Alimentos orgânicos: mercado cresce e pesquisa responde desafios de produção

O mercado de alimentos orgânicos tem crescido em nível mundial e, no Brasil, a realidade não é diferente

O mercado de alimentos orgânicos tem crescido em nível mundial e, no Brasil, a realidade não é diferente. A expansão ocorre na faixa de 20% ao ano no País. A produção também tem aumentado: 200% no período de 2001 a 2016. Mas a oferta não acompanha o ritmo do crescimento da demanda, que foi de 330% no mesmo período.

Os dados são apresentados pelo produtor de sementes Carlos Thomaz Lopes, da empresa Grãos Orgânicos Ltda., que produz e comercializa a variedade de milho BRS Caimbé, desenvolvida pela Embrapa. Carlos Thomaz explica que as cadeias produtivas de aves, ovos, leite e carne apresentam aumento crescente de demanda por grãos orgânicos para ração animal. "Essa é uma importante razão para o aquecimento do mercado de milho e soja orgânicos", ressalta.

"Além da maior procura pelos orgânicos no Brasil, o desequilíbrio entre oferta e demanda por esses produtos na Europa e nos Estados Unidos indica que o mercado externo também será importante por muito tempo", analisa o produtor.

Com todo o contexto favorável, Carlos Thomaz acredita que a adesão de agricultores à produção orgânica ainda é lenta por causa de algumas dificuldades. "A legislação exige um período de transição, que no caso do milho é de um ano. É preciso tempo e disciplina para adaptação ao sistema de produção, que não utiliza químicos", afirma. Existem os desafios para fazer o controle de plantas espontâneas e o manejo ecológico de pragas e doenças.

O coordenador técnico regional da Emater-MG Walfrido Albernaz concorda que a transição dos modelos convencionais para a agricultura orgânica tem sido o grande desafio entre os produtores. "Essa mudança requer novos conhecimentos, novas formas de manejo, investimentos e uma atuação coletiva para organização da produção e da comercialização. No sistema convencional, já existe toda uma logística, que envolve a disponibilidade de insumos, serviços, financiamentos e estrutura comercial. Já na agricultura orgânica, essa logística geralmente ainda precisa ser construída".

Uma saída que tem se mostrado interessante para agricultores familiares é a venda de seus produtos para o mercado institucional. O PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) remuneram melhor os produtos orgânicos e estimulam o associativismo. "Esses programas institucionais têm possibilitado a implantação de novas cooperativas, onde a discussão da agricultura de base agroecológica conquista espaço cada vez maior. E os agricultores recebem o preço de varejo pelos produtos", comenta Walfrido.

O técnico da Emater-MG acredita que a agricultura orgânica é uma alternativa de inovação na gestão das propriedades rurais e nas áreas de produção urbanas e periurbanas. "As hortas comunitárias em Sete Lagoas são referência importante na adoção de práticas agroecológicas e há 25 anos constroem sua história de ação coletiva. A orientação técnica da Emater tem se pautado nas práticas de manejo sustentável dos recursos naturais e na comercialização de produtos livres de agrotóxico".

Pesquisas têm indicado cada vez mais respostas para os desafios dos sistemas de produção orgânica. Durante encontro técnico realizado na Fazenda da Mata, em Fortuna de Minas-MG, foram apresentadas alternativas de adubação orgânica, manejo ecológico de plantas espontâneas e controle biológico de insetos-praga.

O engenheiro agrônomo Virgínio Augusto Diniz Goncalves apresentou o sistema de produção adotado na fazenda, que é de propriedade da empresa Grãos Orgânicos Ltda., e produz as sementes de milho BRS Caimbé. Leguminosas, como o feijão-de-porco e a crotalária, são usadas como adubo verde e promovem a fixação biológica de nitrogênio no solo. Há plantio solteiro de milho e também em consórcio, fileiras com leguminosas e com braquiária.

Virgínio relata que as áreas nativas preservadas no entorno das lavouras têm papel importante ao garantir a biodiversidade e a presença de inimigos naturais das pragas. "Recentemente, uma lagarta começou a atacar as áreas cultivadas com feijão-de-porco, e depois foi possível perceber que um inseto predador da praga passou fazer o controle dela", conta o engenheiro agrônomo.

O coordenador técnico estadual de culturas da Emater-MG Sergio Brás Regina falou sobre a importância da análise de solo e de sua interpretação com bases agroecológicas para a produção orgânica.

Sérgio apresentou diversas fontes de adubação, como fertilizantes orgânicos e biocaldas para sistemas agroecológicos. Já o professor Antônio Wilson de Oliveira Malta, da Universidade Federal de Viçosa, Campus Florestal, apresentou resultados de experimentos que demonstram o uso da homeopatia no manejo de plantas espontâneas. O pesquisador Walter Matrangolo, da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), apresentou técnicas de controle biológico de insetos-praga.

O Encontro Técnico sobre Produção de Sementes Orgânicas foi realizado no último dia 26 de abril e reuniu mais de 60 pessoas, entre agricultores, estudantes, extensionistas e pesquisadores.

Brasil e ONU lançam redes para combater consumo de sódio e de alimentos processados

O Ministério da Saúde do Brasil, agências da ONU e delegações de nove países da América Latina e Caribe lançaram nesta semana, em Brasília, duas redes para combater o consumo de alimentos processados e a ingestão de sódio. Apresentadas em Brasília, na sede nacional da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), iniciativas buscam cumprir compromissos da Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição, observada de 2016 a 2025.

Na abertura do evento na capital federal, na quinta-feira (3), Joaquín Molina, representante da OPAS no Brasil, lembrou que a nutrição aparece claramente em seis dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, os ODS. “A má nutrição, em todas as suas formas, afeta todos os países, e as diferentes formas de má nutrição, como a fome e a obesidade, convivem dentro dos mesmos países”, disse.

Daniel Balaban, diretor do Centro de Excelência contra a Fome e representante do Programa Mundial de Alimentos no Brasil, ressaltou que “a nutrição é hoje o mais importante tema de saúde pública a ser discutido pelo mundo”.

Segundo o especialista, os recursos gastos para combater os males causados pela má nutrição deveriam ser utilizados para promover a nutrição adequada — e portanto, prevenir problemas de saúde. “O Guia Alimentar brasileiro serve de exemplo para vários países do mundo porque mostra claramente quais alimentos são benéficos e quais são maléficos para a nossa saúde e o que precisamos fazer para ter uma alimentação saudável.”

Os dois projetos inaugurados pelo governo brasileiro são a Rede sobre difusão de Guias Alimentares baseados no nível de processamento dos alimentos e a Rede sobre estratégias para redução do consumo de sódio e prevenção e controle de doenças cardiovasculares.

A estratégia do Ministério da Saúde faz parte dos compromissos assumidos pelo Brasil junto à Década para a Nutrição da ONU. Entre as promessas, está a criação de outras três redes, com atuação prioritária nas Américas. Programas visam promover a alimentação escolar sustentável, prevenir obesidade e doenças crônicas, garantir a governança em segurança alimentar e nutricional e estimular as compras públicas de produtos alimentícios da agricultura familiar.

As redes são coligações de países que trabalham pelo fortalecimento de políticas e legislação, fomentando iniciativas de cooperação técnica e compartilhando boas práticas em temas específicos. A expectativa do Brasil é de que esses organismos sejam catalisadores para o cumprimento dos objetivos de cada nação junto à Década de Nutrição.

Além de instituir esses espaços institucionais de diálogo, o Brasil se comprometeu a deter o crescimento da obesidade entre adultos, reduzir o consumo regular de bebidas adoçadas com açúcar em pelo menos 30% no mesmo grupo etário e ampliar em no mínimo 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente.

Alan Bojanic, representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, afirmou que “é importante atuar nos territórios onde estão os grupos vulneráveis à má nutrição”. O dirigente lembrou que a Década da Nutrição teve início em 2016 e que, portanto, ainda existem oito anos de trabalho pela frente para alcançar as metas.

Schornstein lança Soul em long neck transparente

Publicado em: 2018-04-27 11:22:06

Chegam ao mercado no início de maio as primeiras long necks da Schornstein. A marca catarinense, que é uma das pioneiras no mercado da cerveja artesanal no país, terá além das versões em garrafas de 500ml e latas, também uma fatia da produção em long necks. A Schornstein Soul será comercializada em garrafas transparentes de 280ml, com 3,5% de teor alcoólico e apelo para levar a cerveja artesanal a um novo consumidor.

É isso que espera o diretor da marca, Adilson Altrão. “Queremos que esse modelo chegue à baladas, locais de consumo ao ar livre e postos de combustíveis, por exemplo. Temos certeza de que ela será a porta de entrada para que o consumidor descubra que a cerveja pode exceder as expectativas”, finaliza Altrão. A receita é a mesma já vendida em latas.

O projeto está em andamento desde novembro de 2017 e agora, já estruturado, está pronto para ganhar o mercado. O diretor comenta que a Schornstein sempre foi inovadora. “Buscamos um posicionamento de produzir cerveja para todos os públicos: desde os apaixonados até quem está ingressando neste universo. Por isso variamos desde o portfólio de produto – das mais leves às cheias de personalidade – e também em embalagens”, comenta ele.

A cervejaria completa 12 anos em 2018 e começou comercializando apenas garrafas de 500ml. Em 2017 ingressou com as latas e este ano estreia a long neck.

Nestlé lança aplicativo para inspirar pais a adotarem hábitos saudáveis com as crianças

Sexta, 27 Abril 2018 16:44 Escrito por Denise Teixeira
App gratuito estimula a alimentação mais nutritiva e a prática de atividades físicas entre as famílias

Movida pelo propósito de melhorar a qualidade de vida e contribuir para um futuro mais saudável, a Nestlé lança o programa Nestlé por Crianças mais Saudáveis. O objetivo da iniciativa é apoiar os pais e educadores de todo o Brasil em sua jornada diária para ajudar as crianças de hoje e das futuras gerações a crescerem com uma rotina mais saudável.

Como parte do programa, a companhia apresenta o aplicativo NESPLAY, que reúne em uma só plataforma ideias de receitas nutritivas, brincadeiras para realizar em família, entre outras orientações e dicas para uma vida mais saudável para pais e filhos. Além das receitas, o app conta com dicas de alimentação, além de atividades para mexer o corpo e realizar em família – cada atividade é chamada de missão saudável. Ao concluir uma dessas missões, o usuário acumula medalhas e pode compartilhar com os amigos no app e nas redes sociais.

As crianças também podem se divertir com o jogo Triunfo do Herói, por meio do qual colecionam cartas divertidas dos personagens saídos direto da horta, montam combos poderosos e jogam para ver quem tem mais superpoderes. O app NESPLAY é gratuito e está disponível para download para dispositivos com sistema Android e iOS.

Nestlé por Crianças mais Saudáveis

O programa Nestlé por Crianças mais Saudáveis faz parte da ambição da companhia de ajudar 50 milhões de crianças a levar uma vida mais saudável até 2030. A Nestlé acredita que essa meta é possível por meio da conscientização de crianças, pais e educadores sobre a importância da alimentação saudável, do consumo de água e da prática de atividade física, a partir de programas e serviços de educação nutricional e mudança comportamental. A iniciativa combina os aprendizados obtidos com os programas Unidos por Crianças mais Saudáveis e Nutrir Crianças Saudáveis, realizados anteriormente pela Nestlé, em uma única plataforma, trazendo uma evolução e unificação das melhores práticas desenvolvidas até aqui.

Sobre a Nestlé

É a maior empresa de alimentos e bebidas do mundo. Está presente em 194 países e seus 328 mil colaboradores estão comprometidos com o propósito da Nestlé de melhorar a qualidade de vida e contribuir para um futuro mais saudável. A Nestlé oferece um amplo portfólio de produtos e serviços para cada etapa de vida das pessoas e de seus animais de estimação. Suas mais de 2000 marcas variam dos ícones globais, como Nescafé ou Nespresso aos favoritos locais como Ninho. O desempenho da empresa é impulsionado por sua estratégia de Nutrição, Saúde e Bem-Estar. Sua Sede fica na cidade suíça de Vevey, onde foi fundada há mais de 150 anos. No Brasil, instalou a primeira fábrica em 1921, na cidade paulista de Araras, para a produção do leite condensado Milkmaid, que mais tarde seria conhecido como Leite Moça. A empresa tem 31 unidades industriais, localizadas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. Emprega mais de 20 mil colaboradores diretos e gera outros 200 mil empregos indiretos, que colaboram na fabricação, comercialização e distribuição de mais de 1.000 itens. A atuação da Nestlé Brasil abrange 20 categorias de mercado e suas empresas coligadas estão presentes em 99% dos lares brasileiros, segundo pesquisa realizada pela Kantar Worldpanel.

Leite de caixinha pode ficar mais caro no Espírito Santo

ICMS cobrado pelo Estado sobre o produto vindo de fora pode subir de 12% para 17%

Publicado em 27/04/2018 às 23h20
Atualizado em 27/04/2018 às 23h22

Siumara Gonçalves

sfgoncalves@redegazeta.com.br

O leite longa vida, mais conhecido como leite de caixinha, vindo de outros Estados pode ficar mais caro para o consumidor. A elevação do preço vai depender se um projeto, para aumentar o imposto sobre o produto, for aprovado pela Assembleia Legislativa.

O Projeto de Lei (PL) 035/2018 do Governo do Estado e da Federação das Indústrias pretende alterar uma parte da Lei n° 7.000, de 27 de dezembro de 2001, aumentando de 12% para 17% o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do leite que não tiver origem capixaba.

Desse modo, o mercado se expandiria para o produto local. Por outro lado, o aumento do tributo pode encarecer o leite de fora.

De acordo com Hélio Schneider, superintendente da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), a partir do momento em que há uma elevação de tributo para a indústria, o valor do produto final pode ser impactado. "Se aprovado hoje, o valor do ICMS seria repassado para o consumidor.”

O preço do leite local também pode subir segundo o diretor presidente da Veneza, José Carnieli. “A iniciativa, mesmo sendo benéfica aos produtores, pode prejudicar o consumidor por ser uma questão muito subjetiva da índole e comportamento do empresário. Já que as indústrias capixaba também poderiam aumentar o seu produto em função da concorrência”, disse.

Segundo o secretário da Fazenda, Bruno Funchal, os Estados têm maneiras de tributar diferentes. O ICMS que o produto de uma indústria local paga é menor do que o vindo de outro. “Enquanto cobramos 12% de ICMS outros estados determinam mais de 18%. Queremos criar condições similares a deles.”

De acordo o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Espírito Santo (Sindilates), Claudio Rezende, havia uma necessidade de ter um imposto menor para o leite de outros estados pois a produção capixaba era pequena e não haviam fábricas. “Uma vez que temos indústrias capazes de atender a demanda do Estado, a proposta é retirar o incentivo.”

Atualmente o Estado tem duas empresas que produzem leite longa vida. “Juntas elas conseguiriam atender 100% do mercado capixaba”, avaliou Rezende.

A médio e longo prazo, segundo o presidente do Sindilates, a demanda interna dos laticínios locais será maior e, “com isso, a expectativa é de que o produto local chegue mais barato ao consumidor.”

Para se ter uma ideia da produção estadual, a pecuária leiteira capixaba produziu mais de 371,3 milhões de litros de leite em 2016, 20% a menos que no ano anterior (469,3 milhões de litros), segundo a Embrapa. Desse total, de acordo com o IBGE, 253,9 milhões de litros de leite cru foram industrializados. A projeção do instituto é de que em 2017 esse número cresça 0,9%, chegando a 256,3 milhões de litros.

O presidente da Cooperativa de Laticínios Selita, João Marcos Machado, complementa que com a mudança na lei, será possível fortalecer a produção dos quase 1,8 mil cooperados da empresa e gerar ainda empregos devido ao aumento da demanda local.

Universidade de Rio Preto tenta buscar a cerveja perfeita

Bebida alcoólica mais consumida no Brasil é objeto de estudos em universidade de Rio Preto; apreciadores que produzem a própria bebida também buscam aprimoramento
Da Redação

Bebida popular e refrescante para o rigoroso verão no Brasil, a cerveja virou objeto de estudos em Rio Preto. Gisandro, Guilherme, Adalberto e Fred são apenas alguns dos apaixonados pela bebida, seja para fins acadêmicos, pessoais ou comerciais e que procuram de alguma forma o aperfeiçoamento da popular 'breja'.

No campo acadêmico, um dos estudos tem à frente Gisandro Reis de Carvalho, 28 anos, que usou a pesquisa em seu doutorado em engenharia de alimentos pela Unesp de Rio Preto. O objetivo da pesquisa dele é deixar mais rápido o processo de produção da cerveja e melhorar sua qualidade da bebida.

Apaixonado pelos grãos de cevada e pela pesquisa aprofundada da bebida, o estudante segue sua busca para mudar a maneira como se faz cerveja no Brasil. O trabalho foi feito sob orientação do professor Javier Telis-Romero.

"Tanto a produção de cevada quanto a de malte são insuficientes para suprir a demanda por estes produtos. Logo, o uso de tecnologias que possam acelerar ou melhorar o processo de produção de malte é de grande interesse", disse Gisandro.

Para a pesquisa foi necessário usar um equipamento chamado ultrassom de potência. O aparelho – avaliado em torno de R$ 80 mil – emite ondas ultrassônicas que pressionam a cevada como se fosse uma esponja em milhões de vibrações por segundo. O movimento altera a estrutura da parede celular do grão da cevada, assim como de outros compostos.

"Estamos analisando a degradação do composto beta-glucana, uma fibra da cevada. Ela é a responsável por mudar a viscosidade da cerveja, por exemplo", acrescentou o aluno da pós-graduação em Engenharia de Alimentos.

O malte é um dos principais ingredientes da cerveja e vem da germinação do grão da cevada. A transformação da cevada em malte passa por três etapas: a maceração ou hidratação, germinação e secagem. Todas levam entre 6 e 9 dias até se chegar no malte pronto para ser utilizado. O estudo de Gisandro focou na etapa da maceração – em que a cevada é colocada em um recipiente com água, para que absorva essa água e comece a germinar.

"Para a cevada atingir a umidade necessária para germinar na temperatura de 10ºC leva-se 45 horas. Com o uso do aparelho ultrassônico, o tempo pode ser reduzido a 22 horas, aproximadamente", complementou o pesquisador, após conclusões feitas com base em seu estudo.

Outros cereais

Por conta da demanda, as cervejas populares e vendidas no Brasil substituem o malte – cevada germinada – por outros grãos como arroz e milho. "Produzimos apenas 30% do malte que consumimos e pode-se chegar a mais. O uso do ultrassom nos grãos é uma das técnicas a ser utilizada", explicou Gisandro.

"Outros estudos mais aprofundados sobre o efeito da aplicação durante a produção de malte ainda são necessários, mas, por enquanto, a utilização dessa tecnologia na fabricação de malte se mostrou promissora, podendo futuramente ser utilizada em escala industrial para melhorar a produção", finalizou o pesquisador.

Consumo no Brasil

Segundo dados divulgados em janeiro deste ano pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Brasil possui 679 cervejarias regulamentadas. São consumidos no país 14 bilhões de litros anuais, perdendo para China 46 bilhões e para os EUA, com 22 bilhões de consumo da bebida.

(Colaborou Victor Stok)

Produção de peixes cresceu 3,5% em Mato Grosso

Conforme anuário da Associação Brasileira da Piscicultura Estado ocupa 4º lugar no ranking nacional.
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Mato Grosso aumentou em 3,5% a produção de peixes de cativeiro no ano passado, na comparação com o volume ofertado no ano anterior. Conforme dados do Anuário Peixe BR, da Associação Brasileira da Piscicultura, a produção estadual passou de 59,90 mil toneladas para 62 mil toneladas. O total contabilizado em 2017 manteve Mato Grosso no quarto lugar do ranking nacional, sendo o melhor representante do Centro-Oeste nesse segmento produtivo.

Com 62 mil toneladas, Mato Grosso ofertou cerca de 9% da produção nacional aferida pelo Anuário, no ano passado. O Brasil produziu 691,77 toneladas de peixes, registrando um crescimento anual de 8%.

A maior parte da produção, 51,7%, foram de tilápias, espécie que puxou o crescimento e colocou o país como o 4º maior produtor deste peixe no mundo, apenas atrás de China, Indonésia e Egito – o berço da tilápia.

A produção de peixes nativos (principalmente tambaqui, pacu, pirapitinga e seus híbridos) significam 43,7% da produção, somando mais de 300 mil toneladas. O valor da produção brasileira ultrapassa US$ 1,5 bilhão.

Houve crescimento da produção em 22 estados e apenas quatro e o Distrito Federal produziram menos que em 2016. O estado que liderou o crescimento foi Paraná com 112 mil toneladas e se manteve como o líder no Brasil. Nos estados onde houve perda de produção, a seca foi o principal fator. “Há décadas a aquacultura Brasileira vem crescendo, consistentemente, transformando o nosso potencial aquícola em emprego e renda, e ainda há muito para crescer”, João Manoel Cordeiro Alves, gerente de Produtos para Aquacultura da Guabi Nutrição e Saúde Animal.

Os estados que completam o Centro-Oeste, como Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, ficaram na 6ª, 11ª e 26ª posições no ano passado, respectivamente.

EXPANSÃO – Segundo João Manoel, a tilápia é o peixe cuja produção mais cresce no mundo, graças à sua rusticidade, precocidade, prolificidade, sabor agradável, ausência de espinhas nos músculos, entre outras características, “por isso há, para a piscicultura brasileira, uma oportunidade enorme a ser explorada”.

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior e Serviços (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o Brasil exportou US$ 150 milhões em pescados em 2017, sendo apenas US$ 4,4 milhões referentes à tilápia. “O Brasil tem algumas boas vantagens competitivas em relação aos países que exportam tilápias, principalmente, para os Estados Unidos, de onde o nosso Nordeste está muito próximo. Temos área, água, ingredientes para fazer rações, material genético e humano preparados e suficientes para multiplicar sua produção e gerar excedente exportável”, comenta João Manoel. Mais de 82% da importação norte-americana são de filés de tilápia, o que representou em 2016, US$ 478,7 milhões.

Além das tilápias, o Brasil produz grande quantidade de peixes nativos, a maioria híbridos de pacu, tambaqui e pirapitinga, peixes muito saborosos e apreciados pelos consumidores sulamericanos. “Zootecnicamente são animais excelentes, exigem pouca proteína, aproveitam bem alimentos naturalmente produzidos nos viveiros (plâncton), crescem muito rapidamente atingindo mais de 2 kg em menos de um ano de cultivo, são muito saborosos e as espinhas são grandes”, informa João Manoel. Estes peixes representam 43,7% da produção brasileira, segundo o Anuário da Peixe BR.

De acordo com a Organização da Alimentação e Agricultura da ONU (FAO) e com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico a produção global de pescados de cultivo deve ultrapassar a de captura entre 2020 e 2021. Nos últimos 10 anos, esta produção cresceu 60% e atingiu 80 milhões de toneladas, enquanto a captura está estagnada entre 90/92 milhões de toneladas, há mais de 20 anos.

Autor: diariodecuiaba.com.br
Fonte: diariodecuiaba.com.br

Vendas no setor alimentício alertam para importância da higienização

São Paulo – SP–(DINO – 27 abr, 2018) – As pesquisas no setor alimentício ajudam a mensurar como a economia tem se desenvolvido nos últimos anos. O aumento das vendas, abre espaço para uma discussão necessária, já que os registros de Doenças Transmitidas por Alimentos alertam para um dos quesitos que as indústrias devem sempre dispensar atenção, que é a higienização correta dos meios de produção, atendendo às especificações da Anvisa, além do respeito ao consumidor.

Dados divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos industrializados (ABIMAPI), em parceria com a consultoria Nielsen, referentes ao desempenho do setor em 2017, apontou que as indústrias apresentaram estabilidade no faturamento com relação a 2016. Juntos, os alimentos movimentaram um total de R$ 39,252 bilhões, apenas 0,6% abaixo do ano anterior. Em contrapartida, houve um crescimento de 34% em vendas e 4,5% em volume, quando comparados os resultados dos últimos cinco anos.

O aumento das vendas deve ser visto como algo positivo para a economia, já que o consumo estimula a fabricação, refletindo, consequentemente, na abertura de vagas de emprego. Justamente para garantir que esse ciclo só aumente, os cuidados com a limpeza devem ser ainda maiores, em especial na higienização da esteira, do autoclave e do tanque misturador, por exemplo.

A Weinberger , empresa brasileira do ramo de escovas, que atende os mais diferentes nichos de mercado, entre eles o setor alimentício, reforça a importância da higienização nas indústrias. "O aumento da produção deve servir de alerta para a limpeza adequada dos meios de produção, garantindo a entrega de produtos com qualidade e dentro das normas estabelecidas pela Anvisa". Os métodos utilizados para a limpeza também devem ser levados em consideração, e o equipamento deve estar com a manutenção em dia, bem como os itens que o compõem, como as escovas , de modo a garantir a eficácia do serviço.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vinculada ao Ministério da Saúde, é quem regula as Boas Práticas de Fabricação (BPF) de Alimentos, bem como os Padrões de Higiene Operacional (PPHO), que definem as condições higiênico-sanitárias em que os alimentos devem permanecer. A prevenção da contaminação por lixo e sujeira, assim como o controle de pragas ou doenças também estão previstos nas normas publicadas pela Agência.

Os consumidores também devem prestar atenção nas condições de higienização das indústrias, buscando adquirir itens de empresas que estejam de acordo com as exigências dos órgãos fiscalizadores. Quando na fábrica o processo de limpeza não é realizado de forma apropriada, os alimentos ficam sujeitos a micróbios, parasitas e substâncias tóxicas. Ingerir alimentos nestas condições provocam as
Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA), que causa sintomas como vômitos, diarreias e dores abdominais e de cabeça, febre, alteração da visão, olhos inchados, entre outros. Em especial quando diagnosticada em crianças, idosos e grávidas, as consequências podem ser graves.

A responsabilidade com o alimento deve ser primordial. Realizar a manutenção periódica dos equipamentos para higienização e atender às normas, garante que cada vez mais sejam comercializados produtos de qualidade, atendendo às demandas do mercado.

Website: http://www.weinberger.com.br/

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Seven Boys estreia novidades do seu portfólio

30/04/2018

A Seven Boys, com 64 anos de atuação no mercado brasileiro, amplia seu portfólio de produtos e apresenta seu mais recente lançamento no segmento de bolos: o Bolinho Seven Boys em porção individual, disponível nos sabores Laranja e Chocolate.

A fabricante, que desde 2015 faz parte do Grupo Wickbold, estreia no mercado de monoporções como os novos bolinhos. Com embalagem compacta de 35 gramas, a novidade chega ao mercado com a proposta de favorecer o consumo de forma prática, em qualquer hora e lugar, sendo ideal lanches rápidos ao longo do dia ou mesmo para compor a lancheira das crianças.

De acordo com Pedro Wickbold, gerente de Marketing e Novos Negócios da companhia, os lançamentos chegam para complementar o portfólio da marca, com produtos que já são campeões de vendas na versão 250grs.

“A Seven Boys já é referência na categoria de bolos na versão família, por isso resolvemos explorar esse novo mercado. Nossos produtos combinam ingredientes que garantem maciez, leveza e sabor, remetendo à sensação gerada quando comemos aquele bolo caseiro tão especial. Além disso, por não ser um produto com recheio, é uma ótima opção para quem busca uma alternativa menos calórica.”, declara Pedro.

Embalagem e distribuição

Desenvolvida pela agência parceira Mac Group, as embalagens seguem a mesma identidade visual da marca para os bolos tamanho família.

O produto já está disponível nos principais pontos de venda nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste. O preço sugerido pode variar de acordo com a localização, mas o valor de saída indicado pela marca é de R$ 1,10 a unidade.

Mercado

Segundo dados da Abimapi, os bolos industrializados estão presente em 50% dos lares brasileiros. É um produto destinado ao consumidor que não tem mais tempo de preparar doces em casa, apresentando-se como opção fácil para sobremesa ou lanches e refeições intermediárias. Em 2016, este mercado representou um faturamento de R$ 851 milhões.

Fonte: Redação Promoview.

Linha de mixers voltada à coquetelaria é lançada no Brasil

27 de Abril de 2018

A indústria paulista Águas Prata, atenta às preferências do consumidor moderno e às tendências internacionais da indústria de bebidas, desenvolveu uma linha especial de mixers (bebidas para mistura) para drinques. A Premium Mixers é direcionada a profissionais e amantes da coquetelaria. A novidade chega ao mercado como a primeira linha brasileira de qualidade superior em um segmento abastecido por rótulos importados.

Os produtos estão disponíveis nas versões Tônica, Tônica Zero (sem açúcar), Citrus e Club Soda, e podem ser encontrados em garrafas de vidro de 200 ml, desenvolvidas com exclusividade pela Owens Illinois (O-I), líder global na fabricação de embalagens de vidro.

“A linha propõe uma experiência única ao consumidor. O formato ergonômico da garrafa facilita o manuseio durante o preparo e traz a medida exata para uma dose, evitando o desperdício”, explica Reinaldo Kühl, gerente da categoria de Alimentos e Bebidas Não Alcoólicas Latam South.

A Águas Prata decidiu empreender no segmento de mixers após ter um de seus produtos reconhecidos no World Gin Day 2016, evento especializado em gin. Na ocasião, a tônica Prata foi eleita a melhor do Brasil em um teste às cegas.

As opções da linha Premium Mixers foram lançadas no início de abril e já estão disponíveis nos principais pontos de venda de São Paulo e Rio de Janeiro.

Fonte: Ketchum