Aumenta concorrência no mercado de água de coco

Por Redação SM – 04/05/2018
No ano passado, as vendas do mercado totalizaram 157,4 milhões de litros, com avanço de 6% em comparação ao ano anterior

A Ducoco vivencia, nos últimos anos, uma disputa mais acirrada no mercado de água de coco, com multinacionais buscando avançar na categoria, antes dominada por empresas nacionais especializadas na área.

Além da Pepsico, dona da marca Kero Coco, competem na categoria a Do Bem, controlada pela Ambev e a britânica Britvic, dona da Puro Coco. A Danone avalia desenvolver o produto no Brasil. Entre os competidores nacionais, está a Frysk, dona da marca Obrigado. Desde o fim de 2016, as indústrias investem em novas linhas, misturando água de coco com sucos, e linhas de leite de coco pronto para beber.

De acordo com dados da Euromonitor International, a Ducoco é a segunda maior empresa de água de coco do país, atrás da Pepsico. A Ducoco tem participação de mercado de 21,2% em receita, em 2017, com vendas de R$ 462,7 milhões.

No ano passado, as vendas do mercado totalizaram 157,4 milhões de litros, com avanço de 6% em comparação ao ano anterior. Para 2018, a previsão da Euromonitor é que a categoria crescerá novamente 6%, chegando a 166,9 milhões de litros vendidos. Em valor, o mercado de água de coco movimentou R$ 2,2 bilhões em 2017, com alta de 13,5% no ano. Para 2018, a estimativa é de um crescimento de 7,8% nas vendas da categoria, para R$ 2,4 bilhões.

Alimentos alagoanos se destacam em feira de exportação no Canadá

04/05/2018 13:58

Alimentos produzidos em Alagoas, como o óleo de coco, paçoca e a pimenta rosa, estão em exposição, até esta sexta-feira (4), no Salão Internacional de Alimentação e Bebidas (SIAL), que acontece em Montreal, no Canadá. O evento é uma das principais entradas para os mercados norte-americano e internacional.

Integrando a programação do evento, a originalidade e o sabor dos produtos alagoanos foram exaltados em jantares promovidos para representantes da Câmara de Comércio Brasil-Canadá e investidores. Itens da empresa Popular Alimentos, como a paçoca e a goiabada, o leite de coco da Copra Alimentos e o açaí estavam entre os ingredientes utilizados nos menus do chef de cozinha de Toronto, Doug Penfold.
Vale ressaltar que ambas empresas participantes da SIAL são incentivadas por meio do Programa de Desenvolvimento Integrado (Prodesin), que oferece a redução de 92% no pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na saída dos produtos industrializados, dependendo da quantidade de empregos gerados.
De acordo com a avaliação de um dos sócios da empresa, responsável pelo contato dos produtos com o mercado internacional, a SBB Traiding,  Murilo Cesar Schlempe, a participação na Feira vem sendo extremamente positiva. “Em sua quase totalidade os consumidores e empresários se deparam com total surpresa por nunca terem experimentado esses alimentos, então esse contato é bastante essencial para que o mercado canadense e de outros países conheçam o que temos para oferecer”, pontua Murilo.

Outra iguaria levada para SIAL é a pimenta rosa, especiaria produzida às margens do São Francisco, em Piaçabuçu.

Sabor da terra

A participação de produtores e empresas locais em feiras de exportação integram ações voltadas para as rodadas de negócios, promovidas pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), que buscam aproximar os vendedores dos possíveis compradores.
Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito, a oportunidade é compreendida como uma forma de captar novos mercados. “Queremos mostrar a qualidade e a nossa diversidade de sabores, e assim desenvolver ainda mais a economia local, promovendo a cultura exportadora entre os produtores e empresários”, avalia Rafael.
Além disso, a participação em feiras integra o Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) do Governo Federal, que, em Alagoas, é formado pela Sedetur, Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), Sebrae, Senac, Banco do Nordeste, Banco do Brasil e Correios.
Fonte: Sedetur

Coca-Cola Zero açúcar em embalagens PET retornáveis é lançada em Minas Gerais

27 de Abril de 2018

Depois de lançar no mercado de Minas Gerais as embalagens de PET retornáveis dos três sabores de Fanta (Guaraná, Uva e Laranja), a Coca-Cola FEMSA Brasil disponibiliza aos consumidores mineiros, a partir deste mês, a Coca-Cola Zero açúcar em Ref PET. Essa será mais uma opção de troca, que pode ser realizada em supermercados, mercearias e padarias em todo o Estado de Minas Gerais. As embalagens de PET retornáveis estão sendo envasadas na fábrica da Coca-Cola FEMSA Brasil em Itabirito.

Com a novidade, a empresa passa a comercializar cinco opções de refrigerantes em embalagens retornáveis: Fanta Guaraná, Uva e Laranja, Coca-Cola original e Zero açúcar. Com preços sugeridos de R$ 4,59 (sabores de Fanta e Coca-Cola Zero açúcar) e R$ 4,79 (Coca-Cola original), o Ref PET 2 litros é uma opção para consumidores que querem economizar.

A participação das embalagens retornáveis da Coca-Cola FEMSA Brasil tem crescido no mercado mineiro nos últimos anos. Em 2014, a Ref PET representava 2,7% do volume comercializado em pontos de venda –pequenos mercados, mercearias e padarias–, enquanto a PET descartável chegava a 45,4%. Já em 2017, a presença das embalagens em PET retornável nesses pontos de venda em Minas Gerais cresceu para 14,8%, enquanto a de descartável foi de 40,9%.

“Os consumidores terão mais uma opção para adquirir as embalagens retornáveis, o que possibilita praticidade da PET tradicional aliada ao retorno das garrafas”, explica a executiva Luciane Chimenti Alves, gerente de Categorias para Carbonatados da Coca-Cola FEMSA Brasil. Para manter o nível de qualidade do processo fabril, toda vez que retorna à fábrica, a Ref PET passa por um rigoroso sistema de higienização e seleção.

Fonte: Interface Comunicação Empresarial

Empresário investe em cervejas artesanais em Roraima

Por Pedro Barbosa Em 27/04/2018 às 15:22

Apesar de ainda não ser uma cultura consolidada, a produção e apreciação de cervejas artesanais em Roraima é algo que vem ganhando cada vez mais espaço no mercado, nos últimos anos, com a chegada de franquias e bares que oferecem produtos do tipo em Boa Vista.

Essa movimentação no mercado roraimense mostra que o investimento em cervejas artesanais no estado pode ser um negócio rentável. Pelo menos é nisso que acredita o fundador e dono da Cervejaria Boa Vista, a primeira empresa especializada em cervejas e chopps artesanais de Roraima, José Haroldo Campos.

A cervejaria, inaugurada no fim de 2014 com capital do próprio José, já começa a gerar lucro e ganhar espaço. Hoje a marca é distribuída por meio do chopp para sete bares de Boa Vista e uma linha de cervejas engarrafadas sendo distribuídas na rede de supermercados Gavião e na franquia Mestre Cervejeiro.

“Eu me mudei para Roraima em 2011, e na época não existia a cultura da apreciação de cervejas artesanais por aqui. Então, eu vi nisso uma oportunidade de negócio. Do momento que tive a ideia até o dia que tudo começou, passaram-se três anos. Precisei movimentar capital, ter planejamento, e passar por toda uma burocracia ambiental, registro na Receita Federal, entre outros processos”, relembra.

Atualmente, a empresa conta com 15 funcionários, um quiosque no shopping Pátio Roraima e outro que será aberto no Roraima Garden Shopping, no dia 5 de maio. “Nós também planejamos abrir uma tap house, que é uma casa onde diversos tipos de chopps são oferecidos, no final de julho ou início de agosto”, ressaltou.

José conta que, apesar de a empresa começar a crescer, ainda é um desafio mostrar para o público roraimense as vantagens do consumo do produto em comparação com outros mais baratos.

“Como nós somos a primeira empresa do tipo no estado, estamos desvendando o mercado e tentando mudar a mentalidade de todo um público que ainda não está inserido no conceito de ‘beba menos mas beba melhor’”, relatou.

Para quem sonha em empreender no ramo, José aconselha que é necessário ter paciência, pois o retorno do investimento é demorado. “O retorno é de longo prazo. Pelo menos 15 ou 20 anos. É importante ter referências e conhecer o tipo de produto que você está oferecendo. Cervejaria artesanal é 99% suor e 1% de glamour”, finalizou.

Schornstein lança Soul em long neck transparente

Publicado em: 2018-04-27 11:22:06

Chegam ao mercado no início de maio as primeiras long necks da Schornstein. A marca catarinense, que é uma das pioneiras no mercado da cerveja artesanal no país, terá além das versões em garrafas de 500ml e latas, também uma fatia da produção em long necks. A Schornstein Soul será comercializada em garrafas transparentes de 280ml, com 3,5% de teor alcoólico e apelo para levar a cerveja artesanal a um novo consumidor.

É isso que espera o diretor da marca, Adilson Altrão. “Queremos que esse modelo chegue à baladas, locais de consumo ao ar livre e postos de combustíveis, por exemplo. Temos certeza de que ela será a porta de entrada para que o consumidor descubra que a cerveja pode exceder as expectativas”, finaliza Altrão. A receita é a mesma já vendida em latas.

O projeto está em andamento desde novembro de 2017 e agora, já estruturado, está pronto para ganhar o mercado. O diretor comenta que a Schornstein sempre foi inovadora. “Buscamos um posicionamento de produzir cerveja para todos os públicos: desde os apaixonados até quem está ingressando neste universo. Por isso variamos desde o portfólio de produto – das mais leves às cheias de personalidade – e também em embalagens”, comenta ele.

A cervejaria completa 12 anos em 2018 e começou comercializando apenas garrafas de 500ml. Em 2017 ingressou com as latas e este ano estreia a long neck.

Nestlé lança aplicativo para inspirar pais a adotarem hábitos saudáveis com as crianças

Sexta, 27 Abril 2018 16:44 Escrito por Denise Teixeira
App gratuito estimula a alimentação mais nutritiva e a prática de atividades físicas entre as famílias

Movida pelo propósito de melhorar a qualidade de vida e contribuir para um futuro mais saudável, a Nestlé lança o programa Nestlé por Crianças mais Saudáveis. O objetivo da iniciativa é apoiar os pais e educadores de todo o Brasil em sua jornada diária para ajudar as crianças de hoje e das futuras gerações a crescerem com uma rotina mais saudável.

Como parte do programa, a companhia apresenta o aplicativo NESPLAY, que reúne em uma só plataforma ideias de receitas nutritivas, brincadeiras para realizar em família, entre outras orientações e dicas para uma vida mais saudável para pais e filhos. Além das receitas, o app conta com dicas de alimentação, além de atividades para mexer o corpo e realizar em família – cada atividade é chamada de missão saudável. Ao concluir uma dessas missões, o usuário acumula medalhas e pode compartilhar com os amigos no app e nas redes sociais.

As crianças também podem se divertir com o jogo Triunfo do Herói, por meio do qual colecionam cartas divertidas dos personagens saídos direto da horta, montam combos poderosos e jogam para ver quem tem mais superpoderes. O app NESPLAY é gratuito e está disponível para download para dispositivos com sistema Android e iOS.

Nestlé por Crianças mais Saudáveis

O programa Nestlé por Crianças mais Saudáveis faz parte da ambição da companhia de ajudar 50 milhões de crianças a levar uma vida mais saudável até 2030. A Nestlé acredita que essa meta é possível por meio da conscientização de crianças, pais e educadores sobre a importância da alimentação saudável, do consumo de água e da prática de atividade física, a partir de programas e serviços de educação nutricional e mudança comportamental. A iniciativa combina os aprendizados obtidos com os programas Unidos por Crianças mais Saudáveis e Nutrir Crianças Saudáveis, realizados anteriormente pela Nestlé, em uma única plataforma, trazendo uma evolução e unificação das melhores práticas desenvolvidas até aqui.

Sobre a Nestlé

É a maior empresa de alimentos e bebidas do mundo. Está presente em 194 países e seus 328 mil colaboradores estão comprometidos com o propósito da Nestlé de melhorar a qualidade de vida e contribuir para um futuro mais saudável. A Nestlé oferece um amplo portfólio de produtos e serviços para cada etapa de vida das pessoas e de seus animais de estimação. Suas mais de 2000 marcas variam dos ícones globais, como Nescafé ou Nespresso aos favoritos locais como Ninho. O desempenho da empresa é impulsionado por sua estratégia de Nutrição, Saúde e Bem-Estar. Sua Sede fica na cidade suíça de Vevey, onde foi fundada há mais de 150 anos. No Brasil, instalou a primeira fábrica em 1921, na cidade paulista de Araras, para a produção do leite condensado Milkmaid, que mais tarde seria conhecido como Leite Moça. A empresa tem 31 unidades industriais, localizadas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. Emprega mais de 20 mil colaboradores diretos e gera outros 200 mil empregos indiretos, que colaboram na fabricação, comercialização e distribuição de mais de 1.000 itens. A atuação da Nestlé Brasil abrange 20 categorias de mercado e suas empresas coligadas estão presentes em 99% dos lares brasileiros, segundo pesquisa realizada pela Kantar Worldpanel.

Leite de caixinha pode ficar mais caro no Espírito Santo

ICMS cobrado pelo Estado sobre o produto vindo de fora pode subir de 12% para 17%

Publicado em 27/04/2018 às 23h20
Atualizado em 27/04/2018 às 23h22

Siumara Gonçalves

sfgoncalves@redegazeta.com.br

O leite longa vida, mais conhecido como leite de caixinha, vindo de outros Estados pode ficar mais caro para o consumidor. A elevação do preço vai depender se um projeto, para aumentar o imposto sobre o produto, for aprovado pela Assembleia Legislativa.

O Projeto de Lei (PL) 035/2018 do Governo do Estado e da Federação das Indústrias pretende alterar uma parte da Lei n° 7.000, de 27 de dezembro de 2001, aumentando de 12% para 17% o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do leite que não tiver origem capixaba.

Desse modo, o mercado se expandiria para o produto local. Por outro lado, o aumento do tributo pode encarecer o leite de fora.

De acordo com Hélio Schneider, superintendente da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), a partir do momento em que há uma elevação de tributo para a indústria, o valor do produto final pode ser impactado. "Se aprovado hoje, o valor do ICMS seria repassado para o consumidor.”

O preço do leite local também pode subir segundo o diretor presidente da Veneza, José Carnieli. “A iniciativa, mesmo sendo benéfica aos produtores, pode prejudicar o consumidor por ser uma questão muito subjetiva da índole e comportamento do empresário. Já que as indústrias capixaba também poderiam aumentar o seu produto em função da concorrência”, disse.

Segundo o secretário da Fazenda, Bruno Funchal, os Estados têm maneiras de tributar diferentes. O ICMS que o produto de uma indústria local paga é menor do que o vindo de outro. “Enquanto cobramos 12% de ICMS outros estados determinam mais de 18%. Queremos criar condições similares a deles.”

De acordo o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Espírito Santo (Sindilates), Claudio Rezende, havia uma necessidade de ter um imposto menor para o leite de outros estados pois a produção capixaba era pequena e não haviam fábricas. “Uma vez que temos indústrias capazes de atender a demanda do Estado, a proposta é retirar o incentivo.”

Atualmente o Estado tem duas empresas que produzem leite longa vida. “Juntas elas conseguiriam atender 100% do mercado capixaba”, avaliou Rezende.

A médio e longo prazo, segundo o presidente do Sindilates, a demanda interna dos laticínios locais será maior e, “com isso, a expectativa é de que o produto local chegue mais barato ao consumidor.”

Para se ter uma ideia da produção estadual, a pecuária leiteira capixaba produziu mais de 371,3 milhões de litros de leite em 2016, 20% a menos que no ano anterior (469,3 milhões de litros), segundo a Embrapa. Desse total, de acordo com o IBGE, 253,9 milhões de litros de leite cru foram industrializados. A projeção do instituto é de que em 2017 esse número cresça 0,9%, chegando a 256,3 milhões de litros.

O presidente da Cooperativa de Laticínios Selita, João Marcos Machado, complementa que com a mudança na lei, será possível fortalecer a produção dos quase 1,8 mil cooperados da empresa e gerar ainda empregos devido ao aumento da demanda local.

Universidade de Rio Preto tenta buscar a cerveja perfeita

Bebida alcoólica mais consumida no Brasil é objeto de estudos em universidade de Rio Preto; apreciadores que produzem a própria bebida também buscam aprimoramento
Da Redação

Bebida popular e refrescante para o rigoroso verão no Brasil, a cerveja virou objeto de estudos em Rio Preto. Gisandro, Guilherme, Adalberto e Fred são apenas alguns dos apaixonados pela bebida, seja para fins acadêmicos, pessoais ou comerciais e que procuram de alguma forma o aperfeiçoamento da popular 'breja'.

No campo acadêmico, um dos estudos tem à frente Gisandro Reis de Carvalho, 28 anos, que usou a pesquisa em seu doutorado em engenharia de alimentos pela Unesp de Rio Preto. O objetivo da pesquisa dele é deixar mais rápido o processo de produção da cerveja e melhorar sua qualidade da bebida.

Apaixonado pelos grãos de cevada e pela pesquisa aprofundada da bebida, o estudante segue sua busca para mudar a maneira como se faz cerveja no Brasil. O trabalho foi feito sob orientação do professor Javier Telis-Romero.

"Tanto a produção de cevada quanto a de malte são insuficientes para suprir a demanda por estes produtos. Logo, o uso de tecnologias que possam acelerar ou melhorar o processo de produção de malte é de grande interesse", disse Gisandro.

Para a pesquisa foi necessário usar um equipamento chamado ultrassom de potência. O aparelho – avaliado em torno de R$ 80 mil – emite ondas ultrassônicas que pressionam a cevada como se fosse uma esponja em milhões de vibrações por segundo. O movimento altera a estrutura da parede celular do grão da cevada, assim como de outros compostos.

"Estamos analisando a degradação do composto beta-glucana, uma fibra da cevada. Ela é a responsável por mudar a viscosidade da cerveja, por exemplo", acrescentou o aluno da pós-graduação em Engenharia de Alimentos.

O malte é um dos principais ingredientes da cerveja e vem da germinação do grão da cevada. A transformação da cevada em malte passa por três etapas: a maceração ou hidratação, germinação e secagem. Todas levam entre 6 e 9 dias até se chegar no malte pronto para ser utilizado. O estudo de Gisandro focou na etapa da maceração – em que a cevada é colocada em um recipiente com água, para que absorva essa água e comece a germinar.

"Para a cevada atingir a umidade necessária para germinar na temperatura de 10ºC leva-se 45 horas. Com o uso do aparelho ultrassônico, o tempo pode ser reduzido a 22 horas, aproximadamente", complementou o pesquisador, após conclusões feitas com base em seu estudo.

Outros cereais

Por conta da demanda, as cervejas populares e vendidas no Brasil substituem o malte – cevada germinada – por outros grãos como arroz e milho. "Produzimos apenas 30% do malte que consumimos e pode-se chegar a mais. O uso do ultrassom nos grãos é uma das técnicas a ser utilizada", explicou Gisandro.

"Outros estudos mais aprofundados sobre o efeito da aplicação durante a produção de malte ainda são necessários, mas, por enquanto, a utilização dessa tecnologia na fabricação de malte se mostrou promissora, podendo futuramente ser utilizada em escala industrial para melhorar a produção", finalizou o pesquisador.

Consumo no Brasil

Segundo dados divulgados em janeiro deste ano pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Brasil possui 679 cervejarias regulamentadas. São consumidos no país 14 bilhões de litros anuais, perdendo para China 46 bilhões e para os EUA, com 22 bilhões de consumo da bebida.

(Colaborou Victor Stok)

Produção de peixes cresceu 3,5% em Mato Grosso

Conforme anuário da Associação Brasileira da Piscicultura Estado ocupa 4º lugar no ranking nacional.
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Mato Grosso aumentou em 3,5% a produção de peixes de cativeiro no ano passado, na comparação com o volume ofertado no ano anterior. Conforme dados do Anuário Peixe BR, da Associação Brasileira da Piscicultura, a produção estadual passou de 59,90 mil toneladas para 62 mil toneladas. O total contabilizado em 2017 manteve Mato Grosso no quarto lugar do ranking nacional, sendo o melhor representante do Centro-Oeste nesse segmento produtivo.

Com 62 mil toneladas, Mato Grosso ofertou cerca de 9% da produção nacional aferida pelo Anuário, no ano passado. O Brasil produziu 691,77 toneladas de peixes, registrando um crescimento anual de 8%.

A maior parte da produção, 51,7%, foram de tilápias, espécie que puxou o crescimento e colocou o país como o 4º maior produtor deste peixe no mundo, apenas atrás de China, Indonésia e Egito – o berço da tilápia.

A produção de peixes nativos (principalmente tambaqui, pacu, pirapitinga e seus híbridos) significam 43,7% da produção, somando mais de 300 mil toneladas. O valor da produção brasileira ultrapassa US$ 1,5 bilhão.

Houve crescimento da produção em 22 estados e apenas quatro e o Distrito Federal produziram menos que em 2016. O estado que liderou o crescimento foi Paraná com 112 mil toneladas e se manteve como o líder no Brasil. Nos estados onde houve perda de produção, a seca foi o principal fator. “Há décadas a aquacultura Brasileira vem crescendo, consistentemente, transformando o nosso potencial aquícola em emprego e renda, e ainda há muito para crescer”, João Manoel Cordeiro Alves, gerente de Produtos para Aquacultura da Guabi Nutrição e Saúde Animal.

Os estados que completam o Centro-Oeste, como Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, ficaram na 6ª, 11ª e 26ª posições no ano passado, respectivamente.

EXPANSÃO – Segundo João Manoel, a tilápia é o peixe cuja produção mais cresce no mundo, graças à sua rusticidade, precocidade, prolificidade, sabor agradável, ausência de espinhas nos músculos, entre outras características, “por isso há, para a piscicultura brasileira, uma oportunidade enorme a ser explorada”.

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior e Serviços (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o Brasil exportou US$ 150 milhões em pescados em 2017, sendo apenas US$ 4,4 milhões referentes à tilápia. “O Brasil tem algumas boas vantagens competitivas em relação aos países que exportam tilápias, principalmente, para os Estados Unidos, de onde o nosso Nordeste está muito próximo. Temos área, água, ingredientes para fazer rações, material genético e humano preparados e suficientes para multiplicar sua produção e gerar excedente exportável”, comenta João Manoel. Mais de 82% da importação norte-americana são de filés de tilápia, o que representou em 2016, US$ 478,7 milhões.

Além das tilápias, o Brasil produz grande quantidade de peixes nativos, a maioria híbridos de pacu, tambaqui e pirapitinga, peixes muito saborosos e apreciados pelos consumidores sulamericanos. “Zootecnicamente são animais excelentes, exigem pouca proteína, aproveitam bem alimentos naturalmente produzidos nos viveiros (plâncton), crescem muito rapidamente atingindo mais de 2 kg em menos de um ano de cultivo, são muito saborosos e as espinhas são grandes”, informa João Manoel. Estes peixes representam 43,7% da produção brasileira, segundo o Anuário da Peixe BR.

De acordo com a Organização da Alimentação e Agricultura da ONU (FAO) e com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico a produção global de pescados de cultivo deve ultrapassar a de captura entre 2020 e 2021. Nos últimos 10 anos, esta produção cresceu 60% e atingiu 80 milhões de toneladas, enquanto a captura está estagnada entre 90/92 milhões de toneladas, há mais de 20 anos.

Autor: diariodecuiaba.com.br
Fonte: diariodecuiaba.com.br

Vendas no setor alimentício alertam para importância da higienização

São Paulo – SP–(DINO – 27 abr, 2018) – As pesquisas no setor alimentício ajudam a mensurar como a economia tem se desenvolvido nos últimos anos. O aumento das vendas, abre espaço para uma discussão necessária, já que os registros de Doenças Transmitidas por Alimentos alertam para um dos quesitos que as indústrias devem sempre dispensar atenção, que é a higienização correta dos meios de produção, atendendo às especificações da Anvisa, além do respeito ao consumidor.

Dados divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos industrializados (ABIMAPI), em parceria com a consultoria Nielsen, referentes ao desempenho do setor em 2017, apontou que as indústrias apresentaram estabilidade no faturamento com relação a 2016. Juntos, os alimentos movimentaram um total de R$ 39,252 bilhões, apenas 0,6% abaixo do ano anterior. Em contrapartida, houve um crescimento de 34% em vendas e 4,5% em volume, quando comparados os resultados dos últimos cinco anos.

O aumento das vendas deve ser visto como algo positivo para a economia, já que o consumo estimula a fabricação, refletindo, consequentemente, na abertura de vagas de emprego. Justamente para garantir que esse ciclo só aumente, os cuidados com a limpeza devem ser ainda maiores, em especial na higienização da esteira, do autoclave e do tanque misturador, por exemplo.

A Weinberger , empresa brasileira do ramo de escovas, que atende os mais diferentes nichos de mercado, entre eles o setor alimentício, reforça a importância da higienização nas indústrias. "O aumento da produção deve servir de alerta para a limpeza adequada dos meios de produção, garantindo a entrega de produtos com qualidade e dentro das normas estabelecidas pela Anvisa". Os métodos utilizados para a limpeza também devem ser levados em consideração, e o equipamento deve estar com a manutenção em dia, bem como os itens que o compõem, como as escovas , de modo a garantir a eficácia do serviço.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vinculada ao Ministério da Saúde, é quem regula as Boas Práticas de Fabricação (BPF) de Alimentos, bem como os Padrões de Higiene Operacional (PPHO), que definem as condições higiênico-sanitárias em que os alimentos devem permanecer. A prevenção da contaminação por lixo e sujeira, assim como o controle de pragas ou doenças também estão previstos nas normas publicadas pela Agência.

Os consumidores também devem prestar atenção nas condições de higienização das indústrias, buscando adquirir itens de empresas que estejam de acordo com as exigências dos órgãos fiscalizadores. Quando na fábrica o processo de limpeza não é realizado de forma apropriada, os alimentos ficam sujeitos a micróbios, parasitas e substâncias tóxicas. Ingerir alimentos nestas condições provocam as
Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA), que causa sintomas como vômitos, diarreias e dores abdominais e de cabeça, febre, alteração da visão, olhos inchados, entre outros. Em especial quando diagnosticada em crianças, idosos e grávidas, as consequências podem ser graves.

A responsabilidade com o alimento deve ser primordial. Realizar a manutenção periódica dos equipamentos para higienização e atender às normas, garante que cada vez mais sejam comercializados produtos de qualidade, atendendo às demandas do mercado.

Website: http://www.weinberger.com.br/

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