Alta de 20% nas vendas de frango caipira

Luiz Ricardo e Silvia Bianchi, proprietários da Família Bianchi Frango Caipira, querem expandir distribuição

A marca de produtos caipiras Família Bianchi está no mercado há 4 anos no segmento de frango abatido congelado e há 1 ano no segmento de ovos caipiras. De acordo com Luiz Ricardo Bianchi, sócio proprietário da Família Bianchi, o trabalho realizado para venda em supermercados começou bem devagar e com divulgação boca a boca. “Mesmo assim o crescimento foi de 20% ao ano e isso nos deixou muito animados pois apesar da tradição de mais de 80 anos no mercado de pintos de um dia e ovos férteis ainda não éramos conhecidos no mercado atacadista e de varejo”, conta o executivo.

Nas redes varejistas o frango é vendido congelado, nas opções frango inteiro no saquinho, inteiro na bandeja, inteiro cortado nas juntas, meio frango na bandeja e os cortes são asa, coxa com sobrecoxa e peito. Bianchi revela que as vendas para supermercados representam 10% do faturamento do grupo. “Como estamos em início de trabalho nossa meta é aumentar em 50% o faturamento com a distribuição nos supermercados”, completa o sócio, que avisa que a empresa está se preparando para expandir as vendas para todo o Brasil.

Um veneno chamado gordura hidrogenada!

Uma das principais diferenças entre óleos e gorduras é sua forma em temperatura ambiente, óleos são líquidos e gorduras sólidas. A hidrogenação de óleos é feita pela indústria de alimentos, pois aumenta o prazo de validade dos produtos, é mais fácil de ser transportada após esse processo, auxilia na forma e textura dos alimentos, reduz custos e não precisa de um ambiente específico para ser estocada e armazenada.

Gordura hidrogenada, ou gordura trans se referem a uma gordura transformada a partir dos óleos vegetais por um processo de hidrogenação em condições de alta pressão e temperatura e durante bastante tempo, tornando-os gordura (sólida). O óleo é submetido à pressão com gás hidrogênio sob temperatura entre 100 e 200°C por várias horas na presença de um catalisador.

Nesse processo, átomos de hidrogênio são jogados de forma aleatória nas moléculas de ácidos graxos poli-insaturados, típicos dos óleos, criando inúmeras moléculas novas (que não existem na natureza). Sua nocividade sendo revelada cada vez, pois esse tipo de gordura (criada pela indústria), pode causas diversos danos à saúde como doenças cardiovasculares, doenças no fígado e sistema nervoso central, obesidade, esteatose hepática, diabetes e até mesmo alguns tipos de câncer (o de mama, por exemplo).

Vale sempre ficar atendo às informações contidas nos rótulos dos alimentos e suas listas de ingredientes. Geralmente eles podem vir mascarados para enganar o consumidor, segue lista liberada pela ANVISA dos nomes que geralmente são encontrados nos rótulos para descrever esse tipo de gordura:

– Gordura vegetal

– Gordura de vegetal de girassol

– Gordura vegetal de soja

– Gordura de soja parcialmente hidrogenada

– Gordura hidrogenada

– Gordura hidrogenada de soja

– Gordura parcialmente hidrogenada

– Gordura parcialmente hidrogenada e/ou interesterificada

– Gordura vegetal hidrogenada

– Gordura vegetal parcialmente hidrogenada

– Hidrogenada

– Margarina vegetal hidrogenada

– Óleo de milho hidrogenado

– Óleo vegetal de algodão

– Soja e palma hidrogenado

– Óleo vegetal hidrogenado

– Óleo vegetal líquido e hidrogenado

– Óleo vegetal parcialmente hidrogenado

– Creme vegetal

– Composto lácteo com gordura vegetal

– Margarina

– Margarina vegetal

O consumidor precisa estar atento mesmo com o rótulo indicando zero de gordura trans no alimento. A legislação, criada em 2006, possui uma brecha que permite que a quantidade de gordura trans seja omitida se for inferior a 0,2 gramas por porção, com isso a indústria que não é nada boba, diminui ao máximo a porção na informação nutricional para não ter que colocar a quantidade real de gordura trans no alimento.

Alimentos que são ricos em gorduras trans:

• Sorvetes;

• Batata congelada;

• Salgadinhos;

• Donuts;

• Biscoitos recheados;

• Margarinas sólidas ou cremosas e cremes vegetais (não, elas não são amigas do coração);

• Massas industrializadas para bolos e tortas;

• Cookies e biscoitos recheados e/ou amanteigados;

• Pipoca de micro-ondas.

• Miojo

• Comidas congeladas;

• Pizzas congeladas;

• Patês

Essa lista é super extensa, fique atento e sempre dê preferência por uma alimentação natural e minimamente industrializada.

Polo cervejeiro de JF é reconhecido como Arranjo Produtivo Local pelo Estado

Evento marca entrada do polo cervejeiro da cidade e região nas políticas públicas de Minas

Por Julia Pessôa

Quem vive em Juiz de Fora certamente já teve a oportunidade de certificar a excelência da cerveja produzida por aqui. A partir desta sexta-feira (26), o polo cervejeiro da cidade e da Zona da Mata passa a ser reconhecido como Arranjo Produtivo Local (APL), integrando a política pública de Minas voltada para a produção de cerveja. A iniciativa foi oficializada com a assinatura de um termo pelo prefeito Bruno Siqueira (PMDB) e o secretário extraordinário de Desenvolvimento Integrado e Fórum Regionais, Wadson Ribeiro (PCdoB).

A solenidade, realizada às 15h, também marcou o início do evento “Um brinde a JF”, que se estenderá pelo fim de semana. Também estavam presentes o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, João Mattos; a presidente da Abrazel Zona da Mata, Carla Pires; e o presidente da União Cervejeira da Zona da Mata (UniCerva ZM), Alexandre Vaz, além do vice-presidente da organização, Cristiam Rocha.

Para Bruno Siqueira, o reconhecimento do APL, o primeiro para cerveja em Minas Gerais, é uma chancela da qualidade da produção da cidade. “É uma certificação importante do trabalho de cada um inserido na cadeia produtiva. Nossas cervejas são reconhecidas em todo o estado e até no país, por sua qualidade. Com isso, podemos atrair pessoas de todo o país para apreciar este produto, fortalecendo a economia e o turismo.”

Já o secretário Wadson Ribeiro apontou que a certificação se deve ao destaque da cadeia produtiva de Juiz de Fora e região por esforços próprios. “Não se cria um APL, reconhece-se. Juiz de Fora tem laços históricos com a cerveja, foi aqui que foi fundada a primeira cervejaria de Minas Gerais, ainda no século XIX, e a colonização alemã ajudou a propagar a cultura e o consumo de cerveja. Além disso, a cadeia produtiva é altamente estruturada.” Segundo o secretário, com o reconhecimento do arranjo, é possível buscar mecanismos para capacitação, discussão de tecnologia, investimentos em equipamentos e contribuir para a atividade. “Este é o próximo passo.”

O presidente da UniCerva ZM Alexandre Vaz destacou a união dos cervejeiros como um fator decisivo para a conquista, que traz impactos positivos para toda a cidade. “Este aval para a cerveja de Juiz de Fora ajuda a construir uma identidade positiva dos cidadãos juiz-foranos, aumentando sua autoestima enquanto tais.” Depois da cerimônia, o primeiro dia “Um brinde a JF” que tem feira de cervejas e programação cultural segue no sábado, a partir de 14h, e no domingo, a partir do meio-dia.

Evento da FIEPE vai integrar cadeia produtiva da Indústria de Alimentos e Bebidas

Além das palestras, encontro terá exposição conectando industriais, produtores rurais, fornecedores, distribuidores e demais empresas do segmento

31/12/1969

A Indústria de alimentos e bebidas é o setor que mais cresce no Brasil e no mundo, sendo responsável por 9,5% do PIB nacional. Em meio a um cenário de recessão, o segmento tem conseguido driblar a crise. Em 2016 o faturamento nominal do setor de alimentos cresceu 9,3% em relação a 2015, e fechou o ano com R$ 614,3 bilhões, segundo balanço da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA). São 32,5 mil empresas no país que geram 1,6 milhões de empregos.

Para potencializar o crescimento do setor de forma organizada e sustentável, a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), realizará no dia 30 de maio, das 16h às 20h30, o Seminário de Integração da Cadeia de Alimentos e Bebidas. O evento irá preparar empresários para as inovações dos processos e gestão, além de capacitar toda a cadeia, envolvendo industriais, produtores rurais, agroindústria, fornecedores e compradores de insumos, distribuidores, revendedores, atacado, varejo, bares, restaurantes e padarias, entre outras empresas ligadas ao segmento.

“É importante compreender o funcionamento e as interações de todos os elos do segmento. Desta forma, o Seminário vai oferecer aos empreendedores uma visão mais ampla para oportunidades de novos negócios. Além disso será uma ótima ocasião para se capacitar e também fomentar o relacionamento e os negócios entre empreendedores, fornecedores, sindicatos, associações, entidades de apoio e demais impactados na cadeia produtiva”, ressalta o gerente de desenvolvimento industrial da FIEPE, Maurício Laranjeira.

A programação de palestras trará temáticas sobre a economia, tecnologia, inovações, novos mercados, gestão e regulamentação. O mestre cervejeiro, Filipe Magalhães, vai explanar sobre as cervejas artesanais pernambucanas, enquanto a sommelier Mariana Dubeux falará sobre os vinhos locais. O mercado de alimentos como potencial exportador, a tendência dos alimentos saudáveis e nutricionais, inovação e marketing no mercado de alimentos e bebidas também nortearão as apresentações do evento que contará ainda com palestra do empresário e doutor em hamburgologia pela Universidade McDonald’s, Mário Jorge Carvalheira sobre empreendedorismo: dedicação e persistência.

As inscrições para o evento estão abertas e podem ser feitas aqui. Informações (81) 3412.8400, (81) 99164.9752 ou comercial@fiepe.org.br. O Seminário de Integração da Cadeia de Alimentos e Bebidas é realizado pela FIEPE em parceria Sebrae, com apoio dos Sindicatos Associados, Sindigelo, CNI e patrocínio da ADDiper e Caixa Econômica Federal.

Ex-dono explica por que vendeu Coca-Cola para empresa mexicana

Empresário Ricardo Vontobel, da Vonpar, falou pela primeira vez sobre os motivos que levaram à decisão tomada em setembro de 2016

Por: Marta Sfredomarta.sfredo@zerohora.com.br

24/05/2017 – 12h16min | Atualizada em 24/05/2017 – 19h06min

Em um café da manhã nesta quarta-feira, na Casa NTX, o empresário Ricardo Vontobel falou em público pela primeira vez após a venda da Vonpar Bebidas, que engarrafa e distribui Coca-Cola e outras marcas do grupo em parte do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O negócio com a mexicana Femsa foi fechado em setembro do ano passado, por R$ 3,5 bilhões parte paga à vista, parte em ações e outros títulos.

– Faz seis meses que estou um pouco afastado. Estamos recomeçando com outro negócio, infinitamente menor, que é a Neugebauer. Sempre se disse que vender Coca-Cola era fácil, mas não foi o que vivi. Não existe negócio fácil – desabafou Vontobel no início da conversa.

Depois de relatar o desenvolvimento do negócio fundado pelo pai, João Jacob Vontobel, há 68 anos, e as crenças da empresa, que incluiam um inusitado "alegria", o empresário tomou a iniciativa de abordar o tema:

– Vocês devem estar se perguntando "se era tão bom, por que tomaram a decisão de sair?". Como eu disse, negócio não é emoção. É pragmatismo. É preciso ter leitura de contexto e não ser surpreendido. Um fundamento econômico é que, para crescer, precisa ter aumento de receita ou de volume. No Estado, o consumo per capita de refrigerante já é muito grande (haveria, portanto, pouco espaço para crescer), a população está envelhecendo e os jovens estão mudando de hábitos. E preço tem um limite. Se eu quiser vender Coca-Cola a R$ 10, as pessoas não vão comprar.

Nesse quadro, relatou, a opção seria crescer comprando, expandindo para Santa Catarina ou Uruguai. Mas apareceu alguém – no caso, a Femsa – que conseguiria capturar mais benefícios econômicos da integração das operações, o que no jargão dos negócios é chamado de sinergia.

– Na vida, é preciso saber a hora de começar, de continuar e de parar. Se a decisão fosse tomada na hora errada, o risco seria jogar 68 anos de história no lixo. Lembrei da história de Pelé, que parou de jogar no auge, e explicou que queria fazer isso enquanto ainda era rei. Comecei a trabalhar aos 12 anos em um caminhão de Coca-Cola. O que sei fazer é vender Coca-Cola. Mas há uma força maior, que é o mercado globalizado, onde o custo de capital é incomparavelmente mais barato. Tem de ser humilde para entender esse contexto – explicou Vontobel.

Conforme o empresário, foi uma antevisão desse futuro que fez a empresa familiar, cinco anos antes, comprar a Neugebauer. Segundo Vontobel, imaginava-se que seria um negócio muito parecido com a elaboração e distribuição de refrigerantes. Não foi bem assim:

– Apanhamos feito cachorro. Era uma escala totalmente diferente. Uma coisa é vender uma marca líder, outra vender uma que só tem história. Ninguém compra história. O que compramos era um pardieiro, eu fiquei um ano com vergonha de ir lá. Quanto mais vendíamos, mais perdíamos, porque havia uma perda na produção entre 20% e 30%. Mas tivemos decisão, arrojo, investimos em uma fábrica nova, em Arroio do Meio. Quando terminou a construção, não havia mercado. Hoje, felizmente, estamos vendo o negócio crescer 35% ao ano, começando a exportar Bib's para os Estados Unidos.

No final da conversa, Vontobel fez questão de dizer que, embora esteja passando muito tempo nos Estados Unidos atualmente, isso não quer dizer que tenha abandonado o Estado e o país. Segundo o empresário, é uma espécie de "ano sabático", durante o qual segue vindo ao Estado ao menos uma vez ao mês. Considerou o momento que o país está vivendo "deplorável" e disse não ver "solução de curto prazo":

– Nossa sociedade está doente. Furamos fila, não cumprimos nada. E isso não começou agora. Temos muito retrabalho no Brasil. Se alguém joga papel no chão, alguém tem de juntar. Se picha, tem de pintar. Essa é uma tinta improdutiva.

Apesar da visão crítica, Vontobel reforçou que, apesar de tudo, o Brasil ainda é um país em que "tudo está por fazer", portanto oferece mais oportunidades e mais facilidade para desenvolver negócios do que mercados maduros como Estados Unidos e Europa, onde há mais concorrência e as margens de lucro são ainda mais apertadas.

Café Cassiano aposta no setor de cápsulas

Esta passou a ser uma tendência e os produtos são compatíveis com as principais máquinas para esse tipo de extração

O Dia Internacional do Café é celebrado nesta quarta-feira, 24 de maio. A melhor forma de comemorar, sem dúvida, é com uma xícara dessa que é uma das bebidas preferidas do brasileiro.

O Café Cassiano, acompanhando as tendências do mercado, apontou que a tradicional bebida pode ser apreciada, também, através das novas cápsulas de café gourmet, comercializada em caixas com 10 unidades nos principais hiper e supermercados de Americana e região, bem como em lojas especializadas em gastronomia. A expectativa é que o mercado de cápsulas cresça uma média de 15,3% por ano até 2019.

Segundo o Café Cassiano, as cápsulas são compatíveis com as principais máquinas para esse tipo de extração presentes no mercado. A preparação através dessa modalidade é rápida e prática, conquistando muitos adeptos, principalmente no consumo doméstico.

As cápsulas resultam em uma bebida com alta cremosidade, riqueza de texturas e sabor único. Para garantir o aroma e sabor originais do café, as doses individuais são protegidas por atmosfera modificada.

Uma pesquisa realizada pela Euromonitor International e divulgado pela Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café) fez uma análise das tendências de consumo entre 2014 e 2019. O relatório aponta que, atualmente, o mercado de cápsulas corresponda a 0,6% do volume de café consumido no Brasil, um montante de 980 mil toneladas. Até 2019, esse percentual deve chegar a 1,1% do volume total.

Preparo

Seja através das cápsulas ou do preparo tradicional, o importante é não deixar faltar o café de cada dia. Para aprimorar a experiência de apreciar a bebida é interessante observar algumas dicas para aproveitar ao máximo o sabor do café.

O primeiro cuidado é observar a água que será usada no preparo. A indicação da diretora de Marketing do Café Cassiano, Lia Lima Gatti Höfling, é escolher água mineral ou filtrada, já que a água da torneira apresenta alto teor de cloro. A temperatura também é um fator importante.

A água deve ser apenas aquecida e não fervida, já que a perda de oxigênio altera a acidez da bebida. O ideal é que o café seja preparado a 90°. O pó de café deve ser guardado na geladeira para preservar seu aroma, evitando recipientes abertos e transparentes.

Batatas Frisé e Chips

Alimentos

A McCain, conhecida pela comercialização de batatas pré-fritas congeladas, apresenta dois lançamentos para diversificar o oferta de produtos em restaurantes e similares, sem que, para isso, sejam necessárias grandes alterações no trabalho e na estrutura. Tratam-se de dois cortes que já são amplamente comercializados da Europa: Frisé e Maxi Chips. O primeiro corte, que resulta em uma batata palito ondulada, resulta em um produto macio por dentro e crocante por fora, além de ter um diferencial bem atrativo, devido ao formato. Já a Maxi Chips, produto exclusivo da marca, permitem o preparo das conhecidas batatas chips que geralmente só são encontradas prontas em supermercados. Uma das vantagens dessa versão é a possibilidade de servir o produto quente ou frio, uma vez que a Maxi chips não perde sabor e crocância.

www.mccain.com.br – 0800 704 3236

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Fiscalização interdita fábrica de doce de leite na cidade de Limoeiro de Anadia

Empresa diz que está em processo de regularização no Ministério da Agricultura

Assessoria / MP-AL

Uma indústria de alimentos, localizada no município de Limoeiro de Anadia, no Agreste alagoano, teve parte de suas atividades interditadas, nesta terça-feira (23), durante os trabalhos da Fiscalização Preventiva Integrada do Rio São Francisco (FPI). O setor que produzia doces de leite não possui registro no Ministério da Agricultura, uma exigência legal para empresas que vendem produtos para outros estados.

A Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) lavrou um auto de infração porque a indústria fabricava os doces de leite sem autorização daquele órgão federal e também fez a interdição dessa linha de produção específica, que ficará sem funcionar até que o Ministério da Agricultura dê a devida permissão.

A Adeal também apreendeu todos os produtos derivados do leite que já estavam prontos para a venda. Apenas foi recolhido o que estava sem o registro obrigatório.

Licença ambiental

O Instituto de Meio Ambiente de Alagoas (IMA) expediu notificação para que o proprietário comprove se está cumprindo todas as condicionantes previstas na licença ambiental já concedida à empresa. Dentre elas, o certificado de destinação final dos resíduos comuns, perigosos e das cinzas. Ele terá prazo de cinco dias para comprová-las.

Porém, o IMA fez uma interdição na área de ampliação da empresa, que também tinha que ter a autorização do Instituto.

O IMA também lavrou dois autos de infração porque encontrou outras irregularidades. Mais de 200m³ de madeira estavam na empresa. A lenha, que seria utilizada nas caldeiras da fábrica, foi apreendida. Também foi detectado um lançamento de resíduos sólidos, líquidos e de substâncias oleosas em desacordo com as exigências estabelecidas em lei.

O dono da empresa explicou que, em 2016, protocolou no Ministério da Agricultura o pedido de regularização do setor de doces de leite da fábrica. Entretanto, a autorização ainda não foi emitida.

No ‘olho do furacão’, JBS já perdeu R$ 9,6 bi

A intensa exposição dos crimes delatados pelos irmãos Batista durante o fim de semana resultou ontem no pior dia da história da JBS

Em meio à aversão de investidores, a empresa perdeu R$ 7,45 bilhões em valor de mercado. Na bolsa, as ações da JBS recuaram 31,3%, na maior desvalorização desde que a empresa abriu o capital, em 2007.

Desde quarta-feira, quando surgiram as primeira notícias da delação de Joesley Batista, os papéis da JBS caíram 37% na B3 (ex-BM&F Bovespa), o que fez o valor da empresa cair de R$ 25,9 bilhões para apenas R$ 16,3 bilhões nesse período.

A reação dos investidores condensa, em grande medida, a espiral negativa que sacudiu a empresa. Ainda que as perspectivas operacionais permaneçam positivas – fato que ajudou a conter a queda das ações na última sexta-feira -, as delações geram temores sobre a sustentabilidade financeira da JBS.

Ontem, a agência de classificação de risco Moody's rebaixou os ratings da JBS e da JBS USA, e colocou a nota da companhia em revisão para um novo rebaixamento. A Fitch rebaixou o rating da JBS e também colocou a nota em observação para possível rebaixamento. Por seu turno, a Standard & Poor's (S&P) colocou em observação para possível rebaixamento o rating da Moy Park, subsidiária da JBS.

O risco de pesadas multas também pressiona a companhia. No âmbito das negociações do acordo de leniência, o Ministério Público Federal (MPF) pede o pagamento de mais de R$ 11 bilhões em multas à JBS, mas ainda não chegou a um entendimento com a controladora J&F. E isso não é tudo. Fatalmente, a JBS terá de pagar multa nos EUA – a empresa negocia acordo com o Departamento de Justiça (DoJ) -, onde também já é alvo de ações coletivas.

O escritório americano de advocacia Rosen Law Firm abriu novo chamado para interessados em participar de uma possível ação de classe contra a JBS, motivada pelos impactos na companhia da delação e também pela Operação Bullish, que investiga irregularidades nos aportes feitos pelo BNDESPar, que tem 21,3% do capital da JBS. O escritório alega que a JBS pode ter divulgado informações enganosas aos investidores. Além disso, a empresa também pode sofrer ações coletivas relacionadas à Operação Carne Fraca.

A crise de confiança é outro fator que abala a JBS, sobretudo no Brasil, onde consumidores fazem campanhas de boicote às marcas da empresa – Friboi, Seara, Doriana, Swift, entre outras. Não à toa, a rival BRF ganha espaço junto aos consumidores e aos investidores. Ontem, as ações da dona das marcas Sadia e Perdigão subiram 6,1%, gerando um ganho de R$ 2 bilhões em valor de mercado.

Há também efeitos colaterais da delação, com a possível punição da JBS pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pelo uso de informações privilegiadas. A autarquia investiga se a empresa lucrou com a compra de dólares antes da divulgação da delação, sabendo que a exposição dela afetaria o câmbio. Os controladores da JBS também estão na mira da CVM pelo possível "insider trading" pela venda de ações da JBS antes da divulgação da delação.

Para o gestor de um fundo de pensão, a forte baixa da ações da empresa no pregão de ontem está ligada à zeragem de posições especialmente por parte dos investidores internacionais. A exposição em JBS virou um problema para o estrangeiro, uma vez que hoje há muito mais risco do que retorno potencial no médio prazo. Além disso, o estrangeiro, que conta com um leque de opções com mais de 300 papéis do setor para investir no mundo inteiro, não tem tempo para acompanhar os desdobramentos do caso da JBS, os processos judiciais, se os controladores vão ser presos.

Esse risco, argumentou o gestor, ficou mais claro após o fim de semana, com os questionamentos acerca das vantagens obtidas na delação pelos irmãos Joesley e Wesley Batista e as investigações sobre se teriam lucrado com a própria denúncia. O valor de R$ 11,6 bilhões pedido pelo MPF para fechar o acordo de leniência, apesar de não aceito, é outro risco. "O valor de R$ 11 bilhões acabaria com a empresa", afirmou o gestor.

Diante de tudo, histórias do passado mal-explicadas, como as condições do acordo que selou a incorporação do frigorífico Bertin pela JBS, voltam à tona, adicionando incertezas no cenário já conturbado. Notícias veiculadas na imprensa na semana passada dão conta de que a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) pediu que a Justiça cancele o negócio, alegando fraudes fiscais e societárias pela JBS.

O pano de fundo desse caso do passado é a possível apropriação indevida de um ágio na incorporação do Bertin. A suspeita é que os Batista compraram, em 2009, uma participação maior dos Bertin do que divulgaram ao mercado, o que pode ter lesado minoritários e a Receita.

A participação oculta da família Batista, que foi aventada pelo advogado Sérgio Bermudes em 2013, se daria pela Blessed Holdings, empresa americana sediada em Delaware. A Blessed, por seu turno, é controlada duas empresas sediadas em paraísos fiscais: Lighthouse Capital Insurance Company, cuja sede fica nas Ilhas Cayman, e a U.S Commonwealth Life, que é de Porto Rico.

Segunda edição da innovapack está confirmada para 2017

24 de maio de 2017

Único encontro com foco em design, tendências e inovação para embalagens da indústria alimentícia acontecerá no Transamerica Expo Center, em agosto

Após o sucesso de sua primeira edição, a innovapack, única feira da América Latina focada em design, tendências e inovação para a embalagem final de alimentos e bebidas, será realizada paralelamente ao evento Food ingredients South America (FiSA), o mais completo para a indústria de ingredientes alimentícios da América Latina. A expectativa é que cerca de 11 mil visitantes se reúnam no Transamerica Expo Center, de 22 a 24 de agosto.

Entre as atrações já confirmadas, estão o Packaging Innovations Gallery, área que destaca as principais inovações em embalagens da indústria alimentícia no Brasil e no mundo, e a Conferência innovapack, com a participação dos principais pesquisadores e companhias de inteligência de mercado. No pavilhão acontecem também as Seminar Sessions, sessões de 30 minutos sobre os lançamentos e novas tecnologias das empresas, ministradas por líderes de mercado.

“Temos a convicção de que a innovapack e a FiSA oferecem ao mercado uma experiência completa. Em 2017, as feiras trarão um número ainda maior de lançamentos e tecnologias, reunindo um público qualificado e focado em realizar negócios”, acredita o gerente dos dois eventos, Fernando Alonso.

A innovapack reúne segmentos como Concepção & Design, Embalagens & Afins e Eco Packaging & Soluções Sustentáveis, levando a seu espaço expositores e visitantes de agências de design de embalagem, impressão, tampas e fechamentos, rotulagem, materiais de embalagem, recicladores, entre outros.

Fonte: 2PRÓ Comunicação