unidades) e (3.886.287) destinados a saúde mental. Em 2017, a secretaria de Saúde comprou mais de R$16 milhões em medicamentos, destes, mais de R$15,4 milhões, já foram distribuídos entre os pacientes, restando em estoque R$1.352.062,40.

Números dos atendimentos na atenção especializada – alto custo no 1º e 2º quadrimestre de 2017

Números da Farmácia de Processos Judiciais e Administrativos no 1º e 2º quadrimestre de 2017

O munícipe tem à disposição mais de 200 tipos de medicamentos, que podem ser retirados nas seis farmácias municipais localizadas no Caem (Centro de Especialidades Médicas) “Dr. Nelson Salomé” (José Ometto), PSF “Jerônimo Ometto” (Jardim Cândida), PSF “José Fiori” (Jardim Fátima), UBS “Oswaldo Devitte” (Narciso Gomes) e UBS “Francisco Cascelli” (Parque das Árvores) e no Serviço de Saúde Mental “Aguinaldo Bianchini” (Jardim das Flores).

Secom/PMA

Com informações da Coordenadoria de Assistência Farmacêutica e do Centro de Distribuição de Medicamentos

Marquinhos vistoria estoque da Sesau após reclamações sobre falta de remédios

Estoque deverá estar 80% preenchido até sexta-feira

Wendy Tonhati e Jéssica Benitez

O prefeito Marcos Trad (PSD) vistoriou na manhã desta quinta-feira (28), os estoques de medicamentos da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). A inspeção foi feita após o prefeito receber reclamações da população sobre a falta de medicamentos em posto de saúde de Campo Grande.

Segundo o gerente de abastecimento da Sesau, Walter Amorim, até a sexta-feira (29), os estoques devem estar 80% abastecidos. Conforme Amorim, todos os dias as unidades são abastecidas duas vezes, durante a manhã e no período da tarde e, mesmo que uma determinada medicação não esteja disponível no momento em que o paciente precisa, os farmacêuticos têm acesso ao estoque e pode indicar onde está disponível.

Ainda conforme o gerente, a Sesau prepara um programa em tempo real para que a população possa acompanhar em tempo real o abastecimento. O projeto é uma exigência da Anvisa que está passando por alterações.

“Vamos aparelhar todos os postinhos, para ficarem estruturados como clinica família. Vão ser como consultório particular e os pacientes não terão que ir às UPAs (Unidade de Pronto Atendimento)”, disse o prefeito.