Coopercitrus lança marca própria de café

Bebedouro participa da 7ª edição da Copa Regional de Voleibol Adaptado

11/04/2018

Números da Abic(Associação Brasileira da Indústria de Café) apontam que as estimativas anuais do crescimento do consumo interno de café no Brasil são de 3,3% para café em pó, 4,3% para o torrado e 9% para as versões em cápsulas.

Tendo em vista o crescimento do mercado, a Coopercitrus lança em todas as suas filiais o café produzido com grãos selecionados de seus cooperados. O “Expresso do Campo”, marca própria da cooperativa, é comercializado em dois tipos: tradicional e gourmet.

O Café Expresso do Campo quer resgatar, pelo sabor, qualidade dos grãos e aroma inigualável, o tempo de ouro do café, protagonista para o desenvolvimento do Brasil. Exale o aroma do Café Expresso do Campo e tenha as recordações em suas mãos. Apenas um pequeno gole dessa saborosa bebida fará com que você faça parte de uma enorme cadeia de produção desde os anos de 1800.

Fonte: Coopercitrus/Depto. de Marketing.

Biscoitos para pintar em casa com as crianças: novidades artesanais já estão disponíveis em Blumenau (SC)

Quarta, 11 Abril 2018 15:27 Escrito por Carol Sperb
Com diversos formatos, os doces são acompanhados de tintas comestíveis e uma opção para momentos em família. Os itens, produzidos por pequenas fábricas, estão disponíveis no Empório São Jorge

Há algumas décadas, a cena era bastante comum: as mulheres preparando diferentes pratos na cozinha e as crianças ao redor, participando de cada etapa. Essa tradição, trazida principalmente pelos imigrantes alemães, não faz mais parte da rotina de muitas famílias. Mas um produto feito por pequenas fábricas da região de Blumenau (SC) quer resgatar este costume.

Os doces artesanais que podem ser decorados em casa estão disponíveis no Empório São Jorge e são uma opção para quem viver esta experiência. “É uma forma de incentivar os momentos em família, além de ser uma oportunidade de diversão principalmente para as crianças”, diz Patrícia Evers, diretora do local.

Os produtos vêm acompanhados de tintas comestíveis e trazem formatos diferentes. Outro diferencial é a fabricação dos itens. “São doces artesanais, ou seja, com ingredientes de qualidade”, encerra.

Sobre o Empório São Jorge
Fundado há cinco anos, o Empório São Jorge é uma delicatessen especializada em produtos regionais. Bolachas, queijos embutidos, chocolates, cachaças e cervejas estão no portfólio da casa, que atende blumenauenses e turistas o ano inteiro, dentro do Parque Vila Germânica. De segunda a sábado, a casa funciona das 10h às 22h. Aos domingos, das 10h às 18h.

A sede por água de coco estimula produção brasileira

11/04/201814h43

Rio de Janeiro, 11 Abr 2018 (AFP) – Valorizada por seus benefícios nutricionais, na moda entre as celebridades, a água de coco viu sua produção se intensificar no Brasil, impulsionada pelo aumento do consumo doméstico e global.

Quarto maior produtos mundial de coco, bem atrás de Indonésia, Filipinas e Índia, o Brasil se distingue dos concorrentes asiáticos para produção de coco verde, do qual é extraída a água de coco.

O país sul-americano é o primeiro produtor mundial da bebida. Do 1,9 bilhão de cocos colhidos em 2015 no Brasil – o dobro da produção de 20 anos antes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) -, 70% eram verdes.

"Dez anos atrás, os cocos secos, que produzem leite e óleo de coco, representavam a metade da colheita nacional", destaca Francisco Porto, presidente do Sindicato Nacional de Produtores de Coco do Brasil (Sindcoco).
Coqueiros-anões crescem

A superfície ocupada por coqueiros cresceu pouco desde 1990, passando de 210 mil hectares a 152.661 hectares atuais, segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Os coqueiros gigantes, destinados à produção de coco seco, ainda ocupam a maior parte das plantações, especialmente no nordeste brasileiro. Contudo, o cultivo de coqueiros-anãos, usado para os cocos verdes e quatro vezes mais produtivo, ganhou terreno. Ele se desenvolve em novas regiões por grandes produtores e empresas do agronegócio.

"O crescimento do cultivo de coqueiros de variedade anão intensificou-se há aproximadamente 15 a 20 anos, em função do aumento da demanda por água de coco", explica à AFP Humberto Rollemberg Fontes, engenheiro agrônomo da Embrapa.

Lucio Távora/AFP

Diferentemente das plantações de coqueiros-gigantes, "os plantios foram realizados em sua maioria com irrigação com manejo cultural e fitossanitário adequados".

Cerca de 100 mil hectares hoje são dedicados cultivo de coqueiros-anões.
Mercado em expansão

Do lado do consumidor, o mercado brasileiro de água de coco virou de cabeça para baixo no início dos anos 2000, quando Luiz Otávio Pôssas Gonçalves, fundador da marca Kero Coco, começou a comercializar a bebida em caixas, muito lucrativas.

A bebida, até então consumida apenas diretamente da fruta, tinha uma validade muito limitada. Em caixinhas, ela começou a se afastar das praias para chegar aos grandes centros urbanos do sudeste do país, onde seu consumo continuou a crescer.

Segundo um estudo da Euromonitor de 2016, o mercado brasileiro de água de coco deve ter uma expansão anual média, em volume, de 9,2% até 2020, tomando parte do mercado de refrigerantes.

Lucio Távora/AFP

Diante dessas perspectivas e desejando melhorar sua imagem, gigantes de refrigerantes e bebidas alcoólicas não demoraram para se posicionar.

Em 2009, o grupo americano PepsiCo já tinha adquirido o grupo Kero Coco, líder do mercado. A brasileira Ambev adquiriu a marca carioca Do Bem em 2016.

A água de coco brasileira também pode crescer nos mercados americano e europeu. "Ano passado, nossa água se vendeu mais nos Estados Unidos do que no Brasil, enquanto há cinco anos, os americanos quase não compravam", aponta Roberto Lessa, CEO da Aurantiaca, fabricante da marca Obrigado, terceira no mercado nacional.

"A Europa deve seguir o mesmo caminho. Hoje em dia, vendemos a metade da nossa produção no exterior. Até 2025, prevemos vender 75% da produção fora do Brasil", acrescenta. Até lá, o grupo terá aumentado 50% de suas capacidades de produção.

Puríssima lançará água específica para a ‘Cidade de Maria’

A Água Puríssima, indústria Mato-grossense de água mineral, lançará um rótulo específico para a "Cidade de Maria", projeto da 1ª Cidade Sustentável e Inteligente do Ocidente, que será implantado no município de Nossa Senhora do Livramento com o intuito de ajudar as pessoas que habitam na região, oferecendo uma estrutura melhor para se viver. A primeira amostra da água será apresentada no próximo domingo (15.04), dia do pré-lançamento do projeto.

O diretor de marketing da Puríssima, Filipe Nery, conta que o principal objetivo dessa padronização é ajudar a população local fornecendo água de qualidade e principalmente preço diferenciado.

"O rótulo será todo padronizado com a logomarca da Cidade de Maria e com o selo de qualidade da Água Puríssima. Estaremos fornecendo por preço acessível para que a Cidade possa reverter parte da verba às crianças, jovens e adultos daquela região".

Para Nery, outro ponto que levou a marca a desenvolver um rótulo especial foi a religiosidade e a devoção com que foi fundado esse projeto.

"Além de ser uma cidade sustentável será extremamente religiosa, onde será realizado encontro de fieis de todo o Estado e até do país. É um projeto espetacular que beneficiará centenas de pessoas carentes e por isso nossa empresa, que tem uma responsabilidade social, não poderia ficar de fora".

A fundadora, Iracema Caldas, relatou que essa parceria com a Puríssima terá um grande valor para a realização desse projeto, pelo fato da água ter uma enorme representatividade na Igreja Católica, por ser símbolo do Cristianismo e por gerar renda que contribuirá para a diminuição da desigualdade social dos moradores da região onde será construída a Cidade de Maria.

"A ideia é que futuramente possamos fornecer essa água não só na cidade, mas também em outros pontos de venda", disse Iracema.

PROJETO

Na cidade também será implantado um Santuário destinado a Nossa Senhora Desatadora dos Nós, um Hospital Beneficente de Olhos, o "Senior Living", condomínio residencial habitado preferencialmente por idosos, com estilo de vida partilhado para compras, idas ao médico, condução coletiva, etc, a "Street Maal"(Indústria e Comércio), espaço privilegiado para vivência concreta e aplicação na prática da economia de partilha, onde indústria e comércio serão fontes geradoras de emprego e renda, e mais dois hotéis, um próximo ao hospital e o outro para atender aos eventos corporativos, religiosos e turísticos.

Amstel expande atuação no Sul

A marca, que já está presente em Santa Catarina, chegará também ao Paraná e ao Rio Grande do Sul
Por Marcos Graciani

graciani@amanha.com.br

A partir deste mês, os gaúchos apreciadores de cerveja contarão com a opção da holandesa Amstel. A marca já operava no Rio Grande do Sul com o chope e agora inicia a distribuição das embalagens de lata 350 ml, lata 473 ml e garrafa 600 ml. A marca, que já está presente em Santa Catarina, chegará também ao Paraná.

Produzida pela Heineken Brasil, Amstel está presente em mais de 110 países, e expande sua atuação na região Sul do Brasil, após ganhar os mercados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Tipo lager, leve e com sabor único, que une a tradição e a modernidade de sua cidade de origem, Amsterdam, sua receita europeia é puro malte e produzida com ingredientes naturais, sem aditivos e com teor alcoólico de 4,6%. 

Segundo Eduardo Picarelli, diretor de marketing da marca, a cerveja agrada muito o paladar do brasileiro. “A Amstel consegue equilibrar muito bem a qualidade de sua receita puro malte com a refrescância que o público gosta. O consumidor poderá ter acesso a uma cerveja holandesa de alta qualidade a um preço que está acostumado a pagar”, propagandeia.  

4 mudanças importantes na indústria de alimentos

Por Redação SM – 11/04/2018
Para as grandes empresas, torna-se arriscado se concentrar demais em escala e em relançar produtos antigos

Até bem pouco tempo atrás, a maior parte das pessoas confundia grandes marcas com alta qualidade. O principal objetivo de uma indústria de alimentos era ser grande o suficiente para poder bancar publicidade. Chegando aí, estava feita. Criava a imagem de grande empresa e isso bastava. As coisas, contudo, vêm mudando.

A crise de confiança pela qual as grandes corporações passam se aprofundou desde 2008. No foco, desta vez, está a indústria de alimentos, sobretudo a Big Food (os conglomerados transnacionais, que possuem negócios em diferentes setores e em muitos países).

Após ter trabalhado cerca de 15 anos dentro da indústria de alimentos, Cristina Leonhardt, engenheira de alimentos, fundadora do site Sra. Inovadeira e diretora de inovação da Tacta Food School, empresa de educação e consultoria técnica para o setor de alimentação, há dois, vem observando esse mercado de um ponto de vista um pouco mais neutro. “Temos mapeado como se movimentam as áreas de inovação e pesquisa e desenvolvimento (P&D) desse setor, o que tem sido lançado e como todos têm se comunicado – entre si e com o consumidor”, conta Cristina.

Desse mapeamento, cinco áreas despontam como as principais zonas de mudança para as empresas interessadas em permanecer relevantes, explica Cristina. Veja quais são:

1) Foco em nutrição
A primeira delas é uma mudança de foco estratégico, da qual derivam todas as demais transformações. Quem produz alimentos deve ter foco em nutrição, não apenas disposição para rever eventuais erros passados. A indústria de alimentos precisa tomar para si a parcela de responsabilidade sobre a saúde da população (mesmo que a saúde da população não dependa apenas da indústria de alimentos). Um começo seria acolher o Guia Alimentar para a População Brasileira dentro do desenvolvimento de produtos. O Guia Alimentar, a despeito de críticas, oferece uma boa base para o que é uma alimentação saudável.

2) Mais transparência
A próxima mudança é uma das nossas grandes bandeiras: transparência. Alimentos e bebidas são dois dos únicos produtos cujo consumo se dá pela ingestão (adicione à mistura os fármacos) e são feitos, paradoxalmente, por uma das indústrias mais fechadas que há. Iniciativas que buscam dar mais clareza a como funcionam essas empresas e também a produção dos alimentos – como a Food Babe, nos EUA, e a Põe no Rótulo e a Do Campo à Mesa, no Brasil – costumam encontrar grande oposição entre grupos mais conservadores. Contudo, ser transparente já não é mais escolha – a internet democratiza o acesso à informação e permite também que se verifica a veracidade daquilo que é dito.

Propagandas, rótulos, reviews, reportagens: tudo está sob constante escrutínio. Será que este alimento é tão saudável quanto diz? Posso confiar nesta lista de ingredientes? Aqui se fala que a produção é local, mas quem garante?

Não basta apenas se comunicar, há que se comunicar sincera e empaticamente, inclusive assumindo falhas. É uma proposta dura para quem gasta muito mais em marketing do que em P&D. A comunicação é uma via de mão dupla – e a próxima mudança está no modo como os alimentos são criados.

3) Produtos mais inovadores e relevantes
A indústria precisa aprender a escutar o seu usuário, com SACs mais preparados e ativos, que forneçam respostas reais às perguntas. Precisam também da aplicação de metodologias de desenvolvimento de produtos centradas na criação de valor para o usuário. Com seus grandes parques fabris, a indústria tem um claro incentivo ao desenvolvimento de produtos ao redor das tecnologias já instaladas. É comum vermos a Big Food lançando variações de seus próprios produtos. É uma iniciativa muito tímida, pouco expressiva, sobretudo, quando considerado o tamanho das equipes de inovação envolvidas. Enquanto isso, uma miríade de pequenos novos negócios lança produtos relevantes e únicos marcados por crescente personalização. As soluções são direcionadas para usuários específicos, voltadas para aqueles cujo o valor extrapola o preço.

4) Foco em variedade e não em escala
A personalização dos alimentos, que se acentuará com o entendimento da genômica e da nutrição individualizada, se traduz numa outra e necessária transformação: parques fabris mais flexíveis e adaptáveis, com foco na variedade, e não na escala produtiva. Ser muito grande, nestes tempos de mudanças rápidas, frequentes e imprevisíveis, tende a ser um passivo, não mais um ativo. O consumidor clama por mudanças. A indústria de alimentos pode optar por acompanhar o processo – ou então resignar-se, aceitando que outros players, mais flexíveis e com ouvidos mais abertos, venham atender a essas novas demandas.

Fonte: Época Negócios

DPA adquire unidade em Garanhuns/PE

Planta atende à crescente demanda da região Nordeste

São Paulo, — Para consolidar sua estratégia de crescimento no Brasil, a Dairy Partners Americas(DPA), empresa líder na categoria de iogurtes na região Nordeste com as marcas, Nestlé, Nestlé Grego, Nestlé Ideal, Neston, Ninho, Molico, Chambinho, Chamyto, Chandelle e Zero Lacto anunciou a aquisição do site industrial em que já atua, em Garanhuns, no Estado de Pernambuco. A planta está estrategicamente localizada em uma das principais bacias leiteiras do Nordeste, o que possibilitará a consolidação da liderança da DPA na região ao ampliar o portfólio e o volume de produtos fabricados localmente para atender à crescente demanda de consumo e contribuir para que os produtos cheguem mais rapidamente em um maior número de pontos de vendas

A Unidade gera cerca de 700 empregos, entre diretos e indiretos, e tem uma captação de leite de cerca de 30 milhões de litro/ano diretamente de produtores locais. A DPA é uma joint venture formada entre a Nestlé e a neozelandesa Fonterra, maior exportadora de lácteos do mundo.

Atuação responsável — Como uma das maiores captadoras de leite do País, a DPA atua de forma responsável na cadeia de leite para proporcionar melhorias na qualidade, rentabilidade e sustentabilidade das fazendas. Somente a atividade de captação de leite em Garanhuns gera, de forma direta e indireta, cerca de 420 postos de trabalho, entre produtores de leite, técnicos de campo, transportadores e demais funções de apoio à produção.

Com a parceria da Nestlé, a empresa desenvolve uma série de iniciativas junto aos fornecedores de leite com o objetivo de melhorar o desempenho econômico e técnico das fazendas. Dentre as principais iniciativas estão o programa Boas Práticas na Fazenda (BPF), que tem 12 anos de existência e é um dos mais abrangentes na cadeia do leite, focando elementos de qualidade e conformidade na operação. Toda a metodologia utilizada no programa foi desenvolvida na Nova Zelândia pela Fonterra, em parceria com a empresa QCONZ, que é a responsável por replicar o trabalho no Brasil.

Outras iniciativas diferenciadas são o Sistema de Valorização do Leite (SVL), que precifica de maneira diferenciada os fornecedores que alcançam elevados índices de qualidade em sua produção de leite; e o Programa NATA (Núcleo de Assistência Técnica Autorizada), com o objetivo de treinar e repassar conhecimento técnico-financeiro de produção leiteira às fazendas fornecedoras da DPA.

A realização de visitas técnicas mensais por profissionais especializados e treinados pela DPA e pela Nestlé-UFV (Universidade Federal de Viçosa), com acompanhamento de dados financeiros e zootécnicos, são atividades promovidas pela DPA, que buscam transferir para os fazendeiros do Nordeste tecnologia de ponta, desenvolvida no próprio Brasil e também na Nova Zelândia, país referência mundial em produção eficiente e sustentável de leite.

Lotes de água mineral e queijo são proibidos por conter bactérias

As empresas Fonte Azul e Indústria de Laticínios Santa Tereza Eireli devem recolher o estoque dos lotes proibidos no mercado.

Por: Ascom/Anvisa

Publicado: 10/04/2018 11:27

Publicamos nessa segunda-feira (9/4) a proibição de lotes de água mineral e queijo, devido à presença de bactérias.

O lote 1702 da Água Mineral Natural, da marca Santa Rita do Sapucaí, apresentou resultado insatisfatório para Pseudomonas aeruginosa, uma bactéria que pode causar infecções.

A Água Mineral Natural é fabricada pela empresa Fonte Azul indústria, Comércio e Empreendimentos Imobiliários Ltda., e teve o lote 1702, com data de fabricação 13/09/2017, data de validade 13/09/2018, proibido.

Já a empresa Indústria de Laticínios Santa Tereza Eirel, constatou a presença da bactéria Listeria monocytogenes em três lotes de diferentes produtos. A bactéria pode causar doenças em seres humanos. O comunicado de recolhimento foi emitido pela própria fabricante.

Empresário vai investir R$ 1,2 milhão em nova fábrica de bebidas

10/04/2018 12:

Por Ana Paula Dahlke

A indústria de bebidas Thomsen, tradicional pela comercialização de refrigerantes Thom, encerrou as atividades da fábrica em Blumenau na semana passada.

Porém, um dos ex-funcionários, Charles Rampelotti, que trabalhava na área comercial da empresa há 20 anos, decidiu seguir no ramo e abrir uma empresa inspirada na marca:

"A fábrica começa a funcionar em no máximo 60 dias em Itajaí. A produção inicial será de 10 mil garrafas, com constante aumento. Decidi investir nesse segmento justamente por carência de mercado".

O empresário da nomeada Blastifusion conta que o investimento inicial gira em torno de R$ 1.200.000,00

As máquinas estão sendo feitas pela empresa Toscano Comércio de Máquinas, de Caxias do Sul (RS).

Serão produzidas quatro marcas da empresa:

Linha de Capilé

Linha Concentrado

Linha Cápsulas, ainda em fase de desenvolvimento

Linha Conceito Cafés, que já atua em todo o estado

A linha de refrigerantes ficará para um estágio mais avançado.

Inicialmente serão 10 pessoas trabalhando diretamente com a marca, além dos serviços de logística.

O químico que também trabalhava na Thom já foi admitido por Charles na nova empreitada, além de integrar na equipe outros ex-funcionários.

Indústria busca reduzir açúcar sem perder sabor

Mudança de hábitos do consumidor alerta indústria de alimentos e bebidas.

O açúcar está presente na mesa dos brasileiros diariamente e seu uso tem sido observado por profissionais de saúde e por órgãos do governo, graças ao crescimento de doenças relacionadas ao consumo excessivo deste produto. No Brasil, o consumo médio de açúcares é de 16,3% do total de calorias diárias, enquanto a recomendação da OMS é de até 10%. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a maior parte do açúcar consumido no país vem do que é adicionado aos alimentos pelo consumidor em casa e representa cerca de 56%, enquanto o açúcar adicionado nos industrializados corresponde a 19,2%.

Existe um movimento latente que demanda por produtos mais saudáveis e adequados à uma alimentação balanceada, o que tem influenciando na criação de formulações de alimentos e bebidas com menos açúcar. É fato que o brasileiro tem vivido uma mudança nos hábitos relativos à alimentação. Em pesquisa divulgada pela PROTESTE – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, no ano passado, 80% dos pesquisados gostariam de mudar seus hábitos alimentares. O estudo apontou ainda que 37% dos respondentes afirmaram não resistir a alimentos considerados pouco saudáveis.

Para a aromista sênior da Takasago Brasil, Eliana Nogueira, o açúcar é um ingrediente essencial na indústria alimentícia em razão do paladar do brasileiro. “Trabalhamos com mercados internacionais e notamos que, quando temos que adaptar um produto ao paladar dos brasileiros, o açúcar é um ponto de extrema atenção”.

Ainda assim, diversas empresas têm adotado iniciativas de redução da quantidade de açúcar de seus produtos, o que configura um desafio para o setor. Segundo Eliana Nogueira, o açúcar dá corpo e sustentação aos aromas de diversos produtos e a retirada de qualquer percentual dele pode alterar a percepção do sabor. “Quando tiramos o açúcar de uma formulação, perde-se aquela sensação de preenchimento do produto na boca”, explica.

No entanto, problemas de saúde como a obesidade no Brasil chegam a 19% da população, segundo o Vigitel, levantamento do Ministério da Saúde realizado em 2016. O estudo apontou que, em dez anos (de 2006 a 2016), o diagnóstico de diabetes passou de 5,5% para 8,9% e o crescimento do número de pessoas obesas foi de 11%. Já entre as crianças, o IBGE diz que uma em cada três ainda não chegou ao nível da obesidade, mas estão com peso acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde

Diante desse antagonismo, novas alternativas surgem para resolver a equação. Trata-se de tecnologias que utilizam moléculas exclusivas na composição dos aromas, a fim de melhorar o sabor de produtos que tiveram redução de açúcar em sua formulação. As moléculas atuam pontualmente na percepção sensorial e realçam o dulçor do produto com menos açúcar. Com isso, evita-se a perda do efeito de preenchimento original entregando mais sabor para o consumidor.

“A Takasago desenvolveu uma tecnologia exclusiva, chamada INTENSATES® Flavor Modulator, cujas moléculas são derivadas de destilação, extração, reações, síntese e entendimento dos receptores de sabor. Identificamos os compostos de alto impacto importantes desses aromas específicos através da utilização de diferentes técnicas analíticas”, detalha a aromista.

A tecnologia é promissora e pretende resolver o impasse da indústria de alimentos brasileira que busca se posicionar de maneira mais competitiva frente à mercados internacionais. Além disso, pressões governamentais também têm atuado sobre o setor. Em 2017, o Ministério da Saúde iniciou, em parceria com Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), estudos para redução do açúcar nos alimentos processados. A primeira etapa consiste na análise das principais fontes de açúcar na dieta dos brasileiros, assim como o que foi realizado com o sal que, desde 2011, passou por um processo de redução que retirou mais de 14 mil toneladas de sódio dos alimentos.

Nos últimos cinco anos houve um aumento na procura e comercialização dos moduladores de sabor, que podem ser aplicados na composição de aromas para todos os tipos de alimentos e bebidas tais como refrigerantes, iogurtes, sucos, biscoitos e confeitos.